De paraquedas

Um dos presentes que ganhamos neste fim de inverno e início de primavera foi esbarrar, muito casualmente, nos corredores de um shopping, com uma família de brasileiros recém chegados em Seul. A Fernanda, o Carlos, a Bela e a Marina, caíram de paraquedas no nosso caminho e graças aos ouvidos de tuberculoso do marido, que reconheceu o português, hoje não estamos mais sozinhos, rsrsr, já temos uma família amiga para compartilhar passeios, almoços e até o domingo de Páscoa 🙂

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Os meninos estavam sentindo tanta, mas tanta falta de amigos, que toda vez que que nos encontramos, tiram a barriga da miséria com a duplinha Marina e Bela. Uma delícia de ver 🙂

 

O inverno, as escolhas e as limonadas da vida (não necessariamente nesta ordem) – um momento de reflexão

(senta que é textão)

Eu sei que há um mundo de gente que sonha vir pra Coréia, que adora a cultura, a comida, a língua, que é fã de Kpop e daria um dedo mindinho pra morar aqui, mas eu, apesar de, ao longo desses 8 meses, ter me tornado uma grande fã do povo coreano, não faço parte desse mundo de gente.

Não me interprete mal, acho a Coréia incrível em diversos aspectos e tenho uma profunda admiração e respeito pelo povo coreano, sua cultura e história, mas a verdade é que não nasci pra morar aqui. É uma questão de encaixe. Pra mim, Erica, passar uma singela e descompromissada temporada de um mês na Coréia (de preferência durante a primavera) seria o ideal para que eu guardasse as melhores lembranças sem ter que fazer as limonadas diárias que venho tentando fazer. Mas a verdade é que as limonadas são necessárias, para não dizer fundamentais, para o crescimento e auto-conhecimento.

O ser humano adapta-se a tudo nessa vida, então é óbvio que, aos poucos, vou me acostumando à Minha Vida Coreana e até gostando dela, mas dizer que me sinto em casa, que curto de verdade morar aqui, como curtia minha vida na Austrália, seria uma grande forçação de barra, para não dizer uma grande mentira (apesar de que, essa minha primeira primavera coreana está deslumbrante, rs).

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Tenho muitas angústias, fruto dessa vida tão fora da minha caixinha original de fábrica, mas claro que para quem observa de fora é mais fácil e óbvio enxergar apenas o glamour e a sorte, do que compreender o quão complicado é conviver com o desenrolar de algumas das minhas escolhas. Sim, toda moeda tem dois lados.

Vivemos diariamente um grande Jogo da Vida. Se, por exemplo, aos 26 anos eu não tivesse saído do Brasil, teria seguido meu plano de vida quadradinho, dentro da caixa, aquele que eu tracei ainda na faculdade, e hoje estaria, profissionalmente, exatamente ou muito perto de onde eu havia planejado e, talvez, estivesse até contente, vivendo na ignorância das inimagináveis possibilidades, sem conhecer o sabor acri-doce da vida além do arco-íris, sem colecionar as experiências enriquecedoras e impagáveis que  venho colecionando além do horizonte.

O fato é que sair do Brasil  me tirou da minha zona de conforto, me abriu os horizontes, me levou por caminhos que eu jamais imaginei caminhar e me transformou numa versão completamente diferente da Erica que eu era – isso inclui valores, sonhos, perspectivas de vida, prioridades… tudo isso graças, não apenas às experiências bacanas, mas diria que, principalmente, graças aos desafios que muitas vezes são subestimados até por mim, imagina por quem observa de fora.

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Mas é óbvio que uma escolha apenas não muda uma vida inteira. O que define nossa vida são as várias escolhas que fazemos ao longo da caminhada. E eu fiz e tenho feito tantas! Todas elas (inútil e) cuidadosamente pesadas na balança dos prós e contras – como se fosse possível prever os acertos usando essa balança imaginária.

O fato é que acertando ou não, somos senhores das nossas escolhas, até mesmo quando escolhemos não escolher e ir com a maré. Mas mais do que isso, somos responsáveis pela maneira como trilhamos os caminhos que escolhemos e como encaramos os resultados dessas escolhas. No fundo, nosso estado de espírito é que define o que atraímos para a gente.

