Almoço cazamiga e chocolate quente muso para encerrar fevereiro

Nos últimos 45 dias, acho que saí umas 5 vezes pra almoçar cazamiga – praticamente uma vez por semana – e vou te contar que isso tem me feito um bem danado.

A gente sai, bate papo, come uma comidinha saudável e gostosinha (cada vez num lugar diferente), às vezes estica pro “café”… essa vidinha sem compromisso (e sem culpa) que eu me propus a levar este ano (o ano da Erica, lembra? então…) está sendo memorável. E olha que tô só warming up. Deixa a primavera chegar!

Hoje combinamos de ir num restaurante de saladas, super mega hiper bem avaliado, o Salad Seller, entretanto, porém, contudo, todavia, chegando lá, a surpresa: estava fe-cha-do. Fechadinho da silva e com um gentil aviso na porta (em coreano e inglês), pedindo desculpas pela inconveniência e avisando que reabrirão em breve (antes da primavera chegar). Muito decepcionadas e um tanto perdidas, acabamos voltando ao mesmo da semana passada, o La Ferme, muito gostoso por sinal.

Pra fechar com chave de ouro, dei uma passadinha despretenciosa (mentira) na Godiva pra provar o hot chocolate (sim, com leite de vaca e açúcar refinado, porque inverno combina com pé na jaca). O que eu achei dele? Muso. Divo. Fabuloso. Agora tô aqui com a barriga inchada e uma ligeira cólica, mas tô feliz.

IMG_0041

Thank God o inverno tá quase no fim, senão meu vício do açúcar vai acabar voltando com força total.

Anyway, apesar de ter caminhado um bom tempo sob a chuva poluída (a poluição está estratosférica essas últimas semanas), caminhei kind of happy, com meu chocolate quente mara e uma temperatura bem honesta: 6 graus! Quase quente 😛 Já não preciso mais usar o casaco de pena de ganso, estilo Michelin… já não preciso nem fechar o casaco! A felicidade está logo ali na esquina. Já consigo sentir a primavera chegando. Já já, as árvores estarão vestidas com sua indumentária florida e eu experimentarei novamente a alegria estonteante que só esta época do ano é capaz de despertar no ser humano que odeia o frio 🙂

 

Eu, a Coréia e a industria de beleza

Não é novidade que os produtos de beleza coreanos estão entre os melhores do mundo (há quem diga que são os melhores!), mas nem só de produtos de beleza vive uma Coréia. A industria de beleza é vasta, clínicas e mais clinicas de estética se espalham pela terra do kimchi. Procedimentos cirúrgicos chegam a ser banais: plástica no nariz aos 15 anos, nos olhos aos 18… mas não é apenas isso.

Coreana que se preza passa por procedimentos estéticos periodicamente, está sempre em dia com pele, depilação, cabelo… Difícil competir, rs

Só saem de casa maquiadas, o que para a carioca aqui é impossível de atingir. Carioca tá sempre queijadinha de praia, lava os cabelos todos os dias (porque no Rio não dá pra fazer diferente) e sai de casa com eles ainda molhados, porque ninguém merece ficar secando as madeixas todo santo dia.

Mas aqui a coisa é diferente… Neste um ano e meio aqui, nunca, nunquinha, vi uma coreana de cabelos molhados na rua, nem no dia de verão mais escaldante. Sem maquiagem então, esquece. Acho que elas preferem nem sair de casa, rs

Pra não dizer que coreanas nunca saem de casa “fora do esquema”, quando são forçadas a fazê-lo, se disfarçam. Estava conversando noutro dia com uma amiga coreana que morou muitos anos no Brasil, quando ela me conta: De manhã, como é muita correria pra levar as crianças no colégio, as mães entram no carro de pijamão mesmo, só que com um hobby por cima. Prendem o cabelo, colocam óculos escuros, permanecem dentro do carro, largam as crianças no drop-off area e, de maneira nenhuma, fazem eye contact. Cabeça baixa para não ser reconhecida, a mãe coreana entrega a criança na escola e volta pra casa para se arrumar. Eu, como não costumo levar os meninos na escola, nunca notei, só sei que na hora de buscar, estão todas impecáveis. Cabelos tratados, pele reluzente e roupa, por mais simples que pareça, impecável. Aliás, é engraçado como é diferente, nos corredores de uma escola internacional, uma coreana básica de uma estrangeira básica. Em geral, a coreana básica é aquele fake básico, sabe? É como elas se esforçassem para ficar impecáveis sem parecer que houve esforço. A make-up é natural, os cabelos naturais, a roupa despojada (exceto no inverno, quando tiram do armário a coleção de casacos de pele). Mas não fazem pose esnobe, entende?

