O outono chegou!

Minha estação favorita sempre foi o verão. Praia, sol, calôdusinfernu, é disso que eu gosto, sempre foi. Entretanto, desde que me tornei moradora de Seul, cidade cercada de parques e montanhas, mas sem praia, comecei a ter uma outra apreciação pelas estações coloridas, de temperaturas mais amenas. Agora, a primavera e o outono são minhas estações favoritas.

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A beleza da primavera, apesar de intensamente extravagante, rapidamente se vai, já a do outono, vem chegando de mansinho, deixando as árvores com um multicolorido fenomenal e dura bem mais, para a alegria dos meus olhos 🙂

Então, aqui vai um pedacinho deste outono de 2017 que timidamente começa a dar as caras e arrancar sorrisos e suspiros desta apaixonada pelas cores.

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A vida de meros mortais na escola internacional – nem tudo são flores

Nem sei se já escrevi sobre isso, ou se apenas pensei em escrever, mas não é fácil essa vida de criança classe média em escola internacional privada, viu? É cada coisa…

A escola dos meninos não é a mais cara em Seul, mas conta com filhos de personalidades/celebridades coreanas, além de outras crianças cujos pais rasgam dinheiro.

De filhos de cantores/atores até filhos do dono da Samsung. Sim, os filhos do dono da Samsung vão à mesma escola que os meus.

O problema ? Eu te conto:

O problema é que essas crianças milionárias/bilionárias, têm uma realidade muito diferente da nossa, têm absolutamente tudo o que querem, antes mesmo de saberem que querem. Algumas são mimadas, não suportam ser contrariadas e se acham as donas do mundo.

Foi numa dessas que eu fui parar na diretoria, reclamando sobre um riquinho mimado que começou a fazer bully com os meninos, primeiro xingando e ofendendo, depois partindo para o contato físico, segurando o vivi pelo colarinho e dando chutes implicantes no Nick.

Além do tipo agressivo e dono do mundo, há outro tipo, que apesar de mais pacífico, tem uma vida tão fora do nosso padrão, que torna complicada a convivência. Você nota isso nas declarações de algumas delas: “casa sem empregados não é casa” ou ainda “não consigo nem imaginar como seria viajar fora da primeira classe”. Isso pra não falar da competição pra saber quem tem o tênis mais atual, mais exclusivo, ou a maior coleção de sei lá o que. Quanto mais avançada a série, maior o problema, ou seja, cada vez mais, nossos pequenos mortais estão expostos a toda a sorte de superficialidades que o excesso de dinheiro pode comprar. Por exemplo, um amiguinho da turma do Vivi, cujo irmão é da turma do Nick, tem em casa uma pista de boliche e um cinema particular, entre outros mimos.

Na idade do Nickito, isso ainda não faz diferença, porque as crianças ainda guardam uma certa pureza que os coloca no mesmo patamar, mas na turma do Vivi, as diferenças começam a aparecer e a competição começa a rolar mais seriamente.

A escola tenta contornar determinadas situações, por exemplo, proibindo as crianças de levar qualquer brinquedo/eletrônico, para evitar, imagino, situações como “eu tenho, você não tem”, mas ainda assim é delicado administrar.

Claro que depende muito da personalidade da criança. O Nick, por exemplo, não tá nem aí, já o Vivi, que gosta de ser igual a todo mundo, sente mais. Por enquanto, nada muito dramático, thank God, mas espero não estar mais aqui daqui uns 3 anos, quando ele estiver entrando na aborrecência, rs. Espero, até lá, estar de volta ao mundo real, e as crianças em uma escola “normal”, de reles mortais, rs.

 

Um ano depois, voltamos lá.

Ano passado, quando começamos a desbravar Seul, conhecemos o Haneul Park, um dos parques dos 5 World Cup Park Complex. O haneul park fica no alto do morro que já foi um aterro sanitário. Isso mesmo, o que antes era, literalmente, uma montanha de lixo, hoje é um belíssimo parque com 22 mirantes para apreciar a linda Seoul (notaram como a cidade tomou conta do meu coração? rs).

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Este ano, exatamente 12 meses depois, voltamos lá, desta vez num domingão à tarde, o que nos fez viver uma experiência totalmente diferente da que tivemos naquele fim de dia de semana.

