Vivi e seu primeiro Jamboree

Sábado acordamos cedo para levar o Vivi ao seu primeiro campeonato de basquete. O danadinho não só entrou pro time da escola, como conseguiu a façanha de ficar no time principal.

Eu, claro, mesmo sabendo que ele não é o craque do time, fico toda orgulhosa. Vivi ainda tem um longo caminho a seguir, precisa ficar mais confiante, ter mais calma, trabalhar mais a bola e não ter medo de errar.

Com medo de errar, ele tem a tendência de se livrar da bola, em vez de fazer alguma coisa com ela. Parece o jogo da batata quente.

Ele está arremessando bem bonitinho e acertando bastante. Tem uma mobilidade ótima e é bem ágil, mas falta aprender a se posicionar no ataque para receber mais a bola.

Foram 3 jogos: duas vitórias (uma de lavada) e uma derrota – bem injusta, diga-se de passagem, já que o time adversário era muito cavalo e duas séries acima. Mas tudo bem, valeu a experiência. Sem falar que Vivi, numa das raríssimas vezes que tocou na bola, fez uma cesta linda!

Mas ó, não tenho maturidade para assistir filho meu jogando, não… Fico transtornada, com sangue nos olhos, querendo cuspir fogo. Até as menininhas torcendo pro time adversário na minha frente me irritam, hahaha. Espero que sejam os hormônios da gestação, senão um dia serei convidada a retirar meu sangue latino da quadra, rs

Mas foi bacana, curti minha estreia de mãe torcedora 🙂 Mesmo morrendo de dores na lombar por ter que ficar em pé parada por horas e horas com essa pança pesada, valeu a pena 🙂

Infelizmente, não poderei ir aos próximos jogos na Coréia, por motivo óbvio: bebê recém-nascido. Mas já fiquei feliz com a estréia.

Que venham mais jogos na Flórida!

Dia de ver John

Semana passada, aproveitei a desculpa da consulta pré-natal pra bookar o marido pelo dia. Saindo da clínica, fomos à exposição do John Lennon, que tava rolando no Hangaran Museum, que fica bem pertinho da clínica. Pra completar nosso date morning, ainda almoçamos farta e apimentadamente num Thai, já perto do colégio dos meninos.

A exposição foi legalzinha, mas poderia ter sido melhor. Acho que estamos ficando muito exigentes. Seria a idade?

Bom, pra começar, tudo estava tolamente em coreano, nem uma legendinha em inglês, o que deixou um pouco mais tricky a apreciação.

Achamos também que, para uma exposição sobre a vida do Lennon, a timeline tava muito limitada a fase Yoko. Quase não se faz menção fotográfica à vida pré-Ono. Nem o filho mais velho, do casamento anterior é celebrado. Só dava Yoko, soberana.

Mas valeu pelo quality time a dois com o marido, coisa rara e que promete ficar ainda mais rara com a chegada do terceiro rebento.

A pergunta é: será que eu consigo arrumar um outro date antes do baby chegar?

35 semanas

Chegamos à semana 35, hora de começar a tomar o tal do chá de folhas de framboesa que promete tonificar o útero e contribuir para um trabalho de parto mais rápido (ou menos demorado, rs).

O chá é bem gostosinho, então não é nenhum sacrifício. Dado o meu histórico, não custa tentar, né?

Nesta última semana, houve um brotamento intenso de estrias. Embora isso não esteja tirando meu sono (ainda), estou tentando me preparar psicologicamente para aquela barriguinha pós parto linda, bem flácida, com sobras de pele, cheia de estrias e uma diástase de respeito. Oh well… Bye bye, biquini. Hello, maiô. Mas como diria Paulo Cintura, saúde é o que interessa, o resto não tem pressa, rs

Minha playlist pro labor, uma parceria com o marido, está feita (e sendo ouvida as I type), as malinhas da maternidade estão praticamente prontas (faltando somente coisinhas que só dá pra colocar na hora)… Falta só bater uma última máquina de coisinhas do bebê, coisa que só vou fazer quando mais chegar semana que vem, porque certamente vem mais coisa na mala 🙂

Acho que tô até bem tranquila. Não garanto que permanecerei assim uma vez que adentrar no modo trabalho de parto, mas por enquanto tá tranquilo, tá favorável.