Mas vamos ao ponto, porque a intenção deste post era contar sobre como ando me relacionando com a indústria da beleza coreana… coisa que eu ainda não fiz (já viu que o post vai ser longo, né?)

Eu, ao contrário da turma das expatriadas, tô bem  atrasada no quesito “corre para aproveitar as vantagens de morar na Coréia” e só este mês fiz meu debut numa clínica de estética, veja você. Não porque eu ache que não precise – imagina! Mas por um misto de preguiça de começar e medo de viciar, rs

Mas acabei de vendendo e indo me iniciar na depilação a laser, um sonho antigo, rs. Meia-perna, axilas e buço. Queria fazer também coxa e virilha, mas resolvi não me empolgar muito logo de cara. Baby steps… até porque, virilha aqui é caríssimo! Não faz parte da cultura (nem biquini as coreana usam). Estrangeiras que já foram à sauna coreana (onde a mulherada fica como veio ao mundo), conta que é a visão do inferno, rs

Enfim, fui fazer laser e saí de lá, pasme, com botox (fiz o laser também).

Como assim, Erica?

Ah, fui com duas amigas. Uma que já tá letrada nos paranauê todo e outra iniciante, como eu, que já chegou logo “botocando”. Fui na onda, bem tipo Maria vai com as outras mesmo, rs.

A sessão de laser foi tranquila até demais. Tirando o buço que dói um pouco por ser uma região pequena e necessitar de aplicações pontiuais, pernas e axilas foi um passeio no parque.

Depois, fiquei na sala de espera aguardando o tal do botox, confesso, com um certo medonho de levar, literalmente, injeção na testa.

A amiga letrada nos paranauê foi primeiro. Poucos minutos depois voltou com a cara toda empolada (mais parecia que havia sido atacada por um enxame de abelhas africanas) e os olhos arregalados dizendo: “putz, doeu muito dessa vez! a doutora tinha a mão pesada!”. Gelei. “Não quero mais, desisti!”

Mas a secretária ignorou solenemente e me encaminhou para a salinha do procedimento.

Lá estava eu, tensa, toda travada, querendo gritar, sair correndo, chamar a minha mãe.

Notei que várias ajudantes entraram na salinha, tipo, pra dar uma olhadinha na estrangeira escandalosa (ver-go-nha) e, de repente, a tal secretária chega com um ice pack dizendo assim: “coloca esse icepack na testa. Isso ajuda… (pausa de 2 segundos) um pouquinho” e, dando aquele sorrisinho cretino, sai da sala. Fiquei uns 5 minutos com aquele gelo na testa e não adiantou na-da. Finalmente chegou a doutora, assim meio apressada, afinal, isso é procedimento de 2 minutos e eu tava armando um circo.

A ajudante mandava eu relaxar os músculos (como, Meu Deus??? Se minha amiga tinha acabado de sair de sala com a cara todo pipocada e rindo de dor?!). E ó, não tem essa de esperar a paciente se acalmar, não. É um, foi, três, foi! A maldita lascou umas três injeções na testa e outras duas em cada canto dos olhos (tô chutando, tá? tava tão tensa que não saberia dizer se foi uma ou se foram 10). Pareciam picadas de abelha (nunca fui picada por abelha, mas deve ser assim). Quem, em sã consciência, paga para levar picadas de abelha???

Passado o pânico, sinceramente, acho que nem é tão dolorido assim (todo mundo faz, né?), mas entrei tão tensa, tão travada, que acabei fazendo uma tempestade em copo d’água. Tipo, que dói, dói. Mas não é tãooooo doído assim.

O fato é que saí de lá, também parecendo ter sido atacada por um enxame de abelhas africanas.

Na consulta, eles avisam que você só começa a ver os efeitos botox após uma semana. Dependendo da área, até duas semanas. Depois disso, se não ficar da maneira que vc esperava, você pode pedir um retoque. An-ham… pode deixar que vou voltar lá pra retocar, sim. Já tô até lá, não tá vendo? :0P

Pra piorar um pouquinho, nos 3 dias seguintes ao procedimento, tive uma dor de cabeça infernal e um enjoo que não me largava. No primeiro dia, até ânsia de vômito tive. Atribuo isso a minha tensão pré-injeção, já que nenhuma das amigas teve absolutamente nada.