Estar feliz atrai mais felicidade – fato. Já a insatisfação e a tristeza acaba nos levando a focar no peso dos “inúteis” limões azedos que caem sobre nossas cabeças vez por outra, não nos permitindo enxergar, tampouco valorizar as pequenas alegrias diárias, e isso acaba nos atraindo para o buraco negro da insatisfação cíclica.

Tenho, cada vez mais, a certeza de que nossa vida é um ciclo que nós mesmos criamos e que é fundamental entender e aceitar que estamos no comando e somos os responsáveis, senão pelos resultados das nossas escolhas, certamente pela maneira como nos comportamos ou nos sentimos com relação a esses resultados. Definitivamente, a felicidade, apesar de estar constantemente presente dentro da gente e ao nosso redor, não se manifesta sem ser convidada. É necessário abrir nosso olhar e nossa consciência, descobrir o que ativa nossa felicidade particular e o que a inibe. Muitas vezes, fatores externos nos impedem de abrir a nossa consciência para a felicidade, nos prendendo a um ciclo negativo – no meu caso, esse fator chama-se inverno. Para quebrar o ciclo, é necessário muita força de vontade ou, no meu caso, a chegada das flores, literalmente :).

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Desde que o inverno começou a se despedir, tenho saído mais, descoberto lugares novos e visitado outros que estavam na minha lista fazia tempo. Aliás, estou tão comprometida em transformar meus limões em limonadas, que criei um board no Pinterest dedicado a lugares para conhecer e coisas pra fazer em Seul e arredores – e a lista tá crescendo tanto que 3 anos será pouco.

“Vida difícil”, você deve estar pensando (ironicamente, claro). Mas acredite, eu não preciso de muito pra ser feliz, juro. Mais do que o país em si, ou as condições financeiras, o que faz diferença mesmo pra mim é o clima, a presença de amigos/família e, se possível,  a proximidade da praia (por que eu saí do Rio mesmo? rsrsr). Diria que estes três fatores juntos exercem um poder enorme sobre o meu humor e, por consequência, sobre a minha forma de enxergar a vida, mas eu só descobri isso quando deixei o Brasil, até porque, no Rio eu tinha praia, amigos, família e verão o ano inteiro, né? Eu vivia feliz, bem humorada, super positiva, sempre achando tudo lindo. Mal sabia eu que estava sendo alimentada pela energia diária vinda do sol, do tempo quente, da presença dos amigos, da família, da proximidade do mar.

Foi quando enfrentei meu primeiro inverno de verdade que descobri que a Erica feliz, bem humorada e positiva era apenas uma consequência das  minhas pequenas e “invisíveis” alegrias diárias que, muito embora tenham uma importância enorme sobre quem eu sou, passavam despercebidas sem receber o devido reconhecimento.

Este meu último longo e tenebroso inverno coreano me fez (re)descobrir que o que me  deixa triste não é morar em Seul (que, na verdade, apesar da poluição, é um lugar incrível), mas sim passar pelos meses de frio intenso e pouca luz, que parecem intermináveis, especialmente com a escassez de amigos. Na verdade, se você acessar meus primeiros posts vai notar que ao chegar em Seul, quando ainda era verão, minha narrativa era de puro encantamento (salvo quando o assunto era o apartamento, ou os preços no mercado, rs).

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Com o fim da estação da depressão, comecei a me sentir renovada e disposta a abraçar verdadeiramente a vida aqui. Parei de bloquear a felicidade, abri a minha consciência pra ela e sabe o que aconteceu? Ela se manifestou de maneiras inacreditáveis. Por exemplo, nos aproximamos de pessoas conhecidas e até uma família brasileira recém chegada aqui encontramos, por acaso e sorte, nos corredores de um shopping e nos tornamos amigos. Coincidência? Pode ser… Mas o fato é que ao mudar meu estado de espírito, abri meus olhos à procura das coisas positivas que a neblina da insatisfação não me permitia enxergar.

Pois então, agora que a nuvem negra do winter blues passou, já consigo respirar fundo e encarar esses anos que passaremos aqui como um período de pausa, um sabático, um presente a ser desfrutado e não uma pena a ser cumprida – afinal, se estamos aqui [e porque assim quisemos, assim escolhemos. Decidi, então, me esforçar para curtir o momento e tentar não me afligir tanto com o que não dá pra mudar.

