Ai meu Deus, tô quarentona! – mais uma década e um textão na conta ;)

Hoje acordei com quarenta. Quer dizer, tecnicamente só completo minhas 4 décadas às 3:50 da tarde do dia 30 de novembro no Brasil (horário de Brasília), mas como aqui em Seul já é dia 30 e não adianta nada ficar adiando o momento, me declaro quarentona, rs

Como de costume, acordei às 6:35 da manhã, soltei minhas tranças (que fiz na noite anterior com os cabelos semi úmidos), preparei o lanchinho dos meninos, passei os uniformes, enchi as garrafas d’água, acordei os moleques, ajudei o Nick sonolento a colocar parte do uniforme e, às 7:12, já atrasada, despachei a turma.

Poderia ter voltado pra cama, minha vontade era essa, mas sabia que não conseguiria dormir novamente – nunca consigo – então, pra quê, não é mesmo? Melhor ficar acordada e dar tempo para a pele desamarrotar antes de sair de casa :O). Pele de quarenta tem disso: é mais difícil de desamarrotar, hahaha

Havia planejado ir ao salão, hoje pela manhã, cortar as madeixas, mas cortar mesmo, assim na altura dos ombros. Por vários motivos (inclusive a idade, acho), meus cabelos não são mais os mesmos já faz um tempo. Ressecados demais no comprimento e oleosos demais na raiz, o que gera um dilema diário na hora de lavar. Raiz limpinha e palha de milho nas pontas ou pontas ok e raizes oleosas? Não tem como ganhar, né? rs Mas, amarelei pro corte. Cortar os cabelos agora me traria mais tristeza que alegria. Nos meus 20 e poucos, passava a tesoura, sem dó nem piedade e ficava feliz da vida. É a beleza da juventude: pele nova, cara descansada, quem precisa de cabelos longos? rsrs Agora a história é outra…

Enfim, crianças despachadas, bebi meu primeiro copo d’água e fui lavar o rosto e escovar os dentes. Inevitavelmente, dei de cara comigo com espelho e num ato quase clichê de quem completa 40, me observei de perto – fazia tempo que não me olhava tão de perto assim – sabe quando você prefere fazer vista grossa? Então. Mas hoje me olhei no fundo dos olhos, me investiguei. Vi saltarem as marcas de expressão, as olheiras, vi os poros gritarem, vi e senti a pele do rosto sem o tônus de outrora… Vi os cabelos ressecados e ralos (e lembrei da cabeleira que eu tinha), vi que a raízes que haviam sido retocadas há duas semanas já davam as caras novamente – socorro!!! que escravidão essa dos cabelos brancos, viu! Vi a imagem de uma Erica diferente daquela que tenho na cabeça. Eu não sou assim, não me vejo assim, não me percebo assim (e talvez por isso, nunca me investigue tão de perto no espelho, rs).

Foi quando me dei conta que tava interpretando tudo errado, caramba! Resolvi então me olhar novamente, dessa vez de dentro pra fora (é o jeito, né? rs), e fazer um mini flashback sobre o que aquela ali no espelho viveu até hoje. Durante aquela mini reflexão, um filminho muito rápido dos melhores e piores momentos se passou pela minha cabeça e eu, inevitavelmente, sorri e ao sorrir pensei: caramba, que tolice a minha focar nas marcas que a vida vem deixando na minha pele, quando o que importa de verdade são as experiências que vivi, as situações que superei, os lugares que visitei, a família que construí, as escolhas que eu fiz e onde elas me trouxeram. O que importa de verdade é – atenção para o clichezão máximo do dia – quem eu sou por dentro, como eu me sinto, o que eu transmito para as pessoas que me cercam. E, juro, isso não é papo de coroa que se sente jovem por dentro 😛 Ou será que é? hahaha

O fato é que ao sorrir pra mim mesma no espelho, catei o celular e fiz o que? Um selfie (hahá!). Um selfie sem vergonha, sem filtro, sem glamour, recém acordada, descabelada, com a cara amarrotada, cheia de olheiras, de pijamão e ainda sem ter lavado o rosto nem escovado os dentes, porém com um sorriso sincero e um também sincero “tô nem aí” pros 40 que estão, literalmente (posso colocar assim, né? rs), estampados na minha cara.

