a hora do adeus

Tudo o que é bom dura pouco, não é mesmo? Quando a gente gosta de um lugar, o tempo que a gente passa lá nunca é suficiente, é sempre pouco. Esses três anos na Coreia definitivamente foram pouco. Bem aproveitados, mas duraram pouco. O fato é que é chegada a hora de partir para uma nova aventura, uma aventura bem mais normalzinha, sem surpresas tampouco necessidade  de adaptação cultural. 

Nossa última semana na Coreia foi corrida. Ajeita daqui, separa dali, arruma malas, empilha num canto tudo o que vai ficar pra trás…  

Sábado foi dia de empacotar a casa. Os caras da mudança chegaram às 8 da manhã e não pararam até que o último volume estivesse no container. Diferentemente da Austrália, aqui na Coreia o povo trabalha mesmo, sem break. Lá, os caras levaram dois dias empacotando e preenchendo o container. Aqui, levaram umas 6 horas. “Pali Pali”

O dia foi tenso, Pituca, tadinha, ficou estressada. Não tinha lugar pra ficarmos. Saímos pra comer e demos umas voltas na rua (já não tínhamos mais carro, que alias foi vendido na sexta por um valor bem justo). Mas a parte mais estressante do dia foi nos mudarmos do nosso apê pro outro que alugamos para as últimas noites aqui. Foram duas viagens de táxi + um outro táxi. Só assim pra caber tudo. Isso soem falar a língua, se comunicando só nos gestos. um tumulto, uma correria. Marido num sobe e desce de escadas levando malas grandes e pesadas (claro que o prédio não tinha elevador e nos estávamos no quarto andar) e eu segurando a Pituca nos braços “tomando conta” das malas na rua, até a última estar lá em cima. 

E pensando bem, essa nem foi a pior parte. O pior mesmo foi o apartamento que em nada se assemelhava às fotos no site. As fotos mostravam um apê clean, espaçoso, bonitinho. A realidade era outra: um apê meio velho, cheio de cacarecos, camas horríveis, roupa de cama esquisita, banheiro sem box (só um chuveiro na parede)… Que raiva, viu. Dizem que sempre existe a primeira vez pra tudo né? Essa foi a primeira vez que aluguei fato por lebre. Anyways, foram só duas noites. 

café francês delicinha que abriu pertinho de casa – buáaaa

Pelo menos, a localização era bem conveniente. Perto de tudo, super walkable. Foi ruim mas foi bom rs Foi  bom pra aceitarmos mais facilmente a despedida. Tivesse sido um apartamento fofo numa localização ideal, teria sido bem mais doído deixar Seul. E já não foi nada fácil 😦

Adeus, Seul. Obrigada pela acolhida nesses 3 anos. Tivemos tropeços e atropelos no início mas criamos um bond pra vida toda. Vou, mas te carrego no coração. Sentirei saudades das suas montanhas, da vida urbana, dos templos e palácios. Sentirei saudades de Sinchon, de Yeonhui-dong e também de Itaewon. Sentirei saudades de seus parques, das suas ruelas, da sua comida, dos seus mercados populares. Sentirei saudades de cada cantinho que conheci e, claro, dos amigos que a Coreia deu e da aventura nossa de cada dia vivendo num país sem falar a língua. Sentirei saudades, muitas saudades da Minha Vida Coreana. 

*****

Em tempo: Nossa estada na terra do kimchi se encerra aqui, mas nossas aventuras continuarão na terra do Tio Sam (e num novo blog), onde tudo começou.

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