Japão – dia 6: Tokyo

Primeiro dia em Tokyo e nos ficamos meio (pra não dizer completamente) perdidos, sem saber direito onde ir, apesar de ter traçado um pré-roteiro com algumas atrações. A verdade é que eu tenho muita dificuldade em traçar roteiros para cidades grandes, talvez porque eu prefira andar pelas neighborhoods em vez de bater ponto nas atrações. Mas a verdade é que os meninos (todos eles, rs) precisam saber pra onde estão indo, eles não curtem sair sem destino, até porque sair sem destino é não ter hora pra voltar, rs Aí, me sinto super pressionada pra saber onde ir, afinal, sou eu que programo nossas viagens. Agora, misture essa responsabilidade com prisão de ventre (too much information, I know) e TPM braba. Não dá boa coisa. A pessoa fica bem estressada. 

Anyway, antes de partir pro ataque, passamos no family mart, nosso amigo de todas as horas, e compramos umas coisinhas pro desjejum. Nada de pão de queijo pra mim. Comecei com uma banana, um punhado de amêndoas e uma caixinha de leite de amêndoas. Disciplina em primeiro lugar. 

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Começamos o dia indo ver a famosa travessia de Shibuya, a mais movimentada do mundo! Parece que cerca de 1000 pessoas atravessam a cada sinal vermelho. Não é pouca coisa, não. Atravessamos e fomos conferir também do alto. Confesso que achei que fosse ser mais impressionante, como aquele episódio do Fuller House quando a DJ chega do outro lado de mais dadas com outra criança :).

Andar em Tokyo, seja nas ruas ou nas estações de trem, é bem tenso quando se está com dois moleques arteiros. O medo de perdê-los me estressa (e eu acabo chamando a atenção deles o tempo inteiro). Certo fez minha amiga Chris que veio ao Japão só com o marido 🙂

Se estivéssemos só eu e marido, poderíamos fazer tantas outras coisas… Eu fiquei com muita vontade de fazer o tour de cart do Mario. Pareceu muito divertido! Mas com os moleques não rola, né? 

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Enfim, depois de Shibuya, praticamente saímos da cidade para visitar o Ghibli Museum, um museu dedicado a animações japonesas. Infelizmente, não fiz meu dever de casa direito e demos com a cara na porta (tá ficando chato isso), porque além do museu não vender ingresso na porta, estava sold out pelos próximos 3 meses, que tal? Decepção define. 

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O jeito foi dar uma volta não programado pelo Inokashira Park que é uma gracinha, mas, de maneira nenhuma, tampa o buraco do Ghibli. Ó vida. Perdi pontos no quesito organização pré-viagem 😦

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Depois de caminhar pelo parque, pegamos o trem do outro lado para Shijunku. Onde ficamos passeando pelas ruas até anoitecer e também onde encontramos um restaurante para restaurar minha alimentação: DIY salad. Um oásis em meio a tanto arroz branco, ramen e soba.

Impressionante como um dia me alimentando melhor já faz diferença. 

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Temos andado tanto esses dias que começo a sentir dores na lombar e nas panturrilhas. Por este motivo, hoje não rolou passeio à noite. Voltamos pro hotel pra descansar. Mas não sem antes comprar uma salada de frutas, um açaí, umas amêndoas e um leitinho de amêndoas para a manhã seguinte, porque daqui pra frente é assim: não posso mais descuidar da minha alimentação. 

Chegando no hotel, Nickito desfrutar de um banho de espuma. Esses moleques estão realmente curtindo as instalações do hotel. No fim das contas o estresse de ter nosso airbnb de Tokyo cancelado nos 45 do segundo tempo valeu a pena. Só assim pra nos rendermos a um hotel de verdade. O que parecia um sinal para não viajarmos era na verdade um sinal para fazer um upgrade 😛

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Em tempo: O Japão é bem mais friendly no quesito alimentação do que a Coréia. Aqui encontro facilmente coisinhas alternativas nos mercadinhos. Tô achando Tokyo bem mais internacional do que Seoul.

Japão – dia 5: Kyoto e Tokyo

Último dia em Kyoto. Amanheceu chovendo aquela chuvinha fina que dura o dia inteiro.

Fizemos o checkout às 10 da manhã, guardamos nossas malas no locker na estação de trem (tudo muito “mudernu”) e, como bons turistas, não nos deixamos intimidar pela garoa. 

