Idade biológica

Há dois anos, numa consulta com meu médico no Brasil, tive a triste revelação de que, biologicamente, estava 8 anos mais velha, ou seja, aos 38, meus exames “acharam”que eu tinha 46.

Este foi meu wake up call, a motivação que eu precisava para mudar meus hábitos alimentares. E assim foi.

O curioso é que antes disso, em 2013, quando fui diagnosticada com Síndrome de Sjögren, quase surtei quando me disseram que eu teria que mudar minha dieta, parar de comer massa, açúcar, besteiras em geral. Pensei: quem vive assim? ou melhor, pra que viver assim, se privando de tudo o que se gosta?

Hoje, olhando em retrospectiva, vejo quanto drama eu fiz e, pior, vejo o quão distorcida eram as minhas prioridades na vida. Como assim, preferir continuar chocólatra e doente?

A verdade é que aquela consulta médica em 2016 no Brasil me fez acordar para a realidade. O fato de exames clínicos me jogarem na cara que eu, ainda nos 30, estava com o funcionamento de muito mais de 40, pra mim foi um choque e tanto e apesar do choque não ter sido maior do que o da noticia da doença, 3 anos antes, foi com certeza mais motivador. Vai entender o ser humano!

Devidamente chocada e motivada, mudei completamente meus hábitos. Comecei com uma desintoxicação profunda e radical por 45 dias. Cortei todos os industrializados, só comprava alimentos de verdade, frescos. Nada de pão, de queijo, de leite de vaca, nada de açúcar, biscoitos, bolos, massas, carbo quase zero. Minguei. Definhei. Odiava olhar meu esqueleto no espelho, mas me senti tão bem, tão cheia de energia, que nunca mais voltei a almoçar 200g de chocolate.

Passado aquele primeiro momento de detox, voltei a consumir pão (mostly gluten free), comia doces, tomava leite (tudo com muita moderação) e aos poucos comecei a me sentir mal novamente. Menos energia, mais sintomas da síndrome.

Até que tomei consciência de que meu dia a dia (e o da minha família) precisava ser livre de glúten, leite de vaca (e derivados), açúcar (especialmente o refinado) e industrializados em geral. Foi quando finquei a bandeira definitiva da alimentação saudável como estilo de vida.

Claro que, vez por outra, eu tomo um sorvete, como uma besteira (nas férias no Brasil, comi duas rabanadas e dois pedaços da torta de chocolate da mamãe, ambos cheios de açúcar, glúten e leite de vaca – mas passei longe do milkshake de ovomaltine), e that’s okay, porque isso não faz parte da minha vida, não é como vivo meu dia-a-dia. Foi apenas um treat.

Toda essa longa história foi apenas para introduzir o assunto principal: em janeiro, fui ao médico novamente e, gente, os resultados dos exames foram de cair o queixo de tão bons.

A doença não apenas não evoluiu, como meu corpo começou a funcionar melhor. Todos os parâmetros medidos apresentaram resultados excelentes. Segundo meu médico, nesse pé, eu chego aos 130 facinho, rs

E atenção para a cerejinha do bolo (sem gluten): biologicamente, estou 5 anos MAIS NOVA! Isso aí, a quarentona sedentária aqui, tá funcionando como se tivesse 35. Ui, é muita emoção :O) Tanta emoção que me motiva a, além da alimentação, me dedicar de verdade ao projeto “xô, sedentarismo”. Pensa só, se apenas a mudança de hábitos alimentares me fez chegar aqui, imagina onde vou chegar injetando atividade física no meu dia a dia? Se eu conseguir, ainda por cima, voltar a meditar, retorno aos 20 em 2 anos :O)

Hoje, eu sou o que eu como. Mas eu quero ser também o que eu faço e o que penso. Quero mergulhar em mim mesma de corpo e alma.

Pro alto e avante!

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