Japão – dia 2: Kyoto

O plano era sair cedinho, mas quando o relógio despertou às 8, quem disse que eu conseguia levantar?

Olhei pro lado e os moleques estavam completamente capotados, inconscientes, babando, no mais profundo sono. Não tive coragem (nem disposição) para acorda-los. Resultado? Saímos de casa depois das 10. 

Verdade seja dita, foi melhor assim, afinal os meninos, apesar de guerreiros, têm apenas 7 e 10 anos, não dá pra esperar que tenham o mesmo pique que a gente, ainda mais nesse esquema “gasta-tênis” que a gente faz. Tem muito adulto que pediria arrego! 

Anyway, começamos o dia pegando um JR  em direção ao Arashiyama Bamboo Grove, uma trilha no meio de um bambuzal gigante que fica a noroeste da cidade. Uma caminhada fresquinha e tranquila que te conduz a outras paradas, até porque, o que não falta em Kyoto são templos e shrines para visitar.  

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O lugar é absolutamente lindo, mas como toda atração popular, lotado de turistas indo e vindo. Arrependimento por não ter acordado cedo, viu? Teria conseguido umas fotos fenomenais. Mas viajar com crianças requer adaptar os horário e as expectativas, rs. 

Mas claro que valeu o passeio, assim lotado mesmo, porque além de lindo, o caminho é tão fresquinho que amenizou o sofrimento da caminhada pros meninos e pro marido – essa galera calorenta que me acompanha rsrs. 

Saindo dali, seguimos para o Gio-Ji Temple and moss garden e, no caminho, quando a sede apertou, logo encontramos umas vending machines, assim, no meio do nada, cheias de bebidas geladinhas. Compramos garrafas d’água e seguimos viagem.

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Os jardins de lodo são lindíssimos, dá vontade de sair rolando por eles. Mas tive que ficar só na vontade, porque são só para apreciar, até porque, já pensou se todos os turistas saíssem rolando pela graminha? Não haveria mais um verdinho pra contar história.

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O templo em si, apesar de modesto é lindinho e super sereno, te convida a meditar. Foi o que o Nickito fez. Ele adora meditar (ou posar de meditador), mas só nos templos, porque em casa se recusa. Acho que preciso montar um altar, colocar uns incensos, criar um clima. Ele adora climinhas.

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Aliás, Nickito, se adiantando, saiu explorando o local, encontrou uma bancadinha com plaquinhas de madeira e uma caixinha de canetas e não pensou duas vezes: se pôs a escrever uma mensagem. Não se tocou que custava 500 yen (o equivalente a 5 dólares americanos ou 20 reais?). Como não dava pra devolver a plaquinha, deixamos nossa “contribuição” na caixinha. Claro que não havia ninguém lá pra cobrar. Primeiro mundo é outra  coisa, né? 

O caminho entre uma atração e outra é super simpático, extremamente agradável. Passear pelas ruas residenciais de Ukyō-ku nos permitiu ter uma pitada da vida local.

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Uma coisa interessante que notei foi a presença de cebolas penduradas nas varandas da frente de algumas casas. No mínimo, intrigante. 

Seja no downtown ou nos suburbs, o silêncio impera. A limpeza e organização também. E o silêncio nas ruas? Ensurdecedor! As pessoas sussurram. 

Acho que nunca vi povo tão educado, em todos os sentidos.

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No fim do dia fomos visitar os jardins do terraço da Kyoto Station e depois jantamos num restaurantezinho de rua super simpático e gostozinho com um preço bem razoável. De sobremesa, comemos um crepe de tapioca (ou  seja, gluten free!) recheado com sorvete e frutas. Yum! 

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