Isabella aos 18 dias de vida

Hoje acordei achando que a Isabella tem mais cara de Luana. Ou Elena. Too bad que não dá mais pra mudar de ideia 😦 O registro brasileiro já foi feito e o passaporte chega semana que vem. A cidadania australiana também está a caminho, então mesmo com cara de Luana (ou Elena), Isabella ela é. 

O estranho é que ainda não consigo chamá-la pelo nome, tampouco referir-me a ela como Isabella. Me causa um certo desconforto. Ela é a bebê, a baby. I wonder quando isso vai mudar. Por mais que o nome sugira dois apelidos, ainda não consegui decidir se ela é a Isa ou a Bella. Não duvido que ganhe um apelido oficial que nada tenha a ver com o nome. Por enquanto, ela é a pipoca (porque tá toda cheia de pipoquinhas no rosto),  ou pituca (porque ela é uma Pituquinha fofa :)).

a primeira foto da família completa

Mas quem se importa com apelidos neste momento, né? 

Essas duas semanas e meia tem sido punk. Ando com olheiras de deixar morto de inveja qualquer urso panda. Mas mais do que as olheiras de mãe mal dormida, meu problema é o estresse. Andei super estressada, primeiro com o peito empedrado e a dor nos peitos e dos bicos esfolados, depois com a dúvida se estava produzindo leite suficiente e mais recentemente com a falta de sono da pequena. Quer dizer, falta de sono não, falta de dormida. A bichinha que deveria dormir em média 16h por dia, dorme cerca de 10. Mas a verdade é que os irmãos também eram assim, então não há muita surpresa ou novidade. O problema é que agora eu to mais aware, mais ligada nos paranauê (precisei chegar aos 40 e ter o terceiro rebento para estar/me sentir pronta para a maternidade), então não aceito que “a bebê é assim e pronto”. Procuro motivos e também os caminhos para ajustar. 

Ela anda overtired. Cada vez que não dorme fica mais difícil dormir. Se agita mais e começa a berrar um berro de perder a voz. Um berro que, já aprendi, não é de fome (desta vez, to me tornado especialista em sons de bebê rs). Ontem, quando finalmente entendi o motivo do berreiro, coloquei as dicas do dr. Google em prática e consegui fazê-la dormir. Um bebê recém nascido overtired precisa ter todos os sentidos estimulados: empacotei a bebê num charutinho bem justo, coloquei white noise bem alto, escureci o quarto (sim, há cobertores pendurados nas janelas, bem barraco style), dei um pouco de peito, enquanto fazia carinho no rostinho, então levantei com ela e comecei a embala-la. Funcionou. Ela tentou relutar mas acabou se entregando. Dormiu. Dormiu por belas 4 horas, quando acordou para mamar. Resultado: hoje ela passou um dia muito, muito, muito melhor. O melhor so far! Tao bom que agora to aqui (já nem é mais hoje, já é amanhã, rs) aguardando ela acordar pra mamar. Já passa da meia noite e ela está dormindo há quase 5 horas numa tranquilidade de dar inveja em qualquer bebê overtired 🙂

Eu que até ontem a acordava pra mamar se passassem 3 horas de sono, hoje resolvi (incentivado por uma amiga especialista no assunto – obrigada, Mari!) deixar rolar. Mesmo ela ainda não tendo voltado ao peso do nascimento, como está aos poucos chegando lá, resolvi arriscar, até porque ela realmente precisa descansar pra ser feliz. Bebê cansado é bebê estressado. Disso eu entendo. Mas claro que eu não consigo dormir né? To aqui velando o soninho dela é atenta a sua respiração. Como ser diferente?

Mas to feliz 🙂 Feliz e aliviada, porque hoje (ontem) na segunda consulta com a Lactation consultant (onde deixamos mais 150 doláres), vi que não apenas ficará tudo bem, mas que tudo já está bem. A pega dela não é perfeita, mas tá quase lá. Eu tenho bastante leite (ao contrário do que eu imaginava) e bebezinha está ganhando peso – devagarzinho, mas tá – e crescendo (é muito comprida a bichinha) e bem contentinha ao mamar. 

Saí de lá maus leve e cheia de esperança de que já já encontraremos nossa rotina. 

Hoje, após a consulta, fomos buscar os meninos na escola e acabamos ficando fora de casa por mais tempo que planejava, um total de 4 horas. E para minha total surpresa, bebezinha comportou-se maravilhosamente bem. Não chorou sequer uma vez. Na ida mamou e dormiu. Na volta mamou e observou o mundo ao seu redor. Eu, claro, vi brotar a esperança de dias melhores 🙂

Amanhã vamos comprar um carrinho. Ia deixar pra comprar nos EUA, mas algo me diz que ela gosta de passear, gosta do movimento, então, a poluição nos permitindo, vamos colocar o pé na rua e enjoy esses últimos 2 meses de Coreia 🙂

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