Amanhã, completará três semanas desde que fiz o tal do botox e, claro, não vou querer retoque nenhum!

Se eu gostei do resultado? Sinceridade? Não tenho certeza.

Acho que, no futuro, se um dia acordar corajosa, refaço os pezinhos de galinha (do lado dos olhos), mas na testa, mermão, não vai rolar novamente, não, rs. Primeiro porque foi o que mais doeu (acho), segundo porque, pasme, estou sentindo falta de ser capaz de levantar uma sobrancelha só (expressão tão característica  da Erica intrigada). Não sei explicar direito, mas acho que muito embora o botox tenha ficado bem sutil, eu que sou dona de expressões faciais de impacto, perdi um pouco de mim. Perdi, mas descobri que não ligo pra perfeição facial. Não me deixa mais feliz, ou segura, não fazer marquinhas na testa quando faço cara de surpresa. Só arregalar os olhos e levanta sutilmente as sobrancelhas definitivamente não é suficiente pra mim. Não faz justiça a minha personalidade, rs. Preciso do pacote completo.

Mas valeu a experiência.

Passadas essas quase três semanas, notei que o pelos das axilas são praticamente inexistentes após apenas uma sessão. Já os das pernas… acho que vai precisar das 5. Buço não sei dizer ainda, porque os pelos são muito fininhos…

Na primeira semana de abril, terei a próxima sessão de laser, desse eu não abro mão, porque esses pelos não me pertencem, rs quero liberdade para ir e vir de saia no verão sem ter que me preocupar com depilação – tudo pelo fim dessa escravidão!

Em tempo: já to planejando meu próximo procedimento estético: microblading – porque minhas sobrancelhas há muito não são as mesmas….Em breve, relatos sobre uma nova experiência. #belezaartificial 😂


A foto em destaque foi feita pós botox. Será que dá pra notar a diferença? 😛

 

Chegou o dia, quem diria?

E não é que os enta estão dando uma sacudida na pessoa aqui? Tá sacudindo tanto que até mordi a língua – ainda bem que morder a língua no frio dói menos 😛

Eu que, até uma semana atrás, jurava de pés juntos que jamais iria esquiar (porque, vamos combinar, pra esquiar precisa de neve, pra ter neve, precisa estar frio, e euzinha odeio frio), fui.

Não só fui, como fomos, os 4. E, atenção: de ônibus! Num bate e volta, no meio da semana. Dá para acreditar?

Acordamos, ainda tava escuro, em pleno feriado nacional. Ninguém nas ruas, além da friaca da madrugada (tá, eram 6:30 da manhã, mas ainda tava escuro, então a gente chama de madrugada, rs). Tivemos a sorte de conseguir um taxi para chegar ao ponto de encontro em Hongdae. O azar foi ter chegado cedo demais. Não havia um cafe aberto para nos abrigar do frio. Ficamos nós e uma turma de chineses, por 30 minutos ao relento, aguardando o ônibus que nos pegaria ali.

 

Apesar de termos sido os primeiros a chegar, a ordem de entrada no ônibus era a da lista da nossa “guia” (suspeito que por hora que foi feita a reserva). Acabamos ficando na parte de trás, o que me fez ir rezando pra não passar mal no caminho. Já imaginou?

Até então, só conseguia pensar uma coisa: que ideia de jerico, que programa de índio, que furada. Onde eu tava com a cabeça quando fiz essas reservas (sim, acredite, fui eu que tomei a iniciativa de fazer as reservas)?

Foram 2 horas de viagem até o Vivaldi Resort – pelo menos deu pra dormir um pouquinho 🙂

Chegando lá, o programa indígena continuou seu curso: Fila qui pra comprar o pacote, fila ali pra pegar a roupa, mais uma fila para pegar o passe do lift e outra fila para pegar o equipamento. Depois ainda tivemos que arrumar moedas para alugar o locker que guardaria nossos pertences. Coloquei as moedas, tranquei o locker e tive que abrir novamente, umas duas vezes, para guardar outras coisas. E tome moeda.

