Pré-férias frustradas

Semana passada, me dediquei à missão de programar nossas férias de verão. Escolher países/cidades, pensar na programação, pesquisar passagens, hotéis… Aquela parte trabalhosa, mas empolgante, pré-férias.

Sentei com os meninos para decidir quais seriam nossos destinos, que este ano se concentrarão na Ásia, e fechamos nos seguintes países:

Japão (Kioto + Tóquio com direito a um dia na Disney Sea), Vietnã (Hanoi + Halonga Bay + Ninh Binh), Cingapura (com direito a um dia na Universal) e Filipinas (Boracay). Nesta ordem.

Pensei minuciosamente no sabor de cada destino, encadeando as paradas de modo que:  1. experimentássemos atmosferas diferentes em cada parada;  2. fizéssemos um plano de vôos prático.

A viagem ao Japão seria a única separada, iríamos no fim de junho e voltaríamos no início de julho. Passaríamos uma semana e meia em Seul e depois partiríamos para a viagem mais longa, que se encerraria na tranquilidade das areias brancas e do mar azul sem igual de um resort em Boracay, uma das ilhas mais populares das Filipinas.

Missão dada, missão cumprida. Muito embora eu ainda esteja enrolada com a viagem pro Japão, consegui em poucos dias programar a viagem mais longa. Comprei vôos, reservei hotéis e até comecei a traçar alguns roteiros, até que… vem a bomba:

O presidente das Filipinas resolveu fechar a ilha de Boracay ao turismo por 6 meses, a partir do dia 26 de abril. Isso mesmo, somente a ilha de Boracay, aquela na qual eu reservei nosso non-refundable hotel – tá bom pra você?

O pior é que descobri isso muito por acaso, por causa de um comentário num post no facebook de uma amiga que este lá recentemente. Quando vi o comentário, achei que fosse brincadeira, mas só foi dar um google que a brincadeira virou verdade e acabou com minha alegria. Agora, já imaginou se eu não tivesse visto esse comentário? Provavelmente, só ficaria sabendo da situação quando já tivesse chegado nas Filipinas, quando não nos deixariam embarcar para Boracay. Sim, porque, a tal da notícia é do final de março, ou seja, quando comprei passagens e reservei hotéis, as companhias aéreas já sabiam que isso poderia acontecer e mantiveram à disposição vôos e reserva de hotel. E se eu não tivesse entrado em contato com o hotel e o site de agendamento, eles não iriam me mandar aquele emailzinho básico dizendo que minha viagem tinha babado.

Resumindo a Ópera, agora estamos tentando cancelar tudo e ter nosso reembolso integral, afinal de contas: 1. a culpa não é nossa; 2. estamos fazendo tudo com bastante antecedência. Entretanto, até agora, tudo o que nos foi prometido pelo hotel foi a possibilidade de reacender nossa estada dentro do período de um ano e meio, a contar da liberação da ilha. Claro, se a tarifa estiver mais alta na época, teremos que pagar a diferença. Fala sério. Revolta define.

Os Vôos, compramos de diversas companhias, num combinado de múltiplos vôos, ou seja, imagina como tá sendo divertido tentar cancelar e tentar receber o dinheiro de volta, né?

As férias que estavam super organizadas, agora viraram um bololô. E o Japão, coitado, tá em standby, porque não tenho cabeça pra pensar nele enquanto esse furdunço não for resolvido.

Ou seja, voltamos à estaca zero e ainda com prejuízo. Pra não falar da dor de cabeça que essa surpresinha gerou.

Não vou nem me aprofundar no porque vão fechar Boracay, mas digamos que a “desculpa” do presidente é a necessidade de limpar a ilha, corrigir situações irregulares (esgoto direto no mar, construções ilegais, descarte de lixo) – o que seria muito justo, entretanto, vozes se levantam para falar sobre os interesses relacionados a um tal cassino Chinês que quer/irá se instalar por lá. Como o presidente faz o tipo ditador, é um pouco difícil de acreditar que o motivo seja apenas seu súbito interesse pela preservação da ilha. O que eu sei é que pior do que ter as férias frustradas é ter uma ilha que vive do turismo fechada por seis meses.

O que será dos trabalhadores do setor durante esse recesso? O prejuízo deles será, certamente, muito maior que o meu 😦

A pergunta é: precisa mesmo fechar Boracay?

Anyway… lá vou eu catar uma outra ilha bonitona de areias branquinhas, água azulzinha e preços legais para colocar no lugar de Boracay, e rezar pela sorte da população que ficará sem ganha-pão por tanto tempo.

 


Atualização (24/04): Conseguimos o reembolso completo do Hotel, mas ainda estamos correndo atrás do reembolso das passagens. Dor de cabeça define (dor de cabeça de primeiro mundo, eu sei…).

E, por falta de ilhas bonitonas com areias branquinhas e mar azulzinho a preços viáveis para as datas desejadas, mudamos completamente a vibe da nossa última parada: voltaremos pro Vietnam por mais uma semana, só que para Hoi An, na região central, que tem uma vibe completamente diferente de Hanoi. Estou super animada!

Claro que ainda falta resolver as passagens, então é melhor não cantar vitória antes do tempo. Porque. Tudo. Pode. Mudar. Novamente.

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