Que semana!

Não bastasse mamis ter embarcado pro Brasil logo no inicio da semana, deixando um vazio imenso na casa, a Lei de Murphy atuou direitinho e, justo quando não tinha mais o suporte extra tão importante, Vivi adoeceu. A asma se manifestou intensamente, o bonitinho perdeu 3 dias de aula e eu fiquei em casa, às voltas entre cuidados com o doente e com os afazeres de todos os dias (somados àqueles de quem está se preparando para a chegada de um baby). Foi cansativo, mas não poderia mandar o Vivi pra escola, o risco era muito grande.

Duas amigas aqui estão com os filhos com pneumonia, sendo que um deles está internado e assim ficará por uma semana pelo menos. Pânico define.

Vivi ainda não está 100%, mas pelo menos já não sente mais dores no peito e já consegue respirar. Sério, cada vez que ele tem essas crises, quem fica sem ar sou eu.

Mas se Deus quiser, amanhã, mesmo com a tosse que persiste, ele volta à rotina escolar.

A asma dele não é um evento constante, ele não usa bombinha diariamente, nem anda com ela na mochila. Os ataques ocorrem exclusivamente por causa da exposição ao frio e/ou poluição, logo, esse inverno coreano é extremamente nocivo a sua saúde. Isso me faz, mais do que nunca, contar os dias para nossa mudança para a Flórida. Não há amor pela Coréia que valha ver um filho sofrer assim. Estou absolutamente em contagem regressiva para uma vida nova, num lugar quentinho, úmido e com ar puro.

Coupang!

Mais um da série: Coisas que me fazem sentir saudades antecipadas da Coréia 🙂

Comecei a usar o Coupang faz alguns meses e o vício da facilidade me pegou feio.

O site é em coreano, mas usando o tradutor de página do Chrome, o sucesso é garantido. Coisas que antes em comprava no iHerb, agora compro mais barato no Coupang. Mas o principal atrativo desse site coreano é o rocket shipping que entrega milhares de produtos em menos de 24 horas.

Precisa de produtos de limpeza, alimentos (frescos, congelados, empacotados…), fralda, brinquedos, qualquer coisa (!) pro dia seguinte? Não tema, o Coupang entrega.

Ontem mesmo, já era noite quando encomendei luvas de borracha e esponjas de lavar louça. Chegaram esta manhã.

Não são todos os produtos que são entregues com tanta rapidez, mas mesmo os que “demoram” não demoram tanto assim.

E eu mencionei que a entrega é grátis? pois é…

Claro que alguns produtos cobram entrega, mas até hoje, tudo o que comprei foi entregue de graça. E olha que todo dia tem encomenda chegando aqui na porta, hein!

You gotta love Korea! And I… I am going to miss Korea. Very much.

31 semanas, os hormônios e o até breve

Trinta e uma semanas se passaram desde a concepção, desde aquele dia em que um descuido de férias se transformou no brotinho do quinto elemento da nossa trupe. Faltam aproximadamente 9 semanas até a chegada do terceiro rebento, a terceira cria da nossa já nem tão pequena família.

Hoje foi um dia triste, o mais triste deste ano. Dia em que acordamos mais cedo pra levar minha mãe ao aeroporto.

Após 3 meses conosco, mamis está voando de volta pro Brasil, onde ficará pelas próximas 5 semanas, antes de retornar pra cá para dar as boas vindas ao mais novo integrante da família.

A despedida no aeroporto foi rápida, tão rápida que não deu tempo da ficha cair. Mas chegando em casa, ao me deparar com aquele quarto vazio, o vazio no peito cresceu, tomou conta da alma, a tristeza transbordou e o choro desceu. Os hormônios definitivamente não ajudam, né?

Me recolhi e chorei o rio Amazonas inteiro, depois me recompus e, me arrastando fui tocar a vida, porque ela continua.

