Cingapura: primeiro dia

“Viajar de avião demora mais”. Esta frase da Marisa monte no DVD dos tribalistas reflete bem meu sentimento. Prefiro muito mais viajar de carro, ver a paisagem mudar, não perder tempo esperando no aeroporto e nem se deslocando do hotel até lá e de lá até o hotel. Mas, estas férias  Asiáticas, diferentemente das europeias, estão sendo férias de aeroporto. E olha, quanto tempo a gente gasta cada vez que muda de cidade/país, quando voa! Um desperdício. 

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Hoje, apesar de termos saído cedo de Hanoi, só chegamos ao nosso destino já passava das 4 da tarde. Ou seja, não tivemos muito tempo para pipocar por aqui. Fizemos o check in e fomos direto ao assunto: Gardens by the bay! 

Que lugar maravilhoso! Caro, caro, caro. Mas maravilhoso. Se no Vietnã nos sentimos ricos, aqui somos pobres de marré rs 

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Já chegamos lá no finzinho do dia e, por isso, pudemos curtir o show de luzes musicais  na tree grove. De cair o queixo. Um pena não termos conseguido passear pelo alto das árvores. Ficou pra próxima. Quem sabe uma próxima vez, fazemos uma conexão em Cingapura com direito a uma noite no Marina bay, um mergulho na infinity pool e um passeio no alto das árvores? Espera, espera: sem kids! E um upgrade no voo, pra business class Hahahahaha sonhar não custa nada 😛

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Mas voltando ao check in, o fato é que bolamos um quarto para 4 que deveria ter uma cama king (onde eu dormiria com os meninos) e uma single, mas fomos colocados num quarto com uma três singles. Como assim, meu amor? Reclamamos e, para minha surpresa, nos deram uma solução bem razoável: colocaram uma cama extra em nosso quarto sem cobrar extra (custaria uns 100 dólares por noite) e prometeram nos transferir de quarto no dia seguinte. Vejamos o que acontece.

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O azar da rodada ficou por conta da gripe que o Vivi pegou do papai. Oremos pra que a asma não ataque e a gente não tenha que ir parar no hospital.

 

Hanoi: sétimo dia – fechando a conta

Dia de fechar a conta. Finalmente conseguimos entrar no templo de Tram Quoc que, para nossa surpresa, era gratuito. Os templos de Hanoi não são de tirar o fôlego, nem tão bem conservados mas é sempre interessante comparar. Achei bem engraçado as oferendas serem empacotadas/industrializadas. Até havia bananas e uma ou outra variedade de fruta, mas a massa era de biscoitos amanteigados e toda sorte de doces em caixas. Fiquei intrigada, curiosa para saber o que eles fazem com tudesco aquelas oferendas. Na Indonésia, por exemplo, eles levam as oferendas para as cerimônias e mais tarde dividem numa ceia com a família. Faz mais sentido, né?

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Saindo do templo, fomos experimentar a cidade seca, sem o inconveniente da chuva.caminhar por Hanoi sem se preocupar em atolar o pé nas poças é bem mais interessante 🙂

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Hoje almoçamos num restaurante mais arrumadinho novamente, daqueles feito pra turista que não quer comer de cócoras na calçada rs. Comidinha bem gostosa e bem servida. Madame Hein aprovado!

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Foi um bom último dia em Hanoi. Amanhã, pela manhã, partiremos para Cingapura por 4 dias, para curtir um ambiente limpinho, organizado e desenvolvido, pra variar um pouquinho o sabor das férias  🙂

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PS. Marido está sobrevivendo a base de remédio contra gripe. Remédio que um dos concierges do nosso hotel foi comigo até a farmácia comprar, acredita?

PS2. Hoje levei 8 kg de roupa pra lavar numa lavanderia perto do hotel. Aqui não há daquelas lavanderias DIY, infelizmente, o que torna o serviço bem mais caro, pelo menos pra turista. Achei extorsivo pagar 24 dólares para lavar e secar 8 kg de roupa. Anyway… toda viagem tem seu mico. Este foi o de Hanoi. 

Hanoi: sexto dia relax – day trip to Halong Bay

Quem diria, hoje o dia amanheceu com sol. Nem sabia que era possível um dia assim no chuvoso verão vietnamita. 

E logo hoje que o sol resolveu brilhar em Hanoi, secando as ruas molhadas, fomos fazer nosso mini Cruzeiro em Halong Bay, porque o que a gente gosta mesmo é de manter o pé na água 😛

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Quanta lindeza, meu Deus! Esse mundão tem mesmo lugares maravilhosos, paradisíacos. Halong Bay é um desses paraísos. Só estado lá, só navegando por aquelas águas verde-esmeralda, só pasando entre aquelas montanhas para saber.

