Para resfriados, “chazinho” da mamãe

Hoje, os meninos amanheceram um pouco chumbadinhos, especialmente o Vivi, que logo fica com a asma atacada, por causa do frio e da poluição.

Como sou chata pra caramba com remédios e estou decidida a não deixá-lo mais usar a bombinha (a menos que a crise seja séria), faço o que posso para amenizar os sintomas.

Descobri que, muitas vezes, uma infusão com algumas especiarias e ervinhas o faz sentir muito melhor.

O bom é que o chazinho é bem gostosinho, então eles não reclamam nadinha, pelo contrário, pedem mais 🙂

Vamos à receita!

Para duas xícaras, faça uma infusão por 5 minutos, usando:

  • 4 cm de gengibre cortado em cubinhos;
  • duas colheres de sobremesa de capim limão;
  • um pauzinho de canela;
  • meia dúzia de cravos da índia;
  • um pedacinho de alecrim fresco

No fundo de cada xícara, coloque:

  • uma colher de sobremesa de mel;
  • canela em pó à gosto;
  • meia rodela de limão

Sirva a infusão sobre esses ingredientes e pronto!

Um “chazinho” cheiroso, gostoso e bom para amenizar o mal estar causado por gripes e resfriados.

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A semana da virada

Estava eu saindo da yoga, pela primeira vez, apressada, porque tinha um encontro marcado com uma nova amiga, uma austríaca que conheci através de seu marido italiano que conhecemos numa festa na casa de um outro amigo italiano. Eu já estava meio atrasada e ainda tinha que caminhar até o metrô (que peguei, pela primeira, vez sozinha – yay!) e justamente no único dia que eu tinha um compromisso, a mocinha me chama e pergunta se eu teria 10 minutos para conversar (como dizer que não, não é mesmo?). “Claro que sim”.

Sentei-me à mesa em frente a ela e, enquanto ela procurava suas palavras no google translate, me mostrava o pedacinho de galho com muito cuidado, explicando seu propósito. Pela primeira vez, após um mês indo à Yoga, me senti acolhida ali. A sensação que tive é que eu havia passado no probation time :), que finalmente elas entenderam que eu não estava ali só pra ver qual é, que eu realmente precisava estar ali, mesmo com todas as limitações impostas pela total não compreensão da língua. Pela primeira vez, senti aquele calor humano. Saí de lá agradecida e emocionada.

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Esse pedacinho de galho não é apenas um pedacinho de galho, ele tem uma história, um propósito. Ganhei de uma das minhas instrutoras de yoga que, por causa de seu inglês limitado, não soube me dar muitos detalhes, só disse que foi seu mestre quem fez com suas próprias mãos e me passou as instruções de como utilizá-lo nas palmas das mãos e plantas dos pés, sincronizando movimentos e respiração, uma mistura de meditação e transferência de energia (pelo que entendi, para me auxiliar no controle de alguns sintomas da minha auto imune, do estresse, da ansiedade…).

Esse pequeno e inesperado gesto me trouxe uma nova e grande apreciação por essa yoga coreana que apesar de ter me arrancado completamente da minha zona de conforto, de alguma maneira, me faz voltar toda terça e quinta, mesmo não entendendo patavinas do que é dito, mesmo não conseguindo interagir com os colegas de classe, mesmo não sendo aquele o meu estilo preferido de yoga.

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Quando resolvi usar os limões pra fazer limonada, fui surpreendida com uma belíssima torta de limão (gluten free 😂).

A semana passada foi tão cheia de pequenas coisas boas e não relacionadas que estou até agora incrédula.

Mas nem só de um pedacinho de galho viveu minha semana. Pude descobrir toda uma outra Coréia – que sempre esteve aqui, só que bem longe do meu olhar. Minha nova amiga Bianca, a austríaca, me apresentou a Coréia coreana, aquela dos mercados populares. Prédios inteiros que vendem tecidos, bolsas de couro, sapatos de todos os tipos (nunca, nunca, nunca vi tantos sapatos juntos. Andares e mais andares só de sapatos), roupas… Tanta, mas tanta coisa que fiquei overwhelmed, parecia que eu estava no eBay/Gmarket/AliExpress real – e na verdade estava, rs. Uma rua que vende plantas, flores, temperos e verduras plantadas, uma outra que vende réplicas de cadeiras (a preço de banana), outra de luminárias (e eu indo à Ikea, rs)… andares inteiros dedicados a crafts. Um mundo novo se abriu para mim – ou será que abri meus olhos para o mundo a minha volta?

