Um post longo sobre um dia longo – daqueles com direito à cerejinha do bolo

Quinta foi um dia longo. O relógio despertou às 5:50 da matina. Preparei o snack dos meninos,  a banana com canela do Nickito, separei o remédio do Vivi (ele não gosta de tomar café da manhã, prefere dormir mais um pouquinho), enchi as garrafinhas d’água, separei os uniformes, acordei os bonitinhos e fui me arrumar. Saímos todos de casa às 7.

Pela manhã, tive minha segunda reunião, as room mom, com outras mães do colégio, dessa vez, da turma do Vivi (há duas semanas, foi com a mães da turma do Nickito). Detalhe: todas as mães presentes eram coreanas. Todas. Menos eu, obviamente. Me senti péssima, nem tanto por não entender patavinas do que elas comentavam entre uma pauta e outra, mas especialmente porque elas só estavam falando em Inglês por minha causa. How rude of me não saber, nem me esforçar um pouquinho para aprender a falar um coreano básico.

Mães coreanas são bem coesas entre si e diferentes das demais. É todo um estilo próprio, uma cultura própria. O jeito de discordar, de sugerir, de opinar… Ainda não me acostumei. Bom, a verdade é que não sei se as mães coreanas são assim, ou se as mães coreanas da high society são assim.

Mas o importante é que o encontro foi ótimo, consegui várias voluntárias para o primeiro evento do colégio e várias dicas para desempenhar bem minha função de room mom, que nada mais é do que a mãe responsável por organizar a parafernália toda durante o ano.

Por que me meti nisso? Ah, cê sabe, né? O que um filho pede sorrindo que a gente não faz chorando? rsrsr (não, não errei a ordem dos fatores). O fato é que ano passado fui a mãe fantasma da escola, ninguém me conhecia. Só fui me voluntariar quando a primavera chegou e meu humor mudou, só comecei a sair da caverna quando  comecei a aceitar e abraçar minha vida coreana. Este ano, para compensar, pirei o cabeção e me ofereci para ser room mom das duas turmas, a do Nickito e a do Vivi. Como seu eu não morasse a 50 minutos da escola… como se eu dirigisse… como se eu conhecesse tudo aqui. Anyway, sabe aquelas coisas que você se dispõe a fazer uma vez na vida? Então. Só que essa uma vez veio em dose dupla e vai durar um ano inteirinho. Além disso, tô completamente sozinha, com a batata quente toda pra mim na turma do Vivi, já que nenhuma outra mãe se voluntariou. E, olha, é mais trabalho do que eu poderia supor, viu? Trabalhos daqueles de organizar, administrar, correr atrás de voluntários, insistir… tudo o que eu adoro fazer #sóquedefinitivamentenão.

Mas fazer o que? Agora Inês é morta.

Após minha reunião matinal que terminou às 10:30, voltei pra casa para terminar a atualização do site da Oca para o lançamento da oitava edição e, na sequência, preparar docs e forms e sheets diversos no meu amigo de todas as horas, Google Drive, uns para enviar para as mães e outros para a professora. Quando terminei, já estava na hora de sair novamente, dessa vez para o Open House na escola dos meninos. Lá fui eu pegar um trânsito daqueles gostosos. Claro que o primeiro taxista me mandou sair do taxi porque o destino era muito longe (eumereço.com.br). Cheguei em cima da hora de começar a palestra da diretora. Na sequência, tive apresentações das professoras das turmas do Nickito e do Vivi (capítulo à parte). Saí de lá às mais de 8 da noite, quebrada, morta com farofa.

Na esquina do colégio, fiz sinal pro primeiro taxi, ele não parou. Pro segundo… e nada. Finalmente o terceiro se compadeceu da alma cansada. Entrei e disse meu destino. Lá fui eu, finalmente, de volta pra casa. Mal sabia que teria a viagem de volta seria a cerejinha do bolo.

Mencionei que passei o dia INTEIRO sem comer absolutamente nada? Pois é. Nadinha. Tenho estado assim, sem fome (o que é completamente estranho pra mim que sempre fui faminta). Pra piorar, meu trato gastrointestinal está claramente funcionando muito mal. Sempre passo mal depois do pouco que como. Mas nos últimos dias a coisa piorou e além da fome ser zero, um certo enjôo me acompanha (não, não estou grávida, rs), ou seja, ontem não consegui sequer comer por obrigação, resultado, quase vomitei no taxi. O ar condicionado não estava dando vazão (e olha que eu sou friorenta), me recostei, abri um pouco a janela pra pegar um vento no rosto e de repente começou a tocar Sing, dos The Carpenters, uma das minhas músicas favoritas da vida. Fui relaxando, o enjôo amenizando, comecei até a “cantar” (sem produzir som)… foi quando o taxista filho de chocadeira mudou de estação. BEM NO MEIO DA MÚSICA. Ai que raiva.  Mentira, não senti raiva, senti foi tristeza mesmo. O cansaço era tão grande que senti também vontade de chorar. Mas me segurei, afinal, que louca, né? Agora pensando, acho que não deveria ter segurado. Nenhum sentimento deve ser suprimido. Anyway, fica pra próxima.

Cheguei em casa e pude, enfim, descansar.

Hoje consegui comer umas tortilhas e um mingauzinho de aveia sem glúten, sem açúcar (usei xilitol), sem leite de vaca (fiz, pela primeira vez, com leite de coco e ficou divino) e caprichado na canela. Não passei mal ainda, então tô no lucro.

Desde que agosto começou, tô na piração, às voltas com a Oca, entrega de projeto pra cliente do Brasil e, mais recentemente, responsabilidades na escola (sério, só mesmo sendo socialite e tendo todo o tempo do universo pra gastar, pra poder pegar esse rabo de foguete, viu? Não é pra mim, não), mas agora vou tentar descansar, cuidar da minha saúde e tentar recuperar o peso perdido, porque tô pele e osso 😦

Uma curiosidade a meu respeito é que, quando eu estou me sentindo bem, acho que posso fazer tudo, que não existem limites… aí, vem o flare, esbarro com meu limite e ignoro, afinal, estava me sentindo tão bem! Vou em frente, sigo ignorando até não conseguir mais. Desabo. E, pior, não aprendo. Sad but true.

 

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