E lá se vão as 16 primeiras semanas

Diria que muito pouco mudou da semana passada para esta. Talvez a principal diferença seja que eu sinto muita falta de dormir de barriga pra cima. Tanta falta, que às vezes acordo no meio da noite nessa posição.

Após minha primeira gestação fiquei muitos anos sem conseguir dormir de bruços, que costumava ser minha posição preferida pré-maternidade. Não sei porque, mas ficar de bruços se tornou super desconfortável, doía as costas, o pescoço… Aí comecei a apreciar dormir de costas, com os braços pra cima da cabeça, feito bebê, sabe? Era como eu relaxava. Mas agora, cada vez que me pego nessa posição, quase pulo da cama no susto. Deitar, somente de lado, de preferência sobre o lado esquerdo – regra de ouro que toda grávida conhece. Mas gente, que coisa mais inconveniente. Lembro bem que após a gestação do Nick, fiquei com o quadril achatado do lado esquerdo, de tanto que dormi daquele lado. E desta vez não será diferente…

O pior é que já começo a sentir o corpo incomodado durante a noite. Acordo várias vezes para mudar de lado e, confesso, na transição, dou uma paradinha de um minutinho de barriga pra cima.

Fora isso, diria que estou um pouco mais preocupada desde a última consulta, quando fiquei meio bolada com o perfil do bebê. Ah, sei lá, pode ser cisma, mas o perfilzinho dele me pareceu diferente, o nariz meio que emendando no lábio superior, o maxilar superior proeminente… Mas como a dona mocinha da ultra não comentou nada, disse que tava tudo normal, talvez seja só apreensão normal de grávida. Oremos pra que seja só isso mesmo.

Sábado temos uma festa de Halloween – só pra adultos! Será a primeira vez na vida que deixamos os meninos com uma babysitter. A primeira vez na vida! Nem sei o que fazer? A moça que vai ficar com eles é a mesma moça filipina que vem uma vez por semana para limpar a casa. Ela trabalhava para uns amigos como cleaner/babysitter, é muito boazinha… estou bem tranquila com relação à pessoa, mas sem saber como os meninos se comportarão. Será que vão arrumar encrenca? Será que vão ficar acordados até chegarmos? Será que vão tocar o terror? E se tocarem, será que ela vai ter moral com eles? Ai ai…  Só queria não ter que ficar checando o telefone a cada 10 minutos, queria que nossa primeira night out na Coreia as a couple fosse relax. Será? Quem viver verá! 😛

 

as 15 semanas

A pança segue crescendo num ritmo insano. O umbigo operado da hérnia causada pela gestação anterior ainda não pulou pra fora, mas não sei quanto tempo vai aguentar, já tá quase flat.

Minha mãe, vendo uma foto da barriga, me pergunta: “você não vai deixar sua barriga ficar do tamanho que ficou da última vez, não, né?”. Eu ri, rsrs.

Como se eu tivesse algum controle sobre o crescimento desenfreado da pança!

Nas duas gestações anteriores, ganhei 16 Kg – o que dizem ser normal – e fiquei com uma barriga monstro. Tá certo que eu comia muita porcaria, enterrava a cara no chocolate, comia leite condensado de colherada (quanta ignorância!), mas fazia isso sem estar grávida também e nunca tive problemas com a balança. Acho que estar grávida já te faz, naturalmente, acumular gordura – só pode! Ou então desacelera o metabolismo… Só sei que não estava esperando uma pança tão grande desta vez, mesmo porque, eu não como mais as porcarias que eu comia, minha alimentação é outra, mudou da água pro vinho – ou deveria dizer do vinho pra água?

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Ainda assim, aqui estou eu, com medo do tamanho que vou ficar, passando óleo pelo corpo 3 vezes ao dia e pensando se um dia voltarei a usar biquini. Tá, não fico pensando nisso, mas vez por outra, especialmente quando passo em frente a um espelho, esses pensamentos passam pela minha cabeça. Coisas de grávida, né? Quem nunca?

A balança me avisa, “já são 58Kg, querida!”, o que significa que ganhei 2Kg nas últimas 4 semanas (aquela média de 1/2 Kg por semana que eu havia comentado). So far so good, em tese, tô dentro do esperado, porém, o esperado é que eu ganhe mais peso do que eu gostaria de ganhar, então, “te cuida, malandra, porque sua batata tá assando!”.