Hoje, escolho focar na gratidão. Gratidão pelas oportunidades de auto-conhecimento, de crescimento e, claro, pela oportunidade de viver em lugares tão fora da minha caixa e colecionar incríveis experiências e memórias.

The old positive Erica is back! Pelo menos até o próximo inverno chegar ;).


PS: No geral, digamos que tenho me esforçado e feito boas limonadas com os limões que caem na minha cabeça – minha yoga coreana que o diga 😛

PS 2: Diria que meu desafio de vida aqui na Coréia será me curar dos winter blues e encarar o inverno como o que ele é: apenas uma estação do ano.

Não existe ex chocólatra. Existe chocólatra em abstinência (sujeita a crises e deslizes)

Desde que eu parei de comer uma barra de chocolate em vez de comida na hora do almoço, tenho sentido uma diferença enorme na minha disposição. Antes, eu vivia cansada, aí comia uma barra de chocolate (e quando digo uma barra, estou me referindo a 200g de chocolate), ficava com a energia nas alturas, mas logo estava prostrada novamente.

Agora a coisa mudou. Tento sempre variar o cardápio mas, em geral, algo que não pode faltar é ovo (geralmente no plural e cobertos com gergelins). Carne nem sempre está presente, mas sempre tem uma folha refogada, ou uma salada caprichada, ou abóbora, ou berinjela, ou abobrinha… muito raramente entra um pedaço torta salgada (gluten free), quinoa, uma sopinha de lentilhas reforçada… E para a sobremesa frutas e amêndoas (tá, às vezes rola um chocolatinho 80%). Geralmente opto por laranja, ou morangos (com leite de coco e canela), ou maracujá, ou blueberries…

Já faz tempo que troquei o café da manhã e o almoço pelo brunch, ou seja, em vez de comer de manhã (nunca fui fã) e dali umas horinhas almoçar, faço jejum de 16 horas e como um brunch caprichado por volta do meio-dia (desde que eu tenha terminado de jantar às 8 da noite anterior). Comecei essa história de jejum intermitente depois que li vários artigos sobre os benefícios para aqueles que têm doenças autoimune (que aliás é minha motivação maior para ter largado o glúten e minimizado o leite de vaca e o açúcar). Sempre termino o desjejum completamente saciada, entretanto há mais ou menos um mês que, por volta das 3 da tarde, voltei a ser atacada por uma vontade incontrolável de comer doce – é a crise de abstinência. O pior é que tenho cedido 😦

Resultado? Ah, começa com um baita ressecamento da boca e da garganta, desenvolve para a fadiga extrema e culmina com dores nas articulações e dor de cabeça. Sem falar do estômago que incha instantaneamente e daquele mal estar que me faz sentir, como dizia minha vó, empanzinada.

O curioso é que eu acordo superbem, faço um desjejum magnífico, mas quando bate as 3 da tarde, o bicho pega. O corpo grita: me dá um doce aê! E eu, fracota, sucumbo (sempre pensando que amanhã será diferente).

Descobri que uma coisa puxa a outra. Enquanto eu estava tomando zero leite de vaca (e derivados) e não consumia farinhas de nenhum tipo, a coisa tava de vento em popa, tinha vontade zero de comer doce e quando comia, era um quadradinho do chocolate mais amargo e pronto, passava. Mas quando voltei a tomar iogurte (da garrafa de vidro, natural, orgânico, de vaca que pasta), comer um queijinho aqui, outro ali, fazer um bolinho (gluten free) acolá… meu corpo foi lembrando de como era a vida pré reeducação e não tardou até que ele começasse a exigir o açúcar de volta. E eu dei, né?

E agora, José?

Agora, o jeito é partir pro sacrifício e abraçar novamente o projeto desintoxicação (aquele que não me deixa comer nem laranja, nem pimentão, nem pe-pi-no, nem feijão, nem batata, nem beterraba…). Tô adiando o momento, mas será antes de sairmos de férias, porque ninguém merece sair de férias exausta como eu tô. Preciso estar zero bala, cheia de energia, para aguentar o mês que passaremos fora, passeando.