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A primeira parada, depois de comermos um lance no Starbucks (não sou fã, nunca vou, mas resolvemos ceder ao pedido dos meninos, afinal eles também são filhos de Deus e apesar de às vezes reclamarem um pouco das andanças sem fim, têm se comportado bem), foi o templo Higashi-Honganji, quase em frente ao nosso hotel. Lugar que o Nick está pedindo pra ir desde que chegamos aqui. 

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O templo é lindo, extremamente bem conservado e gratuito.  Não sei porque não é considerado um local de grande interesse. Vai entender. Para acessar a parte interna, é necessário tirar os sapatos (que são colocados em sacolinhas para levar conosco). O piso é tão limpo que chega a ser prazeroso caminhar com os pés descalços. Você não sente nenhuma poeirinhha, impressionante. E no altar? O piso brilha. Infelizmente não se pode fotografar a área interna dos templos, então o registro ficará guardado apenas na memória. 

Sentamos para assistir um pouco do culto (?) que estava terminando e apreciar o entorno. Tudo tão lindo. 

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Acabamos ficando mais tempo que o previsto, nem tanto pelo tamanho do templo, mas por causa da chuva que apertou. Vimos “fiéis” entrar e sair e concluímos que, pelo visto, trata-se de um templo mais ativo e menos turístico mesmo. 

Saindo de lá, caminhamos atéeeeee o Nijo Castle, um castelo lindo que este ano comemora 150 anos de sua última restauração. 

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Lá também só se pode acessar a parte interna sem sapatos, que são deixados na entrada, em escaninhos.

O interior do castelo é lindíssimo. Os detalhes no teto, os países pintados… muito interessante conhecer um pouco da história e da evolução do castelo. Os temas pintados mudaram com as épocas e o último tema era um retorno à moda mais antiga. Mostra que ser vintage tá na moda não é de hoje 🙂

Infelizmente, não se pode fotografar dentro do castelo. Mais uma lembrança que ficará registrará apenas na memória. 

Engraçado foi ver algumas placas traduzidas pra o inglês, chinês, coreano e, atenção: português! Fiquei intrigadíssima. 

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Mas o melhor mesmo era a tradução de alguns avisos para o inglês. Divertidíssimo 🙂

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Na volta do Castelo para a estação, resolvemos não sacrificar os moleques e pegar nosso primeiro taxi no Japão: pagamos o equivalente a 15 dólares por um percurso de menos de 10 minutos. Fiquei chocada! Pelo menos, o taxi é confortável e cheiroso (ao contrário dos taxis na Coréia, rs).

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De volta à estação, pegamos nossas malinhas nos lockers, compramos nossas passagens de Shinkansen (trem bala) para Tokyo e embarcamos 10 minutos depois. 

Detalhe é que tem trem bala partindo a cada 10 minutos, o dia inteiro. É muita eficiência. 

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Compramos passagens para assentos não reservados no trem normal e achamos espetacular. Muito espaço e super confortável. Muito melhor e mais conveniente  que viajar de avião. 

Chegando a Tokyo, me senti a provinciana. Que cidade!

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Quando colocamos o pé fora da Tokyo station, meodeos, que visual! O anoitecer estava lindo e as luzes nos prédios já começavam a criar aquela atmosfera de noite na cidade grande. Me deu até um frio na espinha. 

Chegar no hotel, apesar de ser bem fácil, não foi tão trivial. Erramos o sentido do trem e pegamos o mais lotado (com kids e malas). Saltamos 3 estações depois pra mudar de sentido e sem querer saímos da plataforma. Tivemos que comprar outros 4 tickets. Pelo menos, o trem no sentido certo estava bem vazio. Descemos 4 estações depois e andamos uns 800 metros até nosso hotel. 

Detalhe: descobrimos depois que poderíamos ter saltado em outra estação e pegado o bus do hotel. Fuen fuen fuen. Definitivamente não estamos acostumados a esses “luxinhos”. Somos geração Airbnb, DIY, se vira nos 30 😛

Mas por falar em hotel… 

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Um luxo. 

Nunca pensei em vir a Tokyo, imagina vir a Tokyo e ficar num hotel bacanudo?  Os meninos ficaram como Pinto no lixo rsrsrs

Pijamas, pantufas, roupões, camas confortáveis, uma vista fenomenal e quarto super espaçoso. Nem parece Tokyo. E ainda tem a cerejinha do bolo: um smartphone para usarmos livremente durante nossa estada, completamente free of charge. Subimos na vida 🙂

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Terminamos o dia jantando num indiano a 200m do hotel, um pé sujo maravilhoso. Você entra, escolhe seu prato, paga na vending machine, entrega o ticket pro cozinheiro e aguarda. Comida muito saborosa e bem servida. O melhor indiano da minha vida. 