Engraçado que ao completar 30, eu me sentia no auge (e nem estava! acho que o auge mesmo foi aos 35… ou será que virá aos 40?), achava, sinceramente que estava melhor que muita menina de 20 (talvez porque me sentisse melhor aos 30 do que me sentia aos 20). Não dizem que os 30 são os novos 20? Então…

O problema é que os 40, definitivamente, não são os novos 30, pelo menos não por fora, rs. E. Tudo. Bem. Tudo bem mesmo.

Nos últimos anos aprendi que gratidão e felicidade andam de mãos dadas e desde então venho me lembrando, diariamente, de agradecer por cada pequena coisa que poderia tranquilamente passar despercebida: uma gargalhada do Nick, um abraço apertado e espontâneo do Vivi, um carinho (ou um post facebookiano) do marido, um skype com a família do Brasil, um almoço cazamiga, um dia de céu azul… E exercitando a gratidão pelas pequenas coisas, vi minha gratidão pelas grandes coisas transbordar!

Aliás, se eu tivesse que escolher uma palavra para me definir aos 40 seria GRATIDÃO. Assim mesmo, em caixa alta. E só não vou me alongar sobre o tema hoje, porque já escrevi sobre isso semana passada 😛

Hoje, me limito a deixar destacado e registrado o seguinte: acordei de bem com a vida, de bem com minhas 4 décadas bem vividas e disposta a fazer belas limonadas e também caipirinhas – por que não? – com os limões que porventura cairem no meu quintal. Não vou “embrace” meus cabelos brancos, nem descarto a possibilidade do botox no futuro, hahaha, mas seguirei meu caminho dando cada vez mais importância a quem eu sou e não a como estou.

A jovialidade da casca é passageira mas o frescor da alma pode ser eterno e eu quero continuar a dançar em volta da mesa de jantar, fazer palhaçadas e tirar fotos engraçadas, quero deixar a alegria transbordar e viver sem medo do que os outros possam pensar. Quero, daqui a 40 anos, ser uma velhinha de 80 colorida, alto astral e junto com meu velhinho, continuar sorrindo pra vida e pra todas as memórias que certamente estarão registradas.

Feliz Quadragésimo Aniversário pra mim 🙂


PS. Será que algum dia nessa vida vou conseguir escrever um texto curto, sucinto, limpo, direto? Acho que não…

 

O nerd e o bagunceiro

Muitos pais se envaidecem por terem filhos “perfeitos”, maleáveis, gentis… alegando ser a criação em casa que define suas personalidades, mas cada vez mais concluo que não, não é bem assim. Nós, como pais, podemos/devemos fornecer a orientação, especialmente através do exemplo, isso é bem verdade, mas o que define a personalidade dos nossos filhos é algo muito mais forte e reside dentro deles: sua essência. Pelo menos, é assim que eu enxergo, é isso que venho observando nas diferentes famílias que me cercam e também na minha própria.

Tenho em casa dois exemplares completamente diferentes de seres humaninhos. Nickito e Vivisauro são extremos opostos em tantos aspectos que nem sei por onde começar, mas hoje vou tentar focar somente num pedacinho do quesito escola.

Vivi é o todo popular, super auto-confiante no aspecto social da coisa. O problema é que junto com toda essa popularidade e auto-confiança, vem também a bagunça, o falatório, a inquietação e a necessidade de estar sempre o foco, de ser o centro das atenções – sem falar da seríssima questão do “Maria vai com as outras”, que é um capítulo à parte e já quase me tira o sono, porque o bichinho tem uma necessidade enorme de se sentir parte do todo, de fazer parte da galera. Se ele pudesse formar uma fraternidade e ser o líder deles, seria felicidade plena. Ele é assim na escola, em casa, na chuva, na rua ou numa casinha de sapê. É o mesmo Vivi, esteja onde estiver.

Ele que, naturalmente já sente dificuldade em manter o foco na aula ou em qualquer atividade que exija concentração, ainda tem os agravantes de ser completamente estabanado e de gostar de fazer graça e adorar ser o desencadeador de gargalhadas. Combinação perigosa, nitroglicerina pura.