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Desta vez, havia uma multidão, mais parecia que estávamos seguindo uma procissão. Milhares de cabeças subindo a montanha a pé, para desfrutar dos encantadores campos de Eulálias e, claro, tirar infinitas fotos. Infelizmente, o adiantado da hora e a fome que nos atacou não me permitiram embarcar na minha habitual jornada fotográfica, mas não posso reclamar, porque ao menos assim, pude apreciar, a olhos nus, aquele entorno encantador.

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atenção para a fila para pega a escada. Escada mesmo, de madeira.

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E para não perder a viagem, como não postei fotos da nossa primeira visita, no ano passado, aproveito para deixar aqui alguns registros 🙂

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A alegria dos nossos filhos não tem preço…

Mentira! Tem preço, sim. Custa mais ou menos dois rins, um fígado, dois olhos e o couro cabeludo inteiro.

Fazer festinha de aniversário aqui na Coréia é caro, viu? Caracoles! Estamos até agora meio tontos com o que gastamos em duas, repito, duas horas de festa, para apenas 13 crianças. Os valores são tão obscenos, que prefiro não mencionar… e, pior, pra ter um serviço de buffet lento e nada adequado para crianças.

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Onde já se viu servir macarronada, fried rice, costelinha, batatas doces assadas, frango ao molho de sei lá o que, etc (tá, teve uma amostrinha de pizza e batata frita), numa festinha infantil, num parque de camas elásticas? As crianças queriam mesmo era pular e brincar. A comida deveria ser pipoca, salada de fruta, mini- burgers, chips… e muito suco, muita água, pra mantê-los hidratados. Mas acho que coreano não tá muito habituado com festa infantil… Se eu falasse a língua, juro que iria oferecer uma consultoria para que eles melhorassem o serviço e elaborassem um cardápio mais kid friendly.

O lugar em si é muito bacana, até eu queria comemorar meu aniversário lá, mas além do preço ser extorsivo, o serviço deixa muito a desejar – tipo, como assim, a gente paga uma fortuna e precisa ficar pedindo pra repor as bebidas, limpar a mesa, providenciar pratos pro bolo…? Anyway, passou… e, thank God, as crianças se esbaldaram, saíram de lá exaustas e felizes, mas ó, já tô tensa pro ano que vem.

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O ponto alto do buffet foi o que eles não ofereceram: o bolo que encomendei com uma brasileira que mora aqui. O bolo mesmo eu não comi, porque não era glúten free, mas experimentei o recheio de doce de leite caseiro maravilhoso e a cobertura divina de buttercream – bomba de leite de vaca não me faz bem, então foi só uma provinha mesmo. Já o marido, acho que comeu uns 3 pedaços de bolo e as mães que vinham chegando pra buscar as crianças também experimentaram e aprovaram 🙂

Agora posso descansar, posso respirar e, quem sabe, aproveitar os próximos finais de semana para passear e apreciar o outono que já está colorindo os parques por aqui – tô merecendo 😉

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O mais revoltante da festa, foi o limite superior estabelecido: 13 crianças, o que, para uma festa compartilhada, é quase nada. Nickito teve direito a 5 convidados de honra e Vivi,  6, o que não seria um big deal, não fosse o décimo quarto elemento que apareceu  sem ser convidado (na conta do Vivi) e ainda levou o irmãozinho (que é da sala no Nick, mas o Nick não quis convidar). Eu não sabia onde enfiar a minha cara. Um rolo danado na hora de sentar para comer, já que só havia 13 lugares postos. Visualiza o drama… Pior, a mãe deles é uma fofa, gosto muito dela e para não deixá-la desconfortável, não contei que o filho não havia sido convidado por falta de espaço, apenas dei uma de João sem braço e, discretamente, enfiei mais uma cadeira na mesa.

Como Deus proteje as mães bem intencionadas, um anjinho (aka intuição de mãe) soprou no meu ouvido: “Erica, faça duas lollibags extra… vai que…” Então, thank God, no fim das contas, pareceu que eu havia me planejado para receber os convidados surpresa, porque cada qual, assim como os convidados oficiais, recebeu uma eco bag com chocolates e um emoji pillow, com direito a etiqueta personalizada com os nomes, porque meu santo é forte e eu preparei duas etiquetas extra e consegui uma caneta igual a que eu tinha em casa, para colocar os nomes. Acho que isso minimizou a gafe. Pelo menos espero!