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A única parte ruim (bem ruim) dessa viagem é que fui obrigada a mudar drasticamente minha alimentação, o que desencadeou instantaneamente uma prisão de ventre daquelas de antigamente. Estou há 6 dias sem ir ao banheiro. Pareço estar grávida de 6 meses 😦 Impressionante como manter uma alimentação balanceada é fundamental pro meu bem estar. E olha que nem to comendo glúten, mas o excesso de arroz branco e a carência de fibras e vegetais estão acabando comigo.

Alguém vai ter que fazer um detox sério quando voltar pra casa.

 


Impressões sobre Kyoto:

  • Silêncio nas ruas – as pessoas não conversam, cochicham, especialmente nas regiões residenciais;
  • vending machines em toda parte – só passa sede quem quer;
  • as pessoas usam bicicleta como meio de transporte
  • nos prédios, as varandas são usadas como área de serviço para secar roupa
  • Cebolas penduradas na frente das casas 
  • Cidade densa, mas com muito mais casas e edificações baixas
  • Cidade extremamente limpa e organizada
  • Vendedores muito sorridentes e gentis 
  • Não se come nas ruas, nem nos transportes públicos 
  • Não se fala no telefone nos transportes públicos
  • Transporte público caro, porém maravilhoso
  • Green tea sob todas as formas

Japão – dia 4: Kyoto

Advinha que acordou às 3 da matina pra assistir o jogo do Brasil? 

Pois é, mesmo exaustos depois de um dia intenso de caminhada por Kyoto, mesmo sabendo que o dia seguinte seria tão puxado quanto, acordamos para ver o Brasil jogar. Ainda bem! O difícil foi controlar o grito na hora dos gols.

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Voltamos a dormir por volta das 4:30 e 4 horas depois já estávamos de pé para mais um dia de andanças. 

Hoje começamos o dia visitando a atração mais antecipada por mim: Fushimi Inari-Taisha, um Shrine lindo com uma trilha maravilhosa pela montanha. O mais interessante é que não se paga para entrar, o que não é nada comum nesta terra. Mesmo os menores templos e jardins cobram ingresso. 

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A caminhada foi puxada, com direito a pegar o caminho errado e aumentar o tempo da trilha. Faz parte da aventura, I guess 🙂

Valeu cada passo, cada degrau, cada foto com o fundo laranja. Vou levar esse passeio comigo pro resto da vida. E um dia volto aqui só pra refazer essa visita. Mas quando voltar quero alugar uma casinha e ficar mais tempo para vivenciar a cidade. E se isso acontecer, quero voltar no Fushimi Inari para caminhadas diárias 🙂

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Mas o dia não terminou aí, nossa jornada continuou rumo ao Daigo-Ji, um templo menos popular, um pouco fora do circuito, nos suburbs de Kyoto, numa região bem residencial.

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Para chegar lá, rolou um trem básico, mas ainda assim, chegamos quando já estava prestes a fechar. Sequer pudemos visitar todas as áreas. Mas o pouco que visitamos valeu a pena. O templo todo pra gente. Apesar de, claramente, não ser um templo tão bem conservado/cuidado, é encantador. Estava tão vazio que teve até foto do pulo – espero que isso não seja considerado um ato desrespeitoso…

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Terminamos o dia dando uma passadinha na Kyoto Station para apreciar as luzes da escadaria, depois jantamos tacos no mexicano da primeira noite e voltamos pro Hotel.

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Amanhã embarcamos no trem bala rumo a Tokyo.

Japão – dia 3: Kyoto

Num mundo ideal, hoje teria sido o dia de visitar vários parques, templos e jardins na mesma região. A rota estava toda traçada e salva no MyMaps, mas como sempre, não conseguimos sair cedo do hotel, até porque não dá pra forçar tanto a barra em cima dos moleques, eles têm direito a dormir até um pouco mais tarde depois de tanta caminhada durante o dia. Hoje foram cerca de 15 km, ontem uns 12. Não é moleza, não.

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Começamos o dia visitando o Shoseien garden, um jardim lindo perto do nosso hotel, onde ficamos por um bom tempo wandering e apreciando paisagem, sem pressa, do jeito que eu gosto. 

