Cingapura: segundo dia

Oh well, Vivi acordou asmático. Já era de se prever, fazer o que? O pior é que não trouxemos o ventolin, então seguimos rezando, mentalizando pra que não tenhamos que parar no pronto socorro.

Hoje foi dia de bater perna por aí. Marido se surpreendeu com o tamanho de Cingapura, esperava que fosse do tamanho do CBD de Melbourne, rs. Quando viu que um ponto de interesse era longe do seguinte, teve a revelação: hmmm, Cingapura não é tão pequena como dizem! 

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Não mesmo. Cingapura é enorme (tá, menos…).

Começamos pegando um taxi até Kampong  Glam que, detalhe, o taxista não sabia direito onde era. Acho que este nome é referência entre turistas (ou seria entre blogueiros?), mas nada que um googlezinho básico não resolvesse. 

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Achei a regiãozinha fantástica, uma gracinha mesmo. Ruelas de pedestre coloridas, com jojinhas diversas, muros grafitados, uma fofura. Mas, atenção, tudo muito Disse Style. E quando eu digo Disney Style, me refiro ao caráter perfeitinho e cenário, sabe? Nada parece de verdade, tudo parece milimetricamente feito para (re)criar a ambiência desejada. Nada parece ser orgânico. Um verdadeiro contraste com a mega orgânica e desorganizada Vietnã.

Após uma sessão de fotos em alguns do murais fabulosos da região, nos deliciamos num brunch que há muito não experimentava. Um brunch responsa, estilo aqueles que costumávamos ter em Melbourne ou em Barcelona. It felt good 🙂

O preço a gente nem comenta, porque aqui, você deixa um rim e um pulmão em qualquer lugar que vá. Mas como são apenas 3 dias, estamos meio que respirando fundo, fechando os olhos e deixando pra ver a conta no final das férias, assim dilui com o Vietnã.

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A próxima parada foi Little India que, ao contrário de Kapong Glam, é bem menos cenográfica e muito mais realistinha. Os templos indús são tão, mas tão diferentes de tudo que vimos! Achei muito interessante. Infelizmente, começou a chover e de baixo de chuva ficou mais difícil curtir o ambiente. Acabamos encurtando nossa estada e nos abrigamos num shopping nas redondezas até a chuva passar. Quando melhorou, partimos em direção à ChinaTown.

Aliás, que ChinaTown, hein! Acho que nem na China vimos igual, rs. Super conservada, uma gracinha. Ficamos por lá um tempão. Caminhamos pelas ruas, olhamos lojinhas, espiamos dentro de alguns templos… rolou até umas lives no facebook com o Vivi e o papai. Duas figuras :O)

Dia chegando ao fim, deixamos as áreas históricas de Cingapura e partimos em direção a parte moderna: tínhamos um jantar marcado em Clarke Quay com nossos amigos de Melbourne (que na verdade são de Cingapura), Jimmy & Jenny. Gente, outro mundo.

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Encontramos com eles numa espécie dentro gastronômico a céu aberto. Um cenário portuário lindíssimo. Tudo novinho, limpinho, organizado. A minha surpresa foi descobrir que na verdade aquele espaço era de fato uma zona portuária, o especo ocupado por aqueles restaurantes eram os galpões originais que foram reformados. País desenvolvido são outros quinhentos, né não? Impossível não comparar à Zona Portuária do Rio que levou milênios até ser recolocado no mapa e ainda assim, falemos a verdade, tá longe de ser um primor – não me levem a mal,  fiquei super orgulhosa de ver como nosso porto foi transformando, um baita upgrade, mas…

Após um jantar delicioso, saímos para dar uma voltinha pelo rio, ver as modas e… perder o Vivi momentaneamente. Aliás, a última vez que perdemos o Vivi, nossos amigos Jimmy and Jenny estavam conosco. Foi nos Grampians, em Victoria, lembra? Eles devem achar que a gente vive perdendo o Vivi, rs

Desta vez, graças a Deus, não foram horas, mas somente uns minutos de tensão, tudo porque o bonitão do Vivi resolveu passar a frente do grupe e sentar num banquinho meio às escondidas – só pra causar. Quem conhece, sabe. Entrei em pânico por alguns minutos quando notei que ele não estava com o Mauricio e o Jimmy que iam mais à frente.  Isso porque ele havia passado por nós  havia 5 minutos. Ficamos os 5 procurando, onde estaria o Vivi. Só não me desesperei mais, porque estamos em Cingapura, né? País civilizadíssimo (sim, supera em muito a Coréia), mas sei, lá, vai que ele subiu no guarda-corpo e caiu no rio??? Sim, eu considerei a possibilidade. Até que, de repente, depois de irmos e virmos algumas vezes, Vivi foi encontrado. Tava lá, sentado com cara de inocente. Inocente sem vergonha.

Algumas coisas não mudam nunca.

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Passado o susto, seguimos em direção à sobremesa e foi como encerramos nossa noite.

Chegando ao hotel, a grata surpresa: não só fomos transferidos de quarto, como ganhamos um super upgrade. Quarto gigante, com duas camas king plus, salinha de estar e uma vista sensacional (não contei, mas antes estávamos praticamente no térreo, quase na área de serviço, rs). Fiquei super satisfeita.

O Hotel em si, realmente é muito bom, mas como todo hotel grande, acho, o serviço é muito impessoal. Sei lá, me chame de pobre, mas prefiro bed and breakfast, ou melhor ainda, Airbnb 😛 Mas não vou reclamar, não, porque fiquei bem feliz. Se é pra ficar em Hotel, que seja um hotel digno 😉

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