Pré-férias frustradas – partes 3 e 4

Parte 3:

Aí, quando a gente acha que nada mais pode acontecer, vem um terremoto e abala Osaka, uma semana antes da nossa viagem. Mas não um terremotinho, um terremoto sério, com direito a recebermos email da companhia aérea, oferecendo cancelamento com reembolso integral das passagens.

O que respondemos?

Não, obrigada.

Vamos seguir com os planos. Com ou sem terremoto, segunda-feira estaremos chegando, se Deus quiser, são e salvos, em Osaka e pegando um trem direto pra Kyoto.

Anjo da guarda, vai que é sua!

……….

Mas não para por aí. Com vocês, a parte 4:

Ainda. Não. Temos. Visto. Pro. Vietnã.

Era pra ser um procedimento simples e indolor, até porque a Austrália está na lista de países, lets say, VIP. Entretanto, depois de muito pesquisar online, resolvi não aplicar pro visto através das empresas credenciadas, por medo dos esquemas tão comuns naquele país. Foram tantos relatos que li nos fóruns, que me convenceram a ir pessoalmente na embaixada do Vietnã aqui em Seul e aplicar ao vivo e à cores. Só que, chegando lá, com formulário preenchido, fotos anexadas e passaportes em mãos, veio a notícia: o pagamento da taxa deveria ser feito somente em espécie. Quatrocentas doletas(!!!)* em cash. Dinheiro que, num dia normal, poderíamos ter sacado no caixa eletrônico mais próximo, entretanto, a conta estava completamente zerada, porque meu digníssimo, uma semana antes de receber o salário, raspou tudo e aplicou na bolsa americana. Tu-do. Ficamos sem um tostão furado por 3 dias. Só no cartão de crédito. E quando o salário finalmente caiu na conta, já não dava mais tempo de deixar os passaportes lá, afinal, estamos viajando pro Japão agora.

Poderíamos ter tirado o visto no passaporte brasileiro? Até poderíamos, mas como o australiano tem mais moral e é mais descomplicado, resolvemos arriscar e esperar voltarmos do Japão para resolver o visto pro Vietnã. Teremos uma semana para tanto.

Orações são bem vindas.


*Em tempo: por causa daquele rolo inicial do fechamento de Boracay, que nos obrigou cancelar nossa estada nas Filipinas e voltar pro Vietnã, teremos que pagar mais caro no visto que, em vez de ser entrada única em um mês, será entrada múltipla durante o mesmo período. Fuén fuén fuén. Por isso, só pra colocar os pés em solo vietnamita, deixaremos no  mínimo 400 dólares americanos na imigração. Digo “pelo menos”, porque já li muita gente dizendo ter pago ainda mais 50 por pessoa na chegada.

Melhor nem pensar nisso. O que não tem remédio, remediado está.

Pressão total no Vietnã. Aliás, pressão total nessas férias inteiras que estão saindo muito mais caras que a encomenda.

Ah! Já ia esquecendo da cerejinha: Junho/Julho é a temporada de chuvas na Ásia. Ou seja, Japão certamente será embaixo de chuva. E minha câmera não é à prova d’água.

Espero que meu próximo post seja lá do Japão, contando só coisas boas, rs

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