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Saindo de lá, seguimos, a pé, claro, em direção a Gion, one passeamos pelas ruas perfiladas por lojinhas, cafes e gueixas (não as de verdade, infelizmente, rs). Passamos pela fofa Shirakawa Minami-dori, uma ruazinha super simpática que serve de pano de fundo para muitas sessões fotográficas. ë impressionante como sempre tem alguém varrendo as ruas ou catando uma folhinha que cai. A cidade é spotless. Parece até um cenário. e Ai de quem se atrever a deixar um papelzinho escapulir da mão. Multa na hora!

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Após uma boa caminhada, chegamos ao Chion-In Temple onde passamos um bom tempo passeando. É sempre interessante observar como os locais se comportam e o legal é que nesses templos, apesar de turísticos, sempre avistamos locais e, com  sorte, uma cerimônia acontecendo. Acho lindo o respeito das pessoas para com os templos. Tirar os sapatos antes mesmo de subir as escadas, bow… o comprometimento com a religião e as tradições são traços bem marcantes por aqui.

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A melhor parte foi quando os meninos se meteram no meio da meditação de um budista (que devia estar em alfa mesmo), sem serem convidados obviamente, e começaram a batucar um taborzinho no mesmo ritmo do mestre. No inicio tava bonitinho, mas quase tive uma crise de riso quando o Nick resolveu acelerar e fazer seu próprio ritmo. Não sabia o que fazer, se entrava e arrancava os dos de lá, ou se fingia que não via.

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Acabamos ficando por lá mais tempo que o planejado e quando voltamos para nossa jornada, os meninos (pequenos e o grande também, rs) já estavam meio cansados, o que comprometeu meu passeio pelo Maruyama Park, que acabamos vendo só de passagem.

Também não completamos minha lista de visitas, até porque, impressionante: paga-se para entrar em qualquer lugar nesta cidade! Templo, jardim, palácio… difícil achar uma atração gratuita. E… somos 4, né? Apesar das crianças não pagarem em alguns lugares ou pagarem só a metade noutros, ir a várias atrações no mesmo dia pode quebrar o banco, rs.

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Mas tudo bem, valeu cada parada que fizemos 🙂

Voltamos pro hotel já no fim do dia, andando, claro, e pudemos curtir um pouco mais das ruazinhas fofas de Gion.

Amanhã tem mais. Isso se tivermos energia, porque esta madrugada tem jogo do Brasil.

Japão – dia 2: Kyoto

O plano era sair cedinho, mas quando o relógio despertou às 8, quem disse que eu conseguia levantar?

Olhei pro lado e os moleques estavam completamente capotados, inconscientes, babando, no mais profundo sono. Não tive coragem (nem disposição) para acorda-los. Resultado? Saímos de casa depois das 10. 

Verdade seja dita, foi melhor assim, afinal os meninos, apesar de guerreiros, têm apenas 7 e 10 anos, não dá pra esperar que tenham o mesmo pique que a gente, ainda mais nesse esquema “gasta-tênis” que a gente faz. Tem muito adulto que pediria arrego! 

Anyway, começamos o dia pegando um JR  em direção ao Arashiyama Bamboo Grove, uma trilha no meio de um bambuzal gigante que fica a noroeste da cidade. Uma caminhada fresquinha e tranquila que te conduz a outras paradas, até porque, o que não falta em Kyoto são templos e shrines para visitar.  

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O lugar é absolutamente lindo, mas como toda atração popular, lotado de turistas indo e vindo. Arrependimento por não ter acordado cedo, viu? Teria conseguido umas fotos fenomenais. Mas viajar com crianças requer adaptar os horário e as expectativas, rs. 

Mas claro que valeu o passeio, assim lotado mesmo, porque além de lindo, o caminho é tão fresquinho que amenizou o sofrimento da caminhada pros meninos e pro marido – essa galera calorenta que me acompanha rsrs. 

Saindo dali, seguimos para o Gio-Ji Temple and moss garden e, no caminho, quando a sede apertou, logo encontramos umas vending machines, assim, no meio do nada, cheias de bebidas geladinhas. Compramos garrafas d’água e seguimos viagem.

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Os jardins de lodo são lindíssimos, dá vontade de sair rolando por eles. Mas tive que ficar só na vontade, porque são só para apreciar, até porque, já pensou se todos os turistas saíssem rolando pela graminha? Não haveria mais um verdinho pra contar história.

