Walk-a-sock-a-thon

Pra compensar nossa ausência do ano passado em toda e qualquer atividade no colégio, este ano, papai e mamãe se voluntariaram para acompanhar as turmas dos meninos durante o Walk-A-Sock-A-Thon.

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O Walk-A-Scok-A-Thon é um evento anual que arrecada fundos para caridade. Este ano, a intenção foi ajudar famílias na África a ter acesso à água limpa.

Os alunos têm 3 semanas para encher um pé de meia (literalmente) com moedas de 100Won e, no encerramento desse período de arrecadação, fazem uma caminhada montanha acima, usando meias coloridas. Uma maneira divertida de conscientizar  sobre a importância de ajudar o próximo.

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Eu me voluntaries paa ir com a turma do Nickito, enquanto o marido foi com a turma do Vivi. Eu, que gosto de uma caminhada, me dei mal, porque os first graders não fazem o percurso todo até a Nansam Tower – fuén fuén fuén.

Mauricinho, por sua vez, foi até o final e ainda ajudou a controlar Vinny e sua gangue – porque, vamos combinar que Vinicius Dias Palmeira é o chefe do terror, para meu desespero.

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Nickito adorou a caminhada, mas também ficou chateado por não ter ido até o fim (filho de peixe, você sabe, né?). Mas não tinha a menor condição mesmo. No meio do já curto trajeto, metade da molecada já estava bufando e reclamando de cansaço. Essa geração dos eletrônicos… ai ai… Definitivamente não é toda criança de 7 anos que tá acostumada a fazer caminhadas longas. Pra maioria, andar, só dentro do shopping. E olhe lá.

Thank God, este não é o caso aqui em casa.

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A turma do Vivi teve que ir até o fim, mesmo que aos trancos e barrancos 🙂 Ouvi dizer que ano que vem, terão que, inclusive, escalar os sei lá quantos degraus da torre! Boa sorte pra essa cambada de preguiçosos 🙂

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Eu não estava lá, acompanhando os 4th graders, mas conta o marido que uma das mães foi à loucura e comprou sorvete pra toda molecada. Se deram bem. Nickito ficou só las laranjas e maçãs mesmo, rs.

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Ano que vem, já sei: a boa é ir com os 5th graders 🙂

Apesar de que, ir com o Nick é garantia de que receberei a atenção merecida, porque o Vivi não dá a menor bola. É um 10 year-old muito descolado pra ficar andando perto da mãe, rs. Justo, né?

Dramas do Vivi

O Vivi é um menino super popular. Na escola, todos o conhecem (pro bem e pro mal, rs). Ele é do tipo que não passa despercebido, até porque, faz questão de marcar sua presença. Manja o “falem mal mas falem de mim?”, então… é quase isso 😛

Essa personalidade, digamos, extrovertida, atrai desde admiradores a haters e  vem contribuindo para alguns de seus grandes dramas pessoais.

Drama 1: O Bully

Além de conhecido, ele é muito querido entre a galera, mas sempre tem um espírito de porco para praticar bullying, não é mesmo? Acho que os alvos dos bullies são os extremos: as crianças muito tímidas e as super extrovertidas. Anyway, Vivi não escapou e, além dos fãs, ganhou, de quebra, um bully bem inconveniente, que além de importunar o Vivi, implica também com o Nick.

Eu, definitivamente, não sou o tipo de mãe que acha que os filhos são anjinhos – conheço bem minha cria, rs – por outro lado, se eu sentir cheiro de injustiça, viro uma leoa feroz.

O caso do bully, por exemplo, fui forçada a levar à diretoria e, aparentemente, a conversa  surtiu efeito e eles não só conversaram com o Vivi para saber mais detalhes, como também chamaram seus amigos e o próprio bully que, para minha total surpresa, não apenas confessou os crimes, como colocou na mesa outros que nem haviam sido mencionados. It turns out que o menino, apesar do tom ameaçador que usa com os coleguinhas, apesar dos chutes que andou dando no Nick e das pegadas no colarinho do Vivi, não é de todo mau, porque após a denúncia, além de ter parado com o bully verbal e físico, vem tentando ser o melhor amigo do Vivi. Vai entender!