Até mesmo o comportamento do Nickito melhorou absurdamente após meu melt down. No domingo, quando fui colocá-lo na cama, ele pediu que eu rezasse com ele. Tão bonitinho, pedindo pelo bebê… Me emocionei. E depois do abraço de boa noite, quando eu apagava a luz do quarto e ia saindo, veio outro pedido: “mamãe, quando você não estiver mais com esse barrigão e estiver se sentindo bem, você pode voltar a deitar comigo segurando a minha mão até eu dormir?” Ai meu coração… de fato, já faz uns meses que eu não caibo mais na caminha dele e esse momentinho nosso antes dele adormecer só rola quando ele consegue convencer o pai a deixá-lo ficar um pouco na nossa cama. Vamos ver como será quando o bebê chegar. Espero que eu consiga dar conta do baby, sem ficar tão exausta a ponto de não ter forças para resgatar aquele momentinho noturno tradicional com os meninos.

E recomeça a temporada das culpas. Especialmente com relação ao Vivi, que está crescendo tão rápido que me dá medo de perder o bonde. Num piscar de olhos ele pode, de repente, se desinteressar pelo aconchego com a mamãe. Ai, não tô preparada 😦


Detalhe besta: estava eu aqui posta em sossego, ouvindo a playlist do baby (que é quase 100% soft-brasileira-perdida-no-túnel-do-tempo), enquanto escrevia este post, quando, de repente começa a tocar o que? Gangnam Style! hahaha Coisas do marido, rsrsrs

ainda sobre a semana 34

E na última quinta, lá fomos nós para mais um dia de consulta. A partir de agora as visitas à clínica serão a cada 2 semanas. A coisa tá ficando real, estamos na reta final. Na próxima consulta já levo meu birthing plan.

O frio na barriga ainda não começou, mas confesso que um motivo aqui, outro ali têm me deixado um tantinho insegura.

O que somehow me tranquiliza é que meu médico segue muito confiante, dizendo que meu quadro todo é muito positivo. Ele realmente está confiante que devo ter um parto natural. Eu, como já entreguei nas mãos de Deus, estou tentando me acalmar e confiar também na avaliação e recomendação do meu médico que sempre me aconselha a relaxar, confiar no meu corpo e deixar possíveis problemas com ele, porque se algo der errado, ele estará lá. Haja meditação, viu?

A ultrassonografia mostrou o baby de cabeça pra baixo (claro que em 1 mês tudo pode mudar, várias vezes), dentro do tamanho e peso esperados. Desta vez, terceirinho(a) não quis dar as caras, ficou de costas e a única imagem significativa que trouxemos pra casa foi do seu pezinho 🙂

Hoje comecei a tomar o tal do chá de folhas de framboesa que, em tese, colabora para um trabalho de parto mais eficiente. A ideia é tomar uma vez por dia durante a primeira semana, passar para 2 vezes na segunda e finalmente para 3 até o baby chegar. Mal não faz, né?

Esta semana finalmente chegou o bassinet que será a caminha do baby pelos primeiros 6 meses. Comprei um modelo nada glamuroso, dobrável, para levarmos na mala, dessa maneira, poderá ser usado aqui até nosso último dia e lá na Flórida assim que chegarmos. Praticidade é a palavra de ordem.

Comprei também um bouncer e um play mat/gym. Acho que finalmente liquidei a lista de compras dessa primeira parte do enxoval. Baby já tem tudo que precisará nesses primeiros 2 meses de vida. Bom, na verdade, quase tudo, porque ainda estou considerando outros dois itens, um sensor de respiração/temperatura e um Snuggle Me para colocar no bassinet. Devo decidir se compro ou não na próxima semana. Só estou um pouco indo

Confesso que conforme vai se aproximando minha due date, vai aumentando meu desconforto com o fato do bebê não ter um quartinho pronto. Eu sei que é uma futilidade, afinal de contas, tudo o que um recém nascido precisa é de amor, aconchego, atenção e leitinho. Sei também que até os 6 meses, ele nem habitaria seu próprio quartinho, mas, entretanto, contudo, todavia, sinto como se estivesse negligenciando, fazendo menos por ele(a) do que fiz pelos irmãos. Culpas de mãe 😦

Mas não há de ser nada, se tudo der certo, conseguiremos a façanha de alugar uma casa de 4 quartos (tarefa quase impossível na school zone que estamos procurando) pro nosso primeiro ano na Flórida e poderei então preparar o ninho particular do nosso terceiro rebento, com o mesmo carinho que preparei pros irmãos.