Mas não há de ser nada, já entrei em contagem regressiva novamente – em 5 semanas, mamis estará de volta. Aliás, este é o ano das contagens regressivas: a volta da mamis, o nascimento do baby, a mudança para a Flórida… e, claro, as visitas que receberemos lá 🙂


Em tempo: queria muito, muito, muito mesmo, que papis pudesse vir também, porém, acho que a visita do vovô terá que ficar para a Flórida, afinal, alguém tem que cuidar dos netinhos que estão no Brasil.

oh vida…

-Mamãe, qual é o seu trabalho? Você não trabalha mais com a sua revista, né?

-Não, meu filho, não estou trabalhando com a revista. No momento meu trabalho é… vocês… :O|

-Peraí, então você não faz nada pra ganhar dinheiro???? O papai é que ganha todo o dinheiro da família?

-…

-É que noutro dia a professora perguntou pra todo mundo sobre o trabalho da mãe e eu não soube o que dizer o que você fazia… teve gente que disse que a mãe era artista…

(como se as mães dondocas lá trabalhassem, né?)

-Pois você poderia ter dito que sua mãe é arquiteta e/ou interior stylist. Apesar de eu não estar trabalhando agora, essa é minha profissão…

-Ah…

Quando eu optei por ficar em casa com as crianças, não pensei que esse questionamento fosse chegar tão cedo :(. Mas aqui está ele, no momento mais inoportuno possível, quando, em vez de estar voltando à ativa (o que era o plano para quando nos mudássemos de volta pros EUA), estou recomeçando a saga da maternidade full time, zerando o relógio, com um novo rebento a caminho.

E olha, definitivamente, não é fácil ser mãe full time. A vida de housewife é bem ingrata, especialmente quando este nunca foi o seu plano.

Nos meus planos, eu hoje teria uma vida divida entre casa, escritório e universidade (e tenho certeza absoluta que me cansaria muito menos assim). Quando terminei a faculdade, emendei logo na pós, enquanto trabalhava. Na sequencia, entrei pro mestrado, que esperava ter terminado e emendado no doutorado. Mas a vida tinha outros planos pra mim… Planos que eu abracei sorrindo e não me arrependo! Por outro lado, sinto muita falta de ter um pedaço da minha vida particular, um pedaço só meu. Meu trabalho, minha conta, meus colegas, meus clientes…

Dizem que a gente não pode ter tudo, né? Pelo menos não ao mesmo tempo… Especialmente se você escolheu acompanhar seu marido nessa vida de morar aqui e ali, sem raízes, ao sabor do vento, ou da vontade de mudar novamente.

Não dá pra reclamar da vida, né? Sou muito grata por tudo o que tenho vivido nesse quase 15 anos fora da caixa. Mas confesso, sinto falta da minha independência, da minha identidade, sinto falta de ser a Erica apenas, a Erica profissional, e não a mãe do Vinny e do Nick ou a esposa do Mauricio…

Mas vamo que vamos porque, como disse, estou prestes a zerar o relógio e recomeçar os trabalhos maternos com mais um bebê. O que será depois que o terceirinho crescer, só Deus sabe! Temos aí, pelo menos mais uns 3 anos pela frente até eu poder pensar novamente na Erica no singular. Quem viver verá! Até lá, o novo título que me caberá em breve é o de “mãe de três” , que cá entre nós é trabalhoso pra caramba, especialmente nessa vida pelo mundo e sem “secretárias” ;o)

Quando o bebê chegar…

Filhote mais velho estava deitado no meu colo recebendo um cafuné quando fui surpreendida pela pergunta:

– mamãe, quando o bebê chegar, todo o seu amor vai pra ele?

– claro que não, meu filho! Aqui tem amor de sobra. Mas o bebê no começo vai precisar de mais atenção e eu precisarei da ajuda de vocês….

Ah se ele soubesse quanto amor eu tenho dentro do peito! Acho que os filhos não tem noção do quão amados eles são. É tanto mas tanto amor que me dá vontade de rir e de chorar. É tanto mas tanto amor que só de pensar me falta ar.

