Feliz Ano Novo às 25 semanas

E 2019 chegou.

Encerramos o ano cercados de alguns dos amigos que fizemos aqui na Coréia, com uma celebração simples, porém regada a muitas gostosuras, num clima leve e descontraído. A noite foi tão gostosa que sequer nos lembramos de registrar. Dessa vez, nem uma fotinha do grupo teve, nem mesmo da mesa com as comidas, nem mesmo das crianças brincando ou dos doguinhos fofos que passeavam pela casa. Mas posso garantir que não faltou animação. Infelizmente, os registros desses momentos ficarão impressos somente na memória.

O Ano Novo começou com as crianças fazendo um sleepover na casa dos novos amigos, vizinhos nossos e anfitriões do Reveillon, e eu passando uma noite quase insone, sentindo aquela queimação que só uma azia de gestante consegue proporcionar. Passei metade da madrugada sentada na cama. Divertido. Sóquenão.

Não sei se a fase da azia finalmente chegou com tudo ou se foi um evento pontual devido ao adiantado da hora da ceia e à quantidade de sobremesas que comi. Shame-shame-shame. E imagine que além do pé na jaca de ontem, hoje já acordei comendo torta de chocolate da mamis e bombom de morangos de travessa. Vergonha na cara? Nem sei o que é.

Mas sei bem o que é o peso da barriga e o grito da balança quando subo nela para checar a gravidade da situação. Sei também que aquela dor nas virilhas que me assolou durante os últimos meses da gestação do Nickito resolveu dar as caras. Já ando feito uma mistura de pata choca, pinguim e jabuti manco.

A resolução de hoje não é pro Ano Novo, mas para esta vigésima quinta semana de gestação: me esforçar para voltar pro eixo, colocar um fim nessa comilança de doces e finalmente começar a fazer um exerciciozinho diário. Sem falar da necessidade gritante de voltar a minha rotina de meditação. Pre-ci-so. Mas antes preciso dar um fim nessas sobremesas 😛

O resultado do exame de glicose sai esta semana. Estou bem perto da hora da verdade e já sem esperança. Mas sabe de uma coisa? Nem estou me estressando com isso, porque independente do resultado, eu sei o que tenho que fazer. O mais difícil é me manter firme, mas isso acho que conseguirei quando os moleques voltarem às aulas e minha rotina voltar ao normal.

E por falar em hora da verdade, estou desconfiando que este bebê não chegará na época esperada e, ao contrário dos meninos, virá bem antes. Primeiro porque é super comum isso acontecer com grávidas 40+ e segundo porque todos os bebês brasileiros que conheço que nasceram aqui, vieram apressadinhos, um tanto antes da data prevista – inclusive, o mais recente nasceu ontem, de supetão.

Early labor feelings….

Mas mais assustador do que ter um bebê programado para chegar em breve é ter uma mudança programada para acontecer com um bebê recém chegado. Sei que tô repetitiva, mas me causa uma grande inquietação imaginar a confusão que será empacotar a casa com um bebê tão novinho; fazer uma viagem de mais de 24 horas com um bebê tão novinho; chegar num outro país, sem casa, sem carro, sem móveis, com malas, duas crianças e um bebê tão novinho; ficar numa casa temporária pelas primeiras semanas e depois mudar para uma outra, ainda vazia… tudo com um bebê tão novinho. É de rotina que bebês precisam, né? Ah… pelo visto, isso não vai rolar.

Acho que a ficha da realidade está começando a cair. E é muita novidade para um 2019 só.

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