Em tempo: Hoje tive um huge melt down. Desta vez, o responsável foi o Nickito. Na verdade, ambos, Vivi e Nickito andam me tirando do sério com as brigas diárias entre eles. É muito barulho, é muita gritaria, é muita implicância, é muita confusão. Todos os dias. Várias vezes ao dia. Basta eles chegarem em casa que minha paz acaba. É duro dizer/escrever isso, mas a verdade é que eles já entram em casa brigando. A cada dia fica pior, ficam mais intolerantes um com o outro. Chegou ao ponto, noutro dia, deles rolarem no chão, literalmente. Nunca pensei que fosse ver o que ando presenciando. É muita raiva, muita faísca. Mas pior, mais grave do que isso é a falta de respeito e consideração do Nickito conosco (eu e marido). São respostas absurdamente malcriadas o tempo inteiro, muito descaso, muita grosseria. Hoje ele não dá mais os ataques de outrora, em vez disso, de gritar feito um louco, nos desrespeita verbalmente o tempo todo, sempre com uma ironia assustadora. É quase um bully. Bully dos próprios pais.

Eu sempre tento conversar, contornar, oferecer e pedir ajuda. Ofereço carinho, atenção, abraço, mas nada parece surtir efeito. Claro que não dou prêmio para mau comportamento, então muito embora eu esteja sempre disposta a oferecer carinho, vou cada vez mais limitando os privilégios. TV e eletrônicos, que já são bem limitados, acabam sendo os primeiros a dançar. Ele também já não pode mais escolher onde vamos comer (uma das coisas que ele mais curte fazer). O problema é que de grão em grão, vou ficando sem moeda de troca. Mais um pouco e não teria mais o que tirar dele.

Hoje a coisa foi séria e uma tristeza gigante se abateu sobre mim, desabei completamente, estou até agora fora do prumo, sem vontade de nada. Perdi completamente meu chão. O lado positivo é que, assistindo meu melt down, acho que ele finalmente percebeu a gravidade da situação e, pela primeira vez, se mostrou realmente preocupado, diria até desesperado com minha condição. Prometeu se esforçar de verdade para não me deixar mais estressada, nem triste. Disse, muito emocionado, que não consegue me ver chorar. Mostrou-se preocupado também com o bebê, com receio disso tudo poder afeta-lo. Vamos ver… Só posso torcer pra que as coisas entrem nos eixos e que nossa família volte a ter paz antes da chegada do bebê, porque eu não gosto nem de imaginar o que será esta casa com esse estresse, um bebê e todos os meus hormônios ainda mais remexidos no pós parto.

Que Deus nos proteja.

a danada da poluição e a contagem regressiva

Foi só a temperatura aumentar (esta semana tivemos um dia com máxima de 17!!!!), anunciando que a primavera não tarda chegar, pra que a poluição, a terrível fine/yellow dust chegasse com tudo e mais alguma coisa. E, infelizmente, este ano a coisa está ainda mais séria. Já são sei lá quantos dias sem poder sair de casa. A visibilidade é mínima, a cortina de poluição é grossa, pesada e mesmo dentro de casa, com o purificador de ar ligado full time, a gente (os mais sensíveis) sente os efeitos de sua presença.

Espirros, tosse, falta de ar, alergia, olhos ardendo, nariz, garganta e boca secos. Não tá fácil, viu? Minha maior preocupação é a asma do Vivi voltar a atacar. Minha outra grande preocupação é o bebê chegar nesse ambiente inóspito aos seus pequenos e inocentes pulmõezinhos.

Mais do que nunca, a contagem regressiva para nos mudarmos está super ativa. Faltam 3 meses e meio para partirmos rumo à Flórida, rumo à praia, rumo ao verão o ano inteiro, rumo ao ar puro, o céu azul, rumo ao por do sol sem cortina de poluição, rumo a uma vida menos agitada, mais simples, há quem diga até mais monótona, mas muito, muito mais saudável.

Terei mil e um motivos para sentir saudades daqui, mas me livrar da poluição pesa muito mais na balança. Mais até que o verão o ano inteiro, mais até que a praia.

Tem coisas que a gente take for granted, o ar puro é com certeza uma delas. A gente só percebe a diferença que faz quando o ar, nosso amigo invisível, se faz presente em sua forma mais carregada, nos fazendo sentir na pele, nos pulmões, nos olhos, nos cabelos, no corpo todo, por dentro e por fora, o peso da poluição.

Foi bom enquanto durou, mas já é hora de partir para ares mais respiráveis. Poder sair casa, andar pelas ruas, respirar fundo… ou simplesmente abrir as janelas de casa de deixar o ar entrar.

Contagem regressiva mode on: 3 months and a half to go. Sem olhar pra trás.

34 semanas, 6 to go

Semana trinta e quatro chegou, faltam “só” seis.

