Everland

Esta semana tivemos um feriado prolongado: 4 dias em casa com os meninos. Quer dizer, em casa, não né? Se ficarmos em casa, fica mais difícil controlar o tempo de TV, as brigas (eles têm brigado tanto ultimamente)… então o jeito é arrumar o que fazer fora de casa.

No fim de semana passeamos por Insadong e na segunda-feira, como o marido tinha que trabalhar, fomos eu, os meninos, uma amiga (Ju) e sua filha (Maria) ao Everland, um parque de diversões bem bacana, onde as crianças de esbaldaram.

Aí você me pergunta: mas, Erica, ir ao parque de diversão num feriado não é suicídio? É. Mas fomos enganados, rs. Achamos que o feriado não se aplicava às escolas coreanas e tivemos uma bela surpresa com as filas de 70, às vezes 90 minutos. Dureza, viu?

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Foram mais de 10 horas pra cima e pra baixo, mais de 19mil passos caminhados, fora os quilômetros dirigidos (pasme: por mim!!!!) para ir e para voltar, incluindo engarrafamento básico na volta, já tarde da noite. Claro que na terça, apesar dos pedidos desesperados pelo cinema (criança é um bicho insatisfeito, né? rs), ficamos o dia todo em casa descansando, porque mermão, né moleza não! E a pessoa aqui tá nos 4.0 e já não tem mais aquele pique de outrora.

O dia foi puxado, muita andança, muita espera e muito junk na veia. Os moleques comeram algodão doce, tomaram aquela bebida “nevada” que eu esqueci o nome, sorvete, hambúrguer, chicken wings, costelinha, limonada… fizeram a festa com tudo o que não têm no dia a dia. Só eu que fiquei passando necessidade, porque além de eu estar no meio de um detox (semana 4 de 6 sem poder comer açúcar), no parque inteiro só tinha junk. Não havia um potinho de salada de frutas! E olha que isso vende em toda parte. Fiz jejum de quase 24h até que finalmente, encontramos um festival de comida que tava rolando naquele dia, onde consegui uma carne que acompanhava um projeto de salada e um pedaço de abacaxi. E esta foi minha refeição no dia inteiro. Difícil!

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Mas o que importa é que a molecada se divertiu até a última gota. Apesar das longas filas, conseguiram ir a todos os brinquedos que queriam e ficaram felizes da vida.

Nickito, quando chegou no parque e olhou em volta, desanimou. Disse: não tem nada pra mim aqui. Mas só foi colocar o pezinho no barco viking que a adrenalina disse oi pra ele e depois disso foi até em montanha russa que o pai dele pensaria 10 vezes antes de não ir, rsrsr

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Vivi, por sua vez, chegou já querendo ir na montanha russa mais apavorante. Uma das mais altas e mais longas do mundo. Mas essa aí deixamos pro final do dia, primeiro porque era a fila mais demorada e depois porque se ele fosse primeiro nessa, ia achar todo o resto chato, rs

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Como o Nick não tinha altura suficiente para ir nessa assustadora, o levei em outras atrações enquanto esperávamos  Vivi, Maria e Ju.

Até a Ju disse: nessa aí, NUNCA MAIS!

Parece que a tal montanha russa é realmente assustadora. Além de você sair do acento nas descidas, não dá tempo nem de respirar entre uma queda e outra e, pior, já começa com uma queda sensacional de 90 graus. Tinha gente saindo chorando, outros apareciam nas fotos, no monitor da saída, com cara de pânico…

Gente, quem merece isso? Ainda bem que eu não fui!

O Vivi diz que não, mas tenho quase certeza que ele foi de olhos fechados, rs

Nosso dia de parque terminou com as crianças comendo (mais) junk dentro do carro na volta pra casa, ou seja, fracasso sucesso total, rs

 

 

voltinha em Insadong (e fotos proibidonas)

O aniversário do Buda está chegando e os templos começam a se vestir de lanternas coloridas, se preparando para a grande celebração.

No último fim de semana, fomos passear por Insadong, umas das minhas regiões favoritas aqui em Seul (apesar de ser super turística) e aproveitamos para visitar o Jogyesa Temple, que já estava lindamente colorido pelas lanternas. Eu sou absolutamente fascinada pelos templos budistas coreanos, mas nessa época eles ficam especialmente lindos.

Os meninos, pra variar, não queriam sair de casa e foram daqui até nosso destino reclamando. Até que, dois minutos depois que saímos do taxi, o bom humor deles apareceu e mais tarde até nos agradeceram por termos insistido em passear 🙂

Começamos caminhando pelas ruazinhas de Insadong, percorrendo as vendinhas de souvenir – e eu querendo comprar várias coisas, mas me recusando a pagar o preço de turista. Se ao menos eu falasse coreano…

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No meio do caminho, esbarramos com uma barraquinha que fazia caricaturas e finalmente cedemos aos apelos do Vivi, que há anos torra a paciência pedindo por uma caricatura dele. Fizemos uma arte dos dois e ficou tão genial! Valeu o investimento. A caricaturista não só os representou com maestria, como também capturou a alma de cada qual. Adorei o resultado!

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Antes de seguirmos pro templo, paramos para almoçar num restaurantezinho coreano, onde comemos até não aguentar mais. O prato mais parecia brasileiro: uma travessa tamanho família de frango com legumes e macarrão de batata doce (sem glúten), panquequinhas de batata e sei lá mais o que. Um verdadeiro banquete. A comida estava bem temperadinha, muito gostosinha mesmo e o melhor, eu não passei mal depois (pelo visto não usaram MSG).

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Terminado o almoço, ainda levamos os meninos ao”poo café”, isso mesmo, café de cocô (com acento circunflexo no último o mesmo) para comer um daqueles bolinhos recheados no formato do dito cujo – coreano tem cada uma, viu!

Finalmente, já quase sem bateria para tirar fotos, chegamos ao templo. E meu queixo caiu com a beleza. Mais uma vez.

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Há belezas com as quais eu ainda não consegui me acostumar, sigo sentindo borboletas no estômago quando esbarro com elas e, claro, não consigo me conter, saio clicando tudo ao meu redor, até mesmo o que não deveria, como por exemplo uma cerimônia budista, pela janela indiscreta.

Na verdade, eu não tinha certeza se era proibido ou não (havia uma plaquinha com uma câmera riscada, mas não um celular riscado, rs) e na dúvida, em vez de ficar na minha, não resisti e registrei o momento. Banquei a turista sem noção 😦 e sinto um pouco de vergonha por isso – nem tão pouco assim, na verdade, mais até do que eu gostaria de sentir… especialmente, porque a senhorinha de rosa aí da foto, levantou-se para fechar a janela :O|. VER-GO-NHA. Bad Erica.

Não vou repetir o feito, mas vou guardar para sempre o registro da minha rebeldia culposa, porém bem intencionada (ou pelo menos não mal intencionada).