Drama 2: O Crush

Estava demorando para que ele assumisse, mas finalmente aconteceu. Vivi tem um crush. Uma coreaninha fofa que conheci há duas semanas, no Character Tea da turma dele. Claro que se hoje eu entrar na turma dele novamente, não saberei diferenciá-la das demais meninas coreanas – shame, I know, mas assim é a vida. Assim como os coreanos acham os latinos todos iguais e confundem uma loira com outra bem diferente, eu passo mal tentando diferenciar as crianças.

Anyway, o fato é que o grande segredo do Vivi vazou (pra ser sincera, acho que ele é que vazou o segredo, só pra causar) e a menina veio perguntar se era verdade. Ele, tímido (às vezes acontece), disse que sim e, para sua surpresa, ela disse que também gostava dele.  Ele ficou todo prosa. Segundo o Vivi, eles até held hands!

Maaaaas, alegria de pobre dura pouco e, dois dias depois, veja o que acontece: em pleno FunFest, a sujeitinha (sim, é assim que me refiro a quem quebra o coração dos meus filhos, hahahaha) vira pro Vivi e diz algo assim: “Vinny, eu não gosto mais de você, agora eu gosto do Joshua (um dos melhores amigos do Vivi!), mas nós podemos ser amigos”. Que tal?

Bem, não que eles fossem mais do amigos antes, rs, mas ainda assim, que volúvel, não? rsrs

Vivi ficou arrasado e, à noite, de volta em casa, assistindo a nova temporada de Fuller House, se identificou com o Jackson sendo dumped pela namoradinha asiática e suspirou. Tadinho, né? Fiquei com dó…

Na verdade só não tive mais dó, porque um dia antes, sua reação não foi nada gentil, quando o “grande segredo” de uma outra menina, uma colombianinha fofa (mas aparentemente mandona, como toda boa latina, rs), vazou e a turma toda ficou sabendo que o Vivi era seu crush. Não que ele tenha  a maltratado ou se desfeito dela, não mesmo, mas ele deu uma risadinha sem graça que foi interpretada como deboche e em vez de ser gentil, respondeu, sem jeito, que não gostava dela, no sentido de que não tinha um crush nela, mas foi interpretado por todo mundo como desprezo e a turma toda caiu na gargalhada. É como dizem, tome cuidado, pois aqui se faz, aqui se paga :O|

Drama 3 (esse é sério): A professora

Na sequência do drama de cima, a professora tomou as dores da menina e, em vez de apenas chamar a atenção da turma, explicando que não se deve rir dos sentimentos alheios, ela, cristã, filha de pastores, num momento de fúria, proferiu: “Eu rezo para que todos vocês tenham os corações quebrados!” Assim, desse jeito. A turma toda parou, assustada. Eu não estava lá, mas quando o Vivi narrou a cena, visualizei a bruxa má rogando uma praga. Gelei.

Por essas e outras, cada vez mais tenho certeza que o que importa nessa vida não é ir à Igreja, nem conhecer a Bíblia, o que importa não é ser católico, cristão, espírita… o que realmente importa é praticar o bem, agregar, oferecer a mão e nunca fazer ao outro o que não gostaria que fizessem a você. E para isso, meus caros, não precisa de religião, basta amor verdadeiro no coração.

Conclusão:

Há dramas para todos os gostos, não é mesmo? Mas o mais importante é tirar o melhor de todas essas situações, tentando sempre extrair algo de positivo delas. E como dizem, no fim das contas, tudo isso aí, builds character 😉

 


Em tempo: a foto em destaque é a que aparece na página de academics no site do colégio. Vivi, recém chegado na escola (repare que ainda tinha cachos), já em posição de destaque.

E ontem teve bolo surpresa :O)

Aqui em casa, a celebração dos aniversários dos meninos dura vários dias. Sempre fica faltando alguma coisinha que “precisa” ser resolvida no dia seguinte e no próximo e no próximo…

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Na sexta, dia oficial do aniversário do Nickito, não tive tempo pra mais nada, por causa do tal FunFest. No fim de semana, estava tão exausta que nem perto da cozinha cheguei. Então, nada mais justo que eu preparasse um parabéns surpresa pro meu macaquinho, não é mesmo?