Já estivemos em muitos lugares lindos, mas a energia de Halong Bay é maravilhosa. Mesmo com todo o caráter turístico do lugar, mesmo com a infinidade de embarcações… Halong Bay é quele lugar que você precisa conhecer, precisa ir pelo menos uma vez na vida.

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Só me arrependo de não ter feito um cruzeiro de dois ou três dias. Quem sabe a gente volta?

 

 

Hanoi: quinto dia – colocando o roteiro em dia

Hoje foi dia de fazer tudo o que não vingou nos dias anteriores. Bom, quase tudo. Ainda ficou faltando o complexo de Ho Chi Min e o templo de Tram Quoc. Esses ficarão para nosso último dia aqui.

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Começamos, finalmente visitando o Templo Ho Hoan Keim, depois seguimos para uma voltinha pelo French Quarter, que de fato tem ares bem franceses. Adorável! Não fossem as incontáveis motocas e as capas de chuva a la saco de lixo, poderia ser uma cidadela francesa.

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Almoçamos num restaurante bem local, mas bem avaliado por estrangeiros. Restaurante de um prato só. Mas como disse um dos reviewers no Foursquare, ”é só o que você precisa”. E foi mesmo. Peixinho fantástico preparado na mesa. Arrasô. 

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O garçon não apenas preparou o prato em nossa mesa, como nos mostrou como deveríamos comer. Pegou, com a mão, claro, cada ingrediente e colocou em nossas tigelas na medida certa. Nickito e Vivi quase tiveram um treco, hahaha

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Na sequência, fomos passear pelo mercadão no Old Quarter, observar a vida como ela é nessas bandas. Observar o povo que, faça chuva ou faça sol, está sempre ocupado, trabalhando, vendendo frutas, ou indo de um canto a outro sobre duas rodas motorizadas ou não.

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Impressionante olmo as frutas e vegetais são baratos e ainda assim, há tanta gente almoçando somente uma tigela de arroz 😦 É um misto de riqueza (na variedade) e pobreza incrível.

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Como não podia deixar de ser, passamos pela famosa “rua do trem”, um rasgo entre as casas, por onde o trem passa duas vezes no dia.

Este era um dos lugares que eu mais queria ver de perto em Hanoi. Entretanto, saí de lá um tanto desconfortável, com a sensação de estar invadindo o dia a dia real e sofrido das pessoas que moram ali, a um respiro da linha do trem. Com a sensação de de estar romantizando o que não pode ser romantizado. Ninguém merece viver assim. Mas sabe de uma coisa? Nesta mesma “rua”, pessoas encaram a vida de formas diferentes. Há quem, literalmente, jogue baldes de água nos turistas passantes (alguns muito curiosos e inconvenientes, sim), mas há também aqueles que fazem limonada dos limões e enxergam a oportunidade, transformando a situação precária em ganha pão, oferecendo banquinhos e vendendo bebidas para os turistas que querem ver o trem passar. Há sempre aqueles que preferem ver o lado bom das coisas.

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Pelas ruas de Hanoi, encontramos muitos tesouros, mas quase todos em estado de conservação deplorável. Jóias decadentes. Muitas vezes, nem mesmo os templos escapam  da falta de manutenção. O estado não é tão grave quanto o das edificações privadas, mas ainda assim, evidenciam o caráter terceiro mundo do lugar. Apesar disso, a beleza é indiscutível e tocante.

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À noite, fomos assistir o famoso Water Puppet show, uma apresentação tradicional do país. O programa é turistão, mas foi bem bonito e interessante.

Aquela região da cidade à noite é bem bacana também. Mesmo entre secos e molhados, as crianças curtiram a night de Hanoi e nós pudemos ver a beleza da ponte vermelha iluminada.

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Para encerrar nosso longo dia, fomos dar uma voltinha pelo Night Market, onde fizemos umas mini comprinhas e paramos para tomar um suquinho de maracujá básico, sentados nos clássicos banquinhos miniatura, patrimônio da cidade 🙂

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PS. Parece que estamos morando aqui há 2 meses e não visitando há 5.

PS2. Marido gripou

Hanoi: quarto dia – day trip do Ninh Binh

Hoje foi dia de day trip. Fomos à Ninh Binh conhecer o maior templo do Vietnã e também o maravilhoso cenário de Kong Island. 

Pegamos uma baita chuva no caminho, mas Deus é bom e o tempo por lá estava excelente.

Começamos visitando o Templo, que realmente era gigantesco! E lindo! As vistas do alto foram um capítulo à parte.

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A lenda manda passar a mão no Buda para atrair sorte, saúde, prosperidade… Por isso joelhos, pés, mãos e barriga estão sempre brilhando 🙂

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Para onde quer que você olhe, a vista é maravilhosa.

