A vida de meros mortais na escola internacional – nem tudo são flores

Nem sei se já escrevi sobre isso, ou se apenas pensei em escrever, mas não é fácil essa vida de criança classe média em escola internacional privada, viu? É cada coisa…

A escola dos meninos não é a mais cara em Seul, mas conta com filhos de personalidades/celebridades coreanas, além de outras crianças cujos pais rasgam dinheiro.

De filhos de cantores/atores até filhos do dono da Samsung. Sim, os filhos do dono da Samsung vão à mesma escola que os meus.

O problema ? Eu te conto:

O problema é que essas crianças milionárias/bilionárias, têm uma realidade muito diferente da nossa, têm absolutamente tudo o que querem, antes mesmo de saberem que querem. Algumas são mimadas, não suportam ser contrariadas e se acham as donas do mundo.

Foi numa dessas que eu fui parar na diretoria, reclamando sobre um riquinho mimado que começou a fazer bully com os meninos, primeiro xingando e ofendendo, depois partindo para o contato físico, segurando o vivi pelo colarinho e dando chutes implicantes no Nick.

Além do tipo agressivo e dono do mundo, há outro tipo, que apesar de mais pacífico, tem uma vida tão fora do nosso padrão, que torna complicada a convivência. Você nota isso nas declarações de algumas delas: “casa sem empregados não é casa” ou ainda “não consigo nem imaginar como seria viajar fora da primeira classe”. Isso pra não falar da competição pra saber quem tem o tênis mais atual, mais exclusivo, ou a maior coleção de sei lá o que. Quanto mais avançada a série, maior o problema, ou seja, cada vez mais, nossos pequenos mortais estão expostos a toda a sorte de superficialidades que o excesso de dinheiro pode comprar. Por exemplo, um amiguinho da turma do Vivi, cujo irmão é da turma do Nick, tem em casa uma pista de boliche e um cinema particular, entre outros mimos.

Na idade do Nickito, isso ainda não faz diferença, porque as crianças ainda guardam uma certa pureza que os coloca no mesmo patamar, mas na turma do Vivi, as diferenças começam a aparecer e a competição começa a rolar mais seriamente.

A escola tenta contornar determinadas situações, por exemplo, proibindo as crianças de levar qualquer brinquedo/eletrônico, para evitar, imagino, situações como “eu tenho, você não tem”, mas ainda assim é delicado administrar.

Claro que depende muito da personalidade da criança. O Nick, por exemplo, não tá nem aí, já o Vivi, que gosta de ser igual a todo mundo, sente mais. Por enquanto, nada muito dramático, thank God, mas espero não estar mais aqui daqui uns 3 anos, quando ele estiver entrando na aborrecência, rs. Espero, até lá, estar de volta ao mundo real, e as crianças em uma escola “normal”, de reles mortais, rs.

 

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