IMG_9983

Detalhe besta: fiz o processo todo duas vezes. Isso mesmo, DUAS VEZES, porque o bonitão do Nickito, fazendo pirraça, disse não querer esquiar, então, primeiro fiz o processo acompanhando o marido e o Vivi, levei o Nickito para comer, porque, segundo ele, ele estava passando mal de tanta fome e depois repeti o procedimento e encarei filas muito maiores, porque o pequeno disse assim: “acho que mudei de ideia, quero esquiar, sim”. Olha, juro, se a alternativa a esquiar não fosse tão entediante (fazer absolutamente nada, porque nem um café bonitinho e aconchegante havia no tal resort), teria deixado o Nick de castigo, sem esquiar, só por causa da pirracinha inicial. Às vezes ele tem ataques de garoto mimado, mas esta foi a primeira vez que, por força das circunstâncias, cedi aos seus apelos. Anyway… era isso, ou ou ser castigada junto com ele, passando um dia inteirinho a ver navios.

Lá fomos nós, comprar os pacotes e pegar todas as filas novamente. Eu carregando uma montanha de roupas e equipamentos e o bonitinho todo faceiro ao meu lado (Mauricio e Vivi já estavam fazendo a aula àquela altura). O rolo já começou na hora de comprar o pacote, porque só aceitavam cartão de fora da Coréia e o meu da Austrália não passou – sei lá porque! Outro detalhe é que não consegui comprar o pacote que incluía a aula, ou seja, tivemos que ir com a cara, a coragem e os esquis.

IMG_9990IMG_9987IMG_9989QnktEkxOSuaFow8KuBK8XA

Passado o perrengue inicial, já prontos para encarar a neve, lá fomos eu e Nickito para o que seria um dia, ou melhor, uma tarde (porque a manhã perdemos todinha na indecisão do Nick e nas filas) recheada de tombos e gargalhadas 🙂

O Vivi, descobrimos, é um esquiador nato, assim como nossa amiga Ju (que não apenas pegou a manha rapidinho, como também nos ajudou nas horas que mais precisamos. Santa Ju).

Vivizinho demonstrou muito equilíbrio e jeito pra coisa. Terminou o dia descendo a rampa intermediária duas vezes. Orgulho da mamãe, rs – e olha que eu não dava nada por ele :O)

Nickito, ainda que aos tombos, dava seu jeitinho aqui e ali e desceu comigo a rampinha de principiantes – praticamente um jardim da infância que, detalhe, só tinha adultos (a maioria estrangeiros), enquanto alguns coreaninhos que batiam no ombro do Nick foram vistos descendo a pista maior de todas! Acho que esses coreanos já nascem com os esquis nos pés… só pode.

Mauricinho, o atleta da família tava com a roda presa, levava 30 minutos para descer a rampinha do jardim da infância (olha quem fala… levei uns quatro tombos na rampa e outros 2 no plano, rs). Uma verdadeira comédia, rs

IMG_9982IMG_9985IMG_9981IMG_9984

Eu, por minha vez, lesada que só, não aprendi direito como frear. Não havia maneira de eu conseguir inclinar os esquis e ainda fazer o tal do “A” na descida. Resultado: eu até ia descendo bem, mas conforme ia pegando velocidade, ficava com medo e me atirava no chão. A primeira queda foi de leve e a Ju, que ainda estava ao meu lado, me deu um super help pra levantar (ainda não sei como ela conseguiu me levantar na ladeira sem cair, mas tudo bem). A segunda queda, logo em seguida, não sei como foi de frente, mas também não machucou. Já a terceira, já numa velocidadezinha marota, me joguei pro lado e estou até hoje (4 dias depois) com um hematoma lindo e dolorido. Sério, até pra dormir incomoda. Depois acho que ainda teve mais uma queda, já quase chegando na parte plana, mas aí eu já tava craque, nem precisei tirar os esquis pra levantar. Virei as pernas, dei um impulso e fiquei de pé – nem eu acreditei, rs

Enquanto tudo isso acontecia comigo, Vivi já tinha subido e descido umas duas ou três vezes e Nickito tava lá entre tombos e reerguidas para também conseguir chegar lá em baixo. Recebeu ajuda da tia Ju no inicio e do papai em algum momento. Eu, mal conseguia ajudar a mim mesma, rs.

Aliás, o marido deu uma paradinha pra me ajudar também e logo depois, ficou preso na rede de segurança por uns 5 minutos, rs Bom na teoria, nem tanto na prática, rs

7f5eeab3-3828-48c0-9b25-50b5d99ce977

IMG_9986

Entre tombos e gargalhadas, o dia foi bem divertido e apesar de eu não ter tido a audácia de descer de uma vez a rampinha, tomei um certo gosto e acho que da próxima vez vai ser melhor 🙂

Sim, você leu certo “da próxima vez”. Estamos pensando em voltar ano que vem e fazer menos feio do que este ano, rs

Ano que vem a gente solta a roda! Tira o freio do esqui e seja o Deus quiser.


