agora são 22

Vinte e duas semanas se foram e os chutinhos já podem ser sentidos do lado de fora da barriga – não com a frequência que eu gostaria, mas já tá bom demais 🙂

Esta semana experimentei pela primeira vez nessa gestação e em muito tempo, um episódio sério de constipação, graças aos deslizes na alimentação – ainda me impressiono como faz diferença na minha vida uma alimentação integral e descascada, em vez de empacotada e refinada.

Foi só ceder aos desejos por doces e gostosuras glutinosas umas poucas vezes para ter o efeito. Meu corpo logo reclama e eu pago uma conta alta e desagradável.

Nada que voltar aos eixos não resolva, ainda bem. 

Voltei a concentrar nas folhas verdes, legumes e frutas, evitar leite de vaca e derivados, reduzir a quase zero os farináceos (mesmo os GF) e fechar os olhos pros docinhos (a parte mais difícil do momento) por um dia – sim, um dia – e meu corpo começou a me desculpar o deslize e voltou a funcionar. Não tão bem quanto antes, mas chegaremos lá. Isso se eu não tiver recaídas durante o Natal… Oh my, oh my!

A barriga segue crescendo numa velocidade estonteante e a balança começa a me alertar “hold your horses!!”. Pra quem começou na casa dos 53, estar na casa dos 61 às 22 semanas não é muito animador. Em pensar que no início o ganho de peso estava tão lento que eu cheguei a ficar preocupada… ha-ha-ha. Nada como não estar mais enjoada. Nada como ter um buraco constante no estômago. Nada como desejar comer todos os doces do mundo (se bem que, comparada às gestações anteriores, quando eu comia quilos de chocolate, eu não tô comendo quase doce nenhum!).

Mas vamo que vamo, tentando controlar o consumo de doces e besteiras  – nem que pra isso eu tenha que aumentar o consumo de comida, rs –  e aumentar um pouquinho que seja a movimentação do corpo, que neste inverno anda querendo mais hibernar do que qualquer outra coisa.

Concertos de fim de ano

Este ano não tivemos participação especial dos meninos nos concertos de Natal na escola. Por algum motivo, não foram escolhidos para cantar nem atuar. Na verdade, Nickito até foi selecionado para cantar uma frase de uma música, mas ficou revoltado, porque era menos de 5 segundos.

Como nem o Vivi foi selecionado pro papel que queria, nem o Nickito pra música que ensaiou, eu esperava ver crianças super talentosas cantando e atuando, mas o que vi foi muita criança desafinada e sem talento para atuar.

Não me entenda mal, não sou o tipo de mãe que acha que os filhos são os melhores. Não mesmo. Sou muito crítica até. Mas no concerto da série do Nickitito não havia uma criança, das muitas selecionadas, que cantasse melhor que ele. Pra falar a verdade, não havia nenhuma que sequer cantasse bem. O curioso é que apenas crianças coreanas foram selecionadas para os destaques. É no mínimo estranho, né não?

Já no concerto da série do Vivi, havia um ou dois muito bons atores, mas o amiguinho que foi selecionado pro papel que ele queria teve um desempenho beeeem sofrido. Longe de saber atuar, o que ele tinha a favor dele era apenas o fato da mãe ser membro cativo do PTO.

Sem falar que a atual professora de música e organizadora do evento deste ano, além de ser claramente um ser perturbado, tem um histórico de perseguição tanto com o Vinny quanto com o Nicky. Tanto que os dois chegaram a me pedir para não participar este ano. Tanto que ela teve a audácia de dar nota mínima pros dois na matéria. Que sorte, né?

A situação é tão patética que até mesmo a outra professora de música estranhou os meninos não terem sido selecionados. Vai entender.

Oh well, her loss. Este foi o concerto mais bagunçado que fui na vida. Crianças perdidas, descoordenadas e desafinadas, claramente uma falha séria na direção do que era pra ser um belo espetáculo. Deu saudades dos concertos da Cheltenham Primary School, a simplória escola pública australiana dos meninos.