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Nós sempre éramos os últimos a chegar no ponto de encontro. Por que será? 🙂

 

Olha aí a prova! Os “lustra-Buda”rsrs

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Visto o Templo, seguimos em direção ao passeio pelo cenário espetacular do filme Kong Island.

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Nickito se pôs a remar para ajudar o moço que nos levava. Trabalhou duro o rapaz 🙂

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Literalmente cenário de filme! Um privilégio poder passear por lá.

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Como havia chovido no dia anterior, o nível da água estava bem alto, o que deixava bem emocionante cada vez que tínhamos que entrar numa caverna: todo mundo quase deitado no fundo do barquinho :0|

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Posando de amigos – mas só pra foto, rs Tenho certeza que rolou um arranca rabo por qualquer motivo besta logo em seguida, rs

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Cada um tem a passarela que merece, né? rs

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Até o barqueiro sorriu pra foto. Mereceu ser eternizado aqui 😉

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Paradinha com direito a entrar no filme 🙂

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O dia foi uma delícia! Que maravilhoso é o Vietnã! Dos templos às paisagens naturais, da comida à história. Vale muito a pena conhecer. De todo o passeio, o ponto fraco foi o almoço, um bufê ordinário que so de lembrar me dá tristeza. Fazer o que? Riscos de excursão.

 

Hanoi: terceiro dia

Terminamos o cafe da manhã já passava das 10. A frustração está tanta nesses primeiros dias chuvosos em Hanoi que nossa primeira providência neste terceiro dia foi bookar dois day trips, uma pra Ninh Binh, na sexta, outro pra Halong bay, no domingo. E rezar pra que não haja nenhum tufão ou tempestade que arruine os passeios. 

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Saímos do hotel já era tarde. Pottery village seria o destino. A ideia era passear por lá e fazer aulas de cerâmica. Seria? Sim, porque não foi. Fail total. Chovia cântaros. Nem uma viva alma pelas ruas do vilarejo. É a lama é a lama. Nem saímos do Uber, demos meia volta em direção ao Hao Lo prision memorial, que foi bem interessante, nem tanto pelas instalações,  mas pela história que aprendemos. 

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Saindo de lá, demos uma voltinha pelo French quarter. Uhhhh… nada demais, só bem, totalmente, absolutamente diferente do old quarter. Com influência claramente parisiense. Ruas largas, calçadas largas e até um Opera House 🙂

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Seguimos  caminho em direção ao Templo Ngoc Son (aquele que não entramos no primeiro dia – erro), mas a chuva torrencial nos redirecionou para um cafe em frente. Famintos, pedimos bolo, mousse e cheesecake eu experimentei o famoso egg coffee. Adorei. Não, eu não gosto de café, mas esse egg coffee é bem gostoso, parece uma gemada (amo gemada! tem sabor de infância). Até os mínimos curtiram.

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A chuva não passava, então resolvemos vestir nossas capinhas de chuva charmosérrimas (#sóquenão,  mais parecem capa de lixo colorida) encaramos o toró para finalmente almoçarmos as já 6 da tarde. Voltamos ao primeiro e melhor restaurante que fomos até agora em Hanoi: The Essence. 

 

Hanoi – segundo dia: Cara na porta e adrenalina – happy anniversary!

Hoje foi dia de turismo fora da caixa, adrenalina na veia. Ou, se preferir, programa de índio, bad choices, loucura, loucura.

Que dia.

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Nosso décimo quarto aniversário de casamento (bodas do que mesmo?), detalhe,  foi celebrado com muita andança, alguns lugares bacanas, cara na porta e a cerejinha do bolo: a famosa, glamurosa e tão antecipada Long Bien Bridge atravessada a pé, sob chuva forte e à noite. Você não tem noção!!

Se isso não é provação, não sei mais o que é rsrs 

Nickito chorava e rezava, dizendo que não queria morrer, que ainda tinha muita coisa pra ver, muito lugar pra ir na vida. Tadinho, ficou desesperado durante os quase 2 km que andamos atravessando o red river. Se não fosse uma situação tão estressante, diria que deveríamos ter filmado. Mas filmar como? Estávamos encurralados, andando sobre uma calçadinha mega estreita e instável que permitia ver o rio lá embaixo, através das frestas entre as lajotas. De um lado um guarda corpo baixo e bambo (com um rio enorme laaaaaaa embaixo. Do outro um mundo de motocas alucinadas vindo em nossa direção. Só estando lá pra ter noção. Realmente foi muito sinistro. 