Claro que, da professora, não ouço elogios rasgados (nem comedidos), mas sim alertas sobre seu comportamento agitador e interruptivo. Sim, para meu desespero, ele é daqueles alunos que atrapalham a aula e tiram a professora do sério (pelo menos aquelas despreparadas). Minha culpa? Há quem diga…

Nickito, por sua vez, não faz o tipo super popular e nem faz a menor questão de ser, pelo contrário, prefere poucos amigos. Poucos e bons (no caso, amigos bons = aqueles que permitem que ele esteja in charge). É super concentrado, extremamente dedicado, segue todas as regras e ainda vigia o resto da galera pra ter certeza que estão todos na linha (o famoso dedo duro). Fala quando tem que falar, trabalha quando tem que trabalhar, lê quando é hora de ler, escreve quando é hora de escrever. Pelo menos na escola, ele é um menino exemplar. O único problema é que junto com toda essa boa fama vem um medo enorme de errar, uma vergonha gigantesca de descobrirem que ele é apenas humano, apenas um menino de 7 anos, que, quando “ninguém”  tá olhando, faz birra e vai contra as regras. Sim, porque, em casa, a história é outra… apesar de sustentar muitas de suas qualidades, a intimidade o deixa muito confortável para bagunçar, teimar, responder, desobedecer regras.

Mas na escola, ele é exemplar. Tão exemplar que a professora nem espera a reunião para rasgar seda, o faz constantemente, seja pessoalmente, ou por emails inesperados no meio da semana. É bom ouvir elogios sobre um filho, muito bom, fico extremamente contente, mas, juro, em nenhum segundo, penso que ele ser assim seja mérito meu. Nunca mesmo. Ele é assim porque ele é assim, ora! Até porque, ele age de uma maneira em casa e de outra na rua.

Agora, sabe o que é melhor do que ouvir elogios sobre o Nick? Ouvir elogios sobre o Vivi.  Isso sim me causa uma euforia interna, porque eu sei que dentro daquela casca desastrada, desfocada e exibida, reside um menino bonzinho que se chateia quando chateia os outros.

Semana retrasada foi especial, tivemos o resultado da última prova de matemática que foi quase perfeito e, na sequência, um email de um professor, elogiando a dedicação e comportamento do Vinny durante as aulas.  Confesso que fui até checar novamente pra ter certeza que o email era sobre o Vivi, rs. E a sequência ainda teve o report do termo, onde ele só não tirou 3 (as avaliações na elementary school se resumem a 1, 2 e 3) em Coreano. Até sua home teacher teceu elogios sobre como ele melhorou (cá entre nós, a duras penas! rs).

Meu ponto é: a orientação dos pais permite moldar as atitudes dos filhos, mas de maneira nenhuma define sua essência.

“Mas, Erica, então você está dizendo que não adianta tentar educar, é isso?”. Não, não é isso. Educar é fundamental, é nossa obrigação, uma poderosa ferramenta para moldar o comportamento das nossas crias e para mostrar o caminho certo. Temos que sempre oferecer o melhor exemplo, mas o que eles fazem com esse exemplo, ou mesmo como eles interpretam esse exemplo, é algo sobre o qual não temos todo o controle que gostaríamos, afinal de contas, nossos filhos não são robôs, não podem ser programados, somente orientados. A decisão final parte de dentro. De dentro deles. Uns parecem que já nascem prontos, outros absorvem a orientação muito rapidamente, outros demoram mais para absorver e outros, ainda que inconscientemente,  parecem impermeáveis a ela.

Algumas famílias têm filhos daquele modelo fácil de moldar, outras têm que manusear muito mais para chegar no ponto desejado. Sem falar que há aquelas famílias que cortam um dobrado com modelos que parece que foram moldados, mas logo voltam à forma inicial, porque a sua essência não é moldável, pelo menos não definitivamente.

Educar é difícil e, definitivamente, não depende só de você que está educando. Depende de quem está recebendo a educação e, em alguns casos, também do meio em que estão inseridos, o meio maior, sobre o qual você tem muito pouco controle.

Eu tenho um nerd e um bagunceiro, ambos adoráveis, inteligentes, divertidos, cada qual a sua maneira. Cada qual percebido de uma forma pelo mundo lá fora. Ambos com suas qualidade e seus defeitos, que não são minha culpa nem meu mérito. Ambos, seres humaninhos únicos, com essências diferentes que precisam ser orientados para o bem, mas de maneiras diferentes, porque um mesmo estímulo pode provocar reações completamente distintas, dependendo da essência do estimulado.

Demorei para entender isso, demorei para compreender que não devemos criar nossos filhos todos da mesma forma, mas sim com o mesmo amor, a mesma atenção, a mesma dedicação e respeitando suas diferenças. A criação deve ser constantemente adaptada às condições e as respostas obtidas ao longo do percurso.

Maternidade/paternidade é para os fortes.