Mas aqui vão uns pequenos registros dos concertos do segundo e quinto anos.

O concerto este ano foi tão desinteressante que eu que sempre me emociono com essas celebrações de fim de ano, tendo ou não a participação dos meninos, sequer consegui prestar muita atenção ou acompanhar a estória. Perdi completamente o interesse logo no início quando vi o quão mal organizado estava. Na verdade, pela primeira vez, contei os minutos para terminar (e como pareceu longo!). Deu até sono! Que diferença dos anos anteriores…

E, juro, isso não é papo de mãe frustrada.

A melhor parte dos concertos foi o pós concerto, quando, como já é tradição, saímos pra jantar, rs

21 semanas – baby brócolis :)

Mais uma semana, mais uma foto. 

Dizem que com o primeiro filho, a gente se dedica muito mais, é muito mais cuidadosa, tem mais frescuras… Com o segundo, a gente acaba tirando menos fotos, tendo menos tempo, sendo menos fresca… E com o terceiro… bom, com o terceiro a gente “dá a chupeta que caiu no chão pro cachorro lamber” rsrsr

Não aqui em casa 😛

Os mesmos cuidados, frescuras e dedicação que tive com o primeiro, tive também com o segundo. Também tirei tantas fotos de um quanto do outro – deles e da gestação. 

Com o terceiro não será diferente. Pelo menos não nesses aspectos.

Já no que se refere à alimentação… será tudo bem diferente (já está sendo). Simplesmente porque hoje eu sou uma Erica diferente.

Todos aqueles suquinhos de maça, cereais de arroz, biscoitinhos Maria, iogurtinhos… dos primeiros anos de vida não serão conhecidos pelo baby número 3. Chocolate também não será oferecido tão cedo, pelo menos não em sua versão “venenosa” e açucarada. Besteirinhas não farão parte do dia a dia dele(a), simplesmente porque não fazem mais parte do nosso dia a dia. Assim é muito mais fácil.

Quanto tive os meninos, apesar de me alimentar bem, consumia também muita porcaria. Nossa despensa era recheada de recheados, chocolates, chips, minha vida era um mar de leite condensado. Eu era uma viciada em açúcar e glúten e laticínios. Hoje a história é outra. Não sou um exemplo, porque ainda consumo, ainda que moderadamente, alguns laticínios e docinhos (mais agora com os desejos de gestante do que pré-gravidez), mas tenho uma alimentação tão diferente que é até difícil de acreditar. Se um amigo próximo daquela época encontrasse com um amigo próximo de hoje e conversassem sobre mim, não acreditariam que é a mesma Erica.

Não sei como será este terceiro bebê, se dormirá a noite toda, se terá cólicas, não sei se conseguirei ter um parto natural, não sei se será possível produzir leite/amamentar como pretendo. Muitas são as incógnitas, por conta, principalmente, da minha autoimune, mas uma coisa eu sei, bebês aprendem pelo exemplo e desta vez, o exemplo que daremos será bem diferente, pelo menos no quesito alimentação.

Se depender de mim, terceirinho terá “cheiro” de brócolis em vez de chocolate :0), preferirá uma cenoura a um Oreo (aliás, o que é Oreo? rs).


Quando a poluição dá uma trégua

Quando a poluição dá uma trégua e a temperatura ameniza, é proibido ficar em casa!

Foi o que aconteceu no sábado. E nós, obviamente, saímos para passear.

Foi um passeio breve, mas deu pra curtir um pouco do dia lindo que fez. Fomos visitar um dos palácios e emendamos com uma voltinha e almoço em Insa-dong.

Demos tanta sorte que encontramos até mesmo uma árvore ainda vestida em seu traje vermelho (as folhas vermelhas duram mais tempo). Sem falar do céu azul, do solzinho que disfarçava os 9 graus. Mais nem reclamou do frio, rs

O almoço também foi campeão. Fomos num coreano tradicional que eu amo e comemos de tudo um pouco.

Pena que o sol se pôs cedo e nos obrigou a voltar correndo pra casa, fugindo do frio.