A alegria dos nossos filhos não tem preço…

Mentira! Tem preço, sim. Custa mais ou menos dois rins, um fígado, dois olhos e o couro cabeludo inteiro.

Fazer festinha de aniversário aqui na Coréia é caro, viu? Caracoles! Estamos até agora meio tontos com o que gastamos em duas, repito, duas horas de festa, para apenas 13 crianças. Os valores são tão obscenos, que prefiro não mencionar… e, pior, pra ter um serviço de buffet lento e nada adequado para crianças.

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Onde já se viu servir macarronada, fried rice, costelinha, batatas doces assadas, frango ao molho de sei lá o que, etc (tá, teve uma amostrinha de pizza e batata frita), numa festinha infantil, num parque de camas elásticas? As crianças queriam mesmo era pular e brincar. A comida deveria ser pipoca, salada de fruta, mini- burgers, chips… e muito suco, muita água, pra mantê-los hidratados. Mas acho que coreano não tá muito habituado com festa infantil… Se eu falasse a língua, juro que iria oferecer uma consultoria para que eles melhorassem o serviço e elaborassem um cardápio mais kid friendly.

O lugar em si é muito bacana, até eu queria comemorar meu aniversário lá, mas além do preço ser extorsivo, o serviço deixa muito a desejar – tipo, como assim, a gente paga uma fortuna e precisa ficar pedindo pra repor as bebidas, limpar a mesa, providenciar pratos pro bolo…? Anyway, passou… e, thank God, as crianças se esbaldaram, saíram de lá exaustas e felizes, mas ó, já tô tensa pro ano que vem.

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O ponto alto do buffet foi o que eles não ofereceram: o bolo que encomendei com uma brasileira que mora aqui. O bolo mesmo eu não comi, porque não era glúten free, mas experimentei o recheio de doce de leite caseiro maravilhoso e a cobertura divina de buttercream – bomba de leite de vaca não me faz bem, então foi só uma provinha mesmo. Já o marido, acho que comeu uns 3 pedaços de bolo e as mães que vinham chegando pra buscar as crianças também experimentaram e aprovaram 🙂

Agora posso descansar, posso respirar e, quem sabe, aproveitar os próximos finais de semana para passear e apreciar o outono que já está colorindo os parques por aqui – tô merecendo 😉

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O mais revoltante da festa, foi o limite superior estabelecido: 13 crianças, o que, para uma festa compartilhada, é quase nada. Nickito teve direito a 5 convidados de honra e Vivi,  6, o que não seria um big deal, não fosse o décimo quarto elemento que apareceu  sem ser convidado (na conta do Vivi) e ainda levou o irmãozinho (que é da sala no Nick, mas o Nick não quis convidar). Eu não sabia onde enfiar a minha cara. Um rolo danado na hora de sentar para comer, já que só havia 13 lugares postos. Visualiza o drama… Pior, a mãe deles é uma fofa, gosto muito dela e para não deixá-la desconfortável, não contei que o filho não havia sido convidado por falta de espaço, apenas dei uma de João sem braço e, discretamente, enfiei mais uma cadeira na mesa.

Como Deus proteje as mães bem intencionadas, um anjinho (aka intuição de mãe) soprou no meu ouvido: “Erica, faça duas lollibags extra… vai que…” Então, thank God, no fim das contas, pareceu que eu havia me planejado para receber os convidados surpresa, porque cada qual, assim como os convidados oficiais, recebeu uma eco bag com chocolates e um emoji pillow, com direito a etiqueta personalizada com os nomes, porque meu santo é forte e eu preparei duas etiquetas extra e consegui uma caneta igual a que eu tinha em casa, para colocar os nomes. Acho que isso minimizou a gafe. Pelo menos espero!

 O vídeo com os melhores momentos tá no Youtube 😉

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