Sobre as coisas que a gente gosta mas não valoriza

Minha Vida Coreana tem me ensinado a prestar mais atenção aos detalhes, àquelas pequenas coisinhas que me fazem sorrir. Entretanto, mesmo apreciando certa coisa, o simples fato dela fazer parte do meu dia a dia faz com que eu “take it for granted”.

E foi ao postar uma foto super casual no Instagram que eu fui acordada pelos comentários sobre a exuberância do lugar. Às vezes a gente precisa da observação de alguém de fora para valorizar o que sempre esteve ao nosso lado.

A foto foi tirada dentro do Campus da Yonsei University, aqui do lado de casa e por onde a gente sempre passa, ao atravessar a montanha para ir à Sinchon.

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O campus é lindo, com os edifícios cobertos por eras e seus jardins verdinhos, mas como eu sempre passo por lá, eu acabo não dando o devido valor.

Ontem, no caminho de volta pra casa, paramos no jardim à pedido do Nick, para brincar de pique-esconde. Veja só como é bom ter crianças – elas nos obrigam a “stop and smell the roses” 🙂 E essa foi a primeira vez que eu parei para tirar fotos dessa região tão bonita e tão não-coreana. E agora eu me pergunto, será que o que estava me impedindo de apreciar aqueles jardins era o fato deles fazerem parte do meu dia a dia, ou o fato deles não terem nada de coreano? Aposto que se eu estivesse viajando pela Europa e me deparasse com um lugar assim, teria tirado cem mil fotos.

O jardim do vizinho é sempre mais verde 🙂

Anyway, aos poucos, tô voltado a ser a Erica de outrora, tô cada vez mais ligada e abrindo meus olhos e coração para as belezas e sutilezas do dia a dia dessa Minha Vida Coreana.

 

Agora sim: vivendo a vida coreana como ela deve ser vivida

Ai ai, tô pensando seriamente em mudar o nome desse blog para Meu Blog Bipolar 😛

É muita mudança de humor, meu Deus, muita mudança de opinião. Mas ó, já disse e repito: o clima tem um poder gigante sobre o meu estado de espírito. O calor governa minha alegria, o frio desperta minhas lamúrias. Então, só pra deixar claro, eu não sou maluca – só um pouco afetada pelas condições climáticas, rs

Por ora, tô de bem com a vida, de bem com a Coréia, achando a vida aqui fantástica – especialmente depois que conheci a Jasmin, minha nova amiga coreana/brasileira que está me apresentando as delícias da vida coreana.

Já estava bem felizinha com os amigos novos e com a chegada da primavera, mal sabia eu que a vida podia ficar ainda melhor.

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Ontem, fui apresentada ao Namdaemun Market, o maior mercado de Seul.

São vários quarteirões com lojinhas de rua, galerias e também prédios inteiros de produtos de todos os tipos. Roupas de crianças, de adultos, bijuterias, flores frescas e artificiais, produtos de cozinha, badulaques, acessórios, craft, material escolar, comidinhas de rua… só para citar alguns. E tudo com preços inimagináveis!

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Passamos a manhã inteira percorrendo o mercado, fazendo comprinhas, comendo comidinhas típicas (o que foi aquele bolinho de arroz, meodeos?) e tomando o famoso suco de frutas com Yakult (da próxima vez, tiro foto). No final, para encerrar com chave de ouro, ainda demos uma passadinha no mercado de flores, onde, pela bagatela de 5 mil won (cerca de 5 dólares), voltamos pra casa com flores lindas.

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Quer conhecer a Coréia de verdade?? Só há uma maneira: arrume uma amiga coreana gente boa. E cole nela 🙂

 

Rituais de antes de dormir

Antigamente era assim: se eu estivesse com muito  sono, era só escovar os dentes e ir pra cama. Simples e certeiro.

Agora preciso seguir meu ritual: escovar os dentes, colocar o colírio, passar o hidratante facial, o corporal e o labial e, aí sim, ir pra cama – para dois segundos depois levantar e atravessar a casa para checar os meninos (cobrir se estiverem descobertos e descobrir se estiverem suando). E aí, voltando pra cama, lembrar que não bebi meu copo d’água noturno.