 

Thanksgiving

Ontem foi Thanksgiving e, inevitavelmente, fiz uma reflexão sobre minha vida e tudo aquilo que me faz sentir gratidão. Geralmente, ao fim de cada dia, tento recapitular o que aconteceu e agradecer pelas pequenas coisas, mas ontem resolvi fazer um apanhado geral, um resumão daquilo que me faz ser agradecida.

Sou grata por ter nascido na família em que nasci, que com todos os dramas e imperfeições, sempre me cobriu de amor, me ensinou a respeitar o próximo e a dar o melhor de mim.

Sou grata pelas reviravoltas da vida que me conduziram pelo caminho que me proporcionou encontrar a tampa da minha panela (e olha que eu nem estava procurando), meu par, com o qual construí minha maior, melhor e mais importante obra: minha própria, linda e barulhenta (rs) família.

Sou igualmente grata pela família do meu marido, que há mais de uma década é minha também, por ter me acolhido com tanto carinho, desde o primeiro contato.

Sou grata por todas as minha escolhas, até mesmo aquelas forçadas pelas circunstâncias e também aquelas que me frustraram ou causaram arrependimentos, porque, lá no fundo, acredito que cada escolha que fiz até hoje contribuiu para eu ser quem eu sou, estar onde estou, ter o que tenho (e não estou, de maneira nenhuma, me referindo a “teres” materiais).

Sou grata pela minha vida, pela saúde dos meus filhos, da minha família, sou grata por tudo o que aprendo diariamente.

Sou grata pelas pedras no caminho, pelos tropeços, sou grata por tudo o que poderia ter sido diferente e não foi, porque se tivesse sido, minha vida seria outra. Sem demagogia, sou grata até mesmo por aquilo que planejei e não alcancei, porque a experiência das tentativas edifica, faz crescer.

Sou grata por entender (ou acreditar?) que tudo na vida tem um motivo e, mais do que isso, tudo tem seu lado positivo.

Sou grata por todas as pessoas que, de alguma forma, fizeram ou fazem parte da minha história: minha família, meus amigos de infância, da faculdade, de trabalho… meus amigos da vida real e virtual que me rodeiam fisicamente ou não.

Sou grata por sentir uma felicidade profunda me invadir cada vez que presencio as pequenezas da vida: um entardecer bonito, o desabrochar da primavera, um dia de céu azul e brisa morninha, o colorir do outono, o barulhinho do mar, a sutileza dos primeiros floquinhos de neve…

Sou grata por ter a oportunidade de viver uma vida completamente fora de caixa, ainda que isso signifique ter que abrir mão de outras coisas que eu julgava fundamentais.

Sou grata por compreender que fundamental mesmo é o amor, como ele se manifesta e o que ele possibilita.

Amém!


Em tempo: Gratidão não é felicidade/alegria, gratidão é reconhecimento, é agradecimento. Gratidão é um exercício diário fundamental que te ajuda a focar no lado positivo de tudo na vida, logo, te leva a compreender que a felicidade está dentro de você, que depende de como você encara os eventos. Então, se a vida te der limões azedos, seja grato pela limonada, ou pela caipirinha. Se ela te der um inverno gelado, seja grato pelo aconchego do seu lar ou pelo chocolate quente, que fica muito mais gostoso 😉

Mais do outono – antes que ele chegue ao fim

Dizem que o que é bom dura pouco, né? Eis que a beleza estonteante do outono, assim como a da primavera, dura pouquíssimo, chega e vai embora num piscar de olhos. Sabedora disso, obriguei todos aqui em casa a sair em busca das folhas coloridas, enquanto elas ainda resistem.

Muitas árvores já estavam perdendo sua roupagem, mas ainda foi possível apreciar a beleza que o outono nos proporciona.

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Eu faço parte do time de pessoas que se emocionam com coisas bonitas. Meu coração acelera, as borboletas invadem meu estômago e eu fico tão eufórica que nem sei explicar direito. Uma sensação maravilhosa me invade, um contentamento toma conta de mim. Sabe aquele momento em que você sente pura gratidão? Gratidão por estar viva, por poder presenciar aquela vista, sentir aquela emoção. Acho que o nome disso é felicidade visual ^^

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O outono me faz sentir essa felicidade. E, agora que ele está se despedindo, preciso (muito mesmo), encontrar o que me traga essa felicidade durante o inverno gélido, cinza de árvores peladas que se aproxima. Afinal, a primavera só dá as caras no final de março e, até lá, não posso e não quero me entregar à depressão do inverno.

