O primeiro Natal na Coréia #sóquenão – Da decisão à saga da viagem (com direito à milagre de natal antecipado)

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Meu último post data de 7 de dezembro. Quase 6 semanas se passaram e nenhuma atualização foi feita. Por quê? O que aconteceu?

Aconteceu que dia 11 de dezembro, domingo, o marido teve insônia, ficou pensando, refletindo sobre a vida e decidiu olhar preço de passagem.

Aí… fui acordada às 6 da matina da segunda-feira com a seguinte pergunta: quer ir pro Brasil amanhã?

Eu, ainda tonta (as manhãs de segunda são sempre as piores!), despertei rapidamente e respondi: não sei! Como assim? De onde você tirou isso? Preciso de um tempo pra pensar.

– Tá, mas pensa logo. Encontrei passagens baratas para os próximos 2 dias apenas.

Pressão.

O que eu sei é que compramos as passagens ainda na manhã de segunda e embarcamos dois dias mais tarde.

Correria? Não, imagina.

Separa roupas, arruma as malas, sai para comprar lembrancinhas, enfia nas malas, limpa a casa, arruma a casa, avisa o colégio dos meninos que eles faltarão os últimos dias de aula antes do Natal e a primeira semana de volta às aulas, ufa. Um rolo só.

Tudo pronto? Tudo. Pelo menos foi o que achamos.

Vejam só o que aconteceu:

No dia do embarque, fomos todos ao salão aparas as madeixas e lá, minha cabeleireira aconselhou que saíssemos de casa antes das 2 da tarde (nosso vôo era as 8 da noite), porque além da distância ser longa, nunca se sabe como estará o trânsito.

Lá fomos nós. O trânsito estava bom e nenhum imprevisto aconteceu. Tudo tranquilo, tudo favorável, chegamos no aeroporto com muita antecedência (não sabíamos, mas iríamos precisar muito desse tempo extra).

Na hora do check in, entregamos todos os passaportes (australianos e brasileiros) e tivemos a revelação: “vocês não têm visto para entrar nos EUA!”

(momento de silêncio e pausa dramática)

– mas vamos usar o passaporte australiano, não o brasileiro…

– ainda assim, vocês precisam do visto eletrônico.

Ferrou. Perdemos a viagem. Sem visto, não conseguimos fazer a conexão nos EUA.

Àquela altura, o meninos já estavam desesperados, se esgoelando de tanto chorar – e todo mundo olhando. Um drama digno de novela mexicana.

A atendente, calmamente, nos explicou que o visto eletrônico sai bem rápido, o que daria trabalho seria preencher os 4 formulários que são chatinhos e longos, mas como estávamos com tempo, não haveria problemas. Anotou o endereço num pedaço de papel e me entregou – eu, no mesmo segundo passei pro marido para que ele fizesse o procedimento.

Até aí, tudo simples, né? O problema é que ele guardou o papel no bolso e esqueceu dele e quando sentou pra fazer o cadastro online, jogou 3 palavras no Google e clicou no primeiro link que apareceu. Quando a página abriu, parecia bem legítima, então começou a saga.

Marido preencheu todos os forms e enviou, voltamos ao guichê para concluir o check in, só que nosso visto não havia sido aprovado e, pior, não havia qualquer indicação que seriam  aprovados em tempo.

Olha, até deitar no chão do aeroporto, o marido deitou. Estávamos arrasados. Eu comecei a achar que era um sinal divino, que o avião ia cair, sei lá. Cheguei até a avisar pra família que não iríamos mais.

Não sabíamos mais o que fazer. De 10 em 10 minutos, voltávamos ao guichê para checar e nada. Até que, da última vez que fomos checar, a mocinha, compadecida da nossa situação, resolveu, além de checar no sistema, fazer uma ligação. Foi aí que ela foi iluminada a nos perguntar por onde demos entrada no visto.

Eis que o site no qual o marido entrou para fazer os pedidos não era do governo americano, mas sim uma empresa “facilitadora” (isso explica o preço extorsivo, praticamente 10x o valor do visto) e neste caso, o visto demoraria mais de 24h (em vez de 5 minutos) para ficar pronto. Àquela altura, faltava menos de 20 minutos para encerrar o check in. Pressão total. Estresse absoluto. Correria insana.

Mas conseguimos!

Maridinho preencheu novamente os forms, um a um e conforme enviava, eu voltava ao guichê para finalizar nosso check in. Um estresse, viu?

No fim das contas, saímos correndo pelo aeroporto para chegar ao portão de embarque que estava fechando. Não deu tempo nem pro xixi.

Depois disso, a viagem foi super tranquila (apesar de termos sentado separados, nos assentos que restaram). Longa, infinita, mas tranquila. Passamos um mês maravilhoso no Brasil, totalmente dedicado à família e novamente naquele esquema “uma semana lá, outra cá”, dividindo irmamente o tempo entre os dois lados.

Para não dizer que foi tudo perfeito, no primeiro vôo de volta pra Seul, esquecemos meu iPad (que estava com o Nickito) no avião e nunca mais tivemos notícias dele. Isso certamente não teria acontecido se tivéssemos conseguido sentar todos juntos. Mas como só os meninos sentaram lado a lado, na hora de desembarcar, acabamos papando mosca e esquecendo de checar debaixo dos bancos (o iPad certamente caiu enquanto eles dormiam).

O que mais me preocupa e tira o meu sono não é tanto o prejuízo (o iPad era novo!) mas a possibilidade assustadora das fotos e vídeos dos meninos caírem em mãos perturbadas 😦 Quando eu penso que eu quase apaguei tudo antes de viajarmos… só não o fiz, porque eu já perdi tantas fotos nessa vida, que eu acabo procrastinando o momento de deletar as fotos e vídeos dos devices, mesmo já tendo salvo no google photos e no hd externo.

Agora é rezar para que a pessoa que achou/ficou com o iPad tenha, pelo menos, deletado tudo.


Update (27/01/17) – Vocês não vão acreditar! Eu mal acreditei. Hoje, maridinho me acordou com a seguinte notícia: encontraram seu iPad!”.

Choquei! Ainda existem pessoas honestas neste mundo. Seja lá quem tenha encontrado meu iPad, entregou para o achados e perdidos, sem sequer ter se conectado à internet.

Confesso que ainda não tô crendo e não sou de celebrar antes do tempo. Só vou acreditar de verdade quando estiver com ele em mãos e isso deve acontecer nesta próxima semana. Aguardemos (rezando para que realmente seja o meu iPad, hahaha).

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