Sabadão sem descanso

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Olha, vou te contar, esta nossa primeira semana aqui tem sido de lascar, uma verdadeira montanha russa emocional. Estamos vivendo entre a empolgação de morar numa cidade cheia de vida e o estresse das burocracias iniciais que nos atam pés e mãos (isso pra não falar da questão da moradia, meu drama maior, rs).

Mudar para um lugar novo/desconhecido já é um baita desafio, mas mudar para um lugar completamente novo/desconhecido onde você não fala, não lê, não entende nada é complicadíssimo! Coisas simples como comprar mochilas, estojo, lancheira e uniforme para as crianças exige muita paciência e muita sola de sapato.

Hoje andamos o dia inteiro (pobres crianças) atrás das últimas coisas para o primeiro dia de aula dos meninos. Não sei se  a cidade é toda assim, mas as regiões que temos frequentado até agora não têm muitos artigos infantis. Nem mesmo a H&M tem uma seção Kids! Difícil, viu?

Rodamos uns 3 ou 4 shopping centers, sem falar das infinitas lojas de rua, e só fomos encontrar, por exemplo, Polo Shirts  e bermudas (para a escola) na Muji que, aliás é a loja mais basicona que eu conheço.

O lado positivo é que com tanta andança, estamos começando a conhecer as coisas e a saber onde comprar o quê. Hoje, por exemplo, esbarrei com panelas, roupas de cama, utensílios de cozinha… Descobri até lojas familiares como Laura Ashley e uma megastore no estilo Walmart, chamada Home Pus, que vende de tudo, ou seja, gastamos sola de sapato, mas pelo menos não foi em vão 🙂

Após muito andar, já no fim da tarde voltamos a nossa futura casa, que tinha acabado de passar por uma limpeza profunda e profissional. Um alívio entrar na casa limpa, viu? Definitivamente tiraram o bode fedorento da sala, já o bode cafona, ah, este continua lá.

A limpeza nos custou o equivalente a 600 dólares americanos, uma facada, eu sei, mas pelo menos não terei que lidar com o desleixo alheio. Tudo foi limpo minuciosamente, inclusive ralos e rejuntes. Valeu cada centavo pago 🙂

A partir de amanhã podemos começar a comprar as coisas para a casa e pedir para entregar lá. Na quarta-feira a gente se muda de mala e cuia.

Acho que o mais difícil é fazer tudo carregando as crianças conosco. Dureza, viu? Não é como se tivéssemos uma listinha e saíssemos direcionados para riscar cada item. Na verdade, concluir tarefas simples, quando se tem que levar as crianças junto é um desafio e tanto. É um tal de reclamar o tempo inteiro: Tô cansado. Tô com sede. Isso é chato. Quero ir pra casa. Eu odeio esse lugar. Quero fazer xixi. Quero fazer cocô. Tô com muito calor. Quero donut. E por aí vai…

Mas, entre mortos e feridos, salvaram-se todos e no fim do dia, o saldo foi positivo, fiquei morta dom farofa (mais uma vez, cheguei em casa e dormi por mais de uma hora), mas conseguimos comprar praticamente tudo para o começo das aulas.

Amanhã ainda teremos que ir atrás da lancheira e garrafa térmica, mas acho que não será um drama muito grande. Drama será encontrar, comprar e mandar instalar os aparelhos de ar condicionado em todos os quartos do apartamento.

Agora à noite, muito embora eu estivesse muito cansada, o marido estava faminto, então reuni o restinho de forças do meu corpo e saímos para jantar. Rolou um repeteco no Paraguaio e hoje a mocinha (garçonete/cozinheira) já arriscou mais no inglês e nós, no coreano (cof cof cof).

Neste momento, a cama me chama, implora pela minha presença e eu, obediente que sou, atenderei ao chamado, mas não sem antes dar uma passada no chuveiro para refrescar.

Amanhã eu volto 🙂

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