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Após percorrermos cerca de 1/3 do caminho (talvez menos), passamos por uma escada que dava acesso a uma ilha no meio do rio. O desespero já era tanto que cogitamos descer. Desistimos quando vimos um ciclista todo paramentado, subindo as escadas para pegar a ponte, detalhe, na direção oposta a que estávamos indo. Essa era a nossa clue, mas… não descemos (thank God), nem voltamos (por que, meu Deus, por que???), seguimos, inconsequentemente em direção ao outro lado do rio. Agora, escrevendo sobre isso, não consigo entender como duas pessoas sensatas puderam ser tão, mas tão, mas tão irresponsáveis. Quanta estupidez, meu Deus! Pra que?

Foram os 2 quilômetros mais longos das nossas 4 vidas, um verdadeiro pesadelo. Tanta coisa se passou pela minha cabeça e ao mesmo tempo, não conseguia pensar em nada que não fosse me concentrar em não deixar o Nick vazar pelo guarda-corpo, ou prender o pé numa das frestas entre as bambas lajotas, e rezar pra que o Vivi se mantivesse firme. Sempre que eu ameaçava parar para esperar o Vivi e o Mauricio que estavam bem uns 100 metros atrás, Nick se desesperava, implorando pra não parar. Só me restava virar para trás e gritar, inutilmente, para que o Vivi se segurasse e prestasse atenção. Inutilmente, porque ninguém me ouvia, tamanho era o barulho da chuva e das motos passando rentes a estreitíssima passarela do terror que nos conduzia ao longo da ponte. Eu, muitas vezes precisei descer da micro passarela e me juntar às motos que vinham no sentido oposto e, olha, graças ao bom Pai do Céu, a ponte era exclusiva para motos (além do trem que passava bem no eixo central, sacudindo tudo – sim, MUITO tenso), porque se além das motos, houvesse também carros, poderíamos não estar aqui pra contar a história.

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Já no final, conseguimos avistar uma região bem simpática, com restaurantes iluminados e protegidos da chuva, próximo à ponte, às margens do rio. Será que era aquele o point do glamour? Devia ser. Note to self: jamais confiar em blogueiro de viagem que não explica a parada direito.

Quando finalmente chegamos ao outro lado (quase chorei de alívio), graças a Deus, sãos e salvos, estávamos absolutamente ensopados, encharcados, pingando, com os pés nadando dentro dos tênis. Entramos num shopping deixando um rastro de água por onde passávamos, para comprar roupas pros meninos se trocarem. Uma situação precária, viu? Só nós mesmo.

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Pra tentar amenizar a derrota do dia e alegrar um pouco os meninos, deixamos que brincassem na arcade do shopping (que era incrivelmente barata). Depois, encerramos à noite com um churrasco coreano mara e beeeeeeeem mais barato do que em Seul. Não compensou as derrotas do dia, mas amenizou um pouco a frustração.

Mas, como frustração pouca é bobagem, na hora de ir embora, levamos bem mais de uma hora até conseguirmos um taxi. Primeiro pedimos pra mocinha do restaurante ligar pro taxi pra gente. Descemos e nada do taxi. Daí começamos a ligar pro hotel, via skype já que não tínhamos sim, para que eles pedissem um taxi. Não funcionou, o taxista não nos encontrava. Por fim, o shopping fechou, todas as luzes do lado de fora foram apagadas, todas as pessoas que ali estavam pegaram seus taxis e ficamos nós, a família perdida. Até que surge um anjo, uma das mocinhas do restaurante que, detalhe, não falava um inglês. Ela olhou pra gente com os olhos arregalados, como quem pergunta: “o que vcs ainda estão fazendo aqui?” E, prontamente, se pôs a nos ajudar. Começou a ligar para um taxi, usando seu precário celular, um modelo 1900 que eu nem sabia que ainda existia. E depois de muita espera e confusão, ela nos colocou dentro do taxi e nos mandou pro hotel. Deus abençoe essa alma caridosa.

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E amanhã é um novo dia. 

Em tempo: pelas fotos ao longo do post, dá pra ver que, claro, o dia não foi só derrota e apesar de termos começado o dia dando com a cara na porta no Ho Chi Min complex, que só abre determinados dias, pela manhã, conhecemos o One Pillar Pagoda, o Imperial Citadel of Thang Long, o Temple of Literature… o recheio do nosso dia foi até bem proveitoso, esbarramos até com um brasileiro numa das nossas paradas – what are the odds? Mas o fim do dia, com a pior aventura da vida, foi muito dominante. Tão dominantes que praticamente apagou da minha memória os lugares que conhecemos mais cedo. Só lembrei, quando fui procurar as fotos para ilustrar o post. Mas já era tarde, como falar de qualquer outra coisa quando o estresse está tão latente? Ai ai…