Mas reclamar do que, né? Ao menos não preciso tomar um monte de remédios, rs

 

Cineminha

Ir ao cinema costumava ser uma atividade corriqueira pra gente. Pelo menos uma vez na semana, lá estávamos nós na fila da pipoca – já que os ingressos comprávamos online.

Chegando aqui, surgiram alguns obstáculos:

1- Os filmes – Não me pergunte porquê, mas os filmes demoram horrores para chegar aqui (aliás, é muito comum eles reprisarem filmes de 2, 3, 4 anos atrás!). Ou seja, às vezes passam-se semanas até conseguirmos pegar um cineminha em família;

2- Os ingressos – é praticamente impossível comprar na hora e os sites são quase todos em coreano e os que oferecem a opção de menu em inglês, muitas vezes não funciona no celular, só no computador (aliás, temos certeza que poderíamos estar pagando menos pelos ingressos, se soubéssemos ler um coreano básico);

3- A língua – “Ah, mas os filmes não são legendados? Basta ignorar a legenda, ué?” É, até seria. Porém, desde que chegamos aqui, cinema é programa restritamente familiar, ou seja, só assistimos filmes próprios para criança, dos quais a maioria é dublado. Faz sentido, né? Afinal, assim como meus pequenos  não querem ficar lendo legenda em inglês, os coreaninhos também preferem assistir na língua deles;

Um bom prenúncio de que o filme está em inglês é a ausência de criancinhas coreanas ou a presença de criancinhas estrangeiras. Mas confesso que sempre fico meio tensa até o filme começar, achando que seremos surpreendidos por uma dublagem em coreano.

Um dia aconteceu.

Faz uns meses já, quando Smurfs 3 finalmente estreou aqui e os meninos estavam ansiosíssimos para assistir. Maridinho, como de costume, comprou os ingressos online e lá fomos nós para a fila da pipoca.

Abre parêntese. Aliás, outro detalhe, além de haver outras guloseimas bem peculiares como lula frita, polvo empanado, etc,  uma coisa bem característica aqui é a variedade de sabores de pipoca. Além das tradicionais salgada e doce (note que a doce é muuuuuuito mais popular, afinal, tudo nessa terra é adocicado), tem também de manteiga, de cebola, queijo… há as pipocas premium de marshmellow com chocolate, sour cream, caramelo… Fecha parêntese.

Comprados nossos baldes de pipoca, entramos na sala, daquelas com a tela mega monster (porque os Smurfs merecem, rs) e dessa vez, não sei porque, não fiquei nem um pouco preocupada com a possibilidade do filme não estar em inglês. Como até então nunca tinha acontecido, acho que relaxei. Relaxei tanto que nem me toquei que estávamos cercados de coreaninhos. Relaxei tanto que o filme começou, os Smurfs começaram a falar e eu não notei, não achei nada estranho (acho que sou do tipo que demora uns minutos para engajar no filme, rs), até que os meninos viram pra mim, com cara de choro e falam: “tá em coreano!” o-oh…

Saímos da sala e fomos até o guichê tentar trocar os ingressos para uma sessão in English, mas NÃO HAVIA NENHUMA SESSÃO IN ENGLISH. Mas como estamos na Coréia e não no Brasil, a mocinha nos reembolsou o valor dos ingressos sem nem perguntar nada. Ponto pra Coréia.

Saímos de lá com dois baldes de pipoca e duas crianças frustradas, mas pelo menos não saímos de lá no prejuízo. E note que eles não teriam que nos reembolsar, já que nós é que não prestamos atenção na hora de comprar os ingressos que estavam claramente marcados como “dublado”. Mas como disse, isso é Coréia e não Brasil.

É dose não entender a língua viu?

Mas apesar de alguns contratempos, de um modo geral conseguimos nos virar bem com a linguagem universal dos gestos e as duas ou três palavras que conseguimos falar. O povo aqui tem boa vontade, ao contrário de muitos brasileiros que acham que turista tem obrigação de aprender o português básico antes de colocar os pés no Brasil.