 O vídeo com os melhores momentos tá no Youtube 😉

Um ponto zero

Ontem, meu primeiro bebê celebrou mais uma primavera. That’s right, Vivi is 10!

Double digit! Big Milestone! Mal dá pra acreditar que, há uma década, nascia meu primeiro molequinho, meu gatão, então conhecido como Baby Bo, meu primeiro bebezuco, meu pacotinho que chegou totalmente sem manual de instruções, numa época em que, hoje, olhando pra trás, vejo que eu não estava nada preparada para ser mãe.

Foram tantos erros na tentativa de acertar, tantas coisas que hoje eu sei que poderia ter sido diferente, tanta imaturidade (mesmo aos 30 anos)… Por outro lado, desde a descoberta da gravidez, foi tanto, mas tanto amor. Perdoem-me o clichê, mas é, sim, um amor inexplicável, incomparável, imensurável… um amor inimaginável antes da maternidade, um amor absoluta e totalmente incondicional. Foi com o Vivi que eu me descobri mãe, foi com ele que descobri que era capaz de amar assim.

Vivi, meu primogênito, meu bebê cobaia, meu primeiro em tantas coisas, meu eterno periquitinho que eu amo tanto que chega a doer.

Volta e meia me pego revendo fotos e vídeos dele pequenininho e suspirando, sem entender direito onde foi parar meu baby Bo. E apesar de achar que ele está enorme, praticamente um rapaz, tenho plena consciência de que daqui a 10 anos, ao rever suas fotos de hoje, suspirarei da mesma maneira e me farei a mesma pergunta – onde foi parar o meu bebê? Por isso, tento, cada dia mais, aproveitar cada minuto ao lado dele.

Ele cresceu, não me pede mais para ler livrinhos, nem para cantar musiquinhas de ninar (quando pede, critica minha voz – um chato! rs), mas faz absoluta questão que eu vá ao seu quarto toda santa noite para cobri-lo, dar um beijinho, um abraço e dizer “eu te amo”. É nossa rotina, um momentinho só nosso que deixa meu coração mais leve, minha alma mais feliz. Confesso que também gosto quando, por algum motivo, ele fica ansioso e não consegue dormir, porque sempre que isso acontece, ele me pede pra deitar do ladinho dele, até que pegue no sono – e eu sempre fico um pouquinho mais, tentando eternizar aquele momento.

Mas nem só dos mimos noturnos vive uma mãe. Durante a semana, ao acordá-lo para o colégio, coloco-lhe as meias nos pés (que já são do tamanho dos meus!) e deixo o uniforme separadinho, pendurado na cama. Parte de mim sabe que eu não deveria mais fazer isso, que ele precisa ser responsável por acordar sozinho, separar seu uniforme, até mesmo preparar seu lanchinho… mas a outra parte, aquela da mãe que não quer que o filho cresça, é mais forte e por isso, sigo fazendo aquelas pequenas coisas, tendo aqueles pequenos cuidados que o mantém, de alguma forma, de baixo das minhas asas – haja vista o emblemático dia em que ele cortou as próprias unhas e eu quase chorei de tristeza. Não parece, mas lá no fundo, escondidinha, sou dessas 😐

Claro que eu banco a durona, não dou moleza, ensino a ser independente, responsável, a respeitar o próximo, a ter bons modos (tento, né? rs)… há quem diga que sou rígida até demais (do que eu discordo, obviamente): regulo tempo nos eletrônicos, controlo o consumo de besteiras (pensa numa casa onde não se compra nem biscoito Maria), ensino que lugar de roupa suja é no cesto e de louça suja é na pia, que cama não se auto arruma, e outras coisas básicas, tipo “sujou? limpa” “bagunçou? arrume”… mas há certas coisinhas que gosto de fazer – às vezes até os cabelos dele sou eu que lavo, com a desculpa de que ficam mais cheirosos assim, rs.

Mas o que eu gosto mesmo é daquele momento nas manhãs de sábado e domingo, quando ele vem pra nossa cama, ainda com a cara amarrotada, remelento e baforento, pro aconchego de bom dia 🙂 Eu abraço, aperto, beijo e, 100% das vezes, penso: nossa, como vou sentir falta disso.

Cês sabem, né? Sou daquelas que sente saudade antecipada. Sofro antes do tempo, me dá enjôo só de pensar que um dia o ninho estará vazio.

