Sobre as férias no Brasil – parte 3: lá no sítio

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E aí teve aquela semaninha clássica no meio do mato.

Confesso que eu prefiro a praia, ou então a vida urbana, entretanto, tenho as mais doces lembranças das férias que passava na fazenda, dos passeios no pomar, dos banhos de cachoeira, de acordar cedo para ordenhar as vacas, de ficar cercada de cachorros, de fazer potinhos de argila, de raspar o tacho de doce de goiaba, de subir na jabuticabeira, de dar milho para as galinhas e colher os ovos na manhã seguinte… São tantas lembranças dos dias que passava no meio do mato, sendo criança como criança deve ser e ainda por cima em companhia das primas, que eu não poderia privar os meninos deste contato com o interior/serra.

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No sítio, eles têm uma experiência bem diferente, a começar pelo fato de que a internet lá é, digamos, temperamental, praticamente inexistente. O uso de eletrônicos que já é limitado pela mamãe sargento aqui, lá é reduzido a quase nada, rs.

Em vez disso, eles podem experimentar uma vida diferente da que eles levam, podem aprender sobre a natureza na prática e também ter uma convivência intensa com a família, para suprir a carência do resto do ano.

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A estrada dentro do sítio é bem ruinzinha, o que dá um certo desânimo de ficar no entra e sai, então, aproveitamos essa semana para confraternizar em casa mesmo, mergulhamos de cabeça na vida familiar.

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Teve banho de rio? Teve! Teve o Rick (cachorro) nadando com as crianças? Claro que teve! Teve banho gelado à noite? Ah, teve! Teve até banho especial de chuveirão!

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Teve também muita flor e muita planta linda pelo caminho.

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Teve gente colhendo frutas? Teve! Nickito não podia ver um abacaxi, um pé de limão, uma pimenteira, um pezinho de “pasta de dente”(hortelã)… Passou a semana inteira namorando as abóboras, mamões, bananas e goiabas ainda verdes no pé, rs Deu azar, pobrezinho, que a pitangueira ainda não havia florido. Quem sabe no próximo ano?

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Mas teve mais! Teve comidinha da vovó, a qual devo os quase 3 quilinhos que ganhei (amém!). Aquele feijãozinho que só minha mãe sabe fazer, que é tão bom que sempre merece o brinde à mesa: “feijão da vovó!” rsrsr

Teve muita ida à pracinha à noite, onde eles tocaram o terror com a criançada local. Queimado, Alerta Cor, Esconde-Esconde… e o pior, sem cansar! Teve também muito sorvete a quilo com direito a balas e confeitos (para meu desespero), que a vovó insistia em oferecer e eles, claro, não negavam, rs

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O que mais teve? Teve interação com a bisa, que está ótima e, aos 88 anos, ainda tem uma memória de dar inveja. Teve também rodadas infinitas de detetive/vítima/assassino com a família toda. Teve até a Juju tocando violão pra gente! 🙂

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Ah, quase esqueço, teve também micro caminhada até o Jequitibá gigante, com direito a abraço e pulo comemorativo 🙂

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Só de pensar naqueles dias, morro de saudade.

Mas não há de ser nada, já já a gente volta a se encontrar.


PS. a égua que aparece numa foto lá em cima é a Charlote. Meu pai a resgatou dos maus tratos do dono anterior há pouco mais de um ano. Agora ela pensa que é cachorro, vive rondando a casa e aparece toda tarde para pedir um punhado de milho. Os animais lá do sítio são peculiares, rs

 

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