despedidas

E vai se aproximando o dia de encerrarmos mais um ciclo. Nunca imaginei que fosse viver uma vida assim, cigana, sem um endereço fixo, sem vizinhos permanentes. Mas é assim que vivemos, ao sabor da maré, do vento, das oportunidades. E pra falar a verdade, acho que nasci pra viver dessa maneira. De Porto em Porto, vamos conhecendo lugares diferentes, ampliando nossos círculos de amizades, mergulhando em culturas diversas e acumulando uma bagagem que não pesa nada, pelo contrário, nos faz mais leves, mais livres. Não é fácil ficar pulando de galho em galho, mas é tão gratificante.

Não vou mentir, estou muito pouco empolgada com nosso regresso aos “esteites”, simplesmente porque definitivamente não reflete meu lifestyle, mas estou sempre pronta para abraçar mudanças, ainda que não sejam pro lugar dos sonhos. 

O mais difícil disso tudo são as despedidas. Até hoje não aprendi a lidar com isso e desconfio que jamais aprenderei. Dar tchau pros amigos, pra cidade e levar na bagagem somente as lembranças, fotografias e experiências não é uma tarefa fácil. E se não é fácil pra mim, imagine pros meninos que ainda são tão pequenos. Dar adeus para nossa vida coreana está sendo uma tarefa sofrida. E desta vez, não é apenas o Vivi que está sofrendo. Nickito também está sentindo o peso do adeus. E que dó me dá assistir isso tudo. Mas assim é a vida e tudo o que eu posso fazer é dar colo e conversar muito com eles. Mostrar o lado positivo e explicar que tudo passa, até mesmo a dor da saudade, que aos poucos se transforma em boas lembranças. É isso que eu digo pra mim mesma cada vez que meus olhos se enchem d’água. 

Hoje no encontro do mês das Brasileiras rolou também a despedida de 4 membros dos grupo (eu era uma delas, claro) e ao mesmo tempo que senti uma gratidão enorme, a tristeza veio junto no pacote. Um grupo tão lindo, tão harmonioso, tão alto astral, tão divertido. 

Quando saímos da Austrália achei que jamais teria um grupo de amigas tão bacana quanto o que eu tinha lá, mas pra minha surpresa, fiz aqui amigas que levarei pra vida! E isso me dá a esperança  de que na próxima parada também encontraremos nossa galera. Nada é mais importante na adaptação a um novo país do que ter amigos. 

Por ora, sigo triste com as despedidas, com a saudade que vou sentir dessa galera animada, mas sei, por experiência que fazer amigos é uma questão de tempo e de abraçar as oportunidades. 

Então, vamo que vamo! Não estou pronta, mas vamo que vamo assim mesmo.

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