Percorremos ruas diversas e andares de vários prédios, conversamos muito e descobri que, sim, dá pra ser feliz aqui. Só me faltava isso: ter amigos. Ter pessoas que compartilhassem comigo as dicas preciosas para facilitar minha vida. Não quero comemorar antes da hora, mas algo me diz que tudo será mais fácil daqui pra frente e que, mais do que isso, minha apreciação pela Coréia será outra.

Foi uma tarde e tanto.

Mas nessa semana teve ainda mais.

Teve também uma visita inesperada da vizinha de cima, uma paquistanesa muito simpática que nos trouxe uma sobremesa típica, porque havia feito demais. Conversamos um pouco e marcamos de fazer um jantar para reunir as famílias (ela tem um filho da idade do Nick e uma bebezinha). How nice 🙂

Para encerrar a semana com chave de ouro, esbarramos, casualmente, com uma família brasileira que chegou aqui há 3 semanas. Estávamos entrando num shopping que nunca havíamos ido quando o Mauricio ouviu uma pessoa falando em português (ouvidinho de tuberculoso!) e nós, que “nunca abraçamos brasileiro na rua” (expressão interna), ficamos ali, parados no meio do corredor, batendo papo e trocando telefone com os novos amigos (e, claro, já marcamos um almoço pro próximo fim de semana).

Engraçado como uma coisa boa puxa outra.

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Saímos dali em direção a Itaweon, onde almoçamos um Thai delícia e na sequência demos uma passadinha sem compromisso nos mercados internacionais do bairro – merceariazinhas árabes/paquistanesas que vendem vários produtos internacionais. Achei vários produtos que só encontro no iHerb e outros que nem lá encontro, como canela em pau 🙂 Quase achei também hummus – ando sonhando com hummus – só não comprei porque o pote era gigante e o prazo de validade estava próximo.

No fim do dia, a temperatura estava bem amena e o sol, preparando-se para recolher-se,  mostrou-se redondo, definido, como uma lua laranja. Só as cidades muito poluídas oferecem esse visual 😛

Tentando, mais uma vez, fazer limonada com os limões, parei no meio da travessia para registrar a luz alaranjada que o sol, filtrado pela cortina de poluição, lançava sobre a cidade.

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Desde que chegamos aqui, em agosto do ano passado, esta foi a primeira semana que senti a vida fluir de maneira realmente positiva. Demorou, mas acho que estou começando a me adaptar a Minha Vida Coreana. Finalmente.

고맙습니다

Bolo de banana Paleo

Já faz um tempinho que eu voltei a me esforçar para uma alimentação mais saudável, livre de glúten, de açúcar refinado e de lactose (idealmente não só de lactose, mas de leite e seus derivados, entretanto optei pelo processo lento, para não chocar demais as crianças), mas é tão difícil, tãaaaaao difícil fazê-los gostar da nova culinária da mamãe 😦

Eu fico arrasada cada vez que eles não gostam de alguma coisa, principalmente porque eles sempre gostaram de tudo o que eu fazia (exceto a berinjela e a abobrinha, rs), então ando me transformando na colecionadora de receitas. Meu Pinterest que outrora era só de decoração, agora vive de receitas Paleo (não basta ser glúten free, descobri que minhas restrições me levam totalmente pro lado paleo da força, rs).

As poucas vezes que resolvi seguir à risca as receitas, me dei mal. Noutro dia mesmo fiz um pão de linhaça que eu comi só de raiva, rs. Mas a lição foi aprendida, receitas à risca, só de fontes muito confiáveis, caso contrário, uso o bom senso e faço substituições e alterações nas quantidades.

Na sexta passada, atendendo a pedidos emocionados do Vivi, fiz minha versão paleo do Banana bread (bolo de banana) e, gente, que alegria ver a felicidade da família comendo o dito cujo 🙂

De fato, modéstia a parte, ficou muito bom. Como bem disseram as crianças, “nem parece glúten free”(olha a crítica implícita aí, gente! rsrsr).

Resolvi então compartilhar a receita aqui, caso alguém tenha umas bananas passadas e deseje fazer um bolinho gostoso e funcional (palavra da moda).