A verdade é que eu tô com um problemão, tô entre a cruz e a caldeirinha. Se eu como bastante e com intervalos curtos, me sinto ótima, já se não faço dessa maneira, fico enjoada. Controlar o peso e me sentir miserable, ou seguir comendo como se não houvesse amanhã para evitar o enjôo?

O fato é que  desde que entrei no segundo trimestre (e comecei a ganhar peso) quase não como besteira, somente vez por outra sinto vontade de comer um doce ou um pedaço de pão. De um modo geral, como comida mesmo, no café da manhã, almoço e janta. Como também muitas frutas (as mais calóricas, claro). Suspeito que meu maior problema seja o preparo da comida. Ainda não fiz as pazes com a salada verde e também não tem me atraído comer grelhados. Como refogados, ensopadinhos, mexidinhos… tudo feito com ingredientes frescos, mas bem temperadinho, às vezes até bem apimentadinho – nem sei como a azia ainda não atacou! Às vezes até sinto uma azia de leve, mas nada grave como nas gestações anteriores. Oh well, melhor nem ficar falando, vai que ela resolve dar as caras! Pela minha experiência, uma vez que ela aparece, só vai embora quando hóspede é despejado, rs

Depois de amanhã será minha última consulta com meu médico atual no Samsung Hospital, a consulta das 16 semanas e segunda parte do tal do exame que idêntica possíveis alterações cromossômicas. Frio na barriga pouco é bobagem.

Fora tudo isso, a novidade é que Nickito, que andava super comportado (dentro dos limites da personalidade dele, claro), tem dado ataques horrorosos nos últimos dois dias. Uma gritaria, uma choradeira, um estresse que se ouve da rua (imagina os vizinhos do prédio?). Não sei como ninguém chamou a polícia ainda, porque parece que ele está sendo atacado. O pior é que, num certo ponto do ataque, ele cai na real por si só e vem pedir desculpas chorando. E aí, quando você pensa que o show acabou, ele começa novamente! Uma coisa do outro mundo. Acho que vou providenciar um banho de sal grosso e outro de ervas – dizem que faz bem e eu tô topando tudo para acalmar os ânimos do bichinho. Pena que aqui não tem rezadeira, senão eu já estaria lá.

 

O último outono Coreano

Parece nome de romance, né? Mas é apenas um post, uma homenagem a essa época do ano que se tornou uma das minhas favoritas (juntamente com a primavera) durante esses anos de Coréia.

A luz, as cores, a temperatura amena, o ar mais puro, as paisagens naturais de Seul e o caqui docinho e baratinho fazem desta estação uma das épocas mais encantadoras do ano. O outono Coreano estará para sempre entre minhas mais doces memórias e eternizado em meu coração.

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Na última sexta, após deixar os meninos no colégio e o marido no trabalho, voltei pra casa e, apesar do cansaço, reuni o restinho de energia que habitava meu corpo e, após tomar meu café da manhã, fui dar uma caminhadinha na montanha.

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O dia estava tão lindo e o ar tão puro, que estava impossível resistir. O plano era ir até onde meu corpo permitisse, o que eu achei que não fosse ser longe, já que na primeira subida, quase desmaiei de falta de ar (medo! isso nunca aconteceu na vida!), mas fui pegando o ritmo e muito embora estivesse bem enferrujada depois de mais de 3 meses sem fazer absolutamente nada, mesmo sentindo uma dorzinha chata na virilha esquerda, não conseguia pensar em dar meia-volta, segui caminhando, ouvindo os pássaros e apreciando as diferentes paisagens ao longo da trilha. Pela primeira vez, eu que sempre tirei de letra esses 9 km ao redor da montanha, tive que fazer mini paradas estratégicas para recuperar o ar, mas nenhuma das vezes quis voltar. Cheguei a levar comigo, além da garrafa d’água, algum dinheiro, para no caso de alguma emergência ter que sair da trilha e chamar um taxi, mas não, fui do princípio ao fim curtindo minha caminhada de outono. Cheguei em casa 2 horas depois (nunca levei tanto tempo para completar essa volta!) completamente faminta! Providenciei um almocinho esperto e sentei para meditar. Nisso já era hora de buscar os meninos no colégio – impressionante como o dia não dá pra nada! Mas mais impressionante que isso é como me faz bem essa caminhada nesse clima gostoso de outono.

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No sábado, inspirada pela delícia que foi a voltinha na montanha na sexta, sugeri de irmos dar uma voltinha num dos parques do World Cup Complex que fica relativamente perto de casa.

