Ooops!

Nossas férias de verão terminaram e, desta vez, trouxemos, além dos souvenirs e comprinhas, algo mais impactante: a garantia de que nossas vidas irão mudar completamente. É bem provável que, para desespero do Nickito viajante, o Vietnã tenha sido nossa última grande viagem em muito tempo.

Veja você que peça a vida nos aprontou: terceirinho vem aí. Isso mesmo, minha versão 4.0 está, as we speak, produzindo mais uma fornada. What are the odds?

Foi planejado? Não! De maneira nenhuma.  Já estávamos até planejando uma viagem a dois!! 

Demos mole? Aparentemente, né?

Férias, caipirinha, massagem, mais caipirinha, outra massagem, praia, comilança, piscina… quartos separados das crianças…. oh well… 

Hoje, após 5 dias de atraso, tivemos a confirmação, duas listrinhas bem nítidas diziam que não, meu atraso não era sinal de um início de perimenopausa (sim, cogitei essa possibilidade. Isso e ovário policístico), mas de bebê no forno. 

Se eu estou eufórica? Well, not yet. To é tensa demais! 

Veja bem, todo mundo sabe que eu sempre quis o terceiro (o Thomas, lembra?), maaaas o tempo passou, a idade aumentou, a energia diminuiu e os sintomas do Sjogren volta e meia se manifestam fortemente. Fosse essa gravidez 2 anos atrás, eu estaria chorando de alegria/emoção, mas hoje, confesso que estou de cabelo em pé. Só consigo rezar pra que, vingando essa gravidez, nosso terceirinho venha com saúde, especialmente porque eu passei uns 4 dias tomando drinks na piscina nessa última semana! Pânico. 

Aliás, fiz tudo o que grávida não deve fazer, até em montanha russa eu fui. Tomei suco com gelo na rua, comi salada crua na rua, volo com gema mole… imagina como não está minha cabeça?

Mas o mais interessante disso tudo foi como recebi o anúncio de que eu estava grávida. Sim… 

O anúncio. 

Estava eu dormindo na Santa paz, quando, no meu sonho, minha sogra, que não está fisicamente entre nós há 5 anos, me dava uma carona, no ex carro do Mauricio e, olhando para a parte de trás do meu antebraço (eu sei, estranho) me diz: “ih! A família vai aumentar!” ao que eu imediatamente respondi: “que isso! impossível! Minha menstruação já começou a chegar” (e naquele momento, sonho e realidade se misturavam, porque, de fato, na noite anterior, eu tive um spotting, coisa comum no meu início de menstruação). Mas Soninha não aceitou a informação e, não só ignorou como enfatizou: “vocês não vão matar esse bebê!” (forte, né? mas foi bem assim).

Eu ainda tentei argumentar que um bebê, a essa altura da minha vida, poderia vir com algum problema, como “sem uma perna” (não me pergunte de onde tirei isso), ao que ela imediatamente retrucou: “hoje em dia tem jeito pra tudo!”. 

Observe que ela não disse que ficaria tudo bem, mas sim que tem jeito pra tudo. Pânico.

Anyway, naquela noite, acordei às três da matina, desnorteada, mas assim que vi o nascer do sol me acalmei e voltei a dormir por mais uma horinha, afinal, minha menstruação não estava atrasada, pelo 

contrário, já tinha até rolado um spot. 

Mal sabia eu que tratava-se da implantação. 

Os dias se passaram, o tal do spotting sumiu e a menstruação não apareceu. Alerta. 

O aplicativo que eu uso para controle do ciclo indicou que eu estava 1 dia atrasada, então resolvemos, só por desencargo de consciência, comprar um teste de farmácia. Fiz o teste e deu negativo. Fiquei até mais leve. Só não pedi outra caipirinha pra comemorar, porque minha boca já estava muito seca.

O problema é que outros dias passaram e nada da menstruação aparecer. Tensão. Será que meu sonho com a Soninha não era um sonho, mas um encontro espiritual para o anúncio?

Anyways, àquela altura eu já estava tensa, lendo mil artigos sobre estar grávida novamente aos 40 e também sobre grávidas com Sjogren (o quadro não é muito animador, não é mesmo?). Até que veio o aviso. Sim…

O aviso.

Era nosso último dia em Hoi An, estávamos na praia, eu, Nickito e marido no mar, enquanto Vivi, na espreguiçadeira sob o guarda-sol, começou a conversar com nossa vizinha de praia, uma australiana simpática que puxou papo com ele do nada. A conversa durou 2 minutos e Vivi logo veio juntar-se a nós no mar. 

Pasme, eles conversaram apenas por 2 minutos e nesses dois minutos, ela contou pro Vivi que tinha 60 anos e um filho de 20, e explicou que “começou” tarde, mas tudo bem. Agora me diga, porque cargas d’água uma pessoa fala sobre isso com um menino de 10 anos? 

Quando Vivi nos contou isso, eu e marido nos entreolhamos com olhos arregalados. Oi?

Mas espera, ainda tem a cerejinha do bolo. Sim…

A cereja!

Estávamos fazendo check-in no aeroporto de Da Nang para retornarmos ao lar, quando, já com tudo certo, bilhetes de embarque em mãos e a gente já se afastando do guichê, a mocinha me grita: “no baby?” Querendo confirmar se eu não estava grávida. Assim, do nada.

Querida, olha bem pra mim, quarentona, com dois filhos crescidos, tô mesmo com cara de grávida?? – pensei.

Marido e eu nos entreolharmos novamente, com olhos ainda mais arregalados. Oi????

“Eu to gorda? Barriguda?? Tá certo que ganhei um quilinho nesse mês de férias, mas poxa, não é pra tanto, né??”

Vivi, puxa-saco, disse que ela deve ter me achado bonita, com cara de nova… e logo depois completou: “vamos acreditar que foi isso, né, mamãe?” Eu mereço rsrs

O fato é que fiquei bo-la-da. A-ba-la-da. Des-nor-te-a-da. 

E o pior é que aquela altura, eu já estava 4 dias atrasada. Mas me recusei fazer outro teste. 

À noite, já em casa, notei uma secreção branca leitosa. Fui logo perguntar pro Dr Google que me deu múltiplas opções: gravidez e ovário policístico estavam entre elas. Eu apostei na segunda, já que não estava (nem estou) com nenhum sintoma de gravidez – e eu sempre tive os mesmo sintomas no início da gestação: muita azia, muita fome, muito sono, leve cólica e muita coceira nos seios. Desta vez, nada. Nadica de nada. 

Pois bem, hoje acordamos e fomos ao mercado, porque em casa só tinha água. Após as compras, marido olhou no fundo dos meus olhos e perguntou: “compro outro teste?” Minha primeira reação foi dizer que não, mas ele insistiu e eu acabei cedendo. 

Chegando em casa, preparei o almoço, almoçamos e, finalmente, fui fazer o adiado xixi. 

Eis que as duas listrinhas estavam lá, fortes e evidentes para quem quisesse ver. É oficial: estamos grávidos. 

Agora seja o que Deus quiser, não é mesmo?

Amanhã tenho uma ultra da mama que tava marcada há um mês, seguida de consulta com minha GP. Vamos ver o que rola. 

Boa sorte pra mim. Pra nós. 

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