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Anota aí os ingredientes (em negrito, o que eu usei para o bolo da foto):

  • 3 bananas grandes bem maduras (quase estragando);
  • 1/2 cup de óleo de coco ou azeite de oliva (optar pelo puro em vez do extra virgem, senão o gosto fica forte), ou manteiga ghee (aquela sem lactose);
  • 2 ovos grandes levemente batidos;
  • 1/2 cup de açúcar de coco, mascavo, xylitol ou 1/3 cup de maple syrup de verdade (tem uns que são imitação);
  • 1 colher de sobremesa de extrato de baunilha puro;
  • canela em pó a gosto (uso uma colher  de sopa na massa e mais para polvilhar);
  • 1 colher de sobremesa de bicarbonato de sódio;
  • 1 colher de sobremesa de fermento em pó;
  • 1  e 1/2 cup de farinha de arroz integral (ou a farinha sem glúten de sua preferência);

Modo de preparo (não precisa usar batedeira):

  1. Numa tigela, amassar as bananas bem amassadinhas, misturar o óleo ou manteiga ghee;
  2. Adicionar os ovos levemente batidos (com garfo mesmo) e misturar bem;
  3. Adicionar o bicarbonato e o fermento e misturar novamente;
  4. Adicionar o açúcar/adoçante, a canela e a baunilha e misturar;
  5. Adicionar a farinha peneirada e misturar delicadamente;
  6. Forrar uma forma de pão com baking paper (ou untar e polvilhar com a farinha sem glúten), despejar a massa e salpicar com canela (eu sou bem generosa no uso da canela);
  7. Levar ao forno pré-aquecido (180C) por cerca de 40 minutos ou até o bolo passar no teste do palito.

Prontinho! Se você for como eu, não vai querer nem esperar esfriar 🙂


Detalhe engraçado é que não há um dia que eu não use a frese: “encontrei uma receita de [_________] glúten free que parece ótima!”. rsrsrs

Quando eu começo a falar, eles já olham pra mim e riem, rs Mais um pouco e nem precisarei completar a frase, rs

Amar é…

Amar é… antes de sair pro trabalho, dar um pulinho na “Dona Maria”e comprar uma caixa de ovos para a esposa 🙂

Ovo, aqui em casa, é artigo de primeira necessidade. Uma caixa de ovos com a gema vermelhinha vale mais, muito mais, do que uma caixa de bombons. A Erica de hoje vê muito mais romantismo em acordar e se deparar com uma caixa de ovos do que com um buquê de flores 😛

Dito isso, agora que a primavera está chegando, quero deixar bem claro que flores frescas (plantadas ou cortadas) serão tão apreciadas quanto ovos, tá?

Bem, agora vou ali separar os ingredientes para fazer o bolo da semana.

Sim, voltei a fazer um bolo por semana, agora na versão funcional.

Beijo e tchau.

Jamais saia de casa sem um backup plan. Ou saia.

Durante o inverno, se for sair para jantar com a família, jamais o faça sem ter um backup plan, especialmente numa região onde os restaurantes, apesar de em grande número, são muitos bem pequenos. Mais especialmente ainda, sem se agasalhar de acordo com a temperatura, porque quase tudo pode dar errado.

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Na sexta passada, saímos para jantar. Apesar de ser relativamente perto de casa, pegamos um taxi, porque além do frio, parar o carro seria um desafio à parte naquela região.

Para nossa sorte, não pegamos trânsito (às vezes, de carro demora mais do que a pé), em compensação, o Moon tava lotado 😦 Tem coisa pior do que sair de casa decidido a ir num restaurante e não conseguir? Tem. Muitas coisas piores que isso, rs, uma delas é não encontrar nenhum outro lugar por perto com opções sem glúten (sim, tô empenhada). Tudo nessa terra tem trigo, meu Deus! E olha que não tô nem exigindo cozinha totalmente gluten free, não, viu? A comida pode até ter tido contato com gluten, basta que não seja um gluten descarado no prato. Não é pedir muito, é?

Enfim, andamos, andamos, andamos, fomos parar numa outra região (do que adiantou ir de taxi, hein?) e quando eu já estava quase jogando a toalha e me rendendo a uma pizza (pausa para o choque), vimos uma placa com fotos de pratos normais (carne, frango, salada…). Fomos então em direção ao “Caminito”, com o passo mais acelerado que conseguimos, porque àquela altura eu já não estava mais sentindo os dedos dos pés, nem os das mãos, nem o nariz… e também já não conseguia falar (não, não saí de casa agasalhada para caminhar por 40 minutos no frio).

Chegando no Caminito, fomos saudados por um de seus donos, um coreano que falava um castelhano muito melhor que o meu. Tá, eu não falo castelhano, mas sei reconhecer um sotaque de respeito e o castelhano do cara era realmente impressionante.