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Como de costume, demoramos pra sair de casa e acabamos pegando um certo trânsito. A gente não sabia, mas tava rolando um festival no parque, então estacionar o carro foi uma aventura. Após muito rodar e quase desistir, encontramos uma vaguinha no estacionamento do mercado. Ainda bem que não desistimos, porque o dia estava realmente lindo, teria sido um desperdício.

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Os meninos não estavam de muito bom humor não, especialmente o Vivi, que ficou “na dele” o tempo inteiro. Nickito, reclamou um pouco no começo, porque viu alguns pombos (ele tem pavor de pombos) e cachorros (idem), mas logo se encantou pelas paisagens, se desculpou pela birra e foi tirar fotos. Vivi se manteve insatisfeito. Preferia ter ficado em casa, jogando sua hora de videogame online com os amigos. Fiquei chateada por ele se recusar a aproveitar o dia, mas não o culpo, já tive onze anos…

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No fim das contas, apesar das birras, foi uma tarde bem gostosa. Ainda bem que saímos de casa. Especialmente porque, muito provavelmente, fim de semana que vem a temperatura já estará bem mais baixa.

Ai, ai… já estou com saudade do outono coreano…

Breaking News! And something else that is bugging me…

Este será nosso último outono Coreano.

Pois é, após dois anos aqui, apesar de Seul ter entrado em meu coração de uma maneira que eu jamais pensei ser possível, a poluição, a distância do Brasil, o inverno longo demais, a dificuldade de comunicação e a tortura que é encontrar comida “normal” no mercado, resolvemos que era hora de procurar nossa próxima parada.

Desta vez, de maneira inédita, em vez de atirar para todos os lados, focamos onde gostaríamos de ir.

Austrália?, você me pergunta. Não, infelizmente, o sonho de voltar para Aussieland continua em standby. Acho que um dia a gente até volta, mas não agora. Agora precisamos focar num lugar mais próximo da família, mais acessível, mais quentinho o ano todo.

Após mergulharmos no turbilhão de emoções que foi o processo de aplicação/entrevista/visita/oferta, maridinho teve uma proposta irrecusável da University of South Flórida. Isso aí! Tio Sam, estamos voltando.

Voltando para fechar o ciclo que iniciamos há quase 15 anos, quando nos casamos e mudamos. Voltando para enfim comprar nossa primeira casa e experimentar uma vida menos móvel, mais fixa, mais enraizada. Claro que em se tratando da nossa trupe, nada é definitivo e só Deus sabe quanto tempo ficaremos por lá, mas uma coisa é fato: será uma grande mudança de “pace” em nossas vidas. Aliás, tudo em 2019 nos obrigará a mudar nosso ritmo, rs

Maaaaas nem tudo são flores e apesar de eu estar bem contente por estar tudo caminhando bem, foi só eu começar a pesquisar sobre a vida naquelas bandas para descobrir que a Flórida é o paraíso… da baratas – e não sei se você sabe mas eu tenho pavor de baratas! Pavor daqueles grandes mesmo. Só de pensar, me arrepio dos pés à cabeça. Não sei lidar!

E sendo assim, meu sonho de comprar aquela casa da década de 50, 40, 30… foi pelo ralo. Imagina se há a menor condição de comprar uma casa antiga, mesmo que renovada, numa terra onde as baratas imperam?  Terei que me render àquelas casas novas, recém-construídas que, muitas vezes, contam com “features” de gosto bastante duvidoso. Fazer o que? É isso ou morar com as baratas e sendo assim, que venha a cafonice! rs

Mas não vou começar a reclamar, porque eu ainda nem cheguei lá, ainda estamos gestando esta mudança, temos bem uns 8 ou 9 meses até embarcarmos em direção à terra quente e úmida das laranjas e baratas – aliás, para desespero do marido, o bicho lá pega! E não tô falando das baratas, mas do combo calor-umidade. Parece que o caso é sério. Em pleno outono, à noite faz cerca de 35 graus. Pode isso? Meus informantes locais dizem que não dá nem pra caminhar, tamanha é a quentura e a umidade. Meu Rio 40 graus fica até fresquinho se comparado à Florida.

Oremos.


PS. Pela primeira vez na vida, tive um pensamento completamente nada a ver comigo. Pensei que depois de 3 anos por lá, poderíamos nos “aventurar” numa college town, numa dessas cidades que têm as quatro estações bem definidas, com inverno de verdade, aquele que mata as baratas. Nem eu tô acreditando que tive esse pensamento… O pior é que ele não foi embora. Viu que eu realmente tenho pavor de barata, né?