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Taí meu desafio da vez: viver o inverno, em vez de sobreviver apesar dele 😉

Será que consigo?

Em tempo: Hoje, depois desse lindo passeio, fomos ao cinema assistir Thor e comer pipoca doce (ui!) e depois, ao voltar pro carro, notamos que havíamos PERDIDO A CHAVE! A saga da volta pra casa foi super especial, porque exatamente hoje, estava rolando um evento gigante no estádio, ao lado do parque, pela reunificação das Coréias. E quando eu digo gigante, pense em dimensões coreanas. Uma verdadeira aventura. Mas tudo terminou bem e ainda conseguimos sair pra jantar em nosso restaurante brasileiro favorito 🙂


Faltam 34 dias para embarcarmos pras nossas férias no Brasil – yay!!! :o)

procura-se um dedo verde

Eu mato cactos. Cactos e suculentas.

Não me pergunte como, mas as outras plantas, que em tese são mais sensíveis, sobrevivem bem à minha falta de jeito, mas cactos e suculentas, desde que cheguei aqui, já perdi 2, um de cada.

Primeiro foi uma suculentinha que um belo dia amanheceu mortinha da silva. Meses depois, foi um mini cacto, muito simpático, que amanheceu completamente sem vida.

A primeira, eu molhava bem pouquinho, uma vez por semana. O segundo recebia banho de imersão uma vez por mês. Ou seja, duas técnicas testadas e não aprovadas, pelo menos por aqueles dois. Ainda bem que não cheguei a dar nomes pra eles, senão a dor da perda seria ainda maior.

O curioso é que o outro cacto e as outras suculentas, continuam aguentando firme, assim como as outras quatro plantinhas que habitam a casa.

Eu adoro plantas, e adoraria ter a casa repleta delas, mas morro de medo dos óbitos repentinos e “inexplicáveis” transformarem minha sala num verdadeiro necrotério vegetal, então sigo procrastinando a aquisição de novos verdes, até que eu encontre a fórmula mágica do dedo verde.

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De qualquer maneira, como estamos indo ao Brasil em pouco mais de um mês, só posso pensar em abrir as portas para novos moradores lá para meados de janeiro, quando retornarmos.

Vejamos quem sobreviverá.

Trick or treat? Sim! E em dose dupla :)

Ano passado, os meninos ficaram arrasados, destruídos porque não tivemos trick or treat.

Aqui na Coréia não existe essa prática, ninguém sai por aí fantasiado pedindo doces de porta em porta na noite do 31 de outubro. Quando muito, há umas festas à fantasia para adultos, mas para crianças, não há esse tipo de diversão, nem dar ruas, tampouco na escola que, por ser cristã, não celebra, nem faz menção ao dia. Aliás, é impressionante como a escola, que é americana, age como se o Halloween não existisse, como se não fosse uma das festas mais esperadas nos EUA.

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Entretanto, este ano, graças à tia Ju, brasileira casada com militar americano, tivemos acesso à base americana, não apenas uma, mas duas vezes: Primeiro, no dia 28/10, rolou o Trick or Treat das casas da embaixada. Depois, no 31, foi a vez do Halloween das casas dos militares. Isso aí! Meus moleques ficaram mais felizes que pinto no lixo, percorrendo as ruas da bolha americana em Seul, à caráter, atrás de doces e diversão. Até uma casa mal assombrada tinha, acredita?

Sem falar que, de bônus, ainda lancharam no Burger King americano e, no apagar das luzes, jantaram num restaurante americanão, também lá na base, com direito à preços americanos e tamanho dos pratos também (prato infantil enorme por menos de 3 dólares). Fomos aos EUA sem pegar avião, rs. Pacote completíssimo, né não?

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Voltamos pra casa, nos dois dias, com crianças sorridentes, cheias de açúcar nas ideias (porque não teve como evitar, né?) e quilos, eu disse quilos, de doces. Claro que os doces não ficaram dando mole por aqui. Tratei de esconder tudinho e estou a procura de alguém que esteja aceitando doação, rs, senão vou ter que jogar tudo fora 😦

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O Halloween 2017 os deixou, novamente, arrasados, destruídos, mas de cansaço mesmo, porque foi pura alegria, rs.

Que venha o de 2018!


Em tempo: Sim, Nick vem usando a mesma fantasia do Joker há uns 4 anos. Roupa que cresce junto com a criança ou mãe que compra roupa maior do que a criança? :O)