Nossa família era a única de olhos grande lá, então ele nem pensou duas vezes, falou em castelhano conosco o tempo inteiro e, como o marido é metido a falar como los hermanos, foi na onda e rolou até um papinho sobre a vida. Até que…

Num dado momento, o outro sócio sai da cozinha, chega perto de mim e pergunta: “bla bla bla?” Ao que eu olho pra ele com a interrogação na testa. Ele repete “bla bla bla?” Eu olho pro marido e ele entende menos ainda.

Nisso, o primeiro cara aparece e pergunta: de onde vocês são? (só agora??). “Brasil” – respondemos. “ah….”

Os dois entram novamente na cozinha, sem esclarecer o que era “bla bla bla”.

Um minuto depois, o segundo cara volta com um potinho de maionese e coloca na mesa, repetindo: “bla bla bla”(mayonesa ou /majonêsa/). Eu e marido, com cara de tacho: “ahhhhhh!”. O cara ri, claro, rs.

Como culpá-los por terem julgado que éramos argentinos, se nós mesmos já confundimos muito japonês com chinês e coreano nessa vida, né não? Acho que hoje a gente não confunde mais, mas se pros ocidentais é difícil distinguir a origem dos olhinhos puxados, para os orientais também não é nada trivial saber se a pessoa é brasileira, argentina, uruguaia ou chilena, não é mesmo?  🙂

Enfim, quase tudo deu errado, mas no fim das contas, acabamos jantando bem, num restaurante argentino de dois coreanos que falavam castelhano melhor do que a gente 😛

Muita poeira, muita poluição

Não se deixe enganar pela imagem, o ar que nos rodeia é poluído, a poeira que nos cerca é intensa.

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Quando eu digo ar poluído e poeira intensa, I mean it! Ontem mesmo, por curiosidade, fui checar como estava a condição do ar de São Paulo, uma das cidades brasileiras mais poluídas (tá, eu sei que o Rio também é “super” poluído mas ele não apareceu pra mim no app) e qual não foi minha surpresa ao conferir que o “super poluído” para os padrões brasileiros faz cosquinhas nos padrões coreanos? Lá estava São Paulo com um AQI de 39(!), enquanto nós aqui em Seoul, estávamos com 72 (o que os coreanos consideram moderado). Sydney tava 16.

Só para efeito comparativo de gravidade, no Japão, eles aconselham a não ficar do lado de fora quando o AQI supera a marca dos 70. Nos EUA, eles são um pouco mais benevolentes e alertam que acima de 100 é prejudicial para grupos de risco (asmáticos, crianças e velhinhos). Na Coréia, aparentemente, somente acima de 400 (!!!!) é que a galera sai de casa mascarada (a essa altura, com balão de oxigênio, imagino, rs).

Exageros à parte, o fato é que eu sinto os efeitos da poluição na pele (e nos olhos e no nariz e na garganta e nos cabelos…) e, pior, eu sinto os efeitos da poluição nos pulmões do Vivi, porque a asma logo ataca 😦

Aqui na Coréia é corriqueiro ver pessoas andando de máscaras pelas ruas (especialmente os mais velhos). Alguns usam aquelas cirúrgicas descartáveis, outros com aquelas que se assemelham às utilizadas em construções ou fábricas, mas há até mesmo aqueles que compram máscaras coloridas, estampadas ou engraçadinhas.

Nós nunca usamos, mas ó, deveríamos. Especialmente o Vivi, que tem sua asma acentuada por alergias respiratórias.

O detalhe é que independe da época do ano (apesar de que a tal da poeira amarela sempre vem no início da primavera), então o lance é ficar alerta para não sair de casa para passear, num dia em que o AQI esteja acima de 100.

E dentro de casa?

Ah, capítulo a parte, né?

Aqui em casa nós temos um purificador de ar que ultimamente não sai do vermelho nem por um decreto. Aí você pode pensar: ah, mas é inverno, né? A casa fica fechada, ninguém abre as janela para NADA… é assim mesmo, o ar fica viciado. Errado! Quer dizer, em parte tá certo, realmente aqui em casa não abrimos a janela para NADA, porque com temperaturas negativas lá fora, só sendo louco, né? Entretanto, engana-se quem acha ou achou (eu!) que chegando a primavera a primeira providencia, quando a temperatura ficasse mais amena, seria abrir todas as janelas da casa para trocar o ar. Nananinanão! A menos que a ideia seja trocar o ruim pelo pior, as janelas só poderão ser abertas mediante a comprovação de que a qualidade do ar lá fora está boa (e isso pode demorar para acontecer). Na verdade, o ar dentro de casa, por mais viciado que esteja, está muito melhor do que o ar do lado de fora.