PS. De nós 4, só o Nick comeu (de manhã). Nem água bebemos. Ficamos até as 8:30 da noite em jejum, desde a noite anterior. Pelo visto, ir à praia dá fome e esquiar na neve tira a fome. Fiquei até meus enjoada…

PS2. O dia seguinte foi dureza. Nem tanto pelos braços sedentários doloridos, mas pelo cansaço de quem não pratica atividade física nenhuma mesmo. Passei o dia indo da cama pro sofá, lendo Gone Girl, que aliás, recomendo 😉

PS3. Levo tanto jeito pra coisa que, uma hora, peguei um embalo no plano e, não conseguindo frear, para evitar derrubar uma menininha, abracei seu pai, um coreano, óbvio, que ficou tão desconcertado que nem me olhou nos olhos. Meus esquis engataram nos dele e levou bem uns 5 minutos para consegui me livrar (ou ser livrada) daquela cena patética.

PS4. Quem me conhece, sabe que em situações de medinho eu solto gritinhos agudos. Então, eu era A ÚNICA dando gritinhos agudos lá… Sooooo sad…

 

Férias 2018 – no Rio

Acho que nunca passamos tão pouco tempo no Rio. No total, não foi nem uma semana, com dias salpicados aqui e ali. Não deu tempo de ver praticamente ninguém, além da família mais próxima. Ficamos hospedados na casa da tia Mari, o que nos permitiu aproveitar mais um pouquinho do convívio familiar, o que me deixou muito feliz. Fomos à praia umas duas vezes, saímos pra comer umas 5 ou 6 vezes e that was it.

Apesar da nossa passagem pelo Rio ter sido a jato, consegui ir a todos os restaurantes que eu ainda não conhecia (e aprovei todos eles), especialmente o Org Bistrô, um vegano maravilhoso, que eu queria ter do lado de casa, pra poder ir todo santo dia.

C9QoT80jSmGhDOBpUfCbIgJ1d1MSKUT02KHTK4oBCjzQKHyeVE7QQ6qBOGy1SVR20wv322OmSHQDCTwxTwctqqeQu0xAStz0Rdm6Jeyz1J1ppA

Eu sei que sou conhecida por reclamar da Barra, afinal tenho implicância com lugares que não me permitem ir e vir livre e confortavelmente à pé, maaaas, tenho que dizer: a praia da Barra é uma das minha preferidas no Rio. Por mais que eu goste muito da conveniência das praias de Ipanema e do Leblon, que te permitem sair de lá, tomar um suco numa esquina, almoçar na outra e ainda fazer umas comprinhas pelo caminho, confesso que o mar da Barra muito me cativa (mas ó, em matéria de caminhada, nada supera ir do arpoador ao Leblon – que vista, que vibe!).

Os primeiros dias no Rio foram meio nublados, mas não demorou para que o sol desse as caras. A praia estava uma delícia.

gRqcIQdlQ0+DwM14IAEAJwIMG_8799SBhLJkUAQVapXcccyHsSYAIMG_8809

Galera reunida mais uma vez, no Reveillon.

Juo%qovMQFitPBVSfZ6lOAIMG_8807

IMG_8808

roubei as duas últimas fotos (maravilhosas) da tia Re 

f3415d73-1dca-4e86-a739-8fb69d6cb7d7oH+hJVUtSqqE+1jHNCOmbgtt%nmZLQT17488dtsTw

Churrasco mara!

bLaHS1huSs6zqUGfnPJxew8fV0AsOESXu0w5u6BqL+uw

Vinny com medo (ou fingindo medo) do príncipe.

IMG_9622

The new generation jumping in the air

IMG_9620

É nóis no ar! 🙂

4ba460c5-b6b9-44d5-afa6-88873d20c854

E assim terminou nossa estada no Rio e nossas férias no Brasil. No fim do ano tem mais, até porque a gente precisa dar uma escapadinha do frio durante o winter break 😉

Férias 2018 – Lá no Sítio

A terceira parada foi lá nas Águas Compridas do sítio, em Cachoeiras de Macacú (aparentemente, desta vez, tivemos mais campo do que praia, né?) e apesar de terem sido apenas três diazinhos, foram muito bem aproveitados.

