Programão de sábado à noite

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Você sabe que já não é mais uma moçoila quando:

a- começa a usar palavras dos antigos, como “moçoila”;

b- está acabada às 10 da noite;

c- sai de casa no sábado à noite, enfrenta engarrafamento no estacionamento só para ir ao…. mercado;

d- sente uma alegria profunda quando encontra uma variedade maior de frutas no mercado novo;

e- todas as respostas anteriores.

Pois bem, sábado à noite, fomos ao mercado.

Mas não qualquer mercado, fomos ao e-Mart aqui perto de casa e, aparentemente, outras milhares de pessoas tiveram a mesma brilhante ideia para encerrar o sabadão.

Gente, nem sei quanto tempo levamos para estacionar, só sei que entre sair de casa e voltar pra ela, foram quase 3 horas (isso porque o mercado fica a 10 minutos daqui e não tinha trânsito na rua, só mesmo no estacionamento).

Pensa num lugar cheio, agora coloca mais gente até não dar mais pra circular. Tava assim (nesses momentos sempre lembro dos meus pais que adorar #sóquenão lugares tumultuados).

A coisa tava tão feia que não dava para mudar de ideia e dar meia-volta com o carrinho num corredor, porque o movimento era constante.

Eram 3 ou 4 andares de mercado, sendo que o primeiro era repleto de ingredientes coreanos (de lá, só me serviram o frango, as frutas e vegetais). Peixes secos de todos os tamanhos, outros tantos frutos do mar secos e frescos, algas de diferentes tipos, tofú de toda qualidade imaginável, temperos não identificados e outras tantas comidas e ingredientes que eu não faço a menor ideia do que sejam. Dureza, viu?

No segundo andar, se não me engano, havia uns 2 corredores inteiros dedicados a noodles! Não é piada.

O pior são as demonstradoras insistindo para eu experimentar coisas estranhas – oh, Lord! Ao contrário dos meninos que já entram nos mercados procurando as demonstradoras, eu fujo delas, rs Além de não curtir experimentar essas comidas (vai que eu não gosto?), ainda me sinto obrigada a levar o produto para não deixá-las triste.

Aliás, entre parênteses, ao contrário do Brasil, onde colocam mocinhas bonitinhas e simpáticas para fazer essas demonstrações nos mercados, aqui colocam senhoras, daquelas que praticamente te cercam. Se isso não é uma diferença cultural gigante, não sei mais o que pode ser.

Anyway, ir ao mercado sempre me estressa, não só pela dificuldade de encontrar nossas comidas, como também pelos preços. Desta vez, gastamos quase 500 dólares, o que me causa sempre dor de cabeça. Pelo menos, foi a primeira vez que conseguimos fazer compras maiores – teve que rolar um tetris para acomodar tudo na cozinha 😛

Em três meses, foram 4 mercados grandes diferentes, sem falar do caminhãozinho que para aqui em frente quase todos os dias e da vendinha da Dona Maria aqui do lado. Aos poucos vamos descobrindo os melhores lugares para as compras e, cada vez mais, tenho certeza de que não há a menor necessidade de ir ao Costco. Amém!


Em tempo: notaram, na foto acima, a diferença absurda nos tamanhos da tangerina e da maçã? A tangerina é minúscula e a maçã, gigante! Coisas de Coréia 🙂

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