Agora, posso falar? Me dá uma agonia imensa ter espalhados pela casa vários aparelhos que ficam ligados à tomada dia e noite: purificador de ar e umidificadores  estão o tempo inteiro trabalhando por um ambiente melhor.

Eu tenho o plano de encher a casa de plantas purificadoras de ar e só ainda não coloquei em prática porque: 1. ainda não encontrei um lugar para comprar; e 2. não sei  o que farei com elas quando viajarmos, porque um mês, duas vezes no ano, é muito tempo para deixá-las sem água fresca. Masa verdade é que ter plantinhas em casa melhoraria bastante a qualidade do ar aqui dentro.

Agora, o que mais me causa irritação é a poeirada medonha que entra em casa, sei lá por onde, já que mantemos tudo hermeticamente fechado. É uma poeira, mas uma poeira…

Eu costumo aspirar a casa uma vez na semana e toda vez é aquela sessão espirro, especialmente quando aspiro em baixo dos móveis. Como pode acumular tanta poeira embaixo de um sofá, meu Deus!? Dos móveis, você tira poeira de manhã, duas horas depois já vê a maldita se acumulando novamente. Roupa de cama então, meu Pai amado! Não sei mais o que fazer, porque a gente lava e quando seca já tá toda empoeirada novamente. Tem dias que o pânico toma conta de mim. Bate uma vontade danada de sair correndo daqui, mas aí lembro que o ar lá fora é pior do que o aqui de dentro e fico quietinha em casa mesmo 😛

Olha, vou contar uma coisa: nunca na vida tive um blog tão reclamão, rs. Será que é o inverno que me deixa assim? Ou será que é a poeira, a poluição, a ausência de amigos, de vida social… 😛

Anyway, bora focar no lado positivo, porque TUDO na vida tem seu lado positivo e Minha Vida Coreana tem me possibilitado vários aprendizados. Mas ó, cá entre nós, tô contando os dias para as férias de verão, porque uma coisa é certa: precisamos passar, pelo menos um mês fora daqui, de preferência perto da praia (mas também pode ser na Montanha, com muito verde e ar puro, rs). Resta saber onde, porque tô achando que o plano de passear pela Ásia subiu no telhado, já que a poluição toma conta do continente todo.

 

E a Yoga coreana, como vai?

Vai indo.

Esta semana fui obrigada a me ausentar, porque a gripe braba não me permite sair de casa. Eu sou contra tomar remédio, prefiro deixar para a hora do aperto, tipo, para amenizar a dor de cabeça e no corpo na hora de dormir, então, já que posso, preferi ficar quietinha em casa esta semana, tomando muita água com limão para me recuperar sem me entupir de remédio.

Mas voltando à Yoga, confesso que já nem tenho mais vontade de rir na hora das caretas exageradas e das respirações barulhentas. Já não fico tensa, tentando me controlar para não cair na gargalhada, na hora dos movimentos para relaxar os músculos. Já até aprendi o que uma palavrinha ou outra significam.

Tô me acostumando.

Nem o fato dos meus colegas serem todos coreanos e não falarem nenhuma palavra de inglês me incomoda tanto. Até fui pra lá, na esperança de conhecer pessoas, fazer amigos, mas não rolou. Fazer o que?

O que mais me incomoda e que eu acho mais desconfortável é o fato da aula ser toda em coreano, o que me obriga a olhar pros colegas o tempo todo, mesmo quando eles não estão ao alcance da minha vista, porque eu não entendo nada do que a instrutora fala. Isso é muito chato e me faz continuar procurando um outro lugar que ofereça aulas em inglês.

Enquanto isso, apesar de eu ainda ser a pessoa mais dura da yoga (mais dura do que os homens duros e do que as velinhas!), começo a notar que a abertura das pernas está aumentando, assim como a flexibilidade da coluna. É duro, viu (literalmente, rsrs)? Nunca fui naturalmente flexível, mas depois de ter ficado tanto tempo sem fazer yoga ou me alongar, a coisa ficou realmente feia.

Mas vamo que vamo, porque se praticando já é difícil, sem prática é impossível, rsrsr E eu tenho o sonho de, ainda nesta vida, conseguir, pelo menos, encostar as palmas das mãos no chão sem dobrar os joelhos e sem esforço (dói só de pensar, rs).