Lembra que eu comentei sobre não sentir os soluços do bebê? Então, já faz umas 2 ou 3 semanas que eles chegaram com força total. Soluços 2, 3, 4 vezes ao dia. E adivinha? A pessoa que antes estava intrigada com a falta de soluços está agora preocupada com o excesso deles. Não tem jeito, certas coisas nunca mudam. Eu, definitivamente não faço parte do clube das mães que vão relaxando com o tempo. Eu tô sempre alerta, preocupada. Aquela história de que com o primeiro filho você desinfeta a chupeta, com o segundo, você limpa na sua boca e com o terceiro você dá pro cachorro lamber, aqui não rola de maneira nenhuma. A mãe aqui é tensa, infelizmente.

E ser tensa nesse mundo onde se obtém informação demais pela internet, vou te dizer, não é legal, não é saudável. Qualquer coisinha que eu sinta, vou logo perguntar pro Dr. Google, que me abre um leque infinito de possibilidades, a maioria delas negativas. Claro que com o tempo, tô aprendendo a não estressar, especialmente porque é minha terceira gestação, né? Alguma coisa eu aprendi com as anteriores, rs. Mas ainda assim, acho que as grávidas da era anterior a internet eram mais felizes/tranquilas. A ignorância é um presente. O que os olhos não lêem, o coração não sente e a cabeça não pira.

Esta semana acho que a ficha do “vamos nos mudar de país novamente e com o bônus de um recém-nascido” caiu e começamos a nos empenhar mais seriamente na procura pelo novo lar. Bookamos um airbnb para a primeira semana e começamos a marcar as possibilidade de casa para alugar na região que decidimos morar. Claro que tudo pode mudar da noite pro dia, mas por enquanto, a ideia é alugar uma casa enquanto construimos nossa casinha. Tudo ainda é muito embrionário, nem financiamento temos ainda, mas pelo menos já estamos conseguindo sair do lugar na tomada de decisões. Resta agora que os astros se alinhem para que tudo dê certo.

Foram tantas idas e vindas sobre uma região e outra, sobre comprar pronto, construir, por quanto tempo alugar… foi tanta pesquisa sobre as escolas… Essa mudança está sendo, de longe, a mais overwhelming de todas. Fácil é mudar com crianças pequenas. Mudar com criança na idade escolar, onde a escola é que define a região que você tem que morar, não é nada fácil. Limita demais, estressa demais. Mas vamo que vamos, força na peruca, porque ninguém disse que 2019 seria um passeio no parque, rsrs

Meu mantra tem sido “entrego, confio, aceito, agradeço”. Repetir isso várias vezes ao dia ajuda, rs

Ah, mami chega em duas semanas. Can’t wait!

Que voz!

E quando seu (ainda) caçulinha tem um vozerão de arrepiar?

Sério, modéstia à parte, o pequeno é material de final do The Voice Kids! E mais do que isso, he is a natural! Nunca fez aula de canto e tem um ouvido, uma afinação, um controle… IMPRESSIONANTES. Sei lá de quem puxou…

O problema é que o talento do nosso pequeno é tão grande quanto seu orgulho. Quem disse que aceita críticas ou comentários? Você não pode nem pedir pra ele cantar mais alto que ele se ofende. Se não for comentário elogioso, melhor nem fazer, caso contrário, nossa pequena pérola se fecha dentro da ostra e só sai de lá quando se recupera do “julgamento”. Adoraria colocá-lo numa aula de canto, impostação de voz… mas como, se o bichinho acha que sabe tudo? Difícil, viu…

Além disso, além de não aceitar críticas, ele é o rei delas! Ninguém (nenhum de nós três mortais aqui em casa) pode cantar perto dele, que é instantaneamente metralhado com as mais duras críticas. Po, eu sei que eu não canto bem, mas me deixa cantar, caramba!

O pai até perdeu a motivação de pegar no violão, porque sabe que se o cantorzinho estiver por perto, vai torrar o pacote com seus comentários ou caras e bocas. O que ele não entende é que nem eu nem o pai temos pretensão nenhuma de cantar bem. Tudo o que a gente quer é have fun. Já ele, leva muito a sério e enche o saco do Vivi, que canta bem direitinho (melhor que eu e o pai juntos, sem sombra de dúvida, rs), mas não é um natural. São duras as críticas, viu? Pobre Vivi…

Espero que ainda este ano, quando já estivermos instalados lá nas terras quentes da Flórida, eu consiga colocar os dois numa aula de canto. Aliás, são tantos planos pra essa nova fase, que vão faltar horas no meu dia se eu colocar metade em prática.