Mas eu bem sei que eles só entenderão o tamanho infinito desse amor quando (e se) eles tiverem os próprios rebentos. Antes disso, é inútil tentar explicar. E como é bom sentir esse amor incondicional e imensurável, como é boa essa sensação do multiplicar, em vez de dividir.

O chá

Na última sexta foi o chá do baby. Chá, no qual não movi uma palha, tudo foi organizado pelas amigas brasileiras aqui de Seul (tá, eu fiz um bolinho de milho e lembrancinhas cheirosinhas, que esqueci de entregar, hahaha), um grupo fantástico de mulheres maravilhosas que nos presentearam, a mim e ao baby, com uma festa linda recheada de mimos, delícias e muito, muito, muito carinho.

Sabe a tal da saudade antecipada? Então… esse grupo vai fazer uma falta…. (suspiros)

Foram horas de bate papo, comilança e diversão. Uma verdadeira chuva de afeto que foi lindamente eternizada pelas lentes da Ju, um dos presentinhos que a Coreia me deu.

O evento foi na casa da Naira, nossa matriarca e organizadora chefe. É ela que toca esse grupo e consegue reunir a galera, no mínimo, uma vez por mês, o que, cá entre nós, é de suma importância na vida de esposas expatriadas que não trabalham fora.

Gratidão por compartilhar esses momentos com essas meninas, viu?

E de quebra, tive a alegria imensa de, pela primeira vez, ter minha mãezinha presente num chá de bebê meu.

Se isso tudo não é sorte, não sei mais o que é.

Então tá aí os registros da celebração do baby número 3, que nem chegou ao mundo e já recebe tanto amor.

Agora só faltam mais umas 10 semaninhas, coisa pouca :O)

30 semanas, já?

Já! Ou deveria dizer “ainda”? Se for considerar o tamanho da barriga e o que indica a balança, “ainda” é mais apropriado…

Se for considerar a dor nas virilhas que tardaram mais chegaram (com tudo) esta semana, “ainda” é mais apropriado.

Se for considerar as estrias que vêm surgindo, ignorando solenemente os banhos de óleo que que dou na pança várias vezes ao dia, “ainda” é bem mais apropriado.

Mas, se considerar a delícia de sentir os chutinhos, ah, aí o “já” me consome.

Só de pensar que mais dois meses e meio e it will all be over forever, confesso que me dá uma tristezinha.

“Ih, lá vai a doida querer engravidar novamente!”

Não, no way, não tenho mais idade nem saúde para encarar uma outra gestação, muito menos um outro parto. Mas confesso que se fosse 5 anos mais nova, não pensaria duas vezes em partir pro número 4, afinal, terceirinho, coitado, não terá um irmão pra brincar/brigar com ele… e isso me parte o coração.

Call me crazy, mas muito secretamente, chego a imaginar adoção de uma quarta cria. Imaginar eu posso, né?

Anyway, pensamentos insanos de grávida. Grávidas podem ser bem insanas e culpar os hormônios, né não? 😉

O que eu sei é que lá se vão 30 semanas e baby ainda não tem onde dormir, acredita? A ideia era comprar um bassinet, mas bassinets duram até o sexto mês somente e nós sairemos daqui com um baby de 2 meses e não receberemos nossa mudança por pelo menos 1 mês. Ou seja, teremos que comprar outra caminha pro baby quando chegarmos e depois ficaremos com duas caminhas que perderemos em 4 meses. Sinceramente, não sei o que fazer. Co-sleep não chega a ser uma opção em nossa queen bed. Infelizmente não temos espaço suficiente.

A única alternativa mais viável é utilizar o bassinet do carrinho (que ainda não temos) como caminha, mas fico imaginando o quão inconveniente será ter um carrinho dentro do nosso quarto que não é nada espaçoso. Nem pra mesinhas de cabeceira temos espaço direito. Imagine…

Tá complexo. Não quero surtar com detalhes, tô super relaxada, impressionantemente relaxada com o fato do bebê não ter um quarto esperando por ele, mas a caminha do bebê entra na lista de itens fundamentais, né?

Anyways, espero ter isso resolvido até semana que vem.