Mas, deixando a loucura da saudade antecipada de lado e focando no presente, como é o Vivi dos 10 anos?

Para celebrar sua entrada nos dois dígitos, preparei uma listinha com 10 coisas sobre meu nem tão pequeno Vivi, uma dezena de características que, reunidas, contam um pouco sobre sua personalidade:

1- Ele é uma figura rara: divertido, engraçado, perde o amigo, mas não perde a piada, faz amigos por onde passa e não tem vergonha nenhuma, de nada (mentira, tem sim, demonstrações de afeto em público, rs).

2- É muito bonzinho: Vivi tem um coração enorme, é um bom filho, um bom irmão, um bom amigo (é paciente até com os colegas mais maletas, rs), uma pessoa do bem e, ao contrário do irmão, que é agridoce, rs,  Vivisaurinho chega a ser previsível.

3- É um líder nato: há coisas que não têm muita explicação, são porque são, e o Vivi, desde pequeno, é admirado e seguido pelos amigos. Ainda não aprendeu a usar seu poder para o bem (é o líder da bagunça), mas acredito que com o passar do tempo, seu bom coração falará mais alto do que a vontade de tocar o terror, rs Oremos!

4- Tem a auto-estima elevadíssima: Esse aí se acha, rs. Não é nada vaidoso (a menos quando o assunto é cabelo), às vezes ameaça sair de casa amarrotado, com peças de roupa que catou na ventania, mas ainda assim, se sente totalmente confiante.

5- É dramático: tô pra ver alguém mais dramático que ele. Tudo é motivo para drama, parece que nasceu no palco. Exagerado que só, se faz de injustiçado, arma um circo inteiro por nada. Parece viver 24h por dia numa novela mexicana.

6- É super extrovertido: Muito popular, adora ser o centro das atenções. Se pudesse, viveria com a melancia pendurada no pescoço. Fala alto e fala muito, gosta de ser notado, adora participar, mesmo quando não tem nada a dizer. É o rei dos holofotes  (esse aí é meu polo oposto, rs)

7- Faz pose de cool, de durão, mas é grudento e adora um carinho (desde que não seja perto dos amigos, afinal, ele tem uma reputação a zelar, rs)

8- É apaixonado por bebês e crianças pequenas (e eles por ele): não pode ver uma pessoinha na rua que já faz amizade, aliás, vive pedindo, e ainda tem esperança de termos mais um bebê em casa (quem não quer, não é mesmo? Ah, lembrei, o pai, rs)

9- É um poço de criatividade: adora fazer piada, escrever comics e inventar personagens exóticos. Só não é mais criativo, porque a preguiça não o deixa exercitar, rs – mas hoje não vou focar nos defeitos, deixemos estes para um outro momento 😛

10- Comilão: é carnívoro, fã de churrasco, adora picanha e fraldinha, especialmente se for mais pra mal passada. Se dependesse dele, almoçaríamos na churrascaria rodízio todo santo dia. Adora também um junk, mas está cada vez mais habituado à ausência de doces, biscoitos, pães e massas e, por mais que não queria admitir, hoje, gosta mais da ideia da porcaria do que porcaria em si, rs Até passa mal quando come mal (vitória! rs).

Este é meu Vivizinho, uma alma gentil que reside numa casca marrenta, um carinha flexível, que se adapta facilmente às mudanças e situações, que curte as coisas simples da vida, que não precisa de muito pra ser feliz e que cativa a todos com seu jeito engraçado e extrovertido e nos proporciona experiências incríveis e infinitas histórias pra contar. Que seja eterno enquanto dure a sua infância e a sua presença em nosso dia a dia e, mais do que isso, que ele não cisme de alçar vôos para terras muito distantes, quando suas asas crescerem, porque se isso acontecer, a mamãe aqui vai morrer, vai minguar de tanta saudade. De quem será que ele puxou a veia dramática? 😛


Ontem, a pedido do nosso junk boy, abrimos uma exceção e levamos donuts, salgadinhos e suco pra celebrar seu aniversário na escola – um atentado à saúde, eu sei, mas os aniversários deles são minha kriptonita, eu acabo cedendo, até mesmo aos pedidos mais enlouquecidos. Nem te conto como os olhinhos dos amiguinhos dele brilharam ao ver tanto junk reunido, hahaha

