St. Petersburg, as andanças e a cidade onde não anoitece

Chegamos em St Peter às 10 da manhã, caminhamos até nosso hotel para deixar as malas e sair para passear (aka andar até não aguentar mais).

Pra variar, a senhora na recepção não falava um oi em inglês, mas por sorte, o Gustavo estava conosco e nos ajudou com a comunicação inicial. Saímos dali e começamos nossa andança.

A cidade tem regiões muito bonitas, com seus edifícios de um outro tempo que, apesar de bem europeus têm um sabor diferente daqueles dos países da Europa ocidental. Especialmente porque, dependendo da região da cidade, eles são todos muito parecidos, o que causa uma certa confusão mental e uma dificuldade de diferenciar as ruas…. e de achar o hotel 😛

Após muito caminharmos pela cidade e enfrentarmos chuva e vento e frio (aquele tempinho típico do verão russo), voltamos brevemente ao hotel para recarregar os celulares e partir pro jogo Australia x Camarões da Copa das Comferederações que está rolando aqui e na qual o Gustavo está trabalhando.

Voltando pro hotel (ou tentando encontrar o hotel): após muito caminhar e não encontrar o metro, decidimos pegar um táxi (sem taxímetro!) que nos contou um preço fixo pra nós levar pro hotel. Estávamos pouco mais de 1km de distancia, mas as pernas estavam muito cansadas, especialmente as dos meninos. Detalhe número 1 é que assim que entramos no táxi, vimos a estação de metrô. Exatamente em frente! Fazer o que? Lá fomos nós. O detalhe número 2 é que descemos no lugar errado e andamos mais uns 20 minutos em círculos até encontrarmos nosso hotel. Sem bateria nos celulares, só tínhamos a chave do hotel com o endereço para nos ajudar. Começamos a pedir informação no meio da rua, naquele esquema linguagem universal dos gestos. Resumindo, conseguimos nos perder até pegando táxi rsrs

Indo pro estádio: Apesar de muito cansados, estávamos super animados para o jogo. Andamos até o metro, pegamos a linha verde, transferimos para a azul e transferimos mais uma vez para a roxa. Apesar de não ter levado muito tempo no trajeto de metro, foram 3 trens! Chegando à estação final, saímos dela e demos de cara com um sinal que alertava: para o estádio, ande 1.5 Km por aqui. Sério, só de ler, as pernas doeram um pouco mais (Fica a dica para as próximas férias: dois meses antes de viajar, treinamento militar rsrs porque, caracoles, nosso ritmo é puxado).

O caminho era bem simpático, atravessando um parque bem bonito, mas o frio e o Nickito reclamando do cansaço me impediram de apreciar a caminhada (aliás, quem é que constrói um estádio num lugar de acesso tão complicado? Os Russos rs).

Mas o pior ainda estava por vir…

Tínhamos os ingressos (que ganhamos do Gustavo), mas para entrar era necessário se registrar e pegar uma credencial. Coisas da polícia Russa. A fila estava gigante. Gigante. Pra piorar, fui me informar com as voluntárias do evento (que também não falam inglês) e me mandaram ir pro outro lado do estádio, onde me asseguraram que a fila estava muito menor. Deveria ter desconfiado quando me desejaram boa sorte…

Fomos e, adivinhem: a fila estava ainda maior. Muito maior. Mas acabamos ficando por ali mesmo, porque àquela altura, a primeira fila também estava muito maior.

Ficamos uma hora nessa brincadeira de fila, só pra pegará tal da credencial. E. Não. Pegamos.

O jogo começou e o primeiro tempo já estava na metade quando desistimos e pegamos o caminho de volta. Sim, aquele 1.5 Km até o metro. Mais tarde ficamos sabendo que 30% das pessoas não conseguiram entrar e que o último torcedor a entrar no estádio o fez faltando 15 minutos para terminar o jogo.

Nossa volta pro hotel foi sofrida, os quatro se arrastando pelo caminho, tão cansados que nem sentar pra jantar conseguimos. Voltamos direto pro hotel, chegamos quase mortos, tomamos banho e capotamos. Mas não sem antes comer uns chocolates que o marido comprou no mercado em frente. Sim, meu jantar foi uma barra inteira de Milka ao leite com amêndoas. Sinto que essas férias vão bagunçar meu coreto e me tirar completamente do bom caminho que eu vinha trilhando no último ano.

Bom, pelo menos almoçamos direitinho, uma comidinha bem gostosinha no Marketplace, um restaurante bem interessante que encontramos pelo caminho.

Detalhe: aqui não anoitece at all nessa época do ano, então acordei por volta da meia noite com o sol brilhando lá fora. Cheguei a pensar em levantar pra tirar uma foto, mas meu corpo não obedeceu meu comando. Voltei a dormir e acordei ainda agora, às 6 da manhã.

Os meninos também já estão de pé, claro. Só estamos aguardando o café da manhã ser servido para partirmos para mais meio dia de andança. Nosso trem sai às 3 pm, então ainda temos uma manhã inteira pra matar rs

PS. A igreja Savior on Blood é tão linda!

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