O desconforto de ter uma diarista depois de tantos anos de DIY

Morar fora por tanto tempo, me fez ficar cada vez menos confortável com a presença de funcionarias do lar, especialmente quando o relacionamento entre empregado e empregador é tão hierarquizado. Quando moramos na Austrália, até tive ajuda, quando o Nickito era bebezuco, mas era diferente, era praticamente como se uma amiga tivesse me dando uma força (remunerada) com a limpeza. Chegava, dava dois beijinhos (era brasileira), papeava um pouquinho, falava da vida e, em seguida, eu saía com o Nickito. Funcionava super bem.

Mas o tempo passou, a menina terminou seu curso, mudou-se de Melbourne para Perth, abriu uma empresa de intercâmbio e eu nunca quis outra pessoa. Primeiro porque era super caro, segundo porque igual a ela não encontrei outra. Pessoas como ela, que fazem bem tudo o que se propõem a fazer, é difícil encontrar.

O fato é que viemos para a Coréia e aqui, todo mundo que a gente conhece tem uma diarista, coincidência ou não, todas elas, filipinas. Eu custei a me render, por vários motivos, mas o principal deles é que eu sei que EU SOU CHATA, então dificilmente eu iria ficar satisfeita com o jeito filipino de fazer faxina. Só que, apesar de ser chata, reclamar do trabalho alheio me causa um grande desconforto, dispensar a pessoa então, me dá dor de barriga só de imaginar. Ainda mais uma filipina que trabalha duro, para ganhar 10.000 won por hora (equivalente a 10 dólares) para se sustentar e, provavelmente, ainda mandar dinheiro pra casa.

Mas me rendi à tentativa, mais porque a moça estava muito interessada em pegar o trabalho, do que pela minha vontade de tê-la aqui semanalmente. Tá, não vou negar, é uma senhora ajuda. Aspirar a casa toda (e os tapetes!), passar pano no chão, lavar os banheiros, tirar o pó, dobrar a roupa limpa, limpar vidros e portas de armários… isso tudo toma tempo e por mais que ela não faça como eu, pelo menos ela faz. Não fica 100% mas fica 70 e eu tô, aos poucos, me rendendo também ao antes feito que perfeito.

Claro que eu sempre rearrumo as almofadas no sofá, alinho os quadros na parede, reordeno os temperos… claro que eu é que arrumo as camas e coloco as roupas pra lavar. Claro que o banheiro nunca fica 100% e claro que sou eu que limpo a geladeira e também o filtro do exaustor (apesar de estar especificado na lista de tarefas). Mas sabe de uma coisa? Tô fazendo vista grossa, aderindo ao jogo do contente, porque no fim das contas só eu noto que o rejunte do banheiro não está brilhando.

Tô aprendendo também a não ter medo de pedir. Odeio ter que pedir para limpar as janelas, o peitoril… odeio ter que pedir para lavar o banheiro e não apenas passar o paninho. Odeio ter que pedir para passar produto nos móveis de madeira. Odeio ter que pedir o que para mim é óbvio que precisa ser feito. Me sinto péssima, parece que estou dizendo: “ei, você não sabe fazer seu trabalho. Vem cá que eu vou te ensinar”. Mas estou aprendendo que o óbvio para uma brasileira não é óbvio para uma filipina e que se eu quiser que algo seja feito, tenho que pedir explicitamente (a longa lista que preparei não adiantou muito, rs).

Mas não é apenas isso que me incomoda na relação empregado-empregador. Aqui, o que mais me incomoda é o distanciamento. Odeio ser chamada de Madame! ODEIO! Odeio essa hierarquia sem sentido. Uma diarista é apenas uma pessoa que está prestando um serviço pra mim. Assim como eu presto serviço pros meus clientes. Fazemos nosso trabalho e somos remunerados. Pra que as formalidades e o distanciamento? Isso não entra na minha cabeça, especialmente quando a relação é com funcionárias do lar, uma coisa tão íntima. Ela dobra minhas calcinhas, caramba! Aliás, essa é outra coisa que me causa desconforto.

