Bem-vindos a minha vida coreana :)

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Chegamos!

Aqui começa mais um capítulo da nossa história, mais uma fase da vida cigana, longe do ninho, com raízes aéreas. Desta vez em terras ainda mais distantes.

Vou tentar, pelo menos nestes primeiros meses, ser bem assídua nas postagens, para deixar registrado não só as aventuras, descobertas e alegrias, como também meus desesperos, angústias e incertezas, para um dia, lá na frente, eu poder parar, ler e reviver os momentos que passamos nesta nossa vida de horizontes amplificados que vivemos.

Se mudar para os Estados Unidos e  depois para Austrália foram experiências interessantes, mudar para a Coréia é interessante elevado a décima potência, especialmente com dois molequinhos.

Então vamos lá! Começaremos assim, sem template elaborada nem domínio bonitinho. Darei início ao nosso diário coreano assim, no susto, sem planejamento, no modo free e depois, se tempo me sobrar, dou uma incrementada pra deixar mais charmosinho.

Chegamos em solo coreano às 3:30pm aproximadamente, mas só conseguimos entrar no taxi por volta das 5. A fila na imigração era giga!

A viagem em si foi tranquila, estava tão exausta que consegui até dormir um pouco – não muito, porque toda hora acendiam as luzes para servir comida e eu só achei o adesivo “do not disturb” no final do vôo. Os meninos se comportaram super bem (já são dois rapazotes, né?), até porque, estrategicamente colocamos cada um numa extremidade da fila, rs

A pior parte foi passar pela imigração. A fila de estrangeiros estava enorme! Tome de esperar… para piorar, os meninos entediados começaram a implicar um com o outro. Delícia.

Mas reclamar do que? Podia ter sido tão pior, rsrsr

Na saída, o taxista já estava esperando por nós com a plaquinha. Tudo foi lindamente arranjado pela nossa host do Airbnb  – aliás, salvo um contratempo aqui, outro ali, sempre temos ótimas experiências com o Airbnb.

Do aeroporto até em casa foram uns 45/50 minutos viajados muito confortavelmente em poltronas de couro reclináveis, com tv para as crianças, aguinha, iced coffee e free wifi (tudo bem que não conseguimos usar, mas tava lá, rs). Estresse free, como a vida deve ser 🙂

Já na saída do aeroporto senti uma familiaridade enorme com o entorno. Gente, impressionante como a paisagem geográfica lembra o Rio. Em certos trechos, me sentia na Tijuca, noutros parecia estar na Ponte Rio-Niterói, noutros ainda poderia estar no Cosme Velho. Call me crazy, mas passamos até por uma área que me lembrou o Parque dos Patins na Lagoa.

Quando finalmente chegamos ao nosso primeiro destino, fomos duper bem recebidos pela nossa host com suquinho de laranja e melancia para refrescar. Um doce de pessoa, super boazinha e prestativa.

A casa em si também é uma graça. Uma construção antiga (da minha idade, rs) que eles mesmos reformaram. Ela e o marido moram na parte de baixo, reservando a parte de cima para os hóspedes. Não poderíamos ter escolhido melhor 🙂

À noite, saímos para jantar e logo de cara paramos num coreano legítimo: Korean Barbecue, no melhor estilo DIY. Uma mesa com uma chapa no meio, sobre uma bandeja de carvão. Uns filetes super longos de carne, um potinho de alumínio para cada um e uns side dishes (muitos não identificados, rs). Ah, também tinham tesouras que, mais tarde descobrimos que serviam para cortar a carne. Ô choque cultural, viu! rs
Foi uma experiência bem interessante (e saborosa). Nickito amou ser chef da própria comida num restaurante, rs

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Ah, tem a cerejinha do bolo: nossos hosts acabaram de comprar um puppy 🙂 Um doguinho preto muito fofo – Vivi tá encantado (e Nickito, desesperado, rs)

Curiosidades do dia:

– os nomes da ruas: o que parecia confuso, agora faz muito sentido. Aqui, várias ruas tem o mesmo nome, só mudando o número no final, então, para quem não está habituado ao estilo, é meio confuso, já que cada rua, além de um nome, tem um número, além do número do prédio e do apartamento. Mas depois que nos explicaram, fez todo o sentido 🙂

– aqui, quando você dá/pede uma informação sobre algum lugar, ou entra num taxi, você não dá o endereço com rua, número e tal, você dá referência: rua tal, passando o prédio/loja tal, a segunda rua à esquerda. A maior referência é a Paris Baguete 😛

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