À noite, fomos jantar no Brasileiro, seu restaurante favorito 🙂 e quando voltamos pra casa, teve parabéns em família, daqueles improvisados, onde, para a decoração da mesa, “chamei” 3 dos seus melhores amigos de infância: Ioioiô (Farmer Jed, do Little People), Woody (Toy Story) e Mario. Vivi pediu bolo de banana com cobertura e recheio de goiabada, aka bomba de açúcar, mas pelo menos a massa era gluten free e sugar free. Apesar da combinação nada tradicional, até que ficou bem gostosinho 🙂

No domingo será a festinha compartilhada deles, onde deixaremos dois rins para pagar o estrago – ô terrinha cara, viu? Mais de 50 dólares por cabeça (e sem bolo!), um atentado aos cofres da família. Mas fazer o quê? Em casa não dá pra fazer e, esta época do ano, o frio já não permite mais festinhas no parque. O jeito é coçar o bolso.

A boa notícia é que semana que vem, voltamos à programação normal. Nada mais de bolos e gordices, nem mesmo no meu aniversário, porque nesse quem manda sou eu – eu acho, rs – e o jantar será num vegano que há muito tempo quero conhecer, só precisava da desculpa para torturar os meninos… Acho que meus quarenta justificam, né não? 😛

Oil tank park – recém inaugurado e lindo!

Recentemente, foi inaugurado mais um parque maravilhoso aqui em Seul. O local era um depósito de petróleo na década de 70 que foi fechado na época da Copa de 2002, por ser considerado uma área de alta periculosidade. Quinze anos mais tarde, o espaço que é do tamanho de 22 campos de futebol, foi reinaugurado como um parque cultural e tem 6 de seus antigos tanques de petróleo destinados a eventos variados. Um verdadeiro show!

Fiquei completamente encantada percorrendo o espaço. Cada vez mais, tiro meu chapéu para a Coréia. E olha, haja chapéu, viu! rs

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Olha, não sei quando deixaremos Seul, nem faço ideia de para onde vamos depois daqui, mas uma coisa é certa, esta cidade deixará saudades e um baú enorme de lindas memórias.

Estou finalmente adaptada a minha vida coreana, sim ou com certeza? :O)

Bear style

“The bear went over the mountain, the bear went over the mountain… to see what he could see”

Hoje, saímos para passear em nossa montanha favorita, fizemos um hiking básico, só que pro outro lado.

Descobrimos novas paradas, uma academia ao ar livre, com pesos e variados equipamento de ginástica. Sem falar das quadras de badminton no meio da trilha! Aqui exercício é coisa séria, sem essa de pegar carro pra jogar peteca, rs, a galera pega a trilha com mochilinha nas costas e raquete na mão. Nas quadras tem até placar! Muito bacana esse jeito coreano de ser.

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Infelizmente ainda não foi desta vez que conseguimos completar os 7 Km da volta inteira (há quem diga que é puxado para as crianças, porém, pensando bem, sempre que estamos pela Europa, nossa caminhada diária excede essa distância com facilidade), pegamos um atalho, atravessamos a montanha e cortamos o caminho da volta. Mas já valeu 🙂

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E, sim, demorou um pouco, mas tô toda amiguinha da minha vida coreana, tentando desfrutar ao máximo da experiência única de viver na terra do kimchi – claro, sempre pensando na possibilidade de daqui uns anos voltar para a Aussieland 😉


Em tempo: No meio do caminho, Vivi começou a reclamar muito de sede, então ao ver alguns coreanos bebendo água da fonte (note na foto que há até umas cumbuquinhas comunitárias preparadas, ao lado da fonte), permitimos que ele matasse a sede (eu, muito a contra gosto, como você deve imaginar), mas não sem antes dar uma lavada no utensílio com o álcool gel que sempre carrego comigo (na foto, ele não estava bebendo ainda, só posando, rs). O que me deixou bolada é que apareceu um coreano, do nada, indicando que não deveríamos fazer isso. O “isso” não sei se era “beber daquela água ou “lavar o potinho”, já que, de fato, havia um aviso ilustrado, ao lado da ponte, indicando ser proibido lavar coisas ali. Por via das dúvidas, já que o cara não falava inglês e nem nós, coreano, mandei o Vivi parar de beber imediatamente. Claro que ele já havia dado umas goladas :O| Anyway, da próxima vez, melhor usar o Google Translate para make sure que é permitido ou aconselhável beber água da fonte… Fica a lição.