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O templo em si, apesar de modesto é lindinho e super sereno, te convida a meditar. Foi o que o Nickito fez. Ele adora meditar (ou posar de meditador), mas só nos templos, porque em casa se recusa. Acho que preciso montar um altar, colocar uns incensos, criar um clima. Ele adora climinhas.

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Aliás, Nickito, se adiantando, saiu explorando o local, encontrou uma bancadinha com plaquinhas de madeira e uma caixinha de canetas e não pensou duas vezes: se pôs a escrever uma mensagem. Não se tocou que custava 500 yen (o equivalente a 5 dólares americanos ou 20 reais?). Como não dava pra devolver a plaquinha, deixamos nossa “contribuição” na caixinha. Claro que não havia ninguém lá pra cobrar. Primeiro mundo é outra  coisa, né? 

O caminho entre uma atração e outra é super simpático, extremamente agradável. Passear pelas ruas residenciais de Ukyō-ku nos permitiu ter uma pitada da vida local.

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Uma coisa interessante que notei foi a presença de cebolas penduradas nas varandas da frente de algumas casas. No mínimo, intrigante. 

Seja no downtown ou nos suburbs, o silêncio impera. A limpeza e organização também. E o silêncio nas ruas? Ensurdecedor! As pessoas sussurram. 

Acho que nunca vi povo tão educado, em todos os sentidos.

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No fim do dia fomos visitar os jardins do terraço da Kyoto Station e depois jantamos num restaurantezinho de rua super simpático e gostozinho com um preço bem razoável. De sobremesa, comemos um crepe de tapioca (ou  seja, gluten free!) recheado com sorvete e frutas. Yum! 

Enfim, férias – Japão, chegamos!

Nosso vôo era as 7 da manhã, então achamos melhor ir de carro: mais barato (já que serão apenas 10 dias de estacionamento) e conveniente, porque pegar taxi é um saco.

Acordamos as 3:30 da matina e saímos de casa às 4. Às 7 já estávamos no avião em direção a Osaka.

Vôo super rápido e tranquilo. Muito diferente pegar vôos curtos pra chegar num outro país. Há quase uma década que não sabemos o que é isso.

Do Kansai airport em Osaka pegamos um trem até Kyoto, mas não sem antes ter alguns contratempos, como por exemplo, precisar de cash para comprar as passagens de trem e não conseguir sacar dinheiro no caixa eletrônico com cartão coreano (sorte que ainda temos o australiano). Perrengues resolvidos, seguimos viagem, agora de trem, até nosso primeiro destino: Kyoto.

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Que cidade fofa! Fofa, limpa, organizada e silenciosa. Mal chegamos e já estou completamente encantada.

Descemos na Kyoto Station e seguimos andando até nosso Hotel. Fácil assim.

Fizemos nosso check in, deixamos as malas na recepção e saímos para passear. 

O primeiro destino seria (do verbo não foi, rs) o Katsura Imperial Villa. Seria porque demos com a cara na porta, já que o parque simplesmente não abre às segundas. A coisa já começou a desandar quando perdemos o ponto e descemos bem longe do parque. Depois, até encontrar a entrada foi outra caminhada e quando finalmente encontramos, estava fechada.

Fazer o que? Fica a lição: sempre checar os dias e horários de funcionamento. Que turista mais amadora. Francamente, Erica!

Na volta, descobrimos um shopping subterrâneo ligado à estação de trem e almoçamos por lá mesmo. E eu já fiquei de olho no Cheese tart mas cheiroso do mundo. Eu sei que não devia, mas fiquei. Fiquei e provei. Que delícia! 

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Kyoto é a terra do green tea, então tudo tem também a versão matcha: ice cream, latte, cheese tart, chocolate, pizza… Fiquei com vontade de provar o sorvete, mas deixei pra outro dia. Algo me diz que vou acabar não experimentando – é sempre assim, quando deixo pra depois, acabo não fazendo. Note to self: nunca deixar pra depois.

Um pouco mais tarde, demos uma voltinha para reconhecer a região e o fim do dia nos presenteou com um céu lindo e uma luz divina. O templo Higash Hoganji estava reluzente sob aquele céu perfeito.  Não conseguimos entrar, porque, claro, já estava fechado (mais uma cara na porta), mas o apreciamos pelo lado de fora. Felizmente, ele fica do lado do nosso hotel e não do outro lado da cidade como  o Katsura Imperial Villa.

