ainda sobre a semana 34

E na última quinta, lá fomos nós para mais um dia de consulta. A partir de agora as visitas à clínica serão a cada 2 semanas. A coisa tá ficando real, estamos na reta final. Na próxima consulta já levo meu birthing plan.

O frio na barriga ainda não começou, mas confesso que um motivo aqui, outro ali têm me deixado um tantinho insegura.

O que somehow me tranquiliza é que meu médico segue muito confiante, dizendo que meu quadro todo é muito positivo. Ele realmente está confiante que devo ter um parto natural. Eu, como já entreguei nas mãos de Deus, estou tentando me acalmar e confiar também na avaliação e recomendação do meu médico que sempre me aconselha a relaxar, confiar no meu corpo e deixar possíveis problemas com ele, porque se algo der errado, ele estará lá. Haja meditação, viu?

A ultrassonografia mostrou o baby de cabeça pra baixo (claro que em 1 mês tudo pode mudar, várias vezes), dentro do tamanho e peso esperados. Desta vez, terceirinho(a) não quis dar as caras, ficou de costas e a única imagem significativa que trouxemos pra casa foi do seu pezinho 🙂

Hoje comecei a tomar o tal do chá de folhas de framboesa que, em tese, colabora para um trabalho de parto mais eficiente. A ideia é tomar uma vez por dia durante a primeira semana, passar para 2 vezes na segunda e finalmente para 3 até o baby chegar. Mal não faz, né?

Esta semana finalmente chegou o bassinet que será a caminha do baby pelos primeiros 6 meses. Comprei um modelo nada glamuroso, dobrável, para levarmos na mala, dessa maneira, poderá ser usado aqui até nosso último dia e lá na Flórida assim que chegarmos. Praticidade é a palavra de ordem.

Comprei também um bouncer e um play mat/gym. Acho que finalmente liquidei a lista de compras dessa primeira parte do enxoval. Baby já tem tudo que precisará nesses primeiros 2 meses de vida. Bom, na verdade, quase tudo, porque ainda estou considerando outros dois itens, um sensor de respiração/temperatura e um Snuggle Me para colocar no bassinet. Devo decidir se compro ou não na próxima semana. Só estou um pouco indo

Confesso que conforme vai se aproximando minha due date, vai aumentando meu desconforto com o fato do bebê não ter um quartinho pronto. Eu sei que é uma futilidade, afinal de contas, tudo o que um recém nascido precisa é de amor, aconchego, atenção e leitinho. Sei também que até os 6 meses, ele nem habitaria seu próprio quartinho, mas, entretanto, contudo, todavia, sinto como se estivesse negligenciando, fazendo menos por ele(a) do que fiz pelos irmãos. Culpas de mãe 😦

Mas não há de ser nada, se tudo der certo, conseguiremos a façanha de alugar uma casa de 4 quartos (tarefa quase impossível na school zone que estamos procurando) pro nosso primeiro ano na Flórida e poderei então preparar o ninho particular do nosso terceiro rebento, com o mesmo carinho que preparei pros irmãos.


Em tempo: Hoje tive um huge melt down. Desta vez, o responsável foi o Nickito. Na verdade, ambos, Vivi e Nickito andam me tirando do sério com as brigas diárias entre eles. É muito barulho, é muita gritaria, é muita implicância, é muita confusão. Todos os dias. Várias vezes ao dia. Basta eles chegarem em casa que minha paz acaba. É duro dizer/escrever isso, mas a verdade é que eles já entram em casa brigando. A cada dia fica pior, ficam mais intolerantes um com o outro. Chegou ao ponto, noutro dia, deles rolarem no chão, literalmente. Nunca pensei que fosse ver o que ando presenciando. É muita raiva, muita faísca. Mas pior, mais grave do que isso é a falta de respeito e consideração do Nickito conosco (eu e marido). São respostas absurdamente malcriadas o tempo inteiro, muito descaso, muita grosseria. Hoje ele não dá mais os ataques de outrora, em vez disso, de gritar feito um louco, nos desrespeita verbalmente o tempo todo, sempre com uma ironia assustadora. É quase um bully. Bully dos próprios pais.

Eu sempre tento conversar, contornar, oferecer e pedir ajuda. Ofereço carinho, atenção, abraço, mas nada parece surtir efeito. Claro que não dou prêmio para mau comportamento, então muito embora eu esteja sempre disposta a oferecer carinho, vou cada vez mais limitando os privilégios. TV e eletrônicos, que já são bem limitados, acabam sendo os primeiros a dançar. Ele também já não pode mais escolher onde vamos comer (uma das coisas que ele mais curte fazer). O problema é que de grão em grão, vou ficando sem moeda de troca. Mais um pouco e não teria mais o que tirar dele.

Hoje a coisa foi séria e uma tristeza gigante se abateu sobre mim, desabei completamente, estou até agora fora do prumo, sem vontade de nada. Perdi completamente meu chão. O lado positivo é que, assistindo meu melt down, acho que ele finalmente percebeu a gravidade da situação e, pela primeira vez, se mostrou realmente preocupado, diria até desesperado com minha condição. Prometeu se esforçar de verdade para não me deixar mais estressada, nem triste. Disse, muito emocionado, que não consegue me ver chorar. Mostrou-se preocupado também com o bebê, com receio disso tudo poder afeta-lo. Vamos ver… Só posso torcer pra que as coisas entrem nos eixos e que nossa família volte a ter paz antes da chegada do bebê, porque eu não gosto nem de imaginar o que será esta casa com esse estresse, um bebê e todos os meus hormônios ainda mais remexidos no pós parto.

Que Deus nos proteja.

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