O drama da Fada do Dente (que tá velha e cansada, rs) – da série: mentirinhas brancas

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Na quinta à noite, finalmente arranquei o outro dentinho do Nick, deixando o pequeno com o janelão superior bem aberto (lindo! sqn hahaha). Já tô contando os dias pros dentes cresceram logo porque, vamo combinar, eles curtem essa fase vampirinha (eu curti essa fase vampirinha), mas que eles ficam bem mais bonitinhos com os dentinhos todos, isso ficam, né? 🙂

Mas o ponto deste post é a tal da Fada dos Dentes.

Nickito tava to eufórico, dizendo que ia ficar rico, porque a Fada do Dente que esteve aqui noutro dia, ia voltar naquela noite. Até ia, né? Mas ela tava cansada, capotou 🙂

Na manhã seguinte, muito cedinho, antes do relógio despertar (ou seja, muito cedo mesmo!), ele acorda e vê o dente ali no mesmo lugar, debaixo do travesseiro. A decepção foi tamanha, que ele quase chorou.

Eu, ainda tonta, meio dormindo, meio acordada, respondi, ainda inconsciente: “Nick, você foi dormir muito tarde, já era quase meia-noite, lembra (tem sido um parto colocá-los para dormir neste acampamento em que vivemos)? A Fada não trabalha de madrugada. Faz assim: hoje, você vai dormir bem cedinho pra não ter erro, tá bom?”

Ele aceitou e se acalmou.

Na noite seguinte, de sexta para sábado, tratou de colocar todo mundo na cama cedo e ainda brigou comigo porque eram 9:30 e eu ainda ia tomar banho! Nem pude lavar meus cabelos, pode isso? Quando perguntei porque ele estava com tanta pressa de dormir, ele respondeu: “a fada não trabalha de madrugada, lembra?”. Ah, tah…

Mesmo quando já estávamos todos recolhidos, ele seguiu preocupado: “será que ela vai conseguir entrar em casa? A porta tem senha, não tem chave, então não tem como ficar aberta…”

“Nick, não se preocupe, a Fada do Dente é amiga do Elf, do Papai Noel… ela sabe muito bem como entrar.”

“Tá bom.”

E dormiu.

O problema é que a fada, coitada, também dormiu. Dormiu e acordou assustada no meio da madrugada, procurando no escuro umas moedas coreanas e como não encontrou, catou uma nota de 5 mil wons (5 dólares – inflacionando geral o mercado) e, ainda dormindo, trocou pelo dente de baixo do travesseiro.

Com medo que a Fada esquecesse novamente, o “Fado” acordou um tempo depois e já ia também catar moedas (bem que o Nickito disse que ficaria rico, rsrsr), quando a Fada interveio: “tá feito!” E voltaram a dormir.

Só que a noite foi longa. Foi um tal de neguinho mudar de lugar na cama, que o tal do dinheirinho sumiu.

Pela manhã, quando Nickito acordou e olhou de baixo do travesseiro e não encontrou dente nem moeda, entrou em pânico: “mamãe!!!”

Eu, ainda com os olhos fechados falei: “ah, procura direito aí, porque a Fada passou com certeza”.

E jogando travesseiros pro alto e sacudindo cobertas, eis que surge não a moeda, mas a nota de 5mil wons. “caramba!!!! muito dinheiro!”

Neste momento, Vivi que ainda estava meio tonto de sono, ficou bolado: “como assim?? Eu nunca ganhei 5 dólares no dente!” E após pensar um pouquinho, concluiu: “hmmm, deve ser porque ele perdeu dois dentes grades muito pertinho um do outro, né, mamãe?”

“É, meu filho, deve ser…”

Sabem o que eu fico imaginando? O que eles vão pensar/falar quando descobrirem  sobre a Fada, sobre o Coelhinho da Páscoa, sobre o Papai Noel e most importantly, sobre o Elf!!!!
Vão me achar a maior contadora de histórias do mundo, pra não dizer mentirosa! 😦 Porque, vamo combinar, né? eu não me contento em dizer que existem, eu crio enredos e levo às últimas consequências.


Aliás, tô com um problemão: Nickito que, notem, vai à escola cristã radical, anda dizendo que não acredita em Deus (se o Vivi se encrencou  na escola porque falou “oh my God”, não duvido que coloquem o Nick ajoelhado no milho, rs). Logo ele que adorava entrar em todas as Igrejas à procura do Papai do Céu. Logo ele que rezava tão bonitinho, pedindo pro Papai do Céu proteger todo mundo, agradecendo pelo dia… A gente tenta contornar, explicar, mas convenhamos, não é simples explicar o que é fé para uma criança (teimosa, rs) de 5 anos que até hoje não teve uma vida religiosa ativa. Espero que seja só uma fase, porque é muito fácil inventar historinhas sobre coisas que não existem, mas educação religiosa não é pra qualquer um e mesmo que eu e o marido tenhamos sido criados em colégios católicos, ainda assim não nos sentimos aptos a educá-los sobre Deus e, até por isso, preferimos que tivessem aulas de religião na escola. Tipo, não me entenda mal, conheço muito ateu que tem um coração muito maior do que outros tantos cristãos, mas ainda acredito que ter uma religião, acreditar em algo superior é extremamente benéfico ao ser humano, dada a complexidade do universo e as tantas coisas que a ciência não consegue explicar.

 

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