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À noite jantamos tacos num mexicano na praça de alimentação da Kyoto Tower. Meio carinho, confesso. Pelo menos tava decente.

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O dia ia chegando ao fim e nós voltamos pro hotel que nos esperava fofo, tradicional e até bem espaçoso. Ao contrário do que eu imaginava, conseguimos reservar um quarto tipo apartamento com bastante espaço e até uma mini cozinha, além de ser super bem localizado e novinho. Se um dia voltar Kyoto, Irori Kyoto Station será nosso pouso novamente. Se bem que eu tô gostando tanto de Kyoto que é bem capaz de eu preferir alugar um Airbnb e ficar mais tempo, vivenciando a cidade em vez de turistar.

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Em tempo: no trem, a caminho de Kyoto, vimos um mar de casas e townhouses. Muitas casas mesmos, um gabarito mais horizontal do que eu esperada no denso Japão. Até mesmo os edifícios eram mais baixos, quase todos com varandas. Vaarandas essas que são utilizadas não como extensão da área social, mas da área de serviço. Toda varanda tinha um varal. Os prédios todos tinham roupas penduradas na fachada. 

Pré-férias frustradas – partes 3 e 4

Parte 3:

Aí, quando a gente acha que nada mais pode acontecer, vem um terremoto e abala Osaka, uma semana antes da nossa viagem. Mas não um terremotinho, um terremoto sério, com direito a recebermos email da companhia aérea, oferecendo cancelamento com reembolso integral das passagens.

O que respondemos?

Não, obrigada.

Vamos seguir com os planos. Com ou sem terremoto, segunda-feira estaremos chegando, se Deus quiser, são e salvos, em Osaka e pegando um trem direto pra Kyoto.

Anjo da guarda, vai que é sua!

……….

Mas não para por aí. Com vocês, a parte 4:

Ainda. Não. Temos. Visto. Pro. Vietnã.

Era pra ser um procedimento simples e indolor, até porque a Austrália está na lista de países, lets say, VIP. Entretanto, depois de muito pesquisar online, resolvi não aplicar pro visto através das empresas credenciadas, por medo dos esquemas tão comuns naquele país. Foram tantos relatos que li nos fóruns, que me convenceram a ir pessoalmente na embaixada do Vietnã aqui em Seul e aplicar ao vivo e à cores. Só que, chegando lá, com formulário preenchido, fotos anexadas e passaportes em mãos, veio a notícia: o pagamento da taxa deveria ser feito somente em espécie. Quatrocentas doletas(!!!)* em cash. Dinheiro que, num dia normal, poderíamos ter sacado no caixa eletrônico mais próximo, entretanto, a conta estava completamente zerada, porque meu digníssimo, uma semana antes de receber o salário, raspou tudo e aplicou na bolsa americana. Tu-do. Ficamos sem um tostão furado por 3 dias. Só no cartão de crédito. E quando o salário finalmente caiu na conta, já não dava mais tempo de deixar os passaportes lá, afinal, estamos viajando pro Japão agora.

Poderíamos ter tirado o visto no passaporte brasileiro? Até poderíamos, mas como o australiano tem mais moral e é mais descomplicado, resolvemos arriscar e esperar voltarmos do Japão para resolver o visto pro Vietnã. Teremos uma semana para tanto.

Orações são bem vindas.


*Em tempo: por causa daquele rolo inicial do fechamento de Boracay, que nos obrigou cancelar nossa estada nas Filipinas e voltar pro Vietnã, teremos que pagar mais caro no visto que, em vez de ser entrada única em um mês, será entrada múltipla durante o mesmo período. Fuén fuén fuén. Por isso, só pra colocar os pés em solo vietnamita, deixaremos no  mínimo 400 dólares americanos na imigração. Digo “pelo menos”, porque já li muita gente dizendo ter pago ainda mais 50 por pessoa na chegada.

Melhor nem pensar nisso. O que não tem remédio, remediado está.

Pressão total no Vietnã. Aliás, pressão total nessas férias inteiras que estão saindo muito mais caras que a encomenda.

Ah! Já ia esquecendo da cerejinha: Junho/Julho é a temporada de chuvas na Ásia. Ou seja, Japão certamente será embaixo de chuva. E minha câmera não é à prova d’água.

Espero que meu próximo post seja lá do Japão, contando só coisas boas, rs