balanço do feriadão

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Gente, jamais imaginei que passaria um feriadão como este que tivemos em casa. Sim, totalmente em casa. Não fizemos absolutamente nada de diferente. Nadica de nada. Continuamos sem conhecer um nada em Seoul. Nadica de nada.

Eu, que sou a única em casa que tem bicho de corpo inteiro para passear, ando um caco de tão cansada. O marido, que já não é lá muito empolgado para passeios, menos animado fica sem ter carro (não, ainda não temos carro). Os meninos, que acordam cedo todo santo dia e enfrentam uma hora no ônibus escolar para ir e outra para voltar, só queriam saber que ficar em casa. Até pra dar uma voltinha aqui perto, só para esticar as pernas, reclamavam. Logo, sendo a minoria absoluta, em casa ficamos. Superbacana #sóquenão.

Pra não dizer que não fomos a lugar algum, hoje atravessamos o morro para ir na Daiso de Sinchon (nooossaaaa, que programão! De índio.)

A Daiso é uma loja curinga que cobre várias frentes. Tem coisas de cozinha, decoração, jardim, festa, papelaria, lavanderia, petiscos… Tipo uma Dollar Tree nos EUA, ou um china maiorzinho na Austrália (no Brasil, não sei o que seria o equivalente).

Enfim, fomos lá para tentar encontrar baking cups durinhos de papel, para eu assar os cupcakes do parabéns do Nick no colégio agora dia 22. Infelizmente não encontrei nada senão as formigas de papel clássicas (aquelas basiconas, sanfonadinhas), o que me fez, mais uma vez, morrer de saudade da Austrália. Tudo tão fácil por lá 😦

Pro outro lado, fiquei nas nuvens quando entrei na seção de louças! Gente, estávamos procurando louças nos lugares errados este tempo todo! Na Daiso encontramos pratos de tamanho normal e super simpáticos por meros 5 dólares cada! Sem falar das outras coisinhas fofas e também muito baratinhas. Isso me faz ter a esperança de que em breve descobrirei que viver aqui não é tão difícil assim 🙂

Não comprei nada além do que me propus a comprar quando saí de casa, mantive o foco nas lollibags e nos cupcakes o tempo todo (tão orgulhosa de mim! rs), mas certamente voltarei para arrematar umas coisinhas que, muito provavelmente, não serão pratos do tamanho padrão, porque eles simplesmente não cabem na lava-louça! O que faz muito sentido, já que aqui seja em casa, seja em qualquer restaurante, só se come em potinhos ou pratinhos de sobremesa. Cultura é isso aí. Por mais que eu não me imagine por exemplo, comprando uma porção de lulas grelhadas para comer no cinema, já me rendi aos micro pratos de jantar. E assim vamos, dentro do possível, nos adaptando à cultura local.

Ah! No sábado, maridinho foi ao Costco e fez a festa! Comprou queijo, presunto e salame como se o amanhã não existisse. Detergente de lavar louça, roupa, amaciante, um pacote gigante de rolos de papel higiênico, filtro, até microondas veio no pacote. Comprou até pêssego em calda, sei lá pra quê! Até parece que a gente come isso… Só uso (usava) pêssego em calda no Natal, para fazer pavê de pêssego. Pra não dizer que só comprou besteira/industrializado, comprou um balde de arroz integral, outro de feijão preto e outro de chia. Ah! Comprou também um pacote de limão e uma caixa de uvas. De resto, só coisas que eu já havia limado das compras lá no início do ano quando dei início a nossa reeducação alimentar.

Aliás, falando em reeducação alimentar, socorro, né? Como eu faço para sustentar meus hábitos alimentares nessa terra onde doces e frituras estão em foco? Aliás (2), santa genética desses coreanos, viu? Se entopem de doce e fritura e são magrinhos. Vai entender!

Aqui em casa, tirando o Vivi que tá ficando bem parrudo, estamos todos puro osso, não sei se por causa da comida (ainda não me acertei com ela), ou se é o estresse mesmo.

Mas vamo que vamo.

Amanhã é dia de escola e como acabamos de publicar a edição de primeiro aniversário da Oca, vou tirar a semana para descansar tentar colocar a casa em ordem, porque o Nickito noutro dia, muito sério, me perguntou: “mamãe, a gente vai viver nessa casa assim mesmo?”

eu: assim como, filho?

ele: ah, bagunçada, com quadros no chão, coisas pra colocar no lugar… meu quarto não tem lugar pra nada, não tem muita coisa na cozinha…

eu (após um longo suspiro): pode deixar, filho, mamãe vai cuidar disso esta semana…

Nem eu acreditei na minha promessa.

Mas vou tentar, pelo menos, começar a colocar a casa em ordem. Que os santos protetores da Torre de Babel me auxiliem nessa empreitada, amém!

 

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