Fiz o bolo em forma de donut que ele havia me pedido ano passado (ele nem lembrava mais, hehe), uns muffins de blueberries e improvisei uma decoraçãozinha pra mesa, usando os mesmos sock monkeys do seu primeiro aniversário ❤

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Quando ele chegou e viu a mesa arrumada, teve uma reação tão linda, mas tão linda, que me emocionei. Uma pena eu não ter gravado…

Claro que, artista que é, ele tentou refazer a cena, mas não chegou nem perto do que foi a reação real. Ele ficou realmente surpreso e feliz com seu quarto dia de celebração, em plena segunda-feira.

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Fica a dica: se quiser fazer uma surpresa de aniversário, faça dias depois, de preferência numa segunda-feira 🙂


Em tempo: Bolo e muffins eram gluten free mas a cobertura levava açúcar :(. Porém, para minha meia alegria, Nickito só comeu um pedacinho e disse que era muito doce ( a “meia alegria” foi porque o Vivi, por sua vez, comeu um pedaço de bolo e dois muffins). Ano que vem, faço salada de frutas em vez de bolo, rs 😛

 

Ainda sobre a sexta-feira

Sexta, além de aniversário do Nickito, foi também dia do FunFest, evento que vem tomando muito do meu tempo nas últimas semanas.

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1D – o grupo do setup

 

Cheguei na escola antes das 8 da manhã e saí de lá após as 8 da noite. Foram mais de 14 horas fora de casa e, literalmente, em cima do salto que, aliás, quase me deixou na mão (por sorte, trazia comigo uma bisnaga de u-hu, a cola salva saltos, rs).

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Feed the Lion – o booth da turma do Nickito

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Pong Cup Fun – o booth da turma do Vivi

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Cortinas listradas que fiz no dia anterior, a partir de 4 toalhas de plástico, duas brancas e duas vermelhas: cornitude nivel hard

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Foi um dia cheio, praticamente um treino pesado com muito sobe e desce de escada, muito abaixa e levanta, muito vai e vem, muitos balões enchidos no fôlego,  levantamento de peso… mas valeu a pena, porque no fim das contas, ver a criançada se divertindo no FunFest, me fez esquecer o cansaço (mentira, passei o fim de semana morta com farofa).

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Só no fim da tarde, consegui tirar uma foto do Vivi. Ele desapareceu na fumaça com os amigos

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Nickito e Theo

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recebendo um face painting da mãe do Anthony

Fora as atribuições de mãe voluntária, que duraram o dia inteiro, no intervalo entre a montagem e o início do evento, corri na salinha do Nick para levar treats e cantar parabéns, só então, às quase 4 da tarde fui comer pela primeira vez desde às 2 da tarde do dia anterior. Jejum prolongadíssimo. E depois disso tudo, eu e meu digníssimo, fizemos nossos shifts nos booths das turmas do Vivi e do Nickito (mas essa parte não conta, porque foi divertida, rs) e, literalmente, no apagar das luzes, finalmente desmontamos tudo e tomamos o rumo de casa (com uma parada no vietnamita para jantar, a pedido do aniversariante).

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Nickito enterrando a cara no cupcake

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Birthday boys 🙂

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Em pensar que o ano letivo está apenas começando… me dá uma preguiça…

Mas vamo que vamo, porque tudo tem seu lado positivo, até mesmo as atividades desgastantes 😉

Há 7 anos…

Sexta passada, dia 22 de Setembro, foi aniversário do meu menorzinho, meu caçulinha, meu bebezão, meu presentinho que chegou neste mundo há sete anos para me fazer ainda mais feliz.

Ele é momma’s little boy 🙂 Quando bebê, era meu coalinha, meu grudinho, vivia agarradinho em mim 24h por dia e entre infinitas mamadas, beijinhos babados, piscadinhas charmosas e os sorrisos mais lindos, me dava um trabalhão danado. Agora, já crescido, ele é meu companheirinho de fotos, de aventuras gastronômicas, de passeios e viagens.

Ele é tão parecido comigo que às vezes me assusto. Temos tanto em comum, vejo tanto de mim nele… até mesmo, confesso, o gênio forte e a teimosia – de quando eu era criança, claro,  😛

Hoje, em homenagem aos seus 7 anos de vida, resolvi escrever sobre  7  de suas características mais marcantes.

