A primeira vez

p1060971

A primeira vez a gente nunca esquece, não é mesmo? Hoje fizemos nossa estreia no ônibus e no metro e adoramos! Só precisamos aprender a ler em coreano para ter aquela segurança básica, porque nem toda placa tem o nome da estação escrito no alfabeto ocidental. Mas apesar disso, nossa experiência foi ótima, especialmente no metrô, onde tivemos a ajuda de um funcionário super mega hiper bonzinho que, não satisfeito em nos dar as instruções, nos guiou até dentro do prédio que precisávamos ir. Gente, fala sério, é muito amor 🙂

O inglês dele não era perfeito, mas ainda assim, não só nos levou até nosso destino, como nos mostrou alguns pontos de importância ao longo do caminho 🙂 Batemos também um papinho, ele contou que o irmão e os sobrinhos moraram na Austrália por 2 anos… muito simpático 🙂

Nosso primeiro destino esta manhã, antes mesmo de tomar café, foi o prédio da imigração, onde tira-se o tal do alien card, um cartãozinho que todo estrangeiro deve ter e sem o qual não se faz absolutamente nada aqui, ou sejá, até o bendito ficar pronto, não teremos dados nem número de celular. Não teremos conta no banco, nem carro, nem nada que dependa de identificação, como por exemplo, carteira de motorista, ou então liberar a entrada da nossa mudança. Vida dura.

Mas duro mesmo foi saber que o tal do cartão não leva uma semana para ficar pronto, como nos foi dito, mas sim 21 dias. Isso mesmo, três semanas vivendo nas sombras. Que Deus nos ampare, rs

Anyways, após nossa primeira parada, aproveitamos que estávamos numa região mais central da cidade (perto do rio), para reconhecer o terreno, dar uma volta, ver as modas 🙂

p1060965

Caminhamos um pouco pelas ruas até que demos de cara com um braço rio, o famoso que foi despoluído e se transformou em área de lazer. O mais impressionante não foi nem a água limpinha, mas o quão fresquinha fica a temperatura ao descermos as escadas que levam à margem do rio que é bem arborizada. Um contraste incrível! Tão agradável caminhar por lá, que não dava vontade de voltar para o bafão quente da selva de pedra. Ao longo do rio, pessoas com os pés dentro d’água, crianças brincando à margem, outros caminhando alegremente.

p1060974

p1060975

p1060972

p1060968

Vimos até, confirmando a “lenda”, casais de namorados com roupas combinando –  achei fofo 🙂

Nosso almoço foi na Paris Baguete, a padaria que está presente em cada quarteirão – quem diria, eu comendo num redão, rs, mas ando tão cansada e tão overwhelmed que não tenho forças nem para dizer não, e como sou sempre voto vencido, lá fui eu, né? Mas as coisinhas além de serem gostosinhas, nos fazem lembrar nossa boa e velha padaria “Bread Top”em Melbourne, que é exatamente no mesmo estilo e tem exatamente as mesmas coisinhas. A diferença que na de Melbourne, como só tinha duas perto da gente e só no shopping, quase nunca íamos, já que eu fazia questão de passar bem longe para não atiçar as crianças, rs. Já aqui, é pior que praga, a tal padaria está em toda parte, rs Difícil evitar, pelo menos neste início, com a vida ainda desestruturada.

E para fechar o dia (ou deveria dizer a noite?), fomos dar uma volta pela vizinhança e procurar um restaurante para jantar. Ai, gente, tô absolutamente encantada. São muitas ruelas com os mais charmosos e diversificados restaurantes/cafés/lojinhas. Ruas sempre iluminadas, cheias de gente, cheias de vida. Nesses momentos, eu até esqueço do drama do apartamento cafona.

img_9628

img_9629

Saímos de casa para ir num mexicano – a ideia é pegar leve na comida coreana, diversificar um pouco, para não enjoar, rs – mas erramos o caminho e acabamos indo parar num paraguaio pequenininho, escondidinho e delicioso! Algo me diz que ainda voltaremos muito lá.

Em tempo: Hoje, no desespero, acabei pedindo socorro na comunidade do facebook, perguntando pra galera das internas se alguém recomendava um faz tudo para ajudar na maquiagem das paredes críticas do apê, e entre conselhos, sugestões e dicas, conheci uma menina que chegou aqui há 1 mês com o marido. Brasileira (casada com Australiano), vinda da Austrália. O mundo é um ovo, né não?

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google photo

You are commenting using your Google account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s