O sítio fica num lugar lindo, no meio da mata, totalmente imerso na natureza. Árvores, flores silvestres, verde por todos os lados e muita, muita água, do rio e das três fontes que nascem dentro da propriedade. Um pequeno luxo.

Um de seus limites é margeado pelo Rio Macacu, na região em que a água ainda é super limpa, translúcida, super convidativa a um mergulho (menos pra quem tem medo de água fria, ou nervosinho de pisar nas pedras no fundo, rs).

Ainda não foi desta vez que o Nickito se rendeu à diversão no rio, preferindo se ater à colheita de frutas (o abacaxi foi o rei desta vez, já que as pitangueiras, goiabeiras, jabuticabeiras e afins ainda estavam nem estavam em flor). Já o Vivi, ficou igual a pinto no lixo. Arrisco dizer que se divertiu mais do que o Rick e a Lola (os dois labradores do sítio) juntos. E olha que é difícil se divertir mais que esses dois, hein!

Foi um tal de pular da pedra, descer na correnteza, nadar, subir novamente e tornar a pular, que eu vou te contar. Cansei só de ver (e fotografar e filmar). Ô energia, viu? Aliás, ô criançada de sorte. Poder desfrutar de um lugar assim não é pra qualquer um, infelizmente.

Certamente, as memórias que estão sendo construídas ali serão muito mais doces do que aquelas construídas na frente da tela de eletrônicos. Isso é que é infância, isso é que é diversão.

Mas o sítio tem muito o que melhorar e eu espero poder, um dia, dar minha contribuição. O lado ruim do sítio (além da estrada de acesso que é péssima, rs, só para os corajosos) é que a casa está maltratada e muito cheia, muito tumultuada. O sítio, antes de ser a casa dos meus pais, era um lugar para passar o final de semana, mas com o tempo, tudo o que foi sendo esvaziado, fosse para vender, ou para alugar, foi parar lá e agora, tem tanta coisa dentro de casa e pela varanda, que não temos mais varanda e nem muito espaço dentro de casa.

Sabe aquele lugar que tem potencial para ser o melhor lugar? Então. O sítio precisa de  alguns ajustes para ficar mais confortável e aprazível para todos.  Mas enquanto isso não acontece, uma coisa é certa: as crianças aproveitam 100%. Cada qual a sua maneira. Vivi com os cachorros e no rio. Nickito com sua colheita e fotografias.

WDycMeaZQbuauuh1EPIYPQ

Charlote, nossa eguinha cenográfica, que pensa que é cachorro. Aliás, os bichos lá no sítio são um capítulo à parte. Só vendo pra entender, rs

VYzRdHuXQ%qe%zkBspUWRQJYBWELwSTFiy2XjnL0pSkAIMG_9623IMG_9625

As águas compridas do sítio e a molecada reunida. Ah, e o Ricky, claro 🙂

IMG_9624

Eu, encarando a água gelada e o Nickito fugindo dela, rs

IMG_9626IPdbxEXcQXGvJ+XaMGCoXg

Ricky parece criança, não sossega enquanto não tem o que quer. Faz uma festa danada, corre, pula, late, pede de todas as maneiras para jogarmos um galho na água pra ele buscar. E não pode ser galhinhos não, tem que ser robusto, senão ele nem cai no rio, rs

WMA%VctgTQK88kVQox9rFQNr86sEEWRhexiL1dM8wG1wsMdlxmu0TLWkvIL7arerGg

Mais do Vivi e do Ricky se esbaldando no rio.

FDSU2xDDSKCVcu8L4vQxBg

IMG_9599

Na subida pra casa, adivinha quem a gente encontra pelo caminho?

IMG_9597

E essa folhagem maravilhosa! Que vontade de levar pra casa…

TfsnKIyASJ+FwI4whEDBBQ

Indo pro galinheiro ver porque as galinhas estavam em greve – a gente não sabe se elas não colocaram ovos durante nossa estada, ou se algum visitante inesperado (cobra, gambá…) surrupiou os ovos.

xnGSBvgTSzeODU1WCxhY1Q

Nick sendo Nick.

fxjlLY2VRHOQz65ddvnEnw

2fF3ffcoTz6rclTTKaLQGQ2BETEaEWRzyTinI1swuIiA

Fizemos também uma caminhada com as crianças. Coisa rápida, só uma horinha sob o sol escaldante, rs

f7lWO+0tRJC3uzfXtPYpoQ

Best friends 🙂

IMG_9595ftPmEGs1QNiJU1dkuEwgtA

E assim foi a terceira parte das nossas férias. Cercada de família, bichos, verde e águas compridas 😉

Férias 2018 – Itororó

Este ano resolvemos passar uma parte de nossas férias, no exílio da Cabana da Ponte, fazenda da família do marido, que fica em Itororó, no interior da Bahia.