1. Nickito é the sweetest boy.  Apesar dos ataques de fúria que ainda dá de vez em quando (cada vez menos, thank God), é um rapazinho lindo por fora e por dentro. Sempre preocupado com o próximo, sempre pensando no outro, mostra seu amor nas pequenas coisas do dia a dia e adora agradar a todos, seja com um desenho, um bilhetinho, uma declaração de amor repentina, um abraço inesperado, um carinho, ou um café da manhã na cama, assim sem motivo nenhum, apenas pelo prazer de ver o  outro feliz.

2. Ele não faz o tipo menino popular e nem tem um milhão de amigos, pelo contrário, é muito seletivo em suas amizades. Um lance que eu acho muito bacana é que ele não faz distinção entre meninos e meninas, brinca com todos da mesma maneira. Adora correr, jogar queimado, andar de bike, passear pela montanha e também adora escrever, desenhar, brincar de escolinha e com suas panelinhas – aqui em casa, temos o Nick’s Cafe, um pop up que volta e meia aparece montado bem no meio da sala, com direito a menu e ajudante, e serve desde de comida de mentirinha, até pratos de verdade preparados pelo próprio. Sua especialidade é o mom’s special: iogurte grego, granola, maracujá, blueberries e canela 🙂

3. Ele é do tipo independente e, muitas vezes, tende à introspecção. Não é incomum vê-lo num estado quase meditativo, especialmente quando estamos na praia – pode ficar horas brincando sozinho na areia ou no mar. Em casa, mergulha em seu mundinho particular, transforma seu quarto em restaurante, escolinha para seus bichinhos de pelúcia e também numa cidade inteira de lego ou Little People (claro que algumas vezes nos convida a embarcar com ele nas brincadeiras, até porque, ele precisa de clientes em seu restaurante, rs). Quando bate a fome, abre a despensa e a geladeira e prepara seu café da manhã ou lanchinho da tarde e, de quebra, ainda checa se mais alguém quer acompanhá-lo.

4. Ele é um apreciador da vida e um pequeno saudosista. Adora experimentar comidas novas, tá sempre pronto para passear, é super interessado em conhecer países e culturas diferentes (adora mapas!) e retornar aos lugares que mais lhe encantaram (no caso, todos! rs). Aprecia cada lugar, cada momento e, volta e meia, ele, com um ar quase melancólico, diz:  “Essa comida é tão boa que tenho vontade de chorar!” ou “Tô com tanta saudade da Europa…” ou ainda “Ver essas fotos me deixa muito triste com saudade da nossa família no Brasil…” Esse aí já nasceu com saudade, desde muito pequeno me dizia: “mamãe, queria muito voltar pra sua barriga…”. Se dependesse dele, viveria viajando, experimentando comidas e registrando em fotografias, cada momento.

5. Super observador e apreciador do mundo a sua volta, ele é um fotógrafo nato. Onde quer que vá, ele sempre carrega junto sua câmera – que na verdade é um iPhone 4S com capinha do Sulley – para registrar tudo e postar em seu Instagram, porque ir a um lugar e não poder registrar os momentos em fotos é quase como se não tivesse ido àquele lugar 🙂

6. Ele é super verdadeiro, intenso e completamente guiado pelas emoções. Pro bem e pro mal, com o Nickito não rola essa de fingir que tá contente, ou que gosta de quem não gosta. Com ele, nada é morno e tudo é preto no branco. Se ele gosta de você, será seu melhor amigo, mas se ele cismar que não gosta de alguma coisa em você, não adianta tentar agradá-lo, ele não te destratará, mas manterá uma distância saudável. Ele, definitivamente, não faz o tipo “embaixador da boa vizinhança” e não vive de aparências. É a sinceridade em pessoa e apesar de, algumas vezes, guardar um sentimento apertado no peito, ele é bem transparente, não sabe esconder suas emoções. Você pode até não conseguir identificar o motivo, mas ele sempre deixa bem claro quando algo está errado.

7. Para ele, se não for perfeito, não é good enough. Esse é seu maior problema. Seja um desenho que não saiu exatamente como ele imaginou (o qual ele rasga imediatamente), ou um dia em que ele não fez tudo o que planejou, se não for inteiro, 100%, não serve. Quer dizer, servir até serve, mas não ganha o sorriso completo, aquele de orelha à orelha, sabe? Ao mesmo tempo que ele é muito agradecido por cada coisinha que a gente faz por ele, não vá pensando que só porque ele adorou isso ou aquilo, ele achou o dia perfeito, porque até hoje, isso ainda não aconteceu, rs. Tem sempre um: “só faltou…” rsrsrs

E este é o meu pequeno, meu eterno baby Nicky, um caldeirão de emoções que alterna momentos de ebulição e calmaria, fúria e  amor,  digital e analógico, contentamento e frustração. Um  verdadeiro paradoxo dentro de um corpinho flexível e uma mente teimosa que faz nossos dias mais coloridos, mais divertidos e, sem dúvida, mais cheios de amor.


