O tal do #10yearchallenge

Esta semana, pipocou nas redes sociais um “desafio” novo. Confesso que não sou muito de aderir a essas hashtags (talvez por não me identificar com a maioria, ou por não achar relevante), mas desta vez, achei bem interessante ver como as pessoas mudaram nos últimos 10 anos. Na verdade, não as pessoas, mas a vida das pessoas, o foco.

Cem por cento das fotos que aparecem no meu feed com a hashtag #10yearchallenge mostram a evolução de mulheres nesta última década e o que eu vejo são mulheres com o sorriso mais sincero, menos posado, mulheres 10 anos mais velhas, mas muito mais bonitas (de verdade mesmo). Vejo mulheres que ganharam filhos e abandonaram a maquiagem. Mulheres plenas. Plenas e lindas.

Fui procurar fotos minhas há 10 anos e me deparo com duas situações, dois eventos que marcaram minha vida há 10 anos: 1- Vivi tinha acabado de completar um aninho de vida e eu ainda era uma mãe de primeira viagem, com muitas incertezas, muitos desafios, uma mãe que cometia muitos erros sem saber que estava errando; 2- Marido, prestes a concluir o doutorado, recebia uma oferta de emprego nas longínquas terras australianas, para onde fomos sem pestanejar. Iniciávamos então uma nova fase de nossas vidas, deixando para trás o capítulo americano indo para ainda mais longe da família, das raízes, da pátria amada.

Hoje, 10 anos depois, estamos fechando o ciclo, com data marcada para retornar pra terra do tio Sam – quem diria? – com nosso terceiro rebento temporão, no momento no ventre, mas até lá, recém-nascido.

Como nossa vida mudou! Nesse 10 anos, moramos nos Estados Unidos, na Austrália e na Coréia e, de lambuja ainda passamos duas temporadas vivendo na Espanha. Conhecemos uma pá de países, fizemos muitos amigos, ampliamos nossos horizontes, mudamos nossa alimentação… Tivemos também perdas irreparáveis, mas crescemos, amadurecemos. Hoje, quando olho para trás, vejo o quanto melhoramos como pais ao longo desses anos. Vejo também o quanto amadurecemos nossa forma de enxergar a vida e como começamos a valorizar o que é realmente importante.

Em tempo: quando mostrei essa montagem do #10yearschallenge pra minha mãe-sincera-até-demais, com o intuito de mostrar como a vida mudou (há 10 anos, tinha apenas um bebê e hoje tenho dois moleques crescidinhos e um bebê temporão na barriga), adivinha o comentário que ela fez??

“É, minha filha, o tempo marca… fazer o que?”

Pô, eu podia ter dormido sem essa, né? hahahaha Mas tudo bem, tô muito tranquila com as marcas do tempo e muito mais preocupada em estar bem por dentro do que por fora – meu foco e minhas prioridades mudaram muito nesses 10 anos. Ainda bem 😉

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