Antes dessas férias eu havia ido lá uma única vez, quando ainda éramos namorados. Põe tempo nisso!

A viagem até Ilhéus (cidade mais próxima com aeroporto) foi surpreendentemente rápida. Pegamos um avião no Santos Dumont (aliás, minha primeira vez no SDU) e uma hora e quarenta minutos depois estávamos em Ilhéus, onde passamos a noite numa pousadinha na beira da praia.

Duro foi a viagem de Ilhéus para Itororó, no dia seguinte.

Um trânsito infernal, numa “estrada”(a única) que passa por dentro da cidade e tem, passem, uma pista pra ir e uma pra voltar. Um suplício! Acho que levamos umas 3 horas pra fazer um percurso de 30 minutos. O trânsito era tanto e o calor tão grande que o ar condicionado do carro pifou e tivemos que nos contentar com a janela aberta para não morrer na sauna a vapor que se transformou o carro.

Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Quatro horas depois, chegamos à fazenda e a segunda parte das férias começou oficialmente.

Foi tudo ótimo e, o melhor de tudo, os meninos puderam interagir intensamente com os primos, tios e vovô!

Vivi, especialmente, ficou encantado e totalmente viciado nos cavalos. No primeiro dia em que subiu no cavalo, ficou meio ressabiado, mas não demorou nadinha até que pegasse confiança. No final, tava todo vaqueirinho, cheio de estilo apostando corrida. Tão crescido o meu bebezão…

Eu também aproveitei. Foi um tal de comer, passear, descansar e repetir tudo novamente, várias vezes por dia, que eu te contar 🙂

Valeu tanto a pena que planejamos voltar lá nas próximas férias.

Z+WE33l1RHqNgsQfuuhILg0Um7drAITnu11h2Vlu5c+QIMG_9009IMG_9010IMG_9035

As búfalas, resposáveis pela matéria prima dos melhores queijos e manteiga. Claro que, apesar do meu probleminha com a lactose, comi de tudo, né? Como não comer?

IMG_9008

Uma das partes mais gostosas dessa viagem, além da imersão na família, foram os passeios à cavalo. Há quanto tempo eu não fazia isso.

IMG_903487%3I5L5R5a%zIMIQdB+0g

0FRZgf4aSSmiAcrr3bh1tg

Mas ver as crianças juntas brincando é, sem sombra de dúvidas, a parte mais maravilhosa. Assim como foi em Saquarema, na fazenda, os meninos também puderam desfrutar da convivência com os primos e, soltinhos, aproveitar cada pedacinho desses dias que passamos lá.

IMG_9270IMG_9589

Até o Nickito, no apagar das luzes, resolveu se render à montaria e pegou carona no Kodak, o bonitão aí da foto.

Ienz%VH6Roy8fa8dxO5McQ

Suquinho de cacau pra refrescar as ideias.

vZN2wa3VSLizpGLW0vA+6A

Primos reunidos.

IMG_9249IMG_9247IMG_9268IMG_9238IMG_9239

IMG_9246IMG_9240IMG_9242IMG_9235zVnRb0pKRIGWxkALo1bElA

Visitamos também a Liberdade, fazenda de cacau. Lá, vimos não apenas a plantação, como as barcas de secagem e o cacau já ensacado.

HrrpsFqyRS2n2X8oFkoN8wZqJ%lT+zSWOsv4nnS2Fu+A3af81fd7-8ef0-47e6-94ec-dcc973b11620

Família reunida pra foto. Faltou o Toth que já havia ido embora e a Augusta que tirou a foto.
G9lYMfI%S0yfHb7r9w5ouAYfm+0IHHRhuR9L1smpcaMw

E assim foi a segunda parte das nossas férias e nosso começo de 2018. Tem como não ser grata?

Férias 2017/2018 – primeira parada: Saquarema

Após uma longa viagem (mais longe que isso, só se morássemos em Marte!), fazendo conexão em Paris e Sampa, aterrizamos no Rio, onde nosso transfer nos aguardava para nos levar para Saquarema.

Foi lá onde passamos os primeiro dias das nossas férias.

