Domingo no parque (abandonado)

Faz dois meses que descobri no blog de uma expatriada americana um lugar maravilhoso, um parque de diversão abandonado que tem os backdrops mais perfeitos para fotos divertidas. No instante em que vi a foto de chamada no Instagram, não só morri de amores, como soube que seria lá a locação para as nossas tão procrastinadas fotos de família.

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Este fim de semana, resolvemos dar um pulinho lá para checar ao vivo as instalações e, gente, o lugar não é perfeito, é mais-que-perfeito!

Não levei câmera profissional, nem tripé, até porque as fotos que eu quero têm que ser feitas por outra pessoa, para que eu só precise me preocupar com a direção de arte e não com abertura, velocidade, enquadramento… mas, claro que brincamos com a câmera do celular, né? E se as fotos com o iPhone ficaram assim, me dá borboletas no estômago de imaginar as fotos com câmera profissional 🙂

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O parque é pequenininho (dizem que tem um outro parque abandonado muuuuuuito maior, perto de Busan, no sul da Coréia), mas é mais do que suficiente para fazer fotos incríveis e memoráveis 🙂

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Apesar de ser abandonado, tem um carinha na administração que, malandramente, cobra a entrada (5 mil won por pessoa) e vende uns trecos pra compor as fotos, tipo balões de gás, bolhas de sabão, guarda-sol, flores artificiais… Sacada de mestre, já que as instalações são visitadas especialmente por grupos em busca dos cenários para fotos. Em minha humilde opinião, vale super a pena. Foi super divertido 🙂

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Já tenho o lugar perfeito e a fotógrafa perfeita, agora só falta coincidir as nossas agendas com a de São Pedro, para termos o dia perfeito para nosso tão esperado ensaio.

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E, sim, eu tô super feliz com a Minha Vida Coreana :), mas como, sabiamente, diz meu marido: me pergunte novamente no inverno, rs brrrrrrr. Até lá, vou aproveitando até a última gota, porque desde que a primavera chegou, tenho muito, muito mais  motivos para agradecer do que para reclamar 🙂

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Até a próxima 🙂

Mais um sábado de ar puro e céu lindo

Não sei o que está acontecendo em Seul, mas estou amando os dias lindos de céu limpinho que temos ganhado de presente nesse finzinho de verão.

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No sábado, saímos para almoçar num mexicano perto do trabalho do marido e acabamos dando uma esticadinha no Palácio que tem lá perto e encerramos com uma andadinha pelo Hanok Village. Delícia de dia. Teria sido perfeito se, na volta, não tivesse sido tão perrengoso, rs Andamos por mais de uma hora tentando pegar um taxi. Não passava um taxi vazio e quando passou, não parou. Ô raiva, viu? Mas tudo acabou bem. Mauricinho pegou um bus e foi buscar o carro que estava estacionado na universidade. Eu fiquei esperando com os meninos que estavam mortos com farofa depois de um dia longo que começou, ainda de manhã, no Costco fazendo compras. A gente tortura essas crianças, rs

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Amanhã, se tivermos mais um dia lindo, vamos desbravar um parque de diversão abandonado. Mais foto a caminho 🙂

Houston, we have a problem. Maybe two.

Mais um ano escolar começou e com ele, novos problemas.

Claro que após um ano inteirinho, os meninos estão mais do que adaptados e até bem felizes com a vida nova, mas como tudo nessa vida tem limite, felicidade também tem.

Este ano, Vivi ganhou de presente uma professora durona e nada pouco simpática que ele jura que o odeia. Tadinho, em pensar que a professora dele do ano passado era a mais doce do mundo inteiro… Deve estar realmente sendo muito difícil 😦 Além disso, ele e o Nickito compartilham um novo professor de educação física que, segundo o Nick, briga até com a sombra, vive gritando e faz cara de zombie. Por que, meu Deus, colocar uma pessoa assim para dar aula para crianças de 6 anos? Por quê???

Há dois dias, recebemos um email do tal professor, contando que o Nick não seguia as instruções, não se engajava nas aulas… e dizendo também que nas últimas duas semanas ele estava ainda pior (eu bem sei como é o Nick quando ele quer ignorar alguém). Ao final do email, ele perguntava se havia algum motivo para tal comportamento, ou então se havia algo que ele poderia fazer para que o Nick se sentisse mais à vontade nas aulas.

A minha vontade foi responder:

“Caro professor, a culpa é sua. Seja amável, não grite tanto e não faça cara de zombie. Nem toda criança de 6 anos gosta de ser tratada dessa maneira.”

Mas respirei fundo e respondi quase isso. Disse que o Nick é muito verdadeiro em suas reações. Não é do tipo que finge que tá tudo bem. Ele tem uma personalidade forte e reage ao ambiente e à situação que lhe é apresentada, podendo ser um docinho de coco ou um monstrinho teimoso. Disse que ele não é do tipo que aceita imposições. Requer tato no trato. Disse também que conversei com ele e expliquei que é muito importante que ele siga as instruções nas aulas – mas alertei que não sabia se funcionaria. Prometi continuar conversando com o Nick diariamente e pedi que me mantivesse informada sobre o seu comportamento.

De certa forma, eu respondi exatamente o que eu queria, só que de uma maneira mais leve. Confesso que queria ter terminado o email dizendo, como uma indireta, que pedi ao Nick para sempre lembrar da Golden Rule: Não faça aos outros o que você não quer que façam a você. Ou ainda, respeite se quer ser respeitado. Mas achei que poderia estar indo longe demais.

Veja bem, eu conheço o filho que eu tenho. Sei que ele é super difícil, teimoso e tal, mas ele reclama desse professor desde o primeiro dia e ele não é de reclamar de professor. Ano passado, a professora titular era o cão chupando limão e ele quase nunca reclamava, contava apenas sobre um evento aqui, outro ali, mas levava super bem o mau humor da bonitona. Ou seja, esse maluco deve ser terrível mesmo.

Além de conhecer o filho que tenho, conheço também o colégio e sei, por experiência própria, que eles defendem professores e staff como se fossem os donos da razão. Vide o evento em que o Vivi, recém chegado, tadinho, soltou um “Meu Deus” (que depois descobriu ser proibidão na escola cristã) e levou um sermão, na frente da turma inteira, que o fez chorar compulsivamente. Que raiva, viu? Paga-se caro para ter que passar por isso. Por essas e outras, não, não vou dizer que meu filho está errado, porque quem está errado é o professor, por não saber conduzir os alunos com carinho e a escola, por ter contratado esse professor. Que diabos de escola cristã prega o amor, a compaixão, foca nos ensinamentos bíblicos e na hora da prática não aplica os mandamentos divinos? Eu hein!

Pelo menos, a professora titular do Nickito é ótima. Rígida, mas ótima, dona de uma energia espetacular e demonstra um carinho enorme pela profissão e pelas crianças.

Já o pobre Vivi, além de ter que aturar o mesmo professor de Educação Física sem noção, tem uma professora titular bem difícil. Grita o tempo todo, não tem a menor paciência e não demonstra um pingo de carinho no trato com os alunos.

Até então, eu achava que era exagero do Vivi, até que na sexta passada, ele vira pra mim com os olhos cheios d’água e diz: mamãe, ele muito má! Ela me odeia! Eu quero muito mudar de turma. Não me importo se ela souber o motivo, eu quero sair dessa turma. Ela sempre grita comigo, faz cara feia pra mim… Eu tenho certeza que ela me odeia!”

E como fica o coração da mãe nesse momento? Em frangalhos, né?

Todo dia rola uma história. A última aconteceu há dois dias, quando o Vivi ganhou o prêmio de “Guardian Star” da professora de música, em reconhecimento ao seu esforço. Ele contou que no momento em que ele estava lá na frente recebendo o prêmio, tiveram que pedir para a professora tirar uma foto, porque ela não mexeu um músculo. Após o pedido público, ela, emburrada, tirou a foto rapidamente. Por que agir assim, meu Deus? Por quê???

De novo, eu sei o filho que eu tenho, sei que o Vivi não é fácil, é conversador e um tanto dramático, mas sei também que ele não é mau e, apesar de muito distraído, é até bem fácil de se lidar. E, mais do que isso, eu também sei quando ele está realmente triste e preocupado. E ele está. E eu também estou.

Como tive uma longa conversa com a tal professora semana passada no Open House e, inclusive, expliquei sobre os efeitos do remédio da tireóide que fazem o Vivi ficar muito mais agitado e distraído que o normal, tenho esperança que ela melhore um pouquinho no trato com ele, então estou dando um tempo antes de me manifestar. Entretanto, se nada mudar, terei que procurar a diretora e aí, meu amigo, se ela vier com desculpinhas ou se fizer de morta, pode ser que escape da jaula, a mãe leoa brasileira.

Oremos.

 

Um post longo sobre um dia longo – daqueles com direito à cerejinha do bolo

Quinta foi um dia longo. O relógio despertou às 5:50 da matina. Preparei o snack dos meninos,  a banana com canela do Nickito, separei o remédio do Vivi (ele não gosta de tomar café da manhã, prefere dormir mais um pouquinho), enchi as garrafinhas d’água, separei os uniformes, acordei os bonitinhos e fui me arrumar. Saímos todos de casa às 7.

Pela manhã, tive minha segunda reunião, as room mom, com outras mães do colégio, dessa vez, da turma do Vivi (há duas semanas, foi com a mães da turma do Nickito). Detalhe: todas as mães presentes eram coreanas. Todas. Menos eu, obviamente. Me senti péssima, nem tanto por não entender patavinas do que elas comentavam entre uma pauta e outra, mas especialmente porque elas só estavam falando em Inglês por minha causa. How rude of me não saber, nem me esforçar um pouquinho para aprender a falar um coreano básico.

Mães coreanas são bem coesas entre si e diferentes das demais. É todo um estilo próprio, uma cultura própria. O jeito de discordar, de sugerir, de opinar… Ainda não me acostumei. Bom, a verdade é que não sei se as mães coreanas são assim, ou se as mães coreanas da high society são assim.

Mas o importante é que o encontro foi ótimo, consegui várias voluntárias para o primeiro evento do colégio e várias dicas para desempenhar bem minha função de room mom, que nada mais é do que a mãe responsável por organizar a parafernália toda durante o ano.

Por que me meti nisso? Ah, cê sabe, né? O que um filho pede sorrindo que a gente não faz chorando? rsrsr (não, não errei a ordem dos fatores). O fato é que ano passado fui a mãe fantasma da escola, ninguém me conhecia. Só fui me voluntariar quando a primavera chegou e meu humor mudou, só comecei a sair da caverna quando  comecei a aceitar e abraçar minha vida coreana. Este ano, para compensar, pirei o cabeção e me ofereci para ser room mom das duas turmas, a do Nickito e a do Vivi. Como seu eu não morasse a 50 minutos da escola… como se eu dirigisse… como se eu conhecesse tudo aqui. Anyway, sabe aquelas coisas que você se dispõe a fazer uma vez na vida? Então. Só que essa uma vez veio em dose dupla e vai durar um ano inteirinho. Além disso, tô completamente sozinha, com a batata quente toda pra mim na turma do Vivi, já que nenhuma outra mãe se voluntariou. E, olha, é mais trabalho do que eu poderia supor, viu? Trabalhos daqueles de organizar, administrar, correr atrás de voluntários, insistir… tudo o que eu adoro fazer #sóquedefinitivamentenão.

Mas fazer o que? Agora Inês é morta.

Após minha reunião matinal que terminou às 10:30, voltei pra casa para terminar a atualização do site da Oca para o lançamento da oitava edição e, na sequência, preparar docs e forms e sheets diversos no meu amigo de todas as horas, Google Drive, uns para enviar para as mães e outros para a professora. Quando terminei, já estava na hora de sair novamente, dessa vez para o Open House na escola dos meninos. Lá fui eu pegar um trânsito daqueles gostosos. Claro que o primeiro taxista me mandou sair do taxi porque o destino era muito longe (eumereço.com.br). Cheguei em cima da hora de começar a palestra da diretora. Na sequência, tive apresentações das professoras das turmas do Nickito e do Vivi (capítulo à parte). Saí de lá às mais de 8 da noite, quebrada, morta com farofa.

Na esquina do colégio, fiz sinal pro primeiro taxi, ele não parou. Pro segundo… e nada. Finalmente o terceiro se compadeceu da alma cansada. Entrei e disse meu destino. Lá fui eu, finalmente, de volta pra casa. Mal sabia que teria a viagem de volta seria a cerejinha do bolo.

Mencionei que passei o dia INTEIRO sem comer absolutamente nada? Pois é. Nadinha. Tenho estado assim, sem fome (o que é completamente estranho pra mim que sempre fui faminta). Pra piorar, meu trato gastrointestinal está claramente funcionando muito mal. Sempre passo mal depois do pouco que como. Mas nos últimos dias a coisa piorou e além da fome ser zero, um certo enjôo me acompanha (não, não estou grávida, rs), ou seja, ontem não consegui sequer comer por obrigação, resultado, quase vomitei no taxi. O ar condicionado não estava dando vazão (e olha que eu sou friorenta), me recostei, abri um pouco a janela pra pegar um vento no rosto e de repente começou a tocar Sing, dos The Carpenters, uma das minhas músicas favoritas da vida. Fui relaxando, o enjôo amenizando, comecei até a “cantar” (sem produzir som)… foi quando o taxista filho de chocadeira mudou de estação. BEM NO MEIO DA MÚSICA. Ai que raiva.  Mentira, não senti raiva, senti foi tristeza mesmo. O cansaço era tão grande que senti também vontade de chorar. Mas me segurei, afinal, que louca, né? Agora pensando, acho que não deveria ter segurado. Nenhum sentimento deve ser suprimido. Anyway, fica pra próxima.

Cheguei em casa e pude, enfim, descansar.

Hoje consegui comer umas tortilhas e um mingauzinho de aveia sem glúten, sem açúcar (usei xilitol), sem leite de vaca (fiz, pela primeira vez, com leite de coco e ficou divino) e caprichado na canela. Não passei mal ainda, então tô no lucro.

Desde que agosto começou, tô na piração, às voltas com a Oca, entrega de projeto pra cliente do Brasil e, mais recentemente, responsabilidades na escola (sério, só mesmo sendo socialite e tendo todo o tempo do universo pra gastar, pra poder pegar esse rabo de foguete, viu? Não é pra mim, não), mas agora vou tentar descansar, cuidar da minha saúde e tentar recuperar o peso perdido, porque tô pele e osso 😦

Uma curiosidade a meu respeito é que, quando eu estou me sentindo bem, acho que posso fazer tudo, que não existem limites… aí, vem o flare, esbarro com meu limite e ignoro, afinal, estava me sentindo tão bem! Vou em frente, sigo ignorando até não conseguir mais. Desabo. E, pior, não aprendo. Sad but true.