Nickito fez 6 aninhos! (e nós estamos ponderando nossas escolhas ao mesmo tempo em que colhemos os frutos delas)

Ah, Nickito, mesmo sem querer, você está crescendo rápido demais.

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Hoje é aniversário dele: meu menorzinho, meu coalinha, eterno bebezuco que fica triste porque está crescendo: “eu quero ser pequeno novamente”. Ele diz que, já que tem que crescer, ele quer ser chef, cantor, professor e arquiteto 🙂 É super aplicado em tudo o que faz. Teimoso pra chuchú, é totalmente guiado pelas emoções e dá um trabalho que eu nunca imaginei que pudesse ter, mas seus momentos de carinho e fofura são tão intensos quanto os de fúria :). Um verdadeiro turbilhão de emoções que a gente ama daqui até o infinito. Parabéns pelos seus 6 aninhos, meu chuchuzinho! E vamos celebrar!


Ontem fui dormir super tarde, fazendo o bolo (a correria foi tamanha que acabei nem tirando foto) para levar pro parabéns no colégio, enchendo balões para espalhar pelo chão do quarto e montando a faixa de Happy Birthday que coloquei na parede acima da caminha do pequeno enquanto ele dormia. Deixei engatilhado também o muffin com vela e o chapeuzinho, para a surpresa da manhã seguinte.

Exausta, fui dormir já era bem tarde e apesar de exausta, pulei da cama, assim que o despertador apitou para preparar o café da manhã, as lancheiras e acordar o pessoal (marido e Vivi) para a surpresa do Nick.

Entramos no quarto os três, cantando parabéns 🙂 e Nickito que sempre acorda mal humorado, acordou mais felizinho (e surpreso) com o evento inesperado – não é todo dia que a mamãe libera um muffin fácil assim, muito menos logo cedo.

Despachamos os meninos no ônibus escolar e umas horas depois, nós é que partimos para o colégio – aquela viagenzinha de taxi deliciosa #sóquenão. Tudo para levar bolo, sucos e lolibags para um micro parabéns – claro que tive que preparar lembrancinhas para cada coleguinha da turma, mesmo ele jurando de pés juntos que não tem amigos e que não gosta de ninguém – mas isso é uma outra história, para um outro post. O fato é que lá fomos nós para nosso programa de índio – peraí, índio, não, porque índio não cai nessa. Programa de pai e mãe, mesmo.

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Foram 25 minutos, mas deveriam ter sido 15 (regras da escola). Agora me diz, como, como, coooommooo cantar parabéns, cortar e distribuir bolo e suco para uma turma de 15 crianças em 15 minutos? Comooooo? Simplesmente não dá.

Quando chegamos, as crianças ficaram em êxtase, pulavam, gritavam, celebravam. A professora, no melhor estilo sargento, colocou ordem na casa rapidamente e mandou todo mundo lavar as mãos para comer.

Foi tudo muito rápido, muito corrido, muito sem sentido, nem fotos pude tirar. Deixei por conta do marido, mas sabe como é né, rs. Poxa, sinceramente, fiquei bem frustrada. Se é pra ser assim, melhor não dizer que pode levar bolo pro parabéns. Mas foi, né? Fizemos nossa parte e, na hora, Nickito pareceu bem satisfeito e isso vale um monte.

As crianças tiveram que comer super rápido, porque a aula de música já ia começar em outra sala e a outra professora já estava esperando (loucura, loucura!), ou seja, nós rapidamente catamos tudo e pegamos o caminho da roça. Viagem longa de volta.

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Para encerrar o dia, fomos jantar no “reustarante” preferido do Nickito (no momento), o Rustic Boys, mas acredite você ou não, na volta pra casa, nosso pequeno encrenqueiro desandou a reclamar, dizendo que o dia não foi tão bom, que ele gostou só um pouquinho. E por quê? Porque não foi perfeito, como talvez ele tenha idealizado. Eu, frustrada e triste (porque, como sempre me esmerei, dentro das possibilidades oferecidas), perguntei porque ele estava tão insatisfeito, tão triste, mas ele não soube responder e iniciou a sessão ataque de pelanca (que já virou rotina aqui).

Difícil, viu?

Não bastasse eu estar arrasada porque não conseguirei fazer uma festinha pra eles, pela primeira vez na vida, porque simplesmente ainda não conhecemos nada nem ninguém, o pouco que eu consigo tirar da cartola não foi apreciado, porque pra ele, se não for perfeito não serve. É de lascar, viu? Mas fazer o que?

O engraçado é que, este ano, fizemos muito mais coisas no dia do aniversário mesmo, normalmente rola só um bolinho em casa pra nós 4 e that’s it e ele sempre ficou super feliz. Mas talvez, pelo fato de saber que não haverá uma festa cheia de convidados, ele tenha ficado triste. Talvez, seja ainda maior o motivo, talvez a verdadeira razão para essa tristeza e essa agressividade que ele vem mostrando/cultivando, seja toda essa mudança de vida, porque noutro dia, ele nos perguntou: “nossa vida pode ser aqui como era na Austrália? Tô com muita saudade da nossa vida lá…”. E isso me faz lembrar o pobre Vivi, com um aninho de vida, indo dos EUA pra Europa, da Europa pro Brasil, do Brasil pros EUA e dos EUA pra Austrália, num intervalo de poucos meses, o que o deixou insanamente estressado e na época, porque nós também estávamos estressados, cegos, não entendíamos o porquê dos ataques dele 😦

É… hoje a história se repete, desta vez com o Nickito, aos 5/6 anos de idade, com a diferença de que os ataques do Nickito são mais agressivos e muito, muito, muito difíceis. Genioso ele sempre foi, mas também sempre foi carinhoso e agradecido e preocupado com o bem estar alheio. Agora, durante seus ataques, ele não se importa com mais ninguém e mais nada, somente  com os próprios sentimentos, a própria vontade, a própria frustração.  Tá, ele “só”tem 6 aninhos, mas é tão difícil lidar com tudo isso – mesmo sabendo que o motivo só pode ser essa mudança radical de vida. Alías, não só isso, porque a história começou no início do ano, quando voltamos do Brasil para a Austrália e ele me pedia todos os dias pra voltar pro Brasil, porque estava com muita saudade da vovó. Foi ali que a massa começou a desandar, foi ali que ele começou a ficar agressivo e desde então os dias têm sido ladeira abaixo.

Anyway, a batalha é longa, mas acredito que podemos vencê-la e ter nosso Nickito de volta, afinal, atrás do rapazinho revoltado se esconde nosso menino carinhoso, gentil e generoso que, vez por outra, ainda dá as caras por aqui e é imensamente aprecisado, rs.

Enfim, conforme prometido, apesar deste ano não ter festa, vamos levá-los ao Lotte World Adventure, o paque de diversão mais pop da Coréia, para uma celebração em família 🙂 Espero que o pequeno curta, que fique feliz. Sinto tanta saudade do meu Nick felizinho. Tanta! 😦


Em tempo: sei que ando reclamona (praticamente um Nick, rs) e que este blog tá funcionando mais como uma válvula de escape do que um livro de recordações, mas acreditem, tá complicado de verdade 😦 Entretanto, quero lançar um desafio para mim mesma: parar de reclamar e tentar, para cada coisa que tá ruim, encontrar duas que estão boas e agradecer. Quem sabe assim, looking on the bright side of life, as cores voltem pra ficar? 🙂 Uma alternativa a isso é fazer as malas e voltar pra Austrália, rsrsrs – just kiding… or not 😛

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