12 semanas – a última do primeiro trimestre

Acordei ansiosa, tensa, na expectativa de ver pela primeira vez, meu terceirinho no formato bebê inteiro, com braços, mãos, pernas, pés… e, como sorte, quem sabe até  movimentos.

Não achei que me emocionaria, afinal, é o terceiro, né? Mas não adianta, cada filhote é único e, ao ouvir o acelerado coraçãozinho, o nó na garganta apertou e lágrimas escorreram: bebezinho estava lá, inteirinho, com as mãozinhas cobrindo o rostinho e ainda fez a graça de dar uma mexidinha.

Primeiro vimos a ultra 2D para checar medidas, peso, contar dedinhos, etc e, na sequência, para minha total surpresa, tivemos uma ultra 3D pra uma visão mais real da cria. Creepy, confesso, mas tão emocionante! Foi a primeira vez que vi um filhote na barriga em 3D 🙂

Saí da salinha de ultrassom mais leve, como se tivesse deixado pra trás os paralelepípedos que vinha carregando nas costas. Aparentemente, está tudo certinho com filhotinho número 3.

Não, não sabemos se é menino ou menina e, sinceramente, não tenho o menor interesse em saber, simplesmente porque não faz absolutamente diferença nenhuma. Minha única e exclusiva preocupação é a saúde dessa criança. Rezo, medito e mentalizo para que o quinto elemento da nossa nem tão pequena família venha abençoado com muita saúde. O resto é banalidade.

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É engraçado como são as coisas… na primeira gestação, eu não tinha nenhuma preferência, mas estava super curiosa pra saber se seria menino ou menina, doida pra começar a planejar o quarto, o enxoval, escolher o nome… era quase como se tudo fosse uma grande brincadeira de casinha, de mamãe de boneca. Hoje, olhando pra trás, vejo muito claramente o quão pouco preparada eu estava para a maternidade. Pobre primogênito…

Na segunda gestação, eu dizia que não tinha preferência, mas os íntimos sabiam que lá no fundo, eu queria mesmo era um segundo menininho pra ser o melhor amigo do Vivi. Imaginava os dois brincando e crescendo juntos para serem os melhores amigos – nunca imaginei, entretanto, os “arranca rabo”, as brigas, picuinhas, as encrencas da vida real, rs.

Lá pro final da gestação do Nickito, comecei a ter uma vontade enorme de ter o terceiro filho – loucura, eu sei, nem havia parido e já encasquetava com o terceiro. Mesmo me arrastando, cheia de dores por conta da barriga nada discreta, mesmo cansada, cismei que não seria mãe de apenas dois vai entender! Até o nome do terceiro eu escolhi ainda grávida do segundo: Thomas seria o terceirinho.

Mas o tempo passou e eu não consegui convencer o marido sobre ter o terceirinho. Fui diagnosticada com Síndrome de Sjogren, a idade começou a pesar, meu deadline (38 anos) passou e eu me conformei com “apenas” meus dois encrenquinhas.

Mas o destino não se conformou e aqui estamos nós, esperando o terceiro rebento, que nascerá no terceiro país. Segundo meu digníssimo, é melhor que a gente volte logo pros EUA e complete logo esse ciclo, porque não dá mais pra ficar tendo um filho à cada país que a gente mora, não, rs. Não o culpo 🙂

Esta semana me despeço do primeiro trimestre e espero que também dos enjôos, mal estar, boca amarga, cansaço/falta de disposição… Espero que o segundo trimestre que me espera ali na esquina, traga com ele muita energia, porque eu certamente estou precisando.

 

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