Sobre o winter break

Na verdade este post não é bem sobre o winter break, mas sobre a sorte que meus filhotinhos têm de ter um ao outro. Eles brigam, não vou negar. Implicam demais um com o outro, é bem verdade. Por outro lado, brincam muito juntos também. Brincam, fazem piada, dançam, caem na gargalhada… dá gosto ver.

Eu que fui filha única até os quase nove anos de idade, mesmo depois que finalmente ganhei uma irmã, continuei sendo filha única. Sempre digo que meus pais tiveram duas filhas únicas, e não é exagero, já que a diferença de idade nunca nos permitiu dividir a mesma fase da vida. Meu relacionamento com a minha irmã nunca foi fraternal, sempre tendeu mais pro maternal, comigo dando sermão e “puxão de orelha”.

Mas meus moleques não. Eles são parceiros. Nas brigas e na diversão. E eu acho isso lindo, me emociono e rezo pra que os anos passem e essa amizade só cresça e se fortaleça.

Durante este winter break, enquanto várias mães procuram desesperadas arrumar playdates e sleepovers pros seus filhos saírem do tédio, eu tô aqui tranquilinha, assistindo de camarote os meus brincarem. Tá certo que às vezes é um pega pra capar, um fuzuê, uma gritaria, um acusando o outro… mas noutras tantas, quando vejo os dois se divertindo, protegendo um ao outro das “injustiças” do papai e da mamãe, tendo “sleepovers” um no quarto do outro, ou fazendo aquela bagunça saudável pela casa, a felicidade me invade.

Não tenho dúvida que a diferença de idade entre eles é perfeita. Não sei como seria o relacionamento deles se fossem um menino e uma menina, mas agradeço muito ao destino por serem dois “iguais”, que apesar de personalidades, gostos e preferências extremamente diferentes, se encontram na terra dos eternos moleques e compartilham de momentos que certamente ficarão na memória (apesar de toda a encrenca, rs). Pra mim, é uma benção poder presenciar isso.

Aí, vendo tudo isso e me inebriando com esse show de molecagem desses dois parceirinhos, fica difícil não pensar da vida solitária que terá o terceiro rebento. A verdade é que, sendo menino ou menina, será uma cartinha fora do baralho. Será mimado pelos irmãos? Aposto que sim. Será protegido por eles? Não tenho dúvida. Receberá atenção? Certamente. Mas a verdade nua e crua é que nunca terá a experiência dessa parceria espontânea dentro de casa. E eu entrarei para a turma das mães que procuram desesperadamente por playdates e sleepover nas férias de inverno, para tirar a cria do tédio.

As voltas que a vida dá…

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