PS. Comi chocolate ao leite na Páscoa. E nem foi Lindt. Foi um ovinho de chocolate safado que encontramos no Costco… Nem valeu a pena. Saco.

PS2. Eu, que sempre comi muito (e de tudo, inclusive porcaria) e nunca engordei, pensava que se um dia tivesse que fazer dieta para emagrecer, não conseguiria, preferiria abraçar o peso extra. Aí, como a vida gosta de pregar peças, em vez de me fazer engordar, me trouxe a Síndrome de Sjögrens que praticamente me obrigou reeducar minha alimentação (for life!). Era isso ou então ficar escrava de remédios brabos. Eu que tenho verdadeira aversão a remédios, optei pela reeducação alimentar. Mas é brabo, viu? Especialmente quando se mora num lugar onde tudo é gluten full e sugar full (até o que era pra ser salgado é doce, rs). E nessa de tomar medidas para a vida e não por um tempo, descobri que eu sou ótima, super dedicada, para fazer coisas com prazo, mas quando a coisa é pra vida toda, tenho recaídas terríveis – no meu caso, nem tanto com o gluten, mas com o açúcar. Meu respeito àqueles que já foram viciados em álcool ou em drogas e que conseguem passar o resto da vida sem sucumbir.

Pequenas gafes da minha vida coreana

Noutro dia, fui dar uma caminhada pela montanha aqui atrás de casa e na volta sentei num mirante para olhar pro nada. Não demorou até que aparecesse uma senhorinha coreana e se sentasse ao meu lado. Eu, como não falo nada de coreano, nem olho pro lado em situações assim. Olhando para frente estava, olhando para frente fiquei. Mas ela não se conteve e, ao abrir seu pacotinho de biscoitos, me ofereceu.

Eu lembrava de já ter lido em algum lugar que você nunca deve contrariar os velhinhos coreanos, mas tudo aconteceu muito inesperadamente e minha reação foi sorridentemente agradecer mas recusar, porque, gente, o biscoito era de trigo, e eu tô fazendo um esforço danado para tirar o trigo da minha vida. Não era um biscoitinho, que devia ter gosto de lula doce que ia me fazer quebrar a corrente, né? Se ainda fosse um donut, rsrsrs

O problema é que, aparentemente, você nunca, NUNCA, deve recusar comida de uma pessoa mais velha. Parece que é uma ofensa grave (ui!). Na hora, senti que ela ficou sem graça, virou pra frente e não meu deu mais papo. Detalhe? Ela ofereceu 3 vezes, tipo, me deu três chances de aceitar e eu neguei as três, como maior sorriso que eu podia oferecer, mas neguei. AS. TRÊS. VEZES.

E tenho certeza que essa não foi a primeira e nem será a  minha última gafe.

Manhã de sábado com pão de queijo – o primeiro feito em terras coreanas

Esqueci de contar, mas ontem, antes de sairmos pra passear, atendendo a pedidos desesperados, fiz pão de queijo pro café da manhã.

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Durante a semana, vez por outra, faço o de frigideira pro Nickito, de café da manhã, mas há milênios não fazia pãozinho de queijo redondinho, tradicional.

A receita foi um pouco diferente da que eu costumava fazer, mas deu tão certo que arrisco dizer que foi o melhor pão de queijo que fiz na vida inteira!

Então, pra ficar registrado, meu novo pão de queijo favorito 🙂

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Ingredientes:

  • 2 ovos;
  • sal a gosto;
  • 2 xícaras de polvilho doce;
  • 1/2 xícara de azeite extra virgem;
  • 1 xícara de queijo parmesão ralado;
  • 1 xícara de leite integral;

Modo de preparo:

  1. pré aqueça o forno a 180 C;
  2. junte o leite, o sal e o azeite numa panelinha e leve ao fogo, mexendo de vez em quando – retire do fogo assim que levantar fervura;
  3. numa tigela, coloque o polvilho doce e jogue por cima o líquido fervido – misture bem até que vire uma misturinha pegajosa;
  4. misture o queijo e os ovos, sempre misturando à cada ingrediente adicionado;
  5. se necessário adicione mais um pouco de polvilho, até que a massa comece a tomar forma e ficar menos pegajosa;
  6. umedeça as mãos com água e faça bolinhas;
  7. leve ao forno (210 C) por cerca de 15 minutos ou até que fiquem levemente douradas.