Teria sido tudo perfeito, não fosse a ausência do vovô William, que teve que se privar das férias em família para dar assistência ao irmão que estava no hospital e à bisa que está velhinha e se recusa a sair de casa. Fazer o que? É a vida. Ficou faltando o vovô dessa vez 😦 que só fez duas aparições nessa primeira perna das férias, no primeiro e último dia em Saquarema.

Tirando isso, foi uma delícia passar esses dias em família, com a criançada solta correndo, brincando, gritando. Com muitas partidas de uno, muitas rodadas de detetive, queimado, Marco Polo, bobinho, frescobol… Com muito feijão da vovó, água de coco, sol, praia e muito amor. Pra dar e vender.

Aqui eu deixo registradas algumas gotinhas do foram esses dias em Saquarema. Dias que vão deixar saudades e que eu espero poder repetir nas próximas férias, com a participação do vovô, mantendo a tradição que foi plantada há dois verões.

IMG_8263IMG_8262

Nossos dias na praia foram deliciosos e muito relaxantes. Confesso que não entrei no mar gelado e bravo (acho que fui a única), mas só de molhar o pezinho, só de ouvir o barulho das ondas, de pisar na areia macia, de sentir o sol na pele, a brisa no rosto… só de sentir o cheirinho da maresia, já me fez um bem danado.

i%FWVNInTvuHlo7HAHH84w

Como nem só de praia vivem as crianças, houve também aqueles momentos de introspecção (aka acesso a internet). Eles acharam o ponto perfeito para alcançar o wifi 🙂

5hbBMLPHQN2mBS4tAKL1Eg

Bobinho na piscina: Vovó tava que tava na atividade. E olha, haja disposição pra encarar essa galerinha hein!

IMG_8200GZDVdo4XTguFmovHcrwhHgMWIzByWNRj2V71b9XgKlbw

A casa que alugamos desta vez foi ainda melhor do que a do ano passado 🙂

1JYAkhfDRRu9wpqxfJwcVQ

Mais bobinho na piscina: tia Lalá também entrou na dança, aliás, ninguém saiu impune das brincadeiras.

Apb3US5oRCuxZl3mDOvpwA

Nickito providenciou uma sessão de Yoga/alongamento pra galera na beira da piscina. Not bad at all 😉

LOl+yq1GT9ahai4WUzyTCg

Teve até briga de galo!

ek6WyWHxTfiHJn7BTCp0bw

Vovô, no último dia, apareceu e entrou na dança também. Brincou de Marco Polo, bobinho, virou cambalhota e plantou bananeira na piscina, jogou queimado… Só alegria.

P1090933

Claro que tiveram infinitos pulos para a foto, mas não teve jeito, em nenhuma consegui pegar todos no ar.

 

IMG_8273

Só as meninas :O)

IMG_8286

IMG_83100zXJCwaYTreumbudlFzcDw

A vista é bonita para qualquer lado que se olhe.

sPhmpI%OSoCZGdLGMPY6dQmo6y4woVT%ieM1Ai6jrieQ

Vivi caiu dentro do pãozinho francês e Nickito comeu a comidinha da vovó até cansar. Mentira, ele não cansou, rs

0vuYk5qlQY+hvX+PKNx

Encontro das raças: Vivisauro ficou pertinho, logo nos primeiros dias.

IMG_8411IMG_8413

Teve micro sessão de yoga na praia…

IMG_8265

IMG_8402IMG_8452AodDuSpRT5mTZPJUjT4lrA3cF1MtJ1Tr6NrlNHxphC8Q

Aproveitamos cada minuto, do nascer ao pôr do sol.

IMG_8560

IMG_8258IMG_8562IMG_8627IMG_8629

Teve também um monte de fotos bonitas no fim de cada dia!

CvUwxlHNTp+CknD3i03l8Q0hLEgrP6QbCzBHv3BWNQKQP1090928DS+9T1CoQAGZ8j1POpLYlg

De tanto jogar frescobol, até a vovô pegou uma corzinha!

yVEkcX96R8yhbrE3G0XX0A

Teve foto com pau de selfie pra reunir a galera. E teve também uma tristezinha porque faltou o vovô na foto de Natal. O lugar dele tá ali atrás…

LZ47sO9kTkGZ8eKKuFb1EAIMG_8771

Detalhe: a cena acima está pedindo para ser reproduzida daqui a 10 anos. Já pensou? :O)
P1090932

Foram dias maravilhosos, mas que podiam ter sido ainda melhores, se o vovô estivesse junto o tempo inteiro.

Mas tudo bem, fica para as próximas férias 😉