As cores do outuno

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Este domingo fomos ver as folhagens de outono.

Meu plano era ir a algum parque, palácio ou templo, mas o marido, cê sabe, né? É meio preguiçoso, então foi logo cortando minhas asinhas quando sugeri Nami Island. “Pô, a gente tem uma floresta aqui atrás! Dá pra ir caminhando… pra quê ir pra longe se tem folhas aqui do lado?”

Oh, well, do jeito que eu ando cansada, nem argumentei, até porque se o programa acabasse virando de índio, eu seria a culpada.

Lá fomos caminhar pelo “quintal” mesmo, fazer o quê? rs

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Vivi, como de costume, foi reclamando, se arrastando. Mal saiu de casa, já estava querendo saber onde iríamos comer… Tô pra ver criança mais preguiçosa, viu?

Nickito, por sua vez, ficou todo animado. Ele adora as folhagens do outono e se diverte procurando cores diferentes. Tão bem humorado, esse little guy…. quem passa e vê não faz ideia de como ele é difícil no dia a dia, rs

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Uma das coisas mais bacanas (e difíceis) de se morar aqui e ali é ter a possibilidade de mergulhar em culturas totalmente diferentes. Aqui na Coréia muita coisa é bem diferente, algumas deixam nossa vida mais difícil, não vou negar, mas outras nos faz reavaliar a maneira como encaramos a vida.

Uma coisa que notei desde nossa primeira semana aqui é que os idosos, por mais chumbadinhos que estejam, por mais que precisem do auxílio da bengala, por mais que ainda assim, com a bengala, o caminhar seja difícil, eles caminham. Caminham diariamente, mesmo com as perninhas tortas. Eles também fazem exercícios para força e flexibilidade nas estações que permeiam as trilhas. Chova ou faça sol, lá vão eles (especialmente as senhorinhas) nas trilhas ou pelas escadarias. Nos dias de muita poluição (os índices aqui são bem altos), colocam suas máscaras e nada os impede de levar a vida mais saudável que conseguem.

Fica a lição pra quem vive arrumando desculpa pra não se exercitar (eu): “ah, mas eu gosto de caminhar na praia”, ou “nossa, tá muito frio pra caminhar!”ou ainda adoro yoga, mas praticar em casa é muito solitário”. Ai, Erica, vê se aprende alguma coisa com as senhorinhas coreanas das perninhas tortinhas, viu!

Enfim, no final das contas, nossa caminhada no quintal foi bem gostosa, muitas árvores coloridas, uma trilha bonita e ainda uma bela lição.

Saindo dali, fomos tentar almoçar no Outback (quase pirei quando vi um Outback aqui em Sinchon! O que três meses na Coréia não fazem com a pessoa, rs), mas assim como no Brasil, tinha fila e a espera era de uma hora. Fala sério, passei dessa fase. Nem a cebola, nem a batata, nem o pãozinho, nem o brownie com sorvete me fazem esperar durante uma hora, em pé, na fila para almoçar no Outback. Sim, tô velha.

E como tudo tem seu lado positivo, acabamos indo parar num Thai maravilhoso (fazia milênios que não ia a um thai!! Desde a Austrália!), bom, bonito e baratoooo. Uma ida no brasileiro paga 3 idas ao thai, acredita? E olha que não é thai pé sujo, não, viu? Muito bom mesmo. Comi até não aguentar (e isso me faz lembrar que todo aquele processo doloroso pelo qual passei no início do ano para reeducar minha alimentação, foi pelo ralo desde que pisei na Coréia. Mas isso é assunto para outro post).

E assim, uma florestinha aqui, um thailandês ali, nosso domingo despretensioso acabou sendo só sucesso.

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