Você pode congelar as bolinhas antes de assar. Elas duram pelo menos um mês no congelador, mantendo a gostosura 🙂

Sério, essa receita é infalível! E você ainda pode se aventurar com recheios 😉

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Enquanto eu fazia os pãezinhos de queijo, uns ficaram de preguiça na sala, outros de brincadeira no quarto, bem como a vida deve ser num sábado de manhã 🙂

 

Hoje, abrimos as janelas e saímos para passear (Bukchon Hanok Village)

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Ontem à noite, após dias e noites de poluição intensa e insana (Seoul já é considerada uma das cidades mais poluídas do mundo, junto com Beijing e Nova Deli), experimentamos um ar quase puro, graças a chuvinha branda que caiu sobre a cidade. A alegria de poder abrir as janelas do carro, de respirar fundo e encher os pulmões de ar lentamente é impagável.

Assim como casa arrumada e limpa, ar puro é daquelas coisas que a gente só valoriza quando não tem. O ar tá sempre ali pra gente respirar, mas como a gente não vê, we take it for granted. Entretanto quando se vive numa cidade onde o povo anda de máscara pelas ruas, checar a qualidade do ar antes de sair de casa é um must maior do que checar a temperatura (taí duas coisas com as quais eu jamais me preocupei vivendo no Brasil). Nas últimas semanas a coisa tava feia, os grupos de risco (asmáticos, crianças e idosos) andando de máscara pelas ruas. Se 55 é considerado como condição moderada, 155 é insalubre. Mas por incrível que pareça, as pessoas aqui lidam com isso de uma uma forma quase natural. Colocam suas máscaras e tocam a vida.

Para mim, o sentimento é de raiva. Raiva da cidade, do país, do governo que não se importa o suficiente para assumir que tem muita culpa no cartório, que a poluição não é culpa exclusiva da China. Raiva de ter saído de Melbourne e ter vindo pra cá.

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Mas aí, vem a chuva, lava o ar e leva embora, ainda que momentaneamente, a cortina  de poluição (e a minha revolta). Nesses breves momentos, quando a gente não consegue encarar o sol de frente (o sol da poluição parece uma lua laranja),  quando a gente respira sem culpa, sem sentir os pulmões sendo invadidos e impregnados por partículas maléficas, a gente sente uma alegria tão grande que até pensa que dá pra ficar por aqui por mais tempo.

O problema é que a qualidade do ar não demora a ficar péssima novamente e aí, vem não só a vontade de arrumar as malas ontem, mas vêm também os sonhos (daqueles que a gente sonha dormindo mesmo, rs) de que estamos de volta na Austrália, felizes, brincando com os amigos e respirando fundo um ar purinho, purinho – infelizmente, a gente acorda, vê que foi só um sonho e quase chora.

Mas, como meu lema é viver um dia de cada vez e aproveitar ao máximo cada bom momento que nos é oferecido, hoje aproveitamos o ar moderado, abrimos as janelas todas da casa (muito embora estive uma friaquinha) e deixamos o ar circular. Foi refreshing!

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Depois disso, saímos para respirar. Fomos passear ao ar livre, dar uma volta pelo Bukchon Hanok Village, uma região residencial que data do século XIV. Uma gracinha, com suas ruelas estreitas e  casinhas tradicionais restauradas.

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Estacionamos no alto da montanha e descemos por uma trilha no meio da floresta.

Não fazia nem 15 minutos que estávamos passeando, quando o Nick nos contou que estava apertadíssimo pra fazer xixi (claro), então fizemos um pipi stop num café, onde também tomamos um hot chocolate pra aguentar o ventinho gelado lá fora, mas quando saímos, infelizmente, veio uma chuva grossa e insistente que encerrou nosso passeio que mal havia começado 😦

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Não há de ser nada, voltaremos lá em breve 🙂

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Seoul é uma cidade tão bacana, tão cheia de personalidade, história, cultura… uma pena permitirem que a poluição atinja os níveis que vem atingindo.