Agora sim, 2018 começou…

… e com ele, o ano da Erica 😛

No fim do ano passado, ao completar mais uma década de existência, fiz um balanço da minha vida até aqui, listei tudo pelo que sou grata, mas também esbarrei com “falhas na programação”, arrependimentozinhos, culpinhas, fantasminhas que insistem em me rodear, muito embora eu seja uma pessoa bem felizinha.

Por causa desses fantasminhas, no apagar das luzes de 2017, resolvi que, em vez de fazer uma lista de metas/projetos para 2018, lançaria um desafio para mim mesma: viver 2018. Mas viver sem porém, sem culpas, sem racionalizar muito. Apenas viver. Fazer o que eu sempre tive vontade de fazer e nunca fiz (e também o que eu nunca pensei em fazer) por falta de tempo, oportunidade, motivação ou porque, lá no fundo, eu achava que não merecia (sei lá porque), logo, não me permitia fazer.

Resolvi que 2018 seria o ano, não de projetos, mas de execução. Dia a dia, semana a semana mês a mês. Seria o ano em que me permitiria luxinhos egoístas. Seria o momento de mergulhar em mim mesma e descobrir quem eu sou hoje, em que me transformei. Também seria o momento de, parando de racionalizar, de arrumar desculpas para não fazer pequenas e grandes coisas, me redescobrindo, vislumbrar onde quero chegar nos próximos anos.

Quando 2018 começou, eu ainda estava de férias, então pouco (ou nada) pensei sobre isso. A ideia do “ano da Erica” ficou só mesmo lá no fundinho do meu insconsciente, esperando uma fagulha e um ventinho para espalhar o fogo da revolução. Foi aí que a fagulha timidamente surgiu.

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Estava eu, de volta ao lar, ainda fora do fuso, dormindo em pé, quando uma amiga chamou: “bora almoçar na segunda? A gente almoça, toma um café e aprende a fazer esponjinha de crochê”.

Respondi sem nem ponderar (o que já é um bom começo): bora, né?

Tô nessa vibe de topar até injeção na testa, então mesmo sem nunca ter me interessado pela arte do crochê e sempre ter achado que não levava o menor jeito pra coisa, fui (mais pelo almoço, confesso, rs).

 

Nunca havia pegado numa agulha de crochê na vida, mas mesmo sem jeito, forcei a barra, afinal, quão difícil poderia ser manusear uma agulha e linha? Estava sem meus óculos para a vista cansada (coisa de velho, né?), simplesmente porque me recuso carregá-los comigo, me recuso assumir que preciso deles e, por isso, sofri para achar os pontos, para enxergar onde a agulha entrava. Foi uma primeira hora frustrada, confesso.  Mas o importante é que a fagulha estava ali e eu estava disposta a, não apenas mantê-la acesa, mas a ajudá-la a pegar fogo.

Já em casa, com ajuda de dicas da mamãe e de amigas, consegui parir minha primeira bucha de crochê e babei nela, mesmo não tendo ficado perfeita. Foi uma conquista. A primeira do ano. E, gente, it feels good! Aprender algo novo, por mais simples que seja, é uma delícia.

Meu primeiro crochê é mais que uma esponjinha, muito mais! É, na verdade, o ventinho que eu precisava para espalhar aquela fagulha e transformá-la no foguinho da vontade de fazer. De aprender. De movimentar. De executar.

Essa esponjinha é apenas o começo. Fevereiro vem aí e eu mal poso esperar para saber qual será o próximo aprendizado.

Dois mil e dezoito não é o ano de me reinventar, é o ano de dar um passinho pra trás e me redescobrir. E eu pretendo fazer isso testando o que eu ainda não testei, provando o que ainda não provei, aprendendo o que eu ainda não aprendi.

Dois mil e dezoito é o ano de novidade, é o ano da Erica.


Em tempo: não é engraçado que meu primeiro feito do ano tenha sido uma esponjinha? Esponjinhas absorvem e é exatamente isso que quero pra mim este ano: absorver!

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