Os 11 anos do Vivi

Dia 11 foi dia dele, meu primeiro filhote, minha cobaia, meu “e agora?”.

São onze anos de vida do meu primogênito, onze anos de maternidade. Onze anos desde que minha vida ganhou um novo sentido. Onze anos desde que meu coração começou a bater fora do meu corpo.

Eh… são 11 anos de vida, mas eu olho pra ele e ainda vejo aquele molequinho sapeca e gritalhão que sempre deu seu jeito de chamar atenção.

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Hoje, ele não precisa mais gritar, chama a atenção com sua personalidade cativante, seu jeito simpático e outgoing de animador de torcida. Esse aí não passa despercebido, sempre encontra um holofote onde quer que vá. A quem ele saiu? Sei lá! Saiu a ele mesmo, I guess 🙂 Sempre falastrão, ele faz amigos em qualquer lugar, de qualquer idade e com uma facilidade e naturalidade impressionantes. Uma figurinha rara, um rapazinho cheio de energia que, muito embora não seja dado aos estudos, tem se mostrado bem disciplinado e colhido os bons frutos de sua dedicação, o que deixa a mamãe aqui toda orgulhosa e com aquela sensação maravilhosa e aterrorizante de quem vê o filho crescer e começar a criar asas.

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E o tempo que não perdoa, passa e leva os melhores momentos, deixando apenas as lembranças e a saudade. E quanta saudade eu sinto do Vivi bebê, do toddler… Quanta saudade do tempo em que ele vinha do parquinho chorando e me pedindo que fosse lá fora “resolver a parada”. Que saudade de quando a “parada” era fácil de resolver, rs.

Até quando eu poderei acordá-lo de manhã para ir pro colégio? Até quando ele fará questão do abraço de boa noite? Até quando vou precisar mandá-lo arrumar o quarto, tomar banho, escovar os dentes? Até quando ele vai trocar de roupa (furioso), porque eu simplesmente disse que “desse jeito você não sai comigo!”? Ah… vou sentir saudade de tudo isso!

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Mas o post de hoje não é para lamentar um ano a menos de infância mas para celebrar mais um ano de vida desse molequinho que me fez mãe e que está se transformando num adorável rapazinho, um carinha que, eu tenho certeza, ainda vai cativar muita gente.

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A ele, dedico meu amor, o meu primeiro amor de mãe.

Feliz 11 anos, meu eterno baby Bo. Mamãe te ama daqui até o infinito.

Como de costume, além do bolinho no dia do aniversário, tivemos a festinha na sequência. Este ano, ele só quis chamar seletos amigos da escola. Íamos, a princípio, fazer a festinha em casa, como foi a do Nick – metade no parquinho, metade em casa, maaaaaas, ainda bem que tivemos a presença de espírito de mudar os planos e transferir a festa pro parque. Seria uma verdadeira loucura ter essa molecada grande tocando o terror em nosso humilde apErtamento. Primeiro porque o espaço é limitadíssimo e segundo porque, verdade seja dita, metade dos amiguinhos do Vivi são coreaninhos riquinhos, mimados e mal educados. E como nosso apartamento inteiro deve ser do tamanho da sala de TV de alguns deles, para evitar aborrecimentos, melhor não misturar as estações.

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Mas deu tudo certo no fim das contas. Mais uma festinha improvisada, desta vez, no parque, num dia maravilhoso de outono com céu lindo e temperatura perfeita.

O tema escolhido pelo nosso pequeno dork foi The Flash – onde foi que eu errei?!

Anyway, Vivi é, oficialmente, um molequinho de onze anos! Como o tempo voa, meu Deus!

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A festinha ao ar livre, bem estilo Aussie, foi fenomenal! A criançada brincou até a exaustão! Mas o melhor foram os coreanos passantes que paravam para olhar de perto, tirar foto e elogiar. Adultos e crianças ficavam encantados. E olha que estava tudo extremamente simples. Mas acho que curtiram o formato “novo”.

E assim encerramos a temporada de aniversários do ano. Festinha de novo só ano que vem.

E lá se foram 14 semanas

O gosto amargo na boca permanece, mas os enjôos passaram de vez, a pança segue crescendo numa velocidade estonteante e eu, às meras 14 semanas já começo a perder a elegância no andar. Já pareço a dona pata.

Não tem mais como esconder.

