Olha, tá melhorando, viu?

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Ontem à tarde, fomos dar uma volta no World Cup Park (Parque da Copa do Mundo) e apesar de nem termos visitado a parte mais interessante, me deu um alívio muito grande em saber que há lugares como aquele para levar as crianças nos fins de semana. Eu tava ficando bem chateada com a falta de parques na cidade.

Ir até lá me fez enxergar Seoul com outros olhos, olhos mais abertos, me fez ter esperança de realmente aproveitar os anos que passaremos aqui.

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Demos uma volta pelas escadas e pequenas trilhas que passam por dentro de uma florestinha, onde os coreanos montam redes e barracas de camping para fingir que estão passando o dia no meio do mato, rs. Tá, tecnicamente, até estão no meio do mato, mas é um mato que fica muito perto da selva de pedra, um pequeno oásis. Mas ó, não vou reclamar, nem fazer pouco caso, porque só de ter o mato, já tô contentinha (quem diria, hein, Erica!?).

Tô achando superinteressante como os coreanos apreciam qualquer micro espacinho verde – é a escassez! Nós que viemos do Rio, de Bloomington, de Melbourne, somos muito mal acostumados, we take it for granted. Well, not anymore! Não duvido nada que daqui a um ano eu também esteja levando a rede para a micro florestinha, o oásis no meio da selva de pedra 🙂

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O bacana é que toda área de lazer  que vimos até agora tem também alguma água rolando. Pode ser um espelho d’água, um chafariz, uma piscininha… tem sempre um bando de crianças, de roupa (jamais sem camisa) se esbaldando, se divertindo e se refrescando na água.

Em frente ao estádio (ou seria ao lado?), ha umas cestas de basket, onde ficamos arremessando bola com o Vivi (nossa, não fazia isso há milênios!) até ele, exausto de calor, pedir pra parar.

Foi uma tarde bem divertida. Definitivamente o passeio salvou nosso fim de semana  chato de montagem de móveis da Ikea 🙂

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De quebra, ainda passamos num café que, adivinha?, vendia chai latte! Eu e o Nick aproveitamos! Tá certo que não era tão gostoso quanto o que tomávamos na Austrália, tampouco quanto o que fazia em casa. Precisava de mais especiarias e mais açúcar, maaaasss… é o que temos, então lambemos os beiços! 🙂

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Na volta pra casa, Vivi implorou para que o levássemos no Burger King. Eu, você sabe, não sou fã de fast/junk food, mas de vez em quando finjo que sou boazinha e permito um lanche envenenado. Fazer o quê? Fomos, com a condição de que depois, iríamos  jantar, eu e marido, num restaurante da nossa escolha e eles se comportariam lindamente. Beleza? Beleza. Ou quase.

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Vivi e Nickito escolheram seus burgers. Vivi estava tão eufórico, tão ansioso pela primeira mordida que dava pra ver os olhinhos brilhando. Antes do primeiro pedaço, para registrar aquele momento de emoção, pediu que eu tirasse uma foto “pra mandar pro tio Toth”, explicou 🙂 Foto tirada, lá foi ele, salivando, dar a primeira e última mordida. Sim, primieira e última. O hamburger era tão, mas tão, mas tão apimentado que o menino quase sufocou. Pra você ter uma ideia, o Mauricio foi experimentar e desistiu assim que o molho encostou num pedacinho do lábio superior. Disse que queimou até a alma. Enquanto o pobre Vivi bebia um balde de refrigerante, eu resolvi arriscar uma mordida. JesusAmado! Eu adoro pimenta, mas até pra mim tava sinistro. Minha boa não ficou ardendo, ficou foi doendo mesmo, de tão forte que era a pimenta.

Noutro dia li em algum lugar que criancinhas coreanas de 5 anos já tem a papilas gustativas prejudicadas pelo excessivo consumo de pimenta. A pessoa tava fazendo piada, mas oh, não duvido nada que tenham mesmo. Esse grau de pimenta não é saudável.

Resumo da ópera? Nickito comeu seu hamburger todinho (também era apimentado, mas não absurdamente como o do Vivi) e Vivi ficou a ver navios, porque nem o do Nick ele aguentou. Ou seja, enquanto estivermos aqui, ninguém vai me pedir para ir ao Burger King – olha o lado positivo aí! 🙂

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Acabamos indo jantar num restaurante europeu bem gostosinho, onde, aí sim, o Vivi comeu um hamburguer muito gostoso (pena que não fotografei). O mico da rodada foi a hora de pagar a conta: o cartão foi negado, jesusamado! Mas, como vivemos num mundo hi-tech, saquei meu app do banco australiano e transferi  o dinheiro para a conta corrente. Muito feliz que minha bateria não tinha acabado, já imaginou? Não seria um mico, mas uma comunidade inteira de king kongs.

No fim, tudo terminou bem 🙂

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