Em tempo: A festinha oficial vai rolar só no dia 15 de outubro, em parceria com o irmão – tradição é tradição – mas na sexta, rolou parabéns no colégio com direito a cupcake, macarons e marshmellows e uma tarde inteira de diversão no FunFest, um mega evento que acontece todo ano na escola e que este ano coincidiu com seu aniversário. Pra completar, ainda teve jantar no seu vietnamita favorito. Mas não parou por aí e, como de costume, a celebração varou o fim de semana, porque um dia só é muito pouco. Só ficou faltando o bolinho oficial do dia 22, aquele que a gente faz em casa, pra cantar parabéns em português, geralmente só nós 4. Então, como eu sou gente boa pra caramba, dá licença que vou ali assar um bolinho atrasado pra quando eles chegarem do colégio, porque tradição é tradição, ainda que não no dia certo 😉

 

Segunda-feira é dia de que?

Dia internacional de voltar a caminhar – ainda que no dia seguinte não dê pra ir, porque a previsão do tempo diz que teremos chuvas e trovoadas, rs

Hoje eu acordei, como de costume, às 6 da matina, preparei o café da manhã dos moleques e também a lancheira com o snack do dia. Separei os uniformes, enchi as garrafas d’água, acordei os farofinhas e pensei: acho que vou tentar dormir mais um pouquinho.

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Você dormiu? Nem eu. Até cheguei a deitar novamente na cama, mas como sempre levantei, porque precisei responder um email e aí já era.

Mas a boa notícia é que olhei lá pra fora e vi o sol despontar. Ainda estava friozinho, mas tava com o maior jeito de que seria um lindo dia. Troquei de roupa, enchi uma garrafa d’água, coloquei uns nuts e umas frutas secas num ziploc, passei protetor e lá fui eu subir a montanha.

A má notícia é que na metade da subida, comecei a a ver tudo preto, fica tonta e quase caí (enquanto uns esquilos gritavam e brigavam por algum nut que encontraram no chão). Foi quando resolvi mudar os planos e, em vez de subir, resolvi pegar a trilha em volta da montanha (não toda, porque levaria muito tempo), mas o suficiente para completar uns 90 minutos de caminhada.

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Caminhei, parei na estação de exercícios dos velhinhos e ainda meditei ao som dos passarinhos e das cigarras. E com isso, minha manhã foi embora, rs Mas valeu a pena. Eu tava precisando desse momento sozinha, sem barulho dos meus barulhentos preferidos, para esvaziar minha mente e recarregar as baterias. Tá pensando que é moleza passar o fim de semana inteiro com meus dois furacões? Não é fácil, rs.

Ai que delícia. Não voltar pra cama foi a melhor coisa que fiz hoje. O dia realmente estava lindo, fresco, ensolarado e ainda ganhei de presente esbarrar com flores lindas na beira da estrada.

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Só faltou eu fazer uma coisa: andar um trecho descalça, em contato com a natureza. Ainda não cheguei nesse nível, mas vou chegar!

Amanhã, a previsão é de tempo ruim, na quarta e na sexta tenho compromissos na escola, então espero que na quinta eu consiga fazer minha caminhada revigorante  – mentira, revigorante nada, tô morrendo de sono, rs, mas isso deve ser culpa do ferro baixo. De qualquer forma, se não por corpo, essa caminhada faz bem pra alma.

É mais uma coisa que preciso aproveitar antes que o frio chegue, porque, cê sabe, né? No inverno eu me encaverno.

Como vai minha vida de mãe ativa na escola?

Vai intensa. É um tal de ir de cá pra lá e de lá pra cá, que eu vou te contar. Vivo com o pé na rua, o que it’s okay, enquanto o inverno não chega, mas e quando ele chegar?

Desde que os meninos ingressaram na escola, ainda na Austrália, sempre soube que um dia eu teria que ser mais ativa, mais participativa, sempre senti que, sendo uma mãe que não trabalha fora, ou seja, que tem flexibilidade total nos horários, devia isso a eles. Depois que nos mudamos para Coréia, a cobrança se intensificou, especialmente por parte do Vivi, não apenas para participar, mas para ser “THE mom” responsável pela turma. No caso, pelaS turmaS, porque não existe a menor possibilidade de fazer isso por um filho de cada vez. Não gosto nem de pensar na encrenca que seria.

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Pois bem, lá fui eu e, olha, não imaginei que fosse dar tanto trabalho, especialmente a turma do Vivi, onde eu não tenho uma outra mãe para dividir a organização dos paranauê comigo. Tô lá voando solo, totalmente responsável por organizar, recrutar e administrar os pais todos. Tá intenso.

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Semana passada, fui ao colégio na quinta para atividades de craft na turma do Nickito (que foi até bem tranquilo) e na sexta para host o Character Tea da turma do Vivi. Claro que contei com o auxílio de outras mães que gentilmente se voluntariaram para levar snacks and tea para o evento, então apesar de ter passado a manhã quase inteira lá, pude  assistir a criançada em ação e também fotografar e filmar, porque, obviamente, não poderia deixar de mandar uma apresentação pra mães que não estiveram lá. Chegando em casa, fiz um videozinho no iMovie e mandei pra galera. Sou uma representando de turma dedicada, rs e esse é o meu problema… quando me proponho a fazer uma coisa, qualquer que seja, me entrego de corpo e alma. Comigo não tem meio termo.

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Mas sabe de uma coisa, a experiência, apesar de mais intensa do que eu esperava, está sendo bem positiva, estou finalmente conhecendo as mães, batendo papo, sabendo mais sobre a Coréia e descobrindo um mundo novo. O problema é que, como toda moeda tem coisa lados, junto com o lado bom vem também o ruim… Qual é o lado ruim? Eu te conto:

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O lado ruim é ter que lidar, diplomaticamente, com pessoas sem noção, pessoas que são gente boa, mas não têm social skills, sabe? Vou ilustrar com dois exemplos simples e ligeiros, que aconteceram na sexta passada:

Pessoa sem noção 1: estávamos conversando, eu e duas outras mães, uma coreana, outra israelense. A mãe coreana vira para a israelense e diz:

– Fulana! Há quanto tempo!! Wow, você está grávida??

(neste momento, eu gelei)

– Não, é gordura mesmo (respondeu a Fulana, meio sem graça)

Em vez de mudar o assunto e tocar a vida, a mãe sem noção insistiu:

– Nossa, sério??? Mas você era tão magrinha, o que aconteceu?

(e eu já com dor de barriga, sem saber onde enfiava a minha cara, com vergonha alheia no nível máximo, por aquela pessoa sem noção)

E a conversa ainda durou uns 5 minutos, com a mãe coreana insistindo e a israelense se explicando, dizendo que tinha ganho 10 Kg aqui na Coréia (o que, cá entre nós, não é da conta de ninguém!), dizendo que tinha entrado pro Pilates e tal… uma situação horrorosa que só foi interrompida quando eu aproveitei a deixa do Pilates para pedir o nome do estúdio e desenvolver o assunto.

Olha, suei frio, viu? Mas os eventos sem noção não terminaram aí… Por sorte(?), não tive que passar pelo constrangimento no local, mas meu nome rolou na boca do sapo, 10 segundos após eu virar as costas.

Vamos à pessoa sem noção 2:

Ao final do Character Tea, me despedi da professora do Vivi e da turma, ganhei um abraço de urso agradecido e parti.

Mais tarde, quando os meninos chegaram em casa, Vivi veio correndo me contar que assim que eu virei as costas, a professora virou pra ele e perguntou, em frente da turma toda, em alto e bom som:

– A cor do cabelo da sua mãe é: (1) natural, (2)ela pinta, ou (3) ela apenas cobre os brancos?

Quem. Merece. Pelo. Amor. De. Deus???? Pinta para cobrir os brancos, filha duma égua? hahaha

Sim, eu pinto mesmo para cobrir os branco, mas quem, em sã consciência, pergunta isso para um aluno, em frente a turma toda, meodeos?!

Resposta: uma pessoa sem noção, claro.

Em pensar que o ano está apenas começando…

Que Deus me ajude a não dar uma patada em alguma sem noção…