Ainda não contei a novidade pra todo mundo (aqui, só três amigas sabem), mas se alguém perguntar, não terei como negar. Tô achando que meu plano de só tornar a novidade pública aos 5 meses vai falhar, afinal, ainda faltam 6 semanas e na velocidade que minha barriga vem crescendo, só dá pra esconder se eu me mantiver escondida, rs

Esta semana entrei em contato com uma clínica especializada em parto natural (mas que também faz cesariana, caso seja necessário), onde médicos e midwives falam inglês. A clínica é suuuuuper bem avaliada por locais e estrangeiros, aliás, é a queridinha dos expatriados. Troquei alguns emails com eles e fiquei tão aliviada, me sentindo tão mais segura e amparada, que parece que tirei um peso das costas.

Ainda farei a consulta das 16 semanas no Hospital onde venho sedo acompanhada, mas a partir da vigésima semana, as consultas serão um pouco mais distantes, láaaaa em Gangnam – há quase uma hora de casa – mas sinto que valerá a pena.

Claro que se o serviço muda pra melhor, o preço também muda, só que pra pior, rs. Infelizmente o pacote numa clínica especializada é bem mais alto que num hospital comum. Se eu estivesse na Australia, ou nos EUA, dificilmente escolheria uma clínica assim, mas estando na Coréia, onde tudo é tão diferente, acho que o investimento é mais do que válido, é necessário.

Mas baby steps. Semana que vem, ainda verei meu médico atual e farei a segunda parte do exame que identifica anomalias cromossômicas. Frio na barriga define.

Mas vamo que vamo. Fé em Deus e pé na tábua.

as 13 semanas, a comilança e a constante sensação de vazio no estômago

Eu passei a maior parte da minha vida sendo aquela pessoa que come muito, mas muito mesmo (e não engorda de ruim, dizem) e, talvez por comer muito, dificilmente me sentia faminta, muito raro mesmo.

Há cerca de 3 anos, não sei se por causa da idade, da reeducação alimentar, ou das duas coisas, passei a ser aquela pessoa que come bem, mas não consegue mais se matar de comer. Há mais ou menos um ano, parei de me forçar a tomar café da manhã – nunca gostei de comer de manhã – mas passei também a comer antes da fome chegar com tudo.

Agora, grávida pela terceira vez, estou experimentando uma novidade: depois que os enjôos matinais amenizaram, já acordo com fome e duas horas depois de comer, já estou com fome novamente. Preciso comer constantemente para não ficar enjoada. Se começo a sentir vontade de comer e, por algum motivo, não como, o enjôo ataca com tudo, me dá até ânsia de vômito (tenho passado por isso quase todas as noites). Sinto também algo que nunca havia sentido na vida: um buraco no estômago, um vazio, uma necessidade real de comer. Pena que depois de comer, invariavelmente, minha boca amarga horrores.

 

É como se meu corpo, ou meu hóspede, ficasse me regulando pra mandar alimentos pra dentro. E nessa, tem dias que são, só de frutas, 2 kiwis, 3 caquis e 2 bananas. Só não como mais porque me resta alguma consciência.

Durante o período de enjôos mais fortes, não sentia vontade de frutas, nem vegetais, nem nada saudável, Sö queria comer doce e massa, um horror! Até acumulei gordurinhas laterais, coisa que eu não via há bastante tempo. Agora, que os enjôos são bem menos frequentes, já não me sinto mais atraída pelos doces e massas, já voltei a desejar comida de verdade, mas ainda exagero nas frutas docinhas, especialmente meu amigo caqui (é com muita vergonha que digo que em dias de maior desejo, como 5, um atrás do outro, sem levantar). Descontrole é meu sobrenome. Deus me proteja da diabetes gestacional!

Mas apesar de toda essa comilança desenfreada, a balança ainda não está muito movimentada. Na consulta das 12 semanas, pesei quase 56Kg – 2 Kg a mais do meu peso das férias – , já hoje, às 13 semanas, voltei pros 55Kg. Estranho… Minha pança parece estar crescendo, assim como os airbags, mas a balança não parece estar acompanhando. Será que está com defeito? Ou será que o bebê não está crescendo como deveria? Estresse.

Em tese, durante o segundo trimestre, eu deveria ganhar meio Kg por semana, ou seja, em minha próxima consulta, das 16 semanas, deveria estar pesando 58Kg. Vamos ver o que acontece.


Em tempo: hoje senti a enorme alegria de, finalmente, vestir um sutiã do tamanho certo. Os meus estavam me matando. Sentia até dor de cabeça. Agora estou leve, na medida certa – porém, algo me diz que não por muito tempo.