De volta à programação normal

Foi um mês inteirinho fora de casa, passeando num ritmo frenético e vendo os mais lindos lugares. Gratidão define.

Agora estou cansada, numa casa empoeirada e com 6 máquinas de roupa pra bater, mas claro, não tenho do que reclamar, porque não só tive férias maravilhosas como também cheguei de volta naquela Coréia de um ano atrás, quentinha como os dias devem ser (há quem diga que quentinha demais, mas eu não reclamo de altas temperaturas, você sabe, né?).

O curioso é que ao chegar em Seul, não me senti em casa e, pior, em meus pensamentos, cada vez que eu me imaginava chegando em casa, vinha a imagem de Melbourne, da nossa casinha em Heatherton, vinha a imagem da gente pegando nosso astra preto velho de guerra e indo ao Coles no Southland, ou ao Woolies. Entretanto,  assim que entrei em casa, me deu aquela alegria própria de quem recebe um abraço apertado de alguém muito querido. Nosso apê é pequeno, tem o pé direito baixo e ainda tem mil coisas por fazer, mas sabe de uma coisa? É nosso ninho, é onde nos sentimos aconchegados e a sensação de estar de volta ao nosso aconchego não tem preço.

Foi gostoso chegar em casa. Mesmo sem as malas, que não entraram no avião conosco e só chegaram aqui em casa à noite.

Mas como nem tudo é alegria, adivinha? Esquecemos o remedinhos do Vivi lá na Rússia. Sim, exatamente aquele remedinho que ele precisa tomar diariamente, em jejum pela manhã pelo resto da vida. Resultado? Saímos do aeroporto, passamos em casa para pegar o carro e fomos direto pro hospital pegar uma nova receita. Saímos de lá às quase 4 da tarde, todos ainda em jejum.

A volta pra casa é sempre turbulenta.

A boa notícia é que descobrimos que o remédio está fazendo efeito. Em um mês, Vivi que não crescia nada há mais de um ano, quiçá dois, cresceu um centímetro inteirinho e ainda perdeu 2 Kg (ele tava meio parrudo)… ele está voltando a ser o Vivi de antes, nosso Vivi original de fábrica 🙂

Durante esses 30 dias de férias, notamos também um aumento significativo de energia no Vivi. Ele que andava “preguiçoso” fazia tempo, sempre reclamando de cansaço, dor nas pernas (…), se mostrou super disposto em nossas andanças diárias. E olha que a gente andou muuuuito, todo santo dia. Houve dias em que nem eu aguentava mais minhas pernas e olha que eu nunca amarelo para passeios. Ando o dia inteiro com o sorriso no rosto.

Mas nem só de flores vive a eficácia do remedinho para regular a tireóide… com a volta do velho Vivi, voltou também a agitação extrema, sim, aquela que o fez, aos 5 anos, ser diagnosticado como hiperativo. Resultado? Com o fim das férias, teve fim também o consumo de doces (eu dei uma trégua pra família toda durante essa viagem). É impressionante como o açúcar influencia no comportamento desse rapazinho. O menino quica, corre de costas, se sacode… LITERALMENTE. Mas isso é contornável. O importante mesmo é que aparentemente descobrimos o problema, remediamos e agora está tudo entrando nos eixos.

PS. Na foto, o Vivi estava tentando acordar o irmão que capotou no sofá. Ele reclama, briga pra caramba com o irmão, mas morre de saudades até quando o pequeno está dormindo, rs


Em tempo: enquanto eu escrevo este post, os meninos estão vendo um álbum antiquíssimo, da época de recém casados, onde ainda têm fotos reveladas de filmes. Vivi pegou a páginas de filmes e disse assim: “tem umas coisas muito velhas dentro desse álbum… não sei o que é, mas parece um filminho… era assim que vocês gravavam vídeos antigamente?” Ah, essa tecnologia… Mal sabe ele que antigamente não tinha como tirar esse monte de selfie que ele tira hoje, rs

 

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