Mas aos poucos, acho que vamos chegando num meio termo. A experiência está sendo interessante, me tirando bastante da minha zona de conforto, mas a verdade verdadeira é que eu não sei se depois das férias de verão, quando vamos passar um mês fora, eu continuarei com ela. Pode ser essa a deixa que eu preciso para voltar para meu esquema DIY.

The celery stick boy (o menino-salsão)

Era uma vez um menino, filho de uma mãe malvada que se recusava enviar sanduíches, biscoitos recheados, balas e doces pro lanchinho no colégio. Em vez disso, ela mandava palitinhos de salsão e cenoura, pepino, maçã e laranja cortadinhas, morangos…

Na hora do lanche era sempre a mesma história, ele se escondia para abrir sua lancheira e comer sua merendinha, enquanto os amiguinhos estavam lá se lambuzando em chocolates, biscoitos doces, salgadinhos e até balas.

Até que um dia, para tentar amenizar o sofrimento do filho, a mãe, que não era tão malvada assim, resolveu que, vez por outra, daria um dia de folga e enviaria junto com as frutas e vegetais, uns crackers, ou até uma besteirinha doce (com a condição de que ele comesse também a parte saudável).

A alegria do menino foi tanta, que a mãe achou ter valido a pena.

Entretanto, a alegria foi enorme somente nas primeiras folgas. Depois a coisa perdeu um pouco o encanto e ele já não mais se derretia em agradecimentos emocionados e, às vezes, veja você, nem comia o treat todo.

Todos estavam contentes: o menino podia, de vez em quando, levar uma besteira pro lanche e a mãe, ah, a mãe… além de não receber mais reclamações sobre o  lanche, notou que o filho não estava mais tão interessado nas besteiras em si, mas no que elas representam. Ela viu que, apesar do menino gostar muito dos “dias de folga”, ele estava, aos poucos, se libertando da necessidade, do desejo desenfreado de consumir besteiras.

No fim das contas, todos saíram vencendo 🙂

Há um ano, comecei a ser mais rigorosa no preparo, não só da comida aqui em casa, como da merendinha que os meninos levam pra escola. Como eu não tenho controle nenhum sobre o menu do almoço semanal deles, faço questão de, pelo menos, preparar  jantares e snacks matinais mais saudáveis, especialmente porque eles, de uns tempos pra cá, começaram a se recusar a tomar café da manhã antes de sair de casa.

Na lancheira vai o seguinte:

  • uma ou duas frutas – geralmente maçã, laranja, morangos, uvas, kiwis
  • salsão + cenoura ou tomatinhos + pepino
  • yakult
  • bolo de banana (ou de cenoura) sem gluten, nem lactose, feito em casa

Muito de vez em quando, quando tô muito boazinha, mando também uns treats porcarientos menos envenenados:

  • nachos;
  • iogurte (grego) ou queijo;

(tô pensando em comprar pra o próximo ano, lancheiras térmicas, dessa maneira, poderei variar mais o menu e mandar salada de frutas, guaca mole e outras coisinhas que perecem mais rapidamente)

O fato é que meus filhos são os únicos, repito, OS ÚNICOS nas turminhas deles que levam só coisinhas saudáveis. A regra é a galera levar chocolates, balas, biscoitos recheados, batata chips, sanduíche de geléia com manteiga de amendoim, nuggets, salsicha, donut… quando muito, uma daquelas saladinhas de frutas em caldas açucaradas. E como criança é um bichinho implicante, claro que eles sofrem.

O Nickito nem tanto. Acho que na idade dele, os amiguinhos ainda não estão muito preocupados com a vida alheia, então a única reclamação que ele faz de vez em quando é que ele é o único que não leva biscoito recheado NUNCA. Mas também não faz um big deal, não, até porque, a verdade é que ele adora coisinhas frescas. Em casa, ele sempre pede: “mamãe, tô com vontade de comer something juicy and fresh like apples, strawberries, oranges…”

Já o pobre Vivi sofre, tadinho. Noutro dia, estávamos sentados à mesa jantando, quando ele começou a contar sobre a hora do lanchinho na escola. Disse que ele é o único que leva fruits and vegetables, que todo mundo só leva coisas gostosas, menos ele (deu pra notar que ele é bem diferente do irmão, né?). Contou também que ele sempre fica em último no ranking de melhor lanche do dia e ainda acrescentou: “meus amigos me perguntam porque eu levo um lanche tão lame”.

Pra encerrar seu manifesto, completou: “mas pior mesmo é que todo mundo troca lanches uns com os outros: um biscoito recheado por um pirulito, uma bala por um donut, uns chips por uma salsicha… eu não tenho a audácia de oferecer meu salsão (ou, em suas palavras: I don’t even dare to offer anyone my celery sticks, of course!)”.

Não sabia se ria ou se chorava, rs

Tá, se eu bem conheço a peça – e eu conheço! – tem muito exagero aí e até uma tentativa de manipulação, porque apesar de eu ter ficado meio sargentona quando o assunto é alimentação, ele conhece a mãe coração de manteiga que tem. Aí, pra não me acusarem de intransigente, insensível e radical, passei a, vez por outra, colocar um treat na lancheirinha deles. Um kinder ovo (!!!), uma barrinha de cereal ou um waffer. Mas muuuito de vez em quando.

E, ó, a alegria da surpresa do primeiro dia de folga foi impagável, rs.

Vivi chegou em casa com um sorriso de uma orelha até a outra, me abraçando emocionado e contando que havia ficado em segundo lugar(!!!) no ranking de melhor merenda do dia – Não dá pra competir com donut, né? rsrsr.

Então, pra você que acha que eu estou torturando meus filhos, taí: na verdade, além de estar cuidando da saúde deles, estou ensinando a valorizar as pequenas alegrias da vida :P. Se eles levassem junk todo santo dia, jamais sentiriam a felicidade de um treat surpresa!

E com o tempo, assim como eu, que era absolutamente viciada em doces, fui me desintoxicando, eles também vão desejando menos as porcarias. Leva tempo, eu sei, mas é importante focar. Até lá, eu me divirto com as reações de emoção cada vez que entra pão nessa casa, ou cada sexta-feira sem lei que o pai compra donut pra eles (como a mãe cuida da saúde, o pai pode fazer uma graça de vez em quando, né?).

O gluten (e a diarista)

Essa história de gluten já virou piada aqui em casa – melhor rir do que chorar, né não?

Apesar de não sermos uma família completamente gluten free, eu me esforço bastante para não trazer pra casa itens glutinosos rs, assim, se o marido e os moleques quiserem consumir algo gluten full, têm que fazê-lo fora de casa, de preferência, longe de mim.

Para não dizer que não compro nada que contenha glúten, recentemente li uns artigos que diziam que o sourdough bread, por causa da maneira como é preparado, tem o glúten quebrado durante o longo processo de fermentação da massa (cerca de uma semana), ou seja, vez por outra a gente compra o bendito. Mas that’s it – não porque eu não goste de pão, massas, bolos… (adoro!), mas porque consumir trigo faz minha boca secar ainda mais. Então, não vou dizer que tirei completamente o trigo da minha vida, mas certamente tirei do meu dia a dia. Glúten só nos “dias de folga” e em quantidades moderadíssimas.

Claro que já aconteceu de eu encontrar, sem querer, um inocente pacotinho vazio de biscoito maria no carro, né? rs Coisas do marido que, às vezes, come escondido, mas até aí, tudo bem, o que os olhos não vêem, o coração não sente 🙂

Problema seria encontrar um pão, sei lá, no banheiro.

E foi exatamente isso que aconteceu.

Sim, é sério, encontrei um pãozinho pela metade sobre as toalhas limpas no banheiro. E, juro, a primeira coisa que me passou pela cabeça foi: “não acredito que estão comendo glúten escondido no banheiro! Era só o que faltava!”

Enquanto ia do banheiro pro office, confrontar o marido, vi a luz: o pãozinho não era dele, mas da moça que faz a limpeza! Até porque, como ele mesmo disse, trazer pãozinho  cheio de glúten pra casa é motivo de divórcio – mais grave que batom no colarinho, rs.