Visita ao Namsan Park (e o drama do terceirinho)

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Sábado passado fomos, finalmente (e muito por acaso), conhecer o Namsan Park, onde fica a famosa Namsan Tower, à qual não fomos. Também não pegamos o cable car, tampouco visitamos as atrações no local.

“Mas então, Erica, o que vocês foram fazer lá?”, você me pergunta.

Subir escadas! Foi isso o que fomos fazer lá, hahaha.

na verdade, saímos de casa em busca de um tal parque que o Nickito visitou durante a semana com a turminha do colégio, onde viu muitas árores coloridas e um parquinho de animais de madeira. Eu, na minha inocência, achei que o marido tivesse se informado com o Mr. google, antes de sair de casa, mas não. Entonces, saímos meio sem rumo e, após muitas voltas, acabamos chegando lá (no Namsan Parque que, aparentemente, não era o lugar lindo do qual o Nick tanto falou).

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Anyway, uma vez lá, quando finalmente encontramos a entrada do estacionamento e paramos o carro, a primeira coisa que vimos a nossa frente foi uma escadaria. O que fizemos? Subimos, ué? Para total desespero dos meninos (mais do Vivi que é um reclamãozinho preguiçoso, rs).

Para o alto e avante nós fomos. E haja parturrilha! Especialmente para a Dona Sedentária aqui que nem caminhar tem caminhado. Foi mais ou menos 1.5 Km de degraus e ladeiras (mais degraus do que ladeiras) até o topo do morro, ao som de muita reclamação. Eu ia indo muito bem e até corrida apostei com o Vivi nas escadas (não  me pergunte como, porque não sei), até que num determinado ponto, começou a me der um enjôo, daqueles típicos de pressão baixa, sabe? Tive que fazer uma paradinha pra respirar fundo, senão ia “chamar o Raul” ali mesmo.

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Após subirmos escadas infinitas, passear lá por cima e apreciar a vista do mar de prédios lá embaixo, o café da manhã já havia sido completamente digerido, então  resolvemos almoçar por lá mesmo, no “melhor hamburger de Seoul”. E sabe o que comemos? Cachorro quente :O| Ah, gente, o hamburger ainda estava sendo preparado, ia demora mais de 30 minutos, a pessoa com a pressão baixa não ia aguentar. E lá fomos nós para o fundo do poço do junk food, onde o junk é mais junk (aliás, nosso fim de semana foi uma beleza em matéria de alimentação #sóquenão).

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E aí, durante nosso riquíssimo almoço, enquanto enterrávamos as caretas em hotdog gigantes acompanhados de baldes de batata frita (náusea),  apreceu um bebezinho dando seus primeiros passinhos, acompanhado de seu vovó. Nickito parou para olhar e comentou: “olha que bonitinho, mamãe”. De fato, era uma fofura, aquele coreaninho com seus passinhos ainda bambos.

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Não demorou muito e apareceu um outro bebê, mais uma vez, notado pelo Nick que logo apontou: “olha, mamão! Outro bebê fofo!” e após uma pequena pausa, “a gente pode ter um bebê? Quero muito um bebê. Pliiiiissssss???” Imediatamente, o Vivi se interessou pelo assunto e entrou na conversa “sim, sim, sim, por favor, vamos ter o terceirinho??? Eu quero muito mais um irmão! Eu prometo que ajudo, que troco fralda, que cuido dele…”” E, para minha total surpresa, o marido, que sempre corta o asunto pela raíz, mandou um “tá bom”, ou algo que o valha. Eu quase engasguei, o Vivi ficou tão feliz que quase chorou. Só não chorou porque não teve tempo, já que maridinho emendou: “mas Nick, se tivermos um bebê, você não será mais o little guy, você não será mais o menorzinho” (golpe baixo, Mauricio, golpe baixíssimo! rs). Ele parou, pensou por meio minuto e enquanto ainda estávamos discutindo, disse: “não quero mais um bebê. A gente pode falar sobre outra coisa?”

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Assim como trouxe o assunto à tona, o jogou, como uma âncora nas profundezas do mar. Desistiu. Assim como quem desiste de comprar uma maçã.

O problema é que o pobre Vivi continuou tentando convencer o papai e fez todo o percurso de volta inconsolável (eu também estava inconsolável).

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Ai gente, difícil, viu… Essa é uma decisão difícil, especialemnte pra gente que além de viver longe da famíla, não tem raízes fixas a lugar nenhum. Sem falar que the clock is ticking, mais um mês e meio e eu completo 39 (jesusamado!), já não sou mais uma mocinha. E para piorar, nem a saúde de outrora eu tenho, então por mais que eu queira muito (muito mesmo) outro rebenitnho, a razão me chama para a realidade: se no primeira ano de vida do Nickito já virei um zumbi, porque o bichinho acordava de meia em meia hora a noite toda e não dormia durante o dia, hoje, se eu passasse por isso, ia parar no hospital com certeza 😦 Infelizmente vivo exausta por conta de um stresse que me acompanha e ativa minha auto-imune. Como lidar com isso tendo mais um bebê?

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Não tem mais jeito, tá feito. Quem aproveitou os bebês, aproveitou. A fábrica fechou mesmo 😦 Se ao menos o marido fosse menos racional… se ao menos gostasse tanto de bebezinhos quanto eu… ou se ao menos ganhássemos na loteria (que a gente nunca jogou) e pudéssemos ter um apoio na fase mais difícil. Ou se ao menos eu pudesse dar um mergulho na fonte da juventude e sair de lá com 5 aninhos a menos. Mas como nada disso é possível, encerramos nosso passeio com um Vivisauro triste e um Nickito aliviado, porque não perderá seu trono, rs.

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Fazer oque né? A verdade é que não se pode ter tudo e sendo assim, “Tommy, the third” ficará para a próxima vida. Snif.

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