Dramas do Vivi

O Vivi é um menino super popular. Na escola, todos o conhecem (pro bem e pro mal, rs). Ele é do tipo que não passa despercebido, até porque, faz questão de marcar sua presença. Manja o “falem mal mas falem de mim?”, então… é quase isso 😛

Essa personalidade, digamos, extrovertida, atrai desde admiradores a haters e  vem contribuindo para alguns de seus grandes dramas pessoais.

Drama 1: O Bully

Além de conhecido, ele é muito querido entre a galera, mas sempre tem um espírito de porco para praticar bullying, não é mesmo? Acho que os alvos dos bullies são os extremos: as crianças muito tímidas e as super extrovertidas. Anyway, Vivi não escapou e, além dos fãs, ganhou, de quebra, um bully bem inconveniente, que além de importunar o Vivi, implica também com o Nick.

Eu, definitivamente, não sou o tipo de mãe que acha que os filhos são anjinhos – conheço bem minha cria, rs – por outro lado, se eu sentir cheiro de injustiça, viro uma leoa feroz.

O caso do bully, por exemplo, fui forçada a levar à diretoria e, aparentemente, a conversa  surtiu efeito e eles não só conversaram com o Vivi para saber mais detalhes, como também chamaram seus amigos e o próprio bully que, para minha total surpresa, não apenas confessou os crimes, como colocou na mesa outros que nem haviam sido mencionados. It turns out que o menino, apesar do tom ameaçador que usa com os coleguinhas, apesar dos chutes que andou dando no Nick e das pegadas no colarinho do Vivi, não é de todo mau, porque após a denúncia, além de ter parado com o bully verbal e físico, vem tentando ser o melhor amigo do Vivi. Vai entender!

Drama 2: O Crush

Estava demorando para que ele assumisse, mas finalmente aconteceu. Vivi tem um crush. Uma coreaninha fofa que conheci há duas semanas, no Character Tea da turma dele. Claro que se hoje eu entrar na turma dele novamente, não saberei diferenciá-la das demais meninas coreanas – shame, I know, mas assim é a vida. Assim como os coreanos acham os latinos todos iguais e confundem uma loira com outra bem diferente, eu passo mal tentando diferenciar as crianças.

Anyway, o fato é que o grande segredo do Vivi vazou (pra ser sincera, acho que ele é que vazou o segredo, só pra causar) e a menina veio perguntar se era verdade. Ele, tímido (às vezes acontece), disse que sim e, para sua surpresa, ela disse que também gostava dele.  Ele ficou todo prosa. Segundo o Vivi, eles até held hands!

Maaaaas, alegria de pobre dura pouco e, dois dias depois, veja o que acontece: em pleno FunFest, a sujeitinha (sim, é assim que me refiro a quem quebra o coração dos meus filhos, hahahaha) vira pro Vivi e diz algo assim: “Vinny, eu não gosto mais de você, agora eu gosto do Joshua (um dos melhores amigos do Vivi!), mas nós podemos ser amigos”. Que tal?

Bem, não que eles fossem mais do amigos antes, rs, mas ainda assim, que volúvel, não? rsrs

Vivi ficou arrasado e, à noite, de volta em casa, assistindo a nova temporada de Fuller House, se identificou com o Jackson sendo dumped pela namoradinha asiática e suspirou. Tadinho, né? Fiquei com dó…

Na verdade só não tive mais dó, porque um dia antes, sua reação não foi nada gentil, quando o “grande segredo” de uma outra menina, uma colombianinha fofa (mas aparentemente mandona, como toda boa latina, rs), vazou e a turma toda ficou sabendo que o Vivi era seu crush. Não que ele tenha  a maltratado ou se desfeito dela, não mesmo, mas ele deu uma risadinha sem graça que foi interpretada como deboche e em vez de ser gentil, respondeu, sem jeito, que não gostava dela, no sentido de que não tinha um crush nela, mas foi interpretado por todo mundo como desprezo e a turma toda caiu na gargalhada. É como dizem, tome cuidado, pois aqui se faz, aqui se paga :O|

Drama 3 (esse é sério): A professora

Na sequência do drama de cima, a professora tomou as dores da menina e, em vez de apenas chamar a atenção da turma, explicando que não se deve rir dos sentimentos alheios, ela, cristã, filha de pastores, num momento de fúria, proferiu: “Eu rezo para que todos vocês tenham os corações quebrados!” Assim, desse jeito. A turma toda parou, assustada. Eu não estava lá, mas quando o Vivi narrou a cena, visualizei a bruxa má rogando uma praga. Gelei.

Por essas e outras, cada vez mais tenho certeza que o que importa nessa vida não é ir à Igreja, nem conhecer a Bíblia, o que importa não é ser católico, cristão, espírita… o que realmente importa é praticar o bem, agregar, oferecer a mão e nunca fazer ao outro o que não gostaria que fizessem a você. E para isso, meus caros, não precisa de religião, basta amor verdadeiro no coração.

Conclusão:

Há dramas para todos os gostos, não é mesmo? Mas o mais importante é tirar o melhor de todas essas situações, tentando sempre extrair algo de positivo delas. E como dizem, no fim das contas, tudo isso aí, builds character 😉

 


Em tempo: a foto em destaque é a que aparece na página de academics no site do colégio. Vivi, recém chegado na